Renato Gaúcho justifica derrota do Grêmio com falta de entrosamento e altitude

Em sua estreia na Conmebol Libertadores nesta terça-feira (02), o Grêmio enfrentou um revés ao perder por 2 a 0 para o The Strongest. Com uma equipe reserva, os gremistas não conseguiram superar os desafios impostos pela altitude de La Paz. Renato Portaluppi tomou a decisão estratégica de preservar os titulares, visando priorizar a final do Campeonato Gaúcho.

Falta de entrosamento e desafios da altitude

Após o confronto, o técnico Renato Gaúcho fez uma análise da atuação da equipe reserva do Grêmio, ressaltando a falta de entrosamento e os desafios enfrentados pela altitude em La Paz. Além disso, ele justificou a opção de deixar alguns jogadores em Porto Alegre, citando a importância do duelo contra o Juventude no próximo sábado (06) e a sequência de cinco jogos pela frente no grupo da Libertadores.

“Tínhamos uma equipe que não está entrosada, eles fizeram 2 a 0 em falhas nossas. Demoramos a entender a altitude, especialmente no primeiro tempo. Corrigimos algumas coisas, melhoramos no segundo, quando estávamos tentando o empate, levamos o segundo gol. Altitude realmente é muito difícil jogar”, declarou.

Renato Portaluppi

Renato Gaúcho durante treino do Grêmio (Foto: reprodução/Instagram/@renatogaucho/@gremio)

Pensando no futuro

O treinador defendeu sua decisão de escalar um time reserva na estreia da Libertadores, destacando que é pago para tomar decisões estratégicas. Ele enfatizou a importância de preservar os jogadores para a final do Campeonato Gaúcho e os próximos jogos da Libertadores. Portaluppi ressaltou sua confiança no grupo e afirmou que faria a mesma escolha novamente, priorizando o descanso dos atletas para as decisões futuras.

O The Strongest dominou o primeiro tempo e conseguiu abrir o placar aos 15 minutos com um gol de cabeça de Ursino. Apesar das tentativas de reação do Grêmio, principalmente no segundo tempo, a equipe brasileira não conseguiu evitar o segundo gol. Aos 27 minutos, Triverio se aproveitou de um descuido na defesa e cabeceou livre na pequena área para ampliar a vantagem para a equipe boliviana.

Defesa de Gabigol solicita efeito suspensivo em caso antidoping

Nesta terça-feira (02), a defesa de Gabigol deu um novo passo em sua batalha legal ao entrar com um pedido de efeito suspensivo na Corte Arbitral do Esporte (CAS). O objetivo é claro: permitir que o atacante do Flamengo retorne aos gramados o mais rápido possível. A notícia foi inicialmente divulgada pela ESPN, revelando mais um capítulo nesse drama jurídico envolvendo um dos principais jogadores do futebol brasileiro.

No dia 25 de março, o Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD) determinou a suspensão de Gabigol até 7 de abril de 2025. A penalidade veio em decorrência de uma tentativa de fraude durante o exame antidoping realizado em 8 de abril de 2023.

Expectativas da defesa

A defesa do jogador expressa a expectativa de que a análise do pedido de efeito suspensivo ocorra dentro de um prazo de 10 a 15 dias. O processo será conduzido por três árbitros, cada um indicado por diferentes entidades: um representante do Flamengo, outro da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem e um terceiro designado pelo CAS.


Gabigol em treino do Flamengo (Foto: reprodução/Flamengo)

Argumentos da defesa

Na defesa apresentada para o pedido de efeito suspensivo, os advogados de Gabigol destacam a importância do princípio “periculum in mora” (perigo da demora) e do conceito de “fumus boni juris” (fumaça de bom direito). Eles argumentam que a agilidade na análise do processo é crucial, pois qualquer atraso pode resultar na execução parcial ou total da suspensão imposta ao jogador. A defesa enfatiza a necessidade de evitar que Gabigol seja prejudicado pela demora no julgamento.

No pedido de efeito suspensivo, que tem como objetivo garantir a rápida elegibilidade de Gabigol para os jogos, a defesa do atacante adianta de forma concisa as argumentações que serão posteriormente desenvolvidas no recurso, buscando a anulação da suspensão imposta.

Na argumentação da defesa, o escritório de Bichara e Motta ressaltará o caráter disputado do julgamento de Gabigol, onde cinco votos foram favoráveis à suspensão e quatro se posicionaram contrariamente. Essa divisão apertada no veredito será um dos pontos enfatizados para sustentar a solicitação de revisão da decisão.




