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Na manhã desta quarta-feira (25) foi preso Glaidson Acácio dos Santos, dono da GAS consultoria Bitcoin, na Operação Kryptos, da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF) e da Receita Federal por suspeita de pirâmide financeira. De acordo com a PF, a fraude veio movimentando diversas “cifras bilionárias”.
Encontrado em uma mansão no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio, policiais apreenderam reais, dólares e euros em espécie e até barras de ouro. Agentes da força-tarefa afirmam que o volume de dinheiro vivo foi surpreendente, sendo até maior do que o encontrado na Operação Lava-Jato.
Os Agentes saíram para cumprir nove mandados de prisão e 15 de busca e apreensão no Rio, São Paulo, Ceará e Distrito Federal. Além de Glaidson, um homem havia sido preso no Aeroporto de Guarulhos (SP), tentando fugir para Punta Cana, na República Dominicana.
Carros da PF no condomínio onde mora Glaidson Acácio dos Santos. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Investigada há dois anos pelo esquema, a empresa se disfarçava de consultoria em bitcoins, formando um grande esquema de pirâmide. Segundo a polícia, Glaidson prometia lucros de 10% ao mês nos investimentos da moeda digital, no entanto, a GAS não replicava os aportes em criptomoedas, enganando duplamente seus clientes.
A empresa tinha diversos investidores em Cabo Frio, na Região dos Lagos, que acabou se tornando o centro dos golpes do tipo pirâmide financeira, ganhando assim o apelido de “Novo Egito”, como foi mostrado na reportagem do Fantástico há duas semanas.
“Nos últimos seis anos, a movimentação financeira das empresas envolvidas nas fraudes apresentou cifras bilionárias, sendo certo que aproximadamente 50% dessa movimentação ocorreu nos últimos 12 meses”, informou a Polícia Federal. A empresa não possuía sites nem perfis em redes sociais, o telefone disponibilizado na Receita Federal também não funcionava.
Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio. Também fazem parte da força-tarefa o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPF) e a Procuradoria de Fazenda Nacional.
É notório que a forte desvalorização do real e a grande crise vêm criando oportunidades para que os brasileiros comecem a viver no exterior. Cada vez mais são enviados recursos para o Brasil para a compra de imóveis e investimentos em negócios, uma vez que o dinheiro que ganham fora do país valem muito mais do que aqui. Isso ocorre mesmo que não pensem em voltar e levar uma vida mais confortável.
De acordo com dados do Banco Central, o valor é recorde para um semestre desde 2010, no início da série histórica. Isto também representa uma alta de 25% em relação ao 1º semestre de 2020 e de 36,5% em relação ao mesmo período de 2019, ano anterior à pandemia.
Segundo dados do Banco Central, as remessas do exterior bateram recorde no primeiro semestre deste ano, somando US$ 1,89 bilhão, o equivalente a R$ 10,16 bilhões. (Foto: M. Torres/Getty Images)
Compras de imóveis e investimentos financeiros, são os principais destinos destas remessas. Com o real desvalorizado, os preços ficam mais atraentes para quem ganha em dólar.
Os mesmos apontaram também um recorde entre janeiro e junho no envio de recursos para três países que possuem comunidades brasileiras: EUA (US$ 946 milhões), Reino Unido (US$ 370,4 milhões) e Canadá (US$ 27,9 milhões).
De acordo com as informações do Poder360, a partir do início do governo de Jair Bolsonaro o dólar já subiu 39%. A cotação da moeda norte-americana em 30 de dezembro de 2018, último dia útil antes da nova gestação, foi R$3,87.
A moeda norte-americana é considerada um dos investimentos mais seguros do globo. Em momentos de forte aversão a risco, na qual investidores tendem a comprá-la como forma de proteção.
(Foto destaque: Real desvalorizado faz remessas de brasileiros no exterior baterem recorde. Reprodução/Marcello Casal)
Não é novidade que o TikTok vem revolucionando a indústria da música. Em uma nova jogada, o aplicativo anunciou uma parceria com a Audius, plataforma de streaming de música, para a criação de uma nova funcionalidade chamada “TikTok Sounds”, na qual irá permitir que os seus usuários compartilhem as suas músicas na rede social. A funcionalidade semelhante ao que existe no Instagram, com o Spotify, ganha uma diferença essencial, uma vez que a Audius é uma plataforma descentralizada baseada em blockchain.
Foi a partir do anúncio, a criptomoeda nativa do serviço de música, que se chama AUDIO, chegou a subir 155% em relação às últimas 24 horas anteriores, alcançando o seu maior preço desde março, de 4,03 dólares, segundo os dados divulgados pelo CoinMarketCap. Após uma correção, o ativo digital é negociado no momento a 3,10 com alta de 91% nas 24 horas. No ano, o criptoativo já acumula alta de 1.840%.
TikTok anuncia parceria com a plataforma de streaming de música em blockchain Audius e criptomoeda dispara (Foto: Mike Blake/Reuters)
A criptomoeda AUDIO tem características de um token de governança e de um utility token. Baseada na rede Ethereum, ela proporciona a seus proprietários o direito de participar e auxiliar em decisões sobre a plataforma, paga recompensas e também é usada como um bônus para os artistas mais ouvidos e os usuários mais ativos. Além disso, o staking da criptomoeda ainda garante funcionalidades exclusivas na plataforma, como a possibilidade de exibir e negociar NFTs no seu perfil pessoal.
Mesmo com toda a governança e do staking serem realizados na rede Ethereum, a Audius anunciou, no final de 2020, que faria uma migração de parte de sua operação para o blockchain Solana, a qual é uma espécie de concorrente do Ethereum e que a criptomoeda nativa SOL vem acumulando alta expressiva nos últimos dias.
Enquanto a Audius vem afirmando ter registrado mais de 5,3 milhões de usuários únicos no mês de julho, sendo quase o dobro dos 2,9 milhões registrados em janeiro, o TikTok está cada vez mais perto de registrar 1 bilhão de usuários ativos por mês, podendo assim alavancar a plataforma em blockchain de maneira sem precedentes.
Hoje em dia, a Audius já conta com mais de 110 mil artistas em seu catálogo, incluindo grandes nomes como Diplo, Shinoda, Weezer, Skrillex, deadmau5, entre vários outros. A empresa afirma que a plataforma utilizada a tecnologia blockchain para recompensar criadores de conteúdos e aumentar a transparência no pagamento aos artistas, no entanto, segundo Forrest Browning cofundador da plataforma, 95% dos usuários da Audius “não fazem ideia de que a tecnologia blockchain esteja envolvida na empresa”.
Contudo, a parceria segue sendo importante para o setor de criptoativos e blockchain, já que demonstra a aceitação por soluções com a tecnologia por grandes empresas e, ao mesmo tempo, garante o acesso aos serviços baseados em blockchain para públicos muito maiores. No caso do TikTok, a parceria chega a ser algo surpreendente, uma vez que recentemente a rede social proibiu a publicidade relacionada às criptomoedas em seu aplicativo.
A AgroGalaxy, uma das maiores empresas de insumos agrícolas no varejo, atingiu ao final de junho mais de R$ 1 bilhão em vendas por meios digitais, desde que o esquema foi implantado em outubro, e avalia que os sistemas poderão ajudar no aumento do faturamento da empresa, na qual busca ser consolidadora do mercado de revendas que ainda é bastante pulverizado.
A receita líquida conseguiu atingir a marca de R$ 4,74 bilhões em 12 meses encerrados em junho, com alta de 30% na comparação com o período anterior, também no impulso de preços e maiores volumes de vendas, informou a companhia.
“Vemos (as vendas digitais) como uma ferramenta de aumento de produtividade. Usando o digital estamos liberando o consultor técnico para atender novos clientes ou ampliar os clientes atuais”, afirmou à Reuters Welles Pascoal, presidente-executivo da AgroGalaxy.
Desde outubro, os clientes da empresa já podem fazer várias operações com auxílio digital, como autorização de faturamento de mercadorias, e em maio deste ano a companhia lançou um aplicativo específico, já usado por 3 mil dos 18 mil clientes da AgroGalaxy, afirmou o CEO.
A companhia, além de atuar na venda de insumos, oferece diversos serviços aos produtores agrícolas com os quais faz negócios, como secagem dos grãos recebidos, armazenagem e auxílio na comercialização dos produtos.
As vendas de insumos costumam representar cerca de dois terços da operação da AgroGalaxy, enquanto os negócios de grãos respondem pelo restante. Essa contabilidade em grãos, são dois terços referentes à originação junto aos produtores, enquanto um terço é obtido via as tradicionais operações de travamento de vendas antecipadas de produtos agrícolas em troca de insumos, conhecidos como “barter”.
A geração de caixa medida pelo Ebitda ajustado aumentou 67% em 12 meses, para R$ 294,5 milhões, com as vendas viabilizadas por meios digitais colaborando para diluir despesas, notou o diretor financeiro Mauricio Puliti, explicando que o indicador de 12 meses permite uma melhor visão do negócio, impactado por sazonalidades, como períodos de plