Virgínia muda rotina para sua estreia no carnaval
Virgínia estreia como rainha de bateria da Grande Rio no Carnaval 2026, entre treinos intensos, polêmicas e um enredo inspirado no Manguebeat
A mais nova rainha de bateria da Grande Rio a empresária e apresentadora Virgínia Fonseca se prepara para sua estreia na Sapucaí. Sua rotina de treino foi alterado para estar com o corpo ideal para o carnaval. Em entrevista exclusiva à revista Quem, Virgínia destacou que está com foco total para o novo desafio.
Nada de músculos, agora é definir para o Carnaval:
Quero ficar um pouquinho mais dura, pra hora que a gente sambar, que balança tudo… Não quero crescer mais, só quero mesmo endurecer. Então vou intensificar mais isso quando estiver mais perto do Carnaval”, diz.
Polêmica
A chegada de Virgínia à Grande Rio como rainha de bateria gerou uma série de polêmicas. Alguns membros e fãs da escola não aprovam a decisão da diretoria. Um abaixo-assinado criado por Marcela Porto, a Mulher Abacaxi, contra a entrega do cargo, recebeu milhares de assinaturas e contou com o apoio de famosos, como a atriz Erika Januza.
Virgínia, por outro lado, tem adotado a postura do silêncio e não rebateu as críticas em torno de sua coroação apenas prometeu ser uma rainha dedicada a sua escola:
Eu pretendo ser uma rainha muito dedicada e decidida a viver cada minuto desse desafio. Sempre de peito aberto pra aprender com essa escola e comunidade maravilhosa”.
Virgínia

Grande Rio
A escola já iniciou os trabalhos para o Carnaval de 2026, em um verdadeiro mergulho na história do movimento do Manguebeat e revisita ao grito do povo. Não como lembrança, mas como urgência.
O Manguebeat foi um movimento de contracultura que surgiu em Pernambuco, no começo da década de 1990. Idealizado por Chico Science, o movimento denunciava as desigualdades e a pobreza, além de promover uma renovação cultural em todo o estado de Pernambuco. O caranguejo e a parabólica na lama eram os seus dois grandes símbolos.
No enredo, a força do movimento é colocada em destaque:
Viemos do tempo e da história. Trazemos no peito a coragem, a raiz de Palmares, as dores e as marcas das batalhas”, diz o enredo.
Com muita beleza e surpresas, e com Virgínia à frente da bateria, a escola trabalha para fazer história e conquistar mais um título de campeã do Carnaval 2026. O último título da escola foi em 2022. O enredo foi sobre Exu, uma divindade das religiões de matriz africana, e a escola levou à avenida duras críticas à intolerância religiosa sofrida pelo movimento.