Endrick marca gol decisivo e Palmeiras avança à final do Paulista

O gol decisivo de Endrick no confronto de 1 a 0 contra o Novorizontino, nesta quinta-feira (28), no Allianz Parque, assegurou a vaga do Palmeiras na final do Campeonato Paulista. Entretanto, a comemoração foi acompanhada de preocupações para o Verdão.

Comemoração

As dores na coxa direita obrigaram Endrick a ser substituído aos 27 minutos do segundo tempo, iniciando imediatamente um tratamento com gelo no banco de reservas do Allianz Parque. Um tempo antes, o jogador havia marcado o gol da classificação e comemorou de forma emocionante, se envolvendo com um escudo do Palmeiras que estava próximo ao gramado.


Endrick comemorando o gol que classificou o Palmeiras para a final do Campeonato Paulista (Foto: reprodução/Instagram/@endrick)

Tratamento e incertezas

O local da lesão de Endrick coincidiu com o mesmo onde ele sofreu uma pancada durante o jogo contra a Espanha, pela seleção brasileira. Durante grande parte do tempo em campo representando o Brasil, demonstrou sinais de desconforto, mancando em várias ocasiões.

O atleta está programado para passar por uma avaliação mais profunda durante a reapresentação da equipe na Academia de Futebol, marcada para esta sexta-feira (29). Com o primeiro jogo da final contra o Santos na Vila Belmiro se aproximando no domingo, o jogador enfrenta uma corrida contra o tempo para se recuperar, especialmente se a lesão se revelar mais grave do que o esperado.

“Tomei a pancada, vim de avião para cá, cheguei no Allianz fui tratar, passei o dia todo tratando, acordei cedo para fazer gelo. Como eu falei, o que eu puder fazer pelo Palmeiras, é só um gostinho de tentar retribuir, mesmo que seja 1%, mesmo sem perna eu vou jogar, para ajudar o Palmeiras e meus companheiros”, declarou o jovem de 17 anos.

Opções de substituição

Durante a semifinal, Endrick foi substituído por Rony, que agora surge como uma opção para preencher a vaga deixada pelo companheiro. Além de Rony, outros jogadores como Lázaro, Breno Lopes, Luis Guilherme e Estêvão também estão na disputa pela posição no time titular.

Messi descarta sua idade como determinante para aposentadoria no futebol

Aos 36 anos de idade, Lionel Messi desafia as expectativas convencionais ao afirmar que a idade não será um fator decisivo para sua aposentadoria no futebol. Atualmente jogando no Inter Miami, dos Estados Unidos, o craque argentino enfatiza que o momento de pendurar as chuteiras será determinado por sua performance em campo e pelo nível de diversão durante os jogos.

“Eu sei que, no momento que sentir que não estiver rendendo, que não disfrutar nem estiver ajudando meus companheiros, deixarei. Sou muito autocrítico comigo mesmo, sei quando estou bem, quando estou mal, quando jogo bem, quando jogo mal. Quando sentir que é o momento para dar esse passo, darei sem pensar na idade. Se me sentir bem, tentarei seguir sempre competindo porque é o que gosto e sei fazer. Não tenho nada claro, espero seguir jogando por um tempo mais”, afirmou o jogador ao podcast “Big Time”.

Motivação além das conquistas

Desde a conquista da Copa do Mundo com a Argentina em 2022, Lionel Messi encontrou motivação adicional para continuar representando seu país no futebol internacional. O status de atual campeão mundial tem sido um fator impulsionador para o craque, que expressou repetidamente seu desejo de vestir a camisa azul e branca novamente. Embora deva participar da Copa América de 2024 nos Estados Unidos, Messi tem colocado em dúvida sua presença na Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, México e Canadá. Este planejamento cuidadoso reflete a importância do título conquistado no Catar como um marco decisivo em sua carreira e no futuro do futebol argentino.

“Para nós, para as famílias e para todo o país, ser campeão do mundo foi mágico, ficará na memória por toda a vida. Com certeza teria deixado a seleção se não tivéssemos sido campeões, mas por sorte aconteceu e conseguimos dar outro título para a Argentina”, completou Messi.


Messi após ser campeão com a Argentina na Copa do Mundo de 2022 (Foto: reprodução/Getty Images/Embed)


Legado e reconhecimento: oito vezes o Melhor do Mundo

Com um impressionante recorde de oito troféus em casa premiação, Lionel Messi reina como o maior vencedor da Bola de Ouro e do prêmio de melhor jogador do mundo da FIFA, conhecido como FIFA The Best. Seu domínio nessas distinções ressalta não apenas sua habilidade dentro de campo, mas também seu impacto duradouro no futebol mundial. Como atual detentor de ambas as honrarias, Messi continua a estabelecer um padrão de excelência que inspira jogadores e fãs ao redor do globo.

