Trump nega perdão presidencial a Sean “Diddy” Combs
Trump rejeita pedido de perdão de Diddy e reforça postura rígida contra indultos presidenciais, mantendo rapper preso até 2028 segundo NYT
Nesta quinta-feira (8), o jornal americano The New York Times publicou uma entrevista com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual ele anunciou que não concederá o perdão presidencial solicitado pelo rapper e magnata da música Sean “Diddy” Combs. Trump confirmou que recebeu a carta enviada por Diddy com o pedido de clemência; no entanto, segundo o próprio presidente, a decisão final foi negar o pedido.
Condenação
Conhecido como P. Diddy, Sean “Diddy” Combs, de 56 anos, continua cumprindo uma pena de 50 meses em uma prisão federal, após ter sido condenado em julho de 2025 por crimes relacionados ao tráfico de pessoas para fins de prostituição dentro dos Estados Unidos. Apesar da condenação, Diddy foi absolvido de acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração de extorsão. O tribunal responsável por seu julgamento o considerou culpado apenas por crimes de menor gravidade, ligados à organização e ao facilitamento dessas atividades ilícitas.
Diddy e Trump juntos em evento (Foto: reprodução/Sonia Moskowitz/ Getty Images embed)
Carta de perdão
Em sua carta ao presidente Donald Trump, Diddy solicitou clemência com base em toda a sua carreira artística e em sua contribuição para a cultura musical mundial. Embora os detalhes do conteúdo da carta não tenham sido divulgados publicamente, a decisão de Trump foi clara ao afirmar que não haverá perdão presidencial, nem para Diddy nem para outras figuras públicas envolvidas em casos semelhantes.
O perdão presidencial é um benefício previsto pela Constituição americana, que permite ao presidente em exercício conceder indultos a condenados por crimes federais. Entretanto, Trump tem demonstrado uma postura mais restritiva quando o assunto envolve personalidades públicas envolvidas em casos polêmicos, como o do rapper.
Diddy continuará cumprindo sua pena até meados de 2028, data estimada para sua possível liberação. A defesa do artista ainda pode recorrer de algumas decisões judiciais ou buscar outras alternativas legais para a redução da pena. Contudo, ficou claro que o perdão presidencial não será uma opção viável dentro do atual governo Trump.
