Putin vem a público e faz declaração pela primeira vez após acordo com grupo Wagner

O líder Russo, Vladimir Putin, apareceu pela primeira vez após a rebelião realizada pelo grupo Wagner. Sua aparição se deu na manhã desta segunda-feira (26), em vídeo divulgado pelo Kremlin. Em seu comunicado oficial, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não abordou sobre o motim armado realizado pelo grupo mercenário Wagner. Ele apenas falou sobre […]

26 jun, 2023

O líder Russo, Vladimir Putin, apareceu pela primeira vez após a rebelião realizada pelo grupo Wagner. Sua aparição se deu na manhã desta segunda-feira (26), em vídeo divulgado pelo Kremlin.

Em seu comunicado oficial, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não abordou sobre o motim armado realizado pelo grupo mercenário Wagner. Ele apenas falou sobre questões do desenvolvimento industrial da Rússia, a última aparição do presidente russo, foi no último sábado (24), onde criticou e chamou de “facada nas costas” a rebelião do grupo mercenário, liderado por Yevgeny Prigozhin.

“O desenvolvimento da indústria russa depende da qualidade de seus especialistas”, disse Putin em vídeo divulgado pelo Kremlin.


Putin vem a público e faz declaração pela primeira vez após acordo com grupo Wagner

Ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, em posto militar de Zvezda (Reprodução/Reuters/G1)


Outro que apareceu somente nesta segunda-feira (26), após o acordo entre o grupo Wagner e Putin, foi o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, que apareceu voando em um avião oficial, visitando um posto militar no oeste da Rússia, liderado pelo grupo militar Zapad.

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, e o chefe do Estado-Maior, Valery Gerasimov, possuíam embate direto com o líder do grupo Wagner, Prigozhin. Ao assumir o controle de um quartel militar no sul da Rússia, Prigozhin, queria que os dois fossem entregues a ele para ser feita a justiça, o líder do grupo mercenário acusava a dupla de corrupção e incompetência.

Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia, abordou a situação na Rússia e apontou que existe sim uma fragilidade do poder militar do país, e cita que essa guerra política e militar não é boa neste determinado momento, e isso pode gerar situações que não são esperadas.

“O monstro que (o presidente russo Vladimir) Putin criou com Wagner, o monstro o está mordendo agora, o monstro está agindo contra seu criador”, disse ele.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também se manifestou nesta segunda-feira e fez questão de negar envolvimento americano no motim realizado pelo grupo Wagner, o mesmo apontou que isso faz parte do próprio sistema russo.

Tudo iniciou na sexta-feira (23), quando o líder do grupo Wagner acusou o exército russo, liderado por Serguei Shoigu, de bombardear uma base que estava sob domínio dos mercenários. Prigozhin prometeu retaliação, seu grupo com aproximadamente 25 mil soldados, havia informado que possuía o controle da cidade de Rostov, e que marcaria em direção até a capital Moscou.

Para evitar um derramamento de sangue, um acordo entre as partes foi estabelecido, após conversas com o Alexander Lukashenko, presidente da Bielorrússia, Prigozhin iria se dirigir a Belarus, porém não se sabe ainda a localização do líder. Quanto à retaliação na justiça, Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que não enfrentarão ações na justiça, devido aos ‘feitos históricos’ realizados no front de batalha na Ucrânia.

Foto Destaque: Putin fala pela primeira vez após acordo com grupo Wagner. Reprodução/Kremlin via REUTERS/G1

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