Richarlison conta sobre como a psicóloga salvou sua vida

Na gélida noite de quarta-feira, 13 de março de 2024, no Norte de Londres, uma atmosfera especial pairava no ar devido a uma visita à casa do renomado jogador brasileiro, Richarlison, atacante do Tottenham.

Ao chegar ao local, a equipe da ESPN foi recebida pelo próprio jogador, que na sua casa e entre os amigos mais próximos é conhecido como “Charlinho”. O ambiente acolhedor da casa do jogador contrasta com a fama e o glamour do futebol internacional com a simplicidade de Richarlison. “Fiquei sabendo que vocês vieram direto do Brasil para cá, minha prima fez um café. É para comer tudo, a galera tá meio fit aqui em casa agora”, brincou o atleta.

Origem do atleta

Originário de Nova Venécia, o capixaba de 26 anos trilhou um caminho notável até se tornar parte do futebol europeu. O jogador refletiu sobre sua jornada desde 2016 na Inglaterra, onde já atuou pelo Watford e no Everton, e os desafios enfrentados, desde os perrengues da infância até os momentos de incerteza após a Copa do Mundo de 2022.

Pós Copa do Mundo de 2022

O camisa 9 chegou à Copa do Mundo de 2022 com a determinação de superar uma lesão recente. Apesar dos desafios físicos, sua estreia foi marcada por um gol extraordinário, um voleio que ficou gravado na memória dos espectadores e foi aclamado como o mais bonito do torneio pela FIFA. Ao longo da competição, Richarlison adicionou mais dois à sua conta. No entanto, a eliminação prematura para os croatas trouxe uma reviravolta inesperada, desencadeando uma série de desafios e reflexões pessoais.

A saída do Catar deixou Richarlison profundamente abatido, visto que sua paixão pela seleção brasileira vai além do simples ato de vestir a camisa. Como um torcedor fervoroso, ele investiu não apenas seu talento, mas também seu coração em representar seu país no cenário internacional. Entretanto, o retorno da Copa do Mundo foi marcado por uma reviravolta nas redes sociais, onde admirados antes leais se transformaram em críticos implacáveis, lançando ataques injustos e, por vezes, até ameaças.


Richarlison após eliminação do Brasil para a Croácia na Copa do Mundo de 2022 (Foto: reprodução/Getty Images Embed)


E durante a conversa, em um momento de vulnerabilidade emocional, Richarlison abriu seu coração, compartilhando as lutas contra a depressão e a importância crucial do apoio psicológico em sua jornada de superação.

“Antes eu ia treinar assim, tipo, já queria voltar para casa, queria voltar para o quarto porque sei lá, não sei o que estava dando na minha cabeça…Cheguei a falar com o meu pai que eu ia desistir.

Dá até, tipo, tristeza assim de falar assim, sabe? Por que…sei lá, foi…só eu, assim, sabe…o que eu passei depois da Copa do Mundo e descobrindo coisas aqui dentro em casa de pessoas que conviveu comigo mais e sete anos…Tipo é loucura…E chegar para o meu pai, que foi o cara que correu atrás do meu sonho, assim, e falar que, pô, pai, quero desistir, é coisa de louco”, iniciou.

O atleta compartilhou sua experiência após disputar a Copa do Mundo, destacando que estava no auge da carreira. Portanto, ele revelou que enfrentou momentos de profunda depressão que só pensava em desistir.

Richarlison contou que antes, acreditava ser mentalmente forte, mas que após a com petição mundial, tudo desabou. Ele relembrou outra entrevista que havia dado, em que diz que a psicóloga salvou sua vida, em um momento que só pensava em “besteira” – como o próprio Richarlison disse – e pesquisava coisas sobre morte.

“Hoje eu posso falar, procure um psicólogo, você que está precisando de um psicólogo, procure porque é legal você se abrir assim, você estar conversando com a pessoa. Hoje a professora veio me agradecer por estar levando isso para o mundo do futebol, para o mundo extracampo também, porque é muito importante e, querendo ou não, salva vidas”, conscientizou.

O atacante do Tottenham admitiu que tinha preconceitos em relação à terapia, acreditando ser frescura ou loucura. Ele revelou que até mesmo membros de sua própria família compartilhavam essa visão. No entanto, após buscar ajuda psicológica, ele percebeu o valor e a importância do suporte emocional, descrevendo como a melhor descoberta de sua vida.

Um ídolo, uma lição de vida

Richarlison, além de ser um ídolo nos campos de futebol, é também um exemplo de resiliência e humanidade. Sua história inspiradora continua a impactar milhões de torcedor e fãs de futebol, destacando a importância do apoio mútuo e da busca pelo bem-estar mental.

Potencial segunda temporada de “O Problema dos 3 Corpos” promete momento inspirado no Casamento Vermelho

Em uma recente entrevista ao The Hollywood Reporter, David Benioff, renomado roteirista e co-criador da aclamada série Game Of Thrones, fez uma comparação intrigante entre um momento planejado para o potencial segunda temporada de O Problema dos 3 Corpos e o icônico Casamento Vermelho da série épica de fantasia. Benioff sugeriu que esta cena planejada poderia evocar um impacto semelhante, marcando um ponto crucial na trama da adaptação da obre de Liu Cixin para as telas. Esta analogia levanta a expectativa entre os fãs, alimentando a especulação sobre o potencial dramático da futura temporada da série de ficção científica da Netflix.

“Na nossa primeira Comic-Com (para Game Of Thrones), alguém perguntou se teríamos segunda temporada. Eu me lembro de dizer que tinha uma cena que estávamos planejando para a terceira temporada, que no caso era o Casamento Vermelho…e que, se chegássemos a essa cena, estaríamos satisfeitos […] Agora, eu acho que há uma cena na potencial segunda temporada de O Problema dos 3 Corpos que é do mesmo jeito – se chegarmos lá, chegamos ao Casamento Vermelho”, afirmou David ao THR.

Conversas com a Netflix

Além disso, Benioff revelou que já compartilhou suas visões entusiasmadas com os executivos da Netflix, em meio à espera pela renovação da produção de ficção científica baseada nos livros de Liu Cixin para uma segunda temporada. O roteirista destacou a evolução crescente da trilogia original, enfatizando que cada livro se aprofunda ainda mais na trama e na ambição narrativa. Com otimismo palpável, David expressou sua convicção de que, se concedida uma segunda temporada, a série alcançará patamares ainda mais elevados, prometendo uma jornada verdadeiramente extraordinária aos espectadores.

Sinopse e elenco

Na primeira temporada de O Problema dos 3 Corpos, o espectador é imerso em uma narrativa envolvente que segue de perto um grupo de cientistas dedicados, lutando contra o relógio em uma batalha épica para salvar a humanidade de uma iminente invasão alienígena. Com um elenco estelar composto por talentos como Liam Cunningham, Benedict Wong, Eiza González e Jovan Adepo, a série oferece performances marcantes que elevam a experiência do espectador a um novo nível de intensidade e emoção.


https://youtu.be/O8KjWdgxCb0?si=fv4h2ZdxjTxcshBA

A primeira temporada da série está disponível na Netflix.

Confira os principais destaques do terceiro e último dia do Lollapalooza Brasil 2024

Após dias de chuva que deixaram o Autódromo de Interlagos, na zona Sul de São Paulo, praticamente intransitável, com lama por todos os lados, finalmente uma trégua meteorológica se fez presente. A temperatura subiu levemente, dissipando as nuvens e proporcionando alívio para os frequentadores e organizadores do Lollapalooza.

Com o clima ameno proporcionado pela pausa da chuva, os artistas como Gilberto Gil, SZA e Sam Smith puderam brilhar nos palcos do terceiro e último dia de festival, cativando o público que teve finalmente a oportunidade de se livrar das capas de chuva e desfrutar plenamente dos shows.

Além de tais artistas, o festival ainda contou com a performance do funkeiro Livinho, que foi marcado por contratempos, incluindo um atraso de 20 minutos que ele atribuiu à organização do evento, resultando em um tempo reduzido de sua apresentação. Apesar disso, Livinho prestou um tributo ao Rei do Pop, Michael Jackson, incorporando seu icônico figurino e coreografia, proporcionando um momento memorável ao público presente.

SZA

Com uma performance arrebatadora, SZA não apenas expressou sua própria dor emocional, mas também conseguiu tocar os corações dos milhares de espectadores reunidos no Autódromo de Interlagos. Como a última headliner do festival deste ano, a artista deixou sua marca ao interpretar canções emotivas sobre sofrimento amoroso.

