Baile de Favela é pódio das Olimpíadas de Tóquio 2020: Rebeca Andrade é medalha de prata

Rebeca Andrade conquistou nesta quinta-feira (29) a primeira medalha olímpica da ginástica artística feminina. A jovem ginasta de apenas 22 anos, que fez o Baile de Favela tomar conta de Tóquio, conquistou a medalha de prata da ginástica artística das Olimpíadas de Tóquio 2020.

 

Com 57,298 pontos, a brasileira só ficou atrás da americana Sunisa Lee, que ficou com 57,433 pontos e manteve a hegemonia do país na prova. O bronze foi para a russa Angelina Melnikova, que teve 57,199 pontos.

 


Angelina Melnikova, Sunisa Lee e Rebeca Andrade (Foto: Reprodução/Ricardo Bufolin/ Panamerica PressCBG)


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O ouro não veio por pouco, por um passo para fora do tablado no solo de Baile de Favela. Porém, nada que diminua ou apague a grande conquista de Rebeca, que ainda vai ter mais duas finais em Tóquio: domingo (1) no salto, e segunda-feira (2) no solo. Mais duas oportunidades de continuar escrevendo seu nome na história da modalidade e do esporte brasileiro.

 

Rebeca Andrade cresceu na periferia de Guarulhos, deixou a casa da mãe aos 9 anos para se dedicar à ginástica e teve que superar três lesões graves no joelho antes de conquistar a prata nas Olimpíadas de Tóquio 2020 nesta quinta-feira (29). A ginasta pensou em desistir por conta das dificuldades da recuperação das cirurgias. Sorte a nossa que dona Rosa Santos, mãe de Rebeca, não deixou, foi crucial para a filha não perder as esperanças e agora encantar o mundo inteiro com suas apresentações, que lhe renderam o pódio olímpico.

 


Rebeca Andrade e a mãe Rosa Santos (Foto: Reprodução/Instagram)


“Acho que mesmo se eu não tivesse ganhado a medalha, eu teria feito história, justamente pelo meu processo para chegar até aqui. Não desistam, acreditem no sonho de vocês e sigam firmes. Dificuldade sempre teremos, mas temos que ser fortes suficientes para passar por dia. Tive pessoas maravilhosas que me ajudaram a passar por esse processo, espero que vocês tenham pessoas incríveis para ajudar a chegar no topo assim como cheguei. Eu sou muito grata. Mando todo meu amor para todas as ginastas que passaram por aqui, que estão feliz com meu sucesso, estou muito grata mesmo.”, disse Rebeca após a conquista da medalha de prata.

 


Rebeca Andrade conquista prata nas Olimpíadas (Foto: Reprodução m/Ricardo Bufolin / Panamerica Press / CBG)


A medalha de Rebeca Andrade é ainda mais impressionante por causa da sua trajetória não só de vida, mas como a superação de lesões. Foram três cirurgias no joelho direito entre 2015 e 2019. Muito tempo afastada do ginásio. Mas a brasileira superou toda adversidade.

 

Em 2015, a primeira lesão no joelho a deixou fora do Pan e do Mundial daquele ano. Em 2016,  chegou à Olimpíada do Rio cotada para o pódio olímpico. Foi terceira da fase classificatória no individual, começou a final em terceiro, saltando muito bem, mas se desequilibrou emocionalmente após falhar nas barras assimétricas. Com erros na trave e no solo, acabou caindo para a 11ª colocação.

 

A ginasta brasileira sofreu novas lesões em 2017, já no local onde aconteceria o Mundial, e em 2019, no Campeonato Brasileiro. Por causa dessa última lesão, em junho de 2019, Rebeca correu sério risco de não disputar a Olimpíada de Tóquio. Não esteve presente com o Time Brasil no Mundial, quando o Brasil não conseguiu se classificar como equipe, e começou a correr contra o tempo para disputar a etapa da Copa do Mundo em Doha. Porém o torneio não foi até a final, pois o mundo começava a enfrentar a pandemia da Covid-19. 

 

Para Rebeca Andrade, o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio foi benéfico, pois a ginasta teve um ano a mais para se preparar e recuperar para o Pan-Americano classificatório. E foi ali que ela mostrou que em Tóquio ela viria como uma das favoritas. E Rebeca mostrou mesmo para o que veio, dando show com o solo de Baile de Favela.

 

“Essa medalha não é só minha, é de todo mundo. Todos sabem da minha trajetória, o que eu passei. Se eu não tivesse cada pessoa dessa na minha vida, isso aqui não teria acontecido. Tenho certeza disso. Sou muito grata a todo mundo mesmo. Acho que mesmo se eu não tivesse ganhado a medalha, eu teria feito história, justamente pelo meu processo para chegar até aqui. Não desistam, acreditem no sonho de vocês e sigam firmes. Dificuldade sempre teremos, mas temos que ser fortes suficientes para passar por dia. Tive pessoas maravilhosas que me ajudaram a passar por esse processo, espero que vocês tenham pessoas incríveis para ajudar a chegar no topo assim como cheguei. Eu sou muito grata. Mando todo meu amor para todas as ginastas que passaram por aqui, que estão feliz com meu sucesso, estou muito grata mesmo.”, disse a brasileira.

 

No salto, a final é domingo (1), às 5h45 (horário do Brasil). Rebeca Andrade avançou com a terceira melhor nota e tem chances reais de conquistar a medalha de ouro. Na segunda-feira (2), é dia da final do solo que a ginasta também tem chances de trazer mais medalhas para o Brasil e cada vez mais fazer história.

