Telegram recusa ajuda ao governo no combate do neonazismo, que ocorre dentro do aplicativo

O aplicativo Telegram vem apresentando certa irregularidade de normas aos olhos do governo. Acontece que grupos neonazistas conseguem comunicar-se por meio do já citado. Mesmo que tenham sido banidos outras vezes, os criminosos conseguiram voltar ao aplicativo com o uso de nomes diferentes. Crimes como racismo, homofobia, conteúdos violentos em geral e até apologia aos […]

28 abr, 2023

O aplicativo Telegram vem apresentando certa irregularidade de normas aos olhos do governo. Acontece que grupos neonazistas conseguem comunicar-se por meio do já citado. Mesmo que tenham sido banidos outras vezes, os criminosos conseguiram voltar ao aplicativo com o uso de nomes diferentes.

Crimes como racismo, homofobia, conteúdos violentos em geral e até apologia aos massacres nas escolas foram identificados nas conversas via Telegram. O fato é que a plataforma aparenta não preocupar-se com as ocorrências, uma vez que ignorou os pedidos do Ministério da Justiça para combatê-los.

Wadih Damous, responsável pela Secretaria Nacional do Consumidor dentro do governo, afirmou: “O Telegram tradicionalmente é de difícil contato, é de difícil diálogo. Não respondeu à notificação da Secretaria Nacional do Consumidor, então nós vamos abrir um processo administrativo sancionador.


Telegram recusa ajuda ao governo no combate do neonazismo, que ocorre dentro do aplicativo

Aplicativo Telegram. Reprodução/Paraíba Total/Pixabay


Já Flávio Dino, o Ministro da Justiça, declarou: “Esse processo pode resultar naquelas sanções, que estão no Código de Defesa do Consumidor, que são multas até eventualmente suspensão das atividades no território nacional”.

Os criminosos partiram para o uso de soluções anônimas oferecidas dentro da internet, as quais os permitem continuar a comunicação via Telegram sem que sejam banidos da plataforma. Assim, eles continuam na ativa promovendo tópicos contra às leis.

Na última quarta-feira (26) o aplicativo foi banido das lojas virtuais, sendo elas a App Store, que funciona nos aparelhos de iPhone, bem como na PlayStore, que pertence aos telefones de Android. A decisão foi tomada pela Justiça Federal do Espírito Santo, tendo ordens superiores da Polícia Federal.

O Telegram recusou-se a entregar para as autoridades policiais informações a respeito dos criminosos, negando ajuda para que os mesmos fossem pegos e tivessem aplicadas as medidas cabíveis. Há hipóteses de que os neonazistas estivessem corrompendo menores de idade e fazendo-os praticar atos ilegais. O aplicativo, além de tudo, deve multa de um milhão de reais.

Foto destaque: Aplicativo Telegram. Repdrodução/Mais PB

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