Subindo ao palco Budweiser, o principal do evento, SZA foi recebida com entusiasmo por uma plateia consideravelmente menor do que a do Blink-182 na sexta-feira (22). Vestindo uma camiseta verde e amarela do Brasil, a artista foi calorosamente saudada pelos espectadores, que manifestaram seu apoio com gritos e aplausos. Após algumas músicas, a cantora retribuiu o carinho gritando o nome do país.


SZA durante seu show no Lollapalooza (Foto: reprodução/Instagram/@sza)

Avançando o show, SZA se envolveu ainda mais com o público, dançando no palco com bandeiras do Brasil e emitindo uma gravação saudando a multidão em português. Expressando sua gratidão aos brasileiros e aos povos indígenas do país por acolhê-la calorosamente.

Aos 34 anos, a artista desembarcou no Brasil com uma sólida trajetória musical. Apesar de estar na indústria há mais de uma década, Solána Imani Rowe, seu nome de batismo, alcançou o reconhecimento em 2017 com o lançamento do álbum “Ctrl”. Posteriormente, em 2022, consolidou sua posição com o hit “Kill Bill” e alcançou o sucesso global com álbum “SOS”.

Iniciando sua performance com um trecho de “Open Arms”, SZA cativou o público presente, passando em seguida por “Seek & Destroy” e incendiando o Autódromo com “Love Galore”. A participação de Travis Scott no sucesso ecoou pelos alto-falantes acompanhada pelas backing tracks.

SZA reafirma seu título de rainha da sofrência no cenário pop americano, se destacando como a artista que melhor consegue traduzir a dolorosa parte do amor em suas músicas. Com um repertório predominantemente romântico, ela não apenas cativa, mas também define o clima emocional de seu show.

Greta van Fleet

Encerrando o festival em meio ao terreno ainda lamacento, a banda Greta van Fleet trouxe uma explosão de energia com seus agudos estridentes e poderosas guitarras. Apesar das condições adversas, o grupo conseguiu elevar o ânimo do público, encerrando o evento com uma performance intensa e memorável.

Após se emocionarem ao som da sofrência da headliner SZA, algumas centenas de pessoas decidiram migrar para o show do Greta van Fleet. Mesmo enfrentando as dificuldades causadas pela lama no chão, o público persistiu, determinado a atravessar o espaço escorregadio para chegar ao palco onde a banda estava se apresentando.

Os espectadores encontraram uma solução para atravessar o terreno lamacento do festival: caminhar lentamente, com passos cautelosos, na esperança – e expectativa – de evitar quedas. Aqueles que conseguiram vencer esse obstáculo foram recompensados com a envolvente performance da música “Safari Song”.


https://twitter.com/umusicbrasil/status/1772094208649650292?t=57yIxd3ilUfi04KZLkJ5yg&s=19

A banda de rock, composta por três irmãos e um amigo, ofereceu uma mistura de músicas e momentos de destaque para os solos instrumentais durante sua apresentação. Danny Wagner, o baterista, conquistou aplausos da plateia em várias ocasiões.

Outro destaque da performance foi o vocalista Josh Kiszka, cujo alcance vocal incomum cativou a audiência. Com uma aura reminiscente das estrelas do rock dos anos 1970/80, o artista não poupou esforços para revigorar o público após um longo dia de show.

Sam Smith

Houve uma significativa mudança na vida de Sam Smith desde sua última apresentação no Lollapalooza Brasil em 2019, até sua performance neste domingo (24), no mesmo palco e horário daquele ano.

Em 2019, Sam Smith já ostentava a maior parte dos prestigiados prêmios Grammy em sua carreira e suas canções românticas do álbum de estreia “In The Lonely Hour” (2014) estavam firmemente enraizadas no repertório do público brasileiro.

Meses após sua performance no festival, Sam Smith fez uma declaração marcante se revelando uma pessoa não-binária e expressando o desejo de ser identificado por pronomes neutros, rompendo com as convenções tradicionais de gênero.

No palco, as transformações de Sam Smith se manifestaram em todos os aspectos: na performance, no cenário, na aparência e no discurso. Cantando no palco Samsung, Smith incorporou uma apresentação visual poderosa, com um enorme corpo deitado de bruços de ponta a ponta, onde sua banda executiva e seus dançarinos circulavam. A estrutura do palco estava adornada com mensagens provocativas, como “protejam as crianças trans” e “libertação”, destacando seu compromisso com questões de inclusão e diversidade.

“Nem acredito que cinco anos desde que estivemos aqui. Queria agradecer por continuarem comigo. Muito aconteceu na minha vida e saber que vocês estão aqui é incrível. […] Esse show é sobre a liberdade de usar o que você quiser usar, cantar qualquer música que quiser cantar e ser o que você quiser ser”, declarou Sam no início da apresentação.

Sam Smith deu início ao espetáculo com uma sequência melódica composta por “Stay With Me”, “I’m Not the Only One” e “Like I Can”, todas provenientes de seu primeiro álbum.



Gilberto Gil

A performance do renomado artista baiano foi um ponto alto necessário neste último dia do festival, especialmente diante dos desafios enfrentados, incluindo cancelamentos de artistas, substituições de última hora e críticas ao line-up. Gilberto Gil trouxe uma energia revitalizante e uma sensação de autenticidade que ressoou com o público.

No palco, Gilberto Gil, acompanhado por poucos familiares, em contraste com a grande produção da recente turnê “Nós, A Gente”, proporcionou uma experiência intimista e marcante. Seu impacto foi semelhante ao show dos Titãs, que encerrou o sábado (23), com uma apresentação igualmente poderosa e emocionante.

“Vocês tomaram conta da música mundial, hein, molecada? Aficionados, devotados. Viva a juventude brasileira”, manifestou.

O início da noite foi marcado por uma atmosfera alegre e otimista no Autódromo, com o público celebrando diversos momentos especiais. Desde a aparição de Preta Gil no telão até os momentos em que o patriarca pedia um instante para ajustar o cinto, cada detalhe era motivo de comemoração. Além disso, a plateia se empolgava a cada início de música, reconhecendo e aclamando os muitos sucessos de Gilberto Gil, como “Realce”, “Vamos Fugir”, “Andar com Fé” e “Palco”.



A conexão entre Gilberto Gil e seu público durante o show foi tão profunda que parecia que ele estendia sua família para além dos laços sanguíneos, incluindo cada indivíduo da plateia. O público, o tratando com uma mistura única de familiaridade e reverência, testemunhou não apenas um concerto, mas sim um momento de união e comunhão por meio da música.

Livinho

Com um atraso de quase 20 minutos, MC Livinho subiu ao palco do Lollapalooza vestindo um chapéu com brilho, uma luva prateada e um paletó preto. Essa vestimenta extravagante foi parte de sua homenagem ao cantor Michael Jackson, à qual ele vinha prometendo dedicar seu show nas últimas semanas.

Nos primeiros minutos de sua apresentação, o funkeiro aproveitou para dançar os passos icônicos do artista americano ao som de um remix de clássicos como “Beat It”. Demonstrando habilidade e reverência ao legado do Rei do Pop, MC Livinho proporcionou um momento nostálgico e empolgante.

O tributo ao Michael Jackson realizado por Livinho pareceu um tanto apressada para alguns espectadores. Apesar de conhecido por seu bom alcance vocal, o funkeiro arriscou cantar uma música o astro, deixando alguns fãs na plateia se perguntando se a homenagem, tão divulgada nas últimas semanas, se resumiria apenas àquilo. Posteriormente, o artista trocou de roupa e seguiu com músicas de seu próprio catálogo.



Perto das 17h45 (horário de Brasília), Livinho fez um anúncio inesperado, informando que precisaria encerrar sua apresentação antes do planejado.

Mesmo com tempo limitado, o artista demonstrou sua habilidade e carisma no palco. Ele conseguiu animar a plateia com músicas como “Pilantragem” e “Cheia de Marra”, apresentando arranjos diferentes dos tradicionais, mais sofisticados e inovadores, o que surpreendeu e encantou os fãs presentes.

Convocação para a seleção principal impulsiona novos patrocínios com estratégias definidas para Endrick

A inclusão de Endrick na Seleção Brasileira principal mal começou, porém, suas duas convocações já surtiram efeito significativo, impulsionando rapidamente o plano de marketing delineado por sua equipe de gestão.

O ingresso do atacante do Palmeiras na seleção nacional expandiu sua presença global e impulsionou um aumento considerável em sua base de seguidores nas redes sociais, ultrapassando agora a marca de 10 milhões, ao somar Instagram, TikTok e X. Esse crescimento exponencial também despertou o interesse de novas marcas, que agora, estão ansiosas para associar sua imagem à do jovem talento, gerando negociações promissoras para futuros contratos de patrocínio.

“Tudo tem sido muito precoce na carreira dele. As convocações para a Seleção, sem dúvida, aceleram muito o plano de marketing, pois mostra que ele não é apenas uma realidade no clube. Em breve vamos anunciá-lo como embaixador de novas marcas, temos negociações bem avançadas, já em fase de minuta contratual”, disse Fábio Wolff, proprietário da agência Wolff Sports, responsável pela imagem e acordos publicitários do jogador desde seus 15 anos.


Endrick em sua primeira convocação para a seleção principal, durante jogo contra a Argentina, válido pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 (Foto: reprodução/CBF)

Estratégia de marketing e parcerias comerciais

No momento, Endrick conta com a New Balance como sua fornecedora oficial de material esportivo, além de manter vínculos de patrocínio com quatro marcas renomadas: Hypera Pharma, Rei do Pitaco, Odontocompany e Panini.

Guiados pelo sucesso de ícones esportivos como Roger Federer e Rafael Nadal, o grupo de gestão de Endrick definiu um limite estratégico para suas parcerias comerciais, buscando seguir os passos dos ídolos em outras modalidades esportivas.

Fábio Wolff explicou que o plano da equipe de gestão é ter o atleta como embaixador de até oito marcas, visando estabelecer relações sólidas e identificação genuína com os parceiros comerciais. Eles priorizam conexões autênticas em vez de simples transações financeiras, recusando propostas que não se alinham organicamente com o jogador. Além disso, ressaltou a importância de Endrick ter tempo para atividades pessoais, lazer e descanso.

O agente do atacante também destacou a estratégia de dar preferência a contratos de longo prazo em vez de simples acordos temporários.

“Se fecho um contrato de dois meses, desgasto a imagem dele e fecho portas para vínculos mais duradouros com empresas do mesmo segmento. Como eu vou fazer uma parceria longa no futuro se ele já esteve vinculado com uma empresa concorrente, mesmo que por pouco tempo?”, completou Wolff.

Além de despertar o interesse de novos parceiros em Endrick como embaixador, sua participação na seleção principal ativou cláusulas em contratos já existentes, resultado em ganhos ampliados para o atleta.


Endrick chegando na apresentação da Seleção Brasileira em Londres para o amistoso contra a Inglaterra (Foto: reprodução/Rafael Ribeiro/CBF)

Representação de alto nível

Além das atividades publicitárias conduzidas pela Wolff Sports, Endrick é representado pela Roc Nation Sports Brazil, uma empresa de entretenimento norte-americana liderada pelo renomado artista Jay-Z. Essa agência também gerencia outros talentos brasileiros, como Vini Jr., Lucas Paquetá, entre outros.

Recebendo elogios por sua conduta exemplar e profissionalismo, o jovem de 17 anos é considerado pelos seus representantes como uma joia do futebol, com um potencial promissor para se tornar o principal astro de sua geração do cenário futebolístico brasileiro em um futuro próximo.

“O mercado precisa e quer ídolos, bons exemplos, de atitudes positivas, que ajudem na formação das pessoas e passem a ser referência para os mais jovens. O Endrick possui um conjunto de atributos dentro e fora de campo que o capacita para isso”, afirma Fábio Wolff.

Com Endrick integrado a equipe, provavelmente como reserva, a Seleção se prepara para o confronto contra a Inglaterra neste sábado (23), às 16h (horário de Brasília), no estádio de Wembley. Em seguida, na próxima terça-feira (26), está agendado outro amistoso, desta vez contra a Espanha, que acontecerá no estádio Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid e futuro clube do jogador.

Estreantes da Seleção são testados na escalação titular durante treino

Durante o treino da Seleção Brasileira desta quinta-feira (21), Dorival Júnior colocou em campo o possível time titular que enfrentará a Inglaterra no próximo sábado (23), em Wembley. Desta vez, os holofotes se voltam para os estreantes Bento, Beraldo, Fabrício Bruno, Wendell e João Gomes, que trazem uma nova energia à equipe, enquanto o ataque, conta com a presença de Vini Jr., Raphinha e Rodrygo.


Dorival Júnior e Rodrygo durante treino de quinta-feira (21), da Seleção Brasileira no CT do Arsenal (Foto: reprodução/Rafael Ribeiro/CBF)

Variações táticas e estratégias inovadoras

Explorando variações táticas sem alterar a composição original (4-3-3 para o 4-4-2), o técnico optou por iniciar o jogo com Bento, Danilo, Fabrício Bruno, Beraldo e Wendell na linha defensiva; no meio-campo, Bruno Guimarães, João Gomes e Lucas Paquetá foram escalados; à medida que no ataque Vini Jr., Rodrygo e Raphinha se destacam. Ainda no treinamento, Douglas Luiz foi experimentado na posição de João Gomes.

Segundo as apurações feitas pelo Globo Esporte e contrariando as expectativas iniciais, Fabrício Bruno assumirá a posição de zagueiro, pela direita, ao lado de Beraldo, deixando Bremer fora da formação titular.

Richarlison, previamente ausente nos estágios iniciais da preparação física devido ao controle de carga, reintegrou-se ao treino com bola. O atacante, que retornou recentemente de uma lesão, é alvo de uma minuciosa avaliação da comissão técnica, que busca otimizar sua contribuição para a equipe diante do desafio iminente.


Richarlison durante treino da Seleção Brasileira no CT do Arsenal (Foto: reprodução/Rafael Ribeiro/CBF)

Horário e transmissão ao vivo

O aguardado embate entre Brasil e Inglaterra está marcado para o sábado (23), às 16h (horário de Brasília), em Wembley. Os torcedores poderão acompanhar a partida ao vivo pela Globo e Sportv, prometendo uma forte disputa entre duas das maiores potências do futebol mundial.

Clubes brasileiros buscam status de cabeças de chave no Mundial de 2025

Com os olhos postos no Mundial de Clubes de 2025, os clubes brasileiros já garantidos na competição – Fluminense, Flamengo e Palmeiras, além do próximo campeão da Libertadores 2024 – estão propondo à FIFA que sejam designados como cabeças de chave. Por meio da Conmebol, enviaram um ofício formal apresentando essa sugestão à entidade máxima do futebol.

Reuniões iniciais com a FIFA e a Conmebol

Segundo informações divulgadas inicialmente pelo UOL e confirmado posteriormente pelo Globo Esporte, a FIFA deu início a uma rodada de reuniões para discutir o novo Mundial de Clubes, reunindo os clubes já garantidos na competição, juntamente com a Conmebol. Durante uma dessas reuniões, a entidade solicitou que cada representante contribuísse com sugestões e propostas para aprimorar o torneio.

A proposta de designar os clubes sul-americanos como cabeças de chave foi iniciada pelo Fluminense, contando com o apoio tanto do Flamengo quanto do Palmeiras. Juntos, elaboraram uma petição que refletia o consenso entre os clubes. O ofício resultante foi assinado e entregue à Conmebol durante o sorteio dos grupos da Libertadores e Sul-Americana 2024, na segunda-feira (18). Agora, a entidade encaminhará a proposta à FIFA.

Uma reunião da FIFA está agendada para o mês de maio, durante a qual o tema será discutido e avaliado. O ofício contendo a proposta foi entregue ao presidente Alejandro Domínguez por Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, e Rodolfo Landim, representante do Flamengo.


Manchester City, último campeão do Mundial de Clubes (Foto: reprodução/Getty Images Embed)


Divisão dos potes

Ainda de acordo com as informações obtidas pelo UOL e GE, a divisão dos potes da competição seguiria da seguinte forma:

  • Pote 1: Campeões da Champions League e Libertadores
  • Pote 2: Campeões continentais da Ásia e África
  • Pote 3: Clubes classificados pelo ranking da UEFA
  • Pote 4: Campeões da Concacaf, clube país sede e classificados pelo ranking da Conmebol e OFC

Em 2019, a FIFA anunciou sua intenção de expandir o Mundial de Clubes, planejando uma primeira edição para 2021, com a participação de 24 clubes. Entretanto, devido à pandemia da Covid-19, o projeto foi adiado, e nos anos seguintes o torneio foi mantido com a participação apenas dos campeões continentais.

No formato inicial, que previa a participação de 24 clubes, a proposta era a presença de 12 equipes europeias, seis sul-americanas, e as vagas restantes seriam distribuídas entre os demais continentes.

Clubes já classificados para o Mundial 2025

Europa (12 vagas):

  • Chelsea – Inglaterra
  • Real Madrid – Espanha
  • Manchester City – Inglaterra
  • Porto – Portugal
  • Benfica – Portugal
  • Inter de Milão – Itália
  • Paris Saint-Germain – França
  • Bayern de Munique – Alemanha
  • Borussia Dortmund – Alemanha
  • Juventus – Itália

América do Sul (6 vagas):

  • Palmeiras – Campeão da Libertadores 2021
  • Flamengo – Campeão da Libertadores 2022
  • Fluminense – Campeão da Libertadores 2023

América do Norte e Central (4 vagas):

  • Monterrey – México
  • Seattle Sounders – Estados Unidos
  • León – México

África (4 vagas):

  • Al-Ahly – Egito
  • Wydad Casablanca – Marrocos

Ásia (4 vagas):

  • Al-Hilal – Arábia Saudita
  • Urawa Red Diamonds – Japão

Oceania (1 vaga)

  • Auckland City – Nova Zelândia