 

 

(Foto destaque: Baile de Favela é pódio das Olimpíadas de Tóquio 2020: Rebeca Andrade é medalha de prata. Reprodução/ Martin Bureau / AFP)  

Goleira Bárbara discute com atleta paraolímpica em rede social: ‘Acha que só porque é deficiente pode falar o que quer?’

Às vésperas do confronto válido pelas quartas de finais das Olimpíadas de Tóquio 2020, a goleira titular da seleção brasileira de futebol feminino, Bárbara se envolveu em um bate-boca intenso nas redes sociais com a atleta paralímpica Andrea Pontes. A discussão começou quando a canoísta fez um comentário criticando a atuação da goleira contra a Holanda, quando deu uma falha que resultou em gol. A atleta paraolímpica sugeriu que Bárbara (goleira do futebol feminino) fosse substituída por Bárbara Arenhart (goleira do handebol feminino), que tem brilhado nos Jogos Olímpicos. No comentário, Andrea disse que dessa forma ficaria “tudo resolvido, Brasil campeão”, e completou com emojis de risadas.


Falha de Bárbara na cabeçada de Miedema. Reprodução/Twitter


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“Galera, uma sugestão: põe a @babiarenhart – goleira do handebol – no lugar da @barbaragol1 e tá tudo resolvido, Brasil campeão!”, escreveu Andrea Pontes.

 

A crítica não foi bem recebida pela goleira do futebol feminino, que perguntou por quê Andrea não iria para os Jogos no lugar dela.


A goleira Bárbara, da seleção, se envolveu em uma discussão com a atleta paraolímpica Andrea Pontes Foto: Reprodução / Instagram


“Por que não vem você no meu lugar? Já já começa a sua competição, será que você tem competência para chegar a menos a conhecer? Tem competência de ir a 4 Paralimpíadas? Porque cada um com suas limitações, né? Vai treinando aí que assim como eu treino PKR você vai precisar pra tentar estar ao menos em uma Paralimpíada”, respondeu a goleira.

 

Em seguida, a goleira, que já vem sendo criticada pela torcida, diz que Andrea Pontes não é “ninguém na vida” e “só mais uma querendo chamar atenção”. Ela finaliza os comentários orientando que a canoísta treine por outra categoria para tentar estar nos jogos, e, mais uma vez, a chama de “incapaz”.

 

Andrea Pontes respondeu citando que já foi 6ª melhor do mundo em sua modalidade, mas não lembra de Bárbara ter alguma conquista como essa.

 

“Se você não sabe, já fui a 6ª melhor do mundo na minha categoria! Não lembro de você ter sido a 6ª melhor goleira do Brasil. Não estou na Olimpíada porque o programa olímpico cortou a categoria VL1 (que é a minha), então não fala bobagem sem saber! Mas, enfim… Quer fazer um tiro de 200m de velocidade comigo? Você aguenta? “Cheinha” como você tá o arrasto do caíque vai ser grande! E, antes que eu esqueça, vai treinar pra não tomar outro frango e afundar o Brasil de novo!”, disparou a canoísta.


A goleira Bárbara, da seleção, se envolveu em uma discussão com a atleta paralímpica Andrea Pontes Foto: Reprodução / Instagram


A goleira Bárbara, da seleção, se envolveu em uma discussão com a atleta paralímpica Andrea Pontes Foto: Reprodução / Instagram


O bate-boca se estendeu para as mensagens diretas recebidas por Andrea Pontes, que printou as mensagens e postou em seus stories. Além de ofensas com caráter sexual, Bárbara pergunta se Andrea “acha que só porque é deficiente pode falar o que quer”.


Mensagem enviada a Andrea — Foto: Reprodução/Instagram


A seleção brasileira feminina de futebol volta a campo contra o Canadá, na próxima sexta-feira pelas quartas de final do torneio feminino de futebol da Olimpíada.  O jogo está marcado para às 5h (horário de Brasília).

 

(Foto destaque: Goleira Bárbara discute com atleta paraolímpica em rede social: ‘Acha que só porque é deficiente pode falar o que quer?’/Amr Abdallah Dalsh/Reuters)

Richarlison brilha, Brasil vence da Arábia Saudita e avança nas Olimpíadas

Na quarta-feira (28), na partida que começou às 5h da manhã (horário de Brasília), a seleção brasileira venceu a Arábia Saudita por 3 a 1 e carimbou a classificação para as quartas de finais do futebol masculino dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Os gols foram marcados pelo camisa 9, Matheus Cunha e o camisa 10, Richarlison (duas vezes) e pelo lado dos sauditas, Al-Amri marcou. Com os dois gols marcados hoje, Richarlison se isola na artilharia das Olimpíadas com 5 gols marcados.

 

A vitória classificou o Brasil como líder do Grupo D com sete pontos em três jogos. A Costa do Marfim avançou em segundo e a atual vice-campeã olímpica Alemanha ficou pelo caminho, em um grupo complicado.

 

O Brasil volta a campo para disputar as quartas de finais no sábado (31), às 7h (horário de Brasília), em Saitama, contra a seleção do Egito, que se classificou na segunda colocação do grupo C, eliminando a Argentina. Eliminação essa que os jogadores da seleção não deixaram passar sem dar uma provocada.

 

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Jogadores do Brasil zoam eliminação da Argentina nas Olimpíadas Imagem: Reprodução/Instagram


Gols

 

Matheus Cunha marcou o primeiro gol da seleção brasileira aos 13 minutos da primeira etapa. Na pequena área, ele cabeceou com estilo um escanteio cobrado por Claudinho pela. O goleiro Al-Bukhari chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol. Al-Amri empatou o placar para a Arábia Saudita aos 26 ainda do primeiro tempo, numa falta cobrada por Al-Faraj pela direita, em mais uma falha na área, ele cabeceou entre Diego Carlos e Daniel Alves na área do Brasil, sem chance para Santos.


Matheus Cunha faz primeiro gol do Brasil contra a Arábia Saudita – Lucas Figueiredo/CBF


O Brasil voltou a ficar em vantagem aos 30 minutos do segundo tempo, com Richarlison. Daniel Alves cobrou falta pela esquerda e a zaga saudita tirou, mas na entrada da área, Bruno Guimarães deu assistência de cabeça e Richarlison finalizou, também de cabeça, sem defesa. O camisa 10 marcou o terceiro do Brasil e seu segundo no jogo aos 47 minutos após bela jogada e assistência de Reinier.

 

Escalações:

 

ARÁBIA SAUDITA: Al-Bukhari; Abdulhamid, Al-Amri, Khalifa Al-Dawsari (Al-Ghannam, aos 43/2ºT), Hindi e Al-Shahrani; Ali Al-Hassan (Mukhtar, aos 15/2ºT) , Al-Faraj (Al-Omran, aos 43/2ºT), Sami Al-Naji (Ghareeb, aos 15/2ºT) e Salem Al-Dawsari; Al-Hamddan (Al-Brikan, aos 30/2ºT). Técnico: Saad Al-Shehri.

 

BRASIL: Santos; Daniel Alves, Nino, Diego Carlos e Guilherme Arana (Abner, aos 43/2ºT); Bruno Guimarães (Gabriel Menino, aos 38/2ºT), Matheus Henrique e Claudinho (Reinier, aos 25/2ºT); Antony (Malcom, no intervalo), Matheus Cunha (Gabriel Martinelli, aos 38/2ºT) e Richarlison. Técnico: André Jardine.

 

(Foto destaque: Richarlison brilha, Brasil vence da Arábia Saudita e avança nas Olimpíadas/Lucas Figueredo – CBF)

Maria Portela é punida e eliminada em luta polêmica: ‘Eu dei tudo ali em cima, mas não deu mais uma vez’

A judoca gaúcha Maria Portela está fora dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Representando o Brasil na categoria de 70kg, Maria foi eliminada para a russa Madina Taimazova, nas oitavas de finais. A eliminação ocorreu no golden score, é como se fosse a prorrogação da modalidade, nessa que foi a luta mais longa das Olimpíadas até então. Portela foi desclassificada após receber o terceiro shido, a punição mais leve do judô, quando o combate chegava a quase 15 minutos. Momentos antes de receber a punição que resultou na sua eliminação, a brasileira teve um wazari não computado pelo juiz mexicano, Everardo Garcia. O golpe teria dado a vitória à judoca brasileira. 


Judoca Maria Portela chora após ser eliminada nas oitavas de final das Olimpíadas de Tóquio Foto: Gaspar Nóbrega/COB/Divulgação


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Maria Portela saiu visivelmente abalada do tatame e em entrevista à Globo, a judoca não conseguiu conter as lágrimas após sua derrota e chegou até mesmo a pedir desculpas para o público. “A quem acreditou em mim, me desculpa. Eu sei que eu deveria ter brigado, mas eu dei tudo ali em cima, mas não deu mais uma vez”, disse Portela, chorando muito.


Judoca Maria Portela chora muito em entrevista após eliminação/Reprodução


“O árbitro, se a gente não define, ele tem que definir. E quem tiver um pouco mais de iniciativa, vai levar. Não foi culpa dele. Eu tinha que ter sido mais agressiva, imposto mais o ritmo, por mais que não fosse efetiva, que foi o que ela fez e acabou levando. Agora quero ajudar a equipe para chegar no pódio. Sei que meu ponto é muito importante e o foco é esse, contribuir para que possamos evoluir na competição porque somos um time muito forte”, disse Maria Portela.

 

Aos torcedores, especialista e ex-atletas que ficaram acordados para verem a luta, se revoltaram com o wazari não computado e a decisão do terceiro shido para a brasileira. Veja alguma das reações:

 

 

“Não darem o wazari pra Portela… pra que serve o VAR? Francamente. Lamentável”, escreveu em seu Twitter o ex-judoca Flavio Canto, medalhista de bronze em Atenas 2004.

 

Alex Pombo, que é judoca do clube gaúcho Sogipa, também reagiu com indignação: “Esse árbitro já acabou com o meu sonho nos jogos Pan-Americanos de Toronto trocando o shido faltando segundos pra acabar a luta (…) agora nos jogos olímpicos fazer uma coisa dessa acabar com o sonho de um atleta.”

 

 

 

“Indignado… coração doendo aqui… choro contigo, Maria Portela”, escreveu no Twitter o ex-judoca João Derly, bicampeão mundial de judô em 2005 e 2007.

“Nunca gostei de falar da arbitragem, mas meu Deus o que foi essa luta? Wazari não marcado e uma punição muito injusta!”

 

 

 

(Foto destaque: Maria Portela é punida e eliminada em luta polêmica: ‘Eu dei tudo ali em cima, mas não deu mais uma vez’ – Gaspar Nóbrega / COB)

Justiça do Rio anula eleição da CBF de 2018; Entenda o caso

Nesta segunda-feira (26), o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) anunciou através de um comunicado a nulidade da Assembleia Geral da CBF, que havia mudado a forma de votação para presidência da entidade. Sendo assim, anulando a eleição de Rogério Caboclo para a presidência da Confederação, em abril de 2018. A decisão foi tomada pelo juiz Mario Cunha Olinto Filho, da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca.

A medida cabe recurso e será recorrida. Também foi anunciado que o magistrado determinou dois interventores para comandar a CBF durante 30 dias. Os escolhidos foram o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos. O Flamengo e a Federação Paulista se pronunciaram sobre o caso. Vale ressaltar que os dois têm cinco dias para anunciarem sua decisão de assumir ou não o cargo.


Presidentes do Flamengo e da CBF, Rodolfo Landim e Rogério Caboclo durante premiação da Supercopa do Brasil, em 2020 Imagem: Lucas Figueiredo/CBF


Segue nota:

“Os presidentes da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, e do Clube de Regatas do Flamengo, Rodolfo Landim, informam que analisaram em conjunto com federações, clubes e advogados a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que os nomeia interventores da Confederação Brasileira de Futebol. Tão logo tomem uma decisão, os presidentes da FPF e do Flamengo se manifestarão publicamente.”

O comunicado esclarece que os dois interventores escolhidos ficaram responsáveis por organizar uma nova eleição para a presidência da entidade. Rodolfo Landim e Reinaldo Carneiro Bastos não poderão se eleger à presidência. Antes da realização do pleito, os dois irão precisar convocar o “Colégio Eleitoral”, que é composto por todas as federações estaduais e times da Série A do Brasileirão para alterações estatutárias. Assim que for definida as regras do sistema eleitoral, como estabelecer os pesos de votação, exigências para candidatura, a inclusão dos clubes da Série B do Brasileiro no Colégio Eleitoral, as novas eleições para presidente, vice-presidente e diretoria serão marcadas. Os interventores terão 30 dias para convocar a assembleia.

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Entenda o caso:

Em março de 2017, a CBF promoveu uma assembleia geral sem a participação dos clubes e decidiu novas regras de para as eleições da entidade. O Colégio Eleitoral passou a ser composto pelos 20 clubes da Série A, 20 clubes da Série B e pelas 27 federações estaduais.

Para passar por cima dos clubes, a CBF decidiu que os votos das federações teriam peso 3, dos clubes da Série A teriam peso 2 e dos clubes da Série B teriam peso 1. Sendo assim, na prática, se todas as 27 federações votarem no mesmo canditado, ele terá 81 votos. Enquanto os clubes se unissem votos, chegariam a no máximo a 60 votos.

O procurador Rodrigo Terra, que acionou a entidade em 2017, se mostrou insatisfeito com a mudança, dizendo que “não seguiu as regras democráticas previstas pela legislação.”

“A votação foi ilegal ao não dar chance aos opositores de viabilizar uma candidatura. Além de manter as federações como maioria no colégio eleitoral, a cláusula de barreira inviabiliza qualquer candidatura de oposição e favorece o grupo político que há décadas se mantém no poder lá. Por isso, queremos uma nova votação com chances iguais”, disse o procurador. Em abril de 2018, já com as regras impostas pela CBF, que dava 81 votos às federações, Rogério Caboclo venceu a eleição com 135 votos. Apenas Athletico Paranaense (branco), Flamengo (abstenção) e Corinthians (branco) não votaram no dirigente que hoje está afastadodo cargo da presidência.

Caso Rogério Caboclo:

Rogério Caboclo foi afastado do comando da CBF em junho após uma funcionária lhe acusar de assédio moral e sexual. Antonio Carlos Nunes assumiu o comando interino da entidade. Os advogados de Caboclo pediram à Comissão de Ética da CBF a sua recondução ao cargo e o arquivamento do procedimento contra ele por suposto assédio moral e sexual. O presidente afastado da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, é investigado atualmente pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por suposto assédio sexual e moral contra uma funcionária da entidade. Informações obtidas pela CNN, neste sábado (24), mostram que Caboclo tentou usar R$8 milhões da entidade em troca do silêncio da vítima.

Em nota oficial, a CBF disse que irá recorrer da decisão.


Rogério Caboclo está sendo investigado por assédio moral e sexual – Reprodução


Segue nota da CBF:

“A Confederação Brasileira de Futebol tomou conhecimento, pela imprensa, de que o MM. Juízo da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca proferiu sentença, nesta segunda-feira (26/07), nos autos de ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Tal ação fora proposta em 2017 para anular assembleia geral administrativa regularmente realizada pela CBF para alteração de seu Estatuto Social e tinha seu curso regular. Mesmo sem ter sido intimada ou ter conhecimento integral da sentença, a CBF esclarece:

1 – Ao longo de mais de 04 anos, a Justiça não enxergou urgência para examinar o pedido de anulação das referidas assembleias. Decidiu, inclusive, manter a realização da eleição da entidade em 2018, não tendo o MP recorrido daquela decisão. Agora, por conta de um suposto – mas inexistente – “fato novo”, o Juiz entendeu de imprimir urgência para julgamento da ação, sem aguardar prévia manifestação do Superior Tribunal de Justiça acerca da competência para julgar o feito e mesmo sem ouvir a CBF.

2- Em prévio recurso, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro reconheceu que a discussão em questão não envolve a aplicação do Estatuto do Torcedor nem qualquer outro direito coletivo que justificasse a intervenção do Ministério Público na deliberação da associação privada.

3- Para além de questionar a legitimidade do Ministério Público para ingressar com ação civil pública sob o falso pretexto de proteção dos “torcedores”, a CBF comprovou no curso da ação que as referidas assembleias foram realizadas respeitando integralmente a Constituição Federal, a legislação em vigor e o Estatuto Social da entidade, contando com a participação efetiva de Federações e Clubes, que, instados pelo Ministério Público a se manifestarem nos autos da ação civil pública, não se opuseram às alterações promovidas.

4 – A CBF recorrerá da decisão, por sua clara afronta à Constituição Federal que, em seu artigo 217, confere autonomia de organização e funcionamento às entidades desportivas. A sentença também viola diversos dispositivos legais, dentre eles o art. 22 da Lei Pelé, que estabelece diretrizes acerca dos processos eleitorais das entidades esportivas, assim como o art. 90 da mesma lei, que proíbe dirigentes de clubes de exercerem cargo ou função em federações ou confederações.”

 

(Foto destaque: Justiça do Rio anula eleição da CBF de 2018; Entenda todo o caso/ Agif)

O casamento perfeito: Flamengo e nação rubro-negra se reencontram

497 dias… Foram 497 dias que o Flamengo esperou para reencontrar sua torcida, que não foi total e foi longe de sua casa, o Maracanã. O jogo entre Flamengo x Defensa y Justicia, válido pelas oitavas de finais da Libertadores, marcou a volta do público aos jogos do clube carioca desde o fechamento dos estádios por conta da pandemia da Covid-19.

 Até o sonhado reencontro, não foi dos mais fáceis. O Flamengo tentou a liberação do jogo com público no Maracanã e não recebeu a autorização, o clube levou a partida para Brasília, no estádio Mané Garrincha. O governo do Distrito Federal divulgou um decreto onde liberava 25% da capacidade do estádio, cerca de 18 mil pessoas.

 Reencontro esse que ficou marcado pela classificação, ótima atuação coletiva da equipe carioca, vencendo por 4 a 1 apartida e mandando para casa o campeão da Recopa, Defensa y Justicia.: Gol de Rodrigo Caio, Arrascaeta e dois de Vitinho. 

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Vice geral do Fluminense, Celso Barros faz post criticando PH Ganso: ‘Ganso é sonso’

 

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 Marcos Braz (vice presidente de futebol), BAP (relações externas) e Rodrigo Dunshee (geral e jurídico) já se mostraram diversas vezes em defesa da volta do público aos estádios.

 A pandemia no país ainda está longe de ser controlada e com o medo de uma nova variante delta. Porém, no estado do Rio de Janeiro a vacinação segue avançada, com a previsão de até novembro todos estarem vacinados com as duas doses, mas foi a falta de acordo com a Prefeitura do estado que fez com que o Flamengo levasse o jogo para o Mané Garrincha.

 O clube carioca teria usado como exemplo para conseguir a liberação no Maracanã, o jogo entre Brasil x Argentina, válido pela final da Copa América, que teve 10% da capacidade do estádio liberado para convidados.

“Há um mês, o risco no Rio saiu de muito alto para alto. Pela legislação, podia ter jogo de futebol com 10% de público. Com base nisso, o Flamengo trabalhou junto à Prefeitura para que liberasse para o Flamengo também. Não dá para ter dois pesos e duas medidas”, explicou Rodrigo Dunshee.

 O Flamengo encaminhou o protocolo à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), parecidíssimo com o protocolo enviado pela Conmebol na Copa América, mas com algumas alterações. A SMS pediu que fossem feitos alguns ajustes, porém o clube está confiante que logo conseguirá a liberação para voltar ao Maracanã.

“O índice, agora, caiu de alto para moderado. É o índice mais baixo da fase pandêmica na legislação atual do município. Agora, já pode ter pelo menos 20% do público. O Flamengo está trabalhando com isso, mas quando não houve uma sinalização positiva (para o Maracanã), a gente começou a trabalhar Brasília. Entendemos que os índices de queda são públicos e notórios. Todas as atividades já voltaram parcialmente”, completou Dunshee.

 Vendo pelo lado financeiro, a necessidade do ‘rubro-negro’ da volta do público aos estádios ficam gritantes quando visualizamos os balanços divulgados pela equipe. Estima-se que o clube tenha tido um prejuízo entre R$ 120 milhões e R$ 150 milhões com sócio torcedor e bilheteria desde o fechamento por conta da pandemia.

 A bilheteria e o sócio torcedor são duas das principais fontes de dinheiro que o Flamengo tem. Sem elas, o clube precisou se adequar a essa nova realidade financeira e isso afetou o futebol da equipe. Hoje, o sócio torcedor do Flamengo conta com 53 mil membros. Em 2019, o número de membros era de 120 mil.

“Estamos fazendo testes, dando uma colaboração para a sociedade. Estamos super sacrificados pela falta de público. A margem de lucro no futebol é muito apertada. Na medida em que você perde R$ 150 milhões por ano, você entra em déficit. Não podemos matar o futebol brasileiro. Eu acho que no Rio de Janeiro faltou esse olhar para o futebol, que também é uma atividade geradora de emprego“, disse Rodrigo Dunshee.

 O Flamengo no primeiro trimestre do ano passado faturou R$ 48,9 milhões com bilheteria, estádio e sócio torcedor. Diferença absurda se pensar que o clube no trimestre desse ano faturou apenas R$ 9,6 milhões, que vieram somente do sócio torcedor.

 O maior exemplo da necessidade do clube em manter a saúde do financeiro foi a saída de Gerson, um dos líderes e principais jogadores técnicos do time, vendido ao Olympique de Marselha por 25 milhões de euros no mês passado. 

 Dentro das 4 linhas, a ausência da torcida foi bastante sentida. Nos primeiros jogos sem torcida, foi visível que o silêncio atarpalhou muito o desempenho dos jogadores em campo.

 Desde o fechamento dos estádios para o público, o Flamengo fez 47 jogos como mandante, com o aproveitamento de 69,5%: 30 vitórias, oito empates e nove derrotas. (Números via: Espião Estatístico)

 


Gustavo Henrique comemora gol contra o Barcelona de Guayaquil (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)


 O Espião Estatístico analisou os 47 jogos anteriores, antes do fechamento dos estádios. O aproveiamento do Flamengo salta para 84,3%: 38 vitórias, cinco empates e quatro derrotas. A última partida Flamengo com torcida, também pela Libertadores, foi contra o Barcelona de Guayaquil, na vitória por 3 a 0, com gols de Gustavo Henrique, Bruno Henrique e Gabi. Vale ressaltar que do time que entrou em campo neste jogo, deixaram o clube: lateral-direito Rafinha, o volante Gerson e o técnico Jorge Jesus.

 

(Foto destaque: O casamento perfeito: Flamengo e nação rubro-negra se reencontram. Reprodução/OneFootball)

 

CBF planeja volta de torcida aos estádios nas quartas de finais da Copa do Brasil

A CBF quer criar um projeto-piloto para a liberação da presença do público já nas partidas válidas pelas quartas de finais da Copa do Brasil, prevista para o final de agosto. Funcionaria como se fosse um teste para a volta definitiva do público aos jogos.

 A Confederação enviou um ofício às federações estaduais, com a permissão e assinatura do Presidente em exercício na época, Coronel Nunes. O mesmo pediu para que a entidade dialogue com as autoridades públicas de saúde para conseguir o aval para a volta da torcida.

 Com o avanço da vacinação e a certa evolução das condições sanitárias em meio à pandemia da Covid-19, a CBF criou um grupo visando intensificar o estudo sobre a situação. A ideia da entidade é criar um projeto-piloto para começar os testes no final de agosto, na próxima fase da Copa do Brasil.

“Estamos discutindo isso há um tempinho. Como a coisa vai funcionar. Vamos estabelecer nossos critérios, mas autoridades locais que vão decidir no fundo. Devem ser testes pilotos. Vamos aprendendo com os outros que estão fazendo”, disse o chefe médico da CBF, Jorge Pagura

 A ideia da entidade é que, com critérios bem estabelecidos, a CBF e os clubes consigam convencer as autoridades estudais e do município sobre o retorno do publico.

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Atletas ‘testam’ cama de papelão antissexo das Olímpiadas: ‘É falso! Notícia falsa!’

Busca por igualdade e diversidade marcarão Jogos Olímpicos de Tóquio

 Alguns estados do Brasil já têm cogitado a possibilidade da liberação de público em partidas. O jogo entre Flamengo e Defensa y Justicia, pelas oitavas de finais da Libertadores, na quarta-feira (21), que terminou 4×1, com o Flamengo classificado, por exemplo, foi realizado com 25% da capacidade do estádio Mané Garrincha, em Brasília, apenas para aqueles que tomaram as duas doses da vacina, vacina de dose única ou com o exame PCR com o resultado negativo.


Estádio Mané Garrincha, palco do reencontro entre Flamengo e a torcida – Alexandre Vidal/Flamengo


Recentemente, outros estados também sinalizaram a liberação do público nos estádios. A prefeitura de Porto Alegre divulgou um plano de liberação gradativa, que prevê a permissão total a partir de 27 de setembro. O governo de Minas Gerais apresentou uma nota técnica sobre eventos de grande porte recebendo público, mas restaria à Federação Mineira de Futebol criar um protocolo para levar a ideia para frente. A prefeitura de João Pessoa sinalizou a possibilidade de liberar até 20% da capacidade dos estádios a partir do início de agosto.

 Sobre em quais condições os torcedores teriam acesso aos estádios nas quartas de final da Copa do Brasil, se a ideia for efetivada mesmo, a CBF deve se pronunciar através da sua Diretoria de Competições (DCO) da Comissão de Médicos e de Combate à Dopagem (CMCD).

 

(Foto destaque: CBF planeja volta de torcida aos estádios nas quartas de finais da Copa do Brasil. Lucas Figueiredo/CBF)

Busca por igualdade e diversidade marcarão Jogos Olímpicos de Tóquio

Os Jogos Olímpicos de Tóquio, marcados pelo adiamento de um ano, ausência de público e outras mudanças provocadas pela pandemia da Covid-19, mas não será apenas isso que marcará as Olimpíadas. Os Jogos Olímpicos deverão ser marcados também pela luta por igualdade, abertura para manifestações políticas e sociais dos atletas e pelo respeito às diversidades. Na cerimônia de abertura na sexta-feira (23), às 8h (horário de Brasília), essas questões serão jogadas ao público.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) irá usar a gigante audiência da cerimônia de abertura, que será no Estádio Olímpico de Tóquio, para mostrar ao público “a capacidade de celebrar diferenças”. O órgão organizador dos Jogos anunciou também que foram feitas mudanças no juramento olímpico. Pela primeira vez os termos “igualdade” e “inclusão” estarão fazendo parte do texto, a pedido da Comissão de Atletas. Mais uma mudança anunciada é que, antes estava previsto três pessoas iriam ler a declaração, mas agora o número subiu para seis (dois atletas, dois treinadores e dois juízes de prova).

“Os Jogos Olímpicos vão unir o mundo em toda a nossa diversidade Eles vão mostrar que somos mais fortes juntos em toda nossa solidariedade”, declarou o alemão Thomas Bach, presidente do COI, na semana passada.

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Vamos entender como começou essa busca pela igualdade de gênero nos Jogos Olímpicos. Em fevereiro, quando Yoshiro Mori, presidente do Comitê Organizador, foi pressionado a renunciar do cargo após o mesmo fazer comentários sexistas, dizendo que “as mulheres falam demais nas reuniões do Comitê”. A pressão foi tanta que Yoshiro não ficou no cargo. Para o cargo foi escolhida a ex-atleta e ministra, Seiko Hashimoto. Ela veio com a missão de fazer os Jogos Olímpicos de Tóquio não só um lugar mais igualitário, mas também aumentar o número de mulheres na direção do Comitê Organizador.

As Olimpíadas de 2021 serão a maior edição quando o assunto for igualdade de gênero na história dos Jogos, com 48,8% de participação feminina entre os quase 11 mil atletas que disputaram a competição. A meta para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, é que o número de atletas homens e mulheres seja exatamente o mesmo. Para que essa meta seja alcançada, o COI promoveu nos últimos anos uma reestruturação das vagas, aumentando o número de vagas para mulheres nos Jogos.

Outra decisão tomada pelo COI visando a igualdade de gênero foi a modificação nas regras da cerimônia de abertura, que agora permite os Comitês Olímpicos Nacionais indiquem um homem e uma mulher para carregarem a bandeira nacional na ocasião. No Time Brasil, onde a participação feminina corresponde a 46,9% dos atletas, os porta-bandeiras serão a judoca Ketleyn Quadros (bronze em Pequim, 2008) e o levantador da seleção masculina de vôlei Bruninho (ouro em Rio, 2016/ prata em Pequim, 2008/ prata em Londres, 2012).


Ketleyn Quadros e Bruninho serão os porta-bandeiras da delegação do Brasil em Tóquio Foto: Time Brasil


Entre os atletas da delegação brasileira, a principal personagem desse movimento olímpico de igualdade de gênero é a camisa 10 da seleção feminina de futebol, seis vezes melhor do mundo, homossexual declarada e recentemente anunciada como líder de diversidade e inclusão da LATAM. A atacante usará nas Olímpiadas uma chuteira com a marca da campanha “Go equal”, campanha que luta pela equiparação salarial entre homens e mulheres. Marta já chamou a atenção ao protestar nas fotos oficiais dos Jogos Olímpicos, quando cobriu com seu cabelo o símbolo da marca que fabrica os uniformes da seleção. 


Na busca pela igualdade, Marta “esconde” a marca de material esportivo como protesto — Foto: CBF Oficial


Na área da diversidade, a halterofilista Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, será a primeira atleta transgênero a competir os Jogos Olímpicos. Laurel chegou a participar da categoria masculina antes de realizar a transição de gênero, em 2013, mas se tornou elegível para competir na categoria feminina após realização de exames que apresentaram nível de testosterona abaixo do limite imposto pelo COI.


Laurel Hubbard será a primeira atleta trans a participar das Olimpíadas – Getty images


Ainda no campo da diversidade, entra o ponteiro da seleção masculina de vôlei Douglas Souza. “Eu sou a prova viva de que um LGBT pode jogar em alto nível como um hétero, sem problema nenhum. A gente precisa levantar essa bandeira em busca de igualdade”, disse o atleta. “Acho extremamente importante a gente estar aqui em competições internacionais, desse tamanho, desse nível, porque somos pessoas iguais a todos. Não queremos ser melhores do que ninguém. Queremos apenas direitos iguais e sermos tratados da melhor maneira possível, assim como todo mundo.”. Inclusive, a expectativa é que o debate sobre o movimento LGBT ganhe cada vez mais força duraste os Jogos de Tóquio.


Douglas Souza comemora ponto – Divulgação/FIVB


Nas Olímpiadas no Rio, em 2016, 56 de técnicos e atletas declaradamente gays, bissexuais, lésbicas, transgêneros ou transexuais. Quatro anos após, em Londres, o número de assumidos diminuiu para 23. Em Pequim, em 2008, eram somente dez declaradamente assumidos. De acordo com o site Outsports, especializado em notícias esportivas com foco em questões LGBT, aponta que em Tóquio será recorde com ao menos 142 nomes.

(Foto destaque: A luta pela igualdade de gênero marcará os Jogos Olímpicos de Tóquio – Foto: Unsplash)

Atletas ‘testam’ cama de papelão antissexo das Olímpiadas: ‘É falso! Notícia falsa!’

As camas recicláveis feitas de papelão deram o que falar e ganharam as redes sociais desde seu anúncio. Teve quem questionasse a resistência da cama das Olímpiadas, que foi uma ação de sustentabilidade, porém teve quem afirmou que a ideia do Comitê Olímpico fosse que o móvel seria uma medida antissexo, pensando na contaminação do vírus da Covid-19. No último fim de semana, o ginasta irlandês Rhys McClenaghnan pulou no móvel, testando a resistência da cama.

“As camas deveriam ser antissexo. Eles são feitos de papelão, sim, mas aparentemente eles foram feitos para quebrar com movimentos bruscos. É falso! Notícia falsa!”, disse o ginasta, saltando na cama.


Ginasta ‘testou’ a cama de papelão (Foto: Reprodução/Redes sociais)


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A conta oficial do COI (Comitê Olímpico Internacional) entrou também na brincadeira, compartilhando o vídeo do ginasta.

 “Obrigado por desmascarar o mito. As camas sustentáveis de papelão são resistentes”, postou o COI.

O ginasta irlandês não foi o único a postar a testar o móvel. O ponteiro da seleção brasileira de vôlei, Douglas Souza usou sua rede social na madrugada desta terça-feira (20) para fazer um tour pelo quarto que está hospedado na Vila Olímpica. Muito empolgado com a sua chegada, o atleta postou vários vídeos em que brincava da cama, sambando e pulando e também sobre a altura do apartamento. 

“Gente, vocês viram que quase quebrou a cama? Que fez um ‘trec’. Eu tô muito em choque. Eu tinha certeza que só a minha ia fazer isso. Tinha muita certeza. Ainda bem que não quebrou. Deu certo. Deu pra sambar, deu pra quicar. Não, mentira. Mas vocês entenderam, cama super aprovada. Aguenta mais de 200kg”, disse o ponteiro da seleção brasileira.


Douglas Souza pula e samba em cama do apartamento da vila olímpica — Foto: Reprodução


Após o tour em seu quarto, Douglas foi ao quarto do seu colega de seleção, Isac e depois ao banheiro de Alan, oposto da seleção, filmando dentro do banheiro, mostrando como o teto é baixo. E fala também sobre as paradas, também de material reciclável.

“Muito estranho. Parece tudo de papelão pra mim. Um grande prédio de papelão. Uma vibe bem reciclável. Gostei, mas estou com um pouco de medo, não vou negar”, completou Douglas.

Tudo isso começou através de um post do corredor americano, Paul Chelimo. Após saber que as camas da Vila Olímpica seriam feitas de papelão, o americano deduziu que isso seria uma medida do COI para evitar relações sexuais entre os atletas.

Em janeiro desde ano, a fabricante do móvel, Airweave, disse que a cama foi feita para suportar até 200kg e que a cama foi passada por rigorosos testes.

“Conduzimos experimentos, como jogar pesos em cima das camas. Contanto que fiquem com apenas duas pessoas na cama, devem ser fortes o suficiente para suportar a carga”, disse um porta-voz da fabricante.

 

Por conta do momento de pandemia, o Comitê Olímpico dos Jogos pediu para que os atletas evitassem contatos íntimos dentro da Vila Olímpica. Porém, manteve sua tradição de fornecer preservativos aos atletas, em uma campanha sobre a conscientização do sexo seguro. Os organizadores fornecem 160 mil camisinhas para serem usadas pelos atletas em seus países mesmo após os Jogos Olímpicos.

 

 

 

(Foto destaque:  A polêmica da cama antissexo começou com um post do corredor americano Paul Chelimo nas redes sociais. Crédito: Reprodução/Twitter/@Paulchelimo)

Jogador de clube da primeira divisão é preso suspeito de abuso sexual

Um jogador do Everton, time da Premier League, primeira divisão do futebol inglês, está sendo investigado pelas autoridades locais por uma suspeita de abuso sexual infantil. Durante a manhã de terça (20), o Everton divulgou um comunicado, em sua rede social, confirmando o afastamento do jogador do elenco por uma investigação criminal.


Investigação prosseguem na Inglaterra | Foto: Divulgação / CP


“O Everton confirma que suspendeu um jogador de seu elenco principal em razão de uma investigação policial em andamento. O clube seguirá auxiliando as autoridades e não fará mais comentários no momento”, diz a breve nota do clube.

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Segundo o jornal inglês “Daily Mirror”, a polícia de Manchester prendeu na última sexta-feira (16) um jogador de um clube da Premier League, sob suspeita de abuso sexual infantil. O atleta em questão teria 31 anos, constantemente convocado a seleção de seu país e teria movimentado milhões em transferências e salários no futebol europeu.

O Everton tem a presença de três brasileiros em seu elenco: o volante Allan, de 30 anos, e os atacantes Bernard, campeão da Libertadores pelo Atlético-MG, de 28 anos e Richarlison, camisa 10 da seleção olímpica, de 24 anos.

Segundo a imprensa inglesa, citando o comunicado da polícia local, diz que o atleta chegou a ser preso na sexta-feira (16), prestou depoimento, porém foi liberado após pagamento de fiança. Ainda de acordo com a imprensa local, o atleta tem 31 anos de idade e é casado.

Segundo os jornais islandeses “Morgunbladid” e “Stundin”, o jogador envolvido nesse caso seria Gilfy Sigurdsson, o atleta do Everton se encaixa no perfil divulgado pelo jornal inglês “Daily Mirror”, primeiro veículo a reportar o caso. O camisa 10 dos ‘Toffees’, tem 31 anos de idade e é titular do Everton e da seleção da Islândia.

Tornando ainda mais suspeito, no sábado (17), o Everton enfrentou o Blackburn em um jogo-treino, e Sigurdsson não esteve nem relacionado. Segundo o jornal “Stunddin”, a polícia inglesa fez buscas na casa do islandês e o libertou sob o pagamento de fiança. O Instagram do jogador está com os comentários limitado apenas a quem lhe segue. Sua esposa, Alexandra Ívarsdóttir, está com sua conta do Instagram desativada.

Sigurdsson tem passagens por clubes como Tottenham, Swansea e Hoffenheim, o jogador é um dos principais atletas da seleção islandesa. Tendo disputado a Eurocopa de 2016 e a Copa do Mundo de 2018. São 25 gols em 78 jogos pela seleção da Islândia.

 

(Foto destaque: Sigurdsson, jogador do Everton e seleção islandesa é suspeito de abuso sexual – Getty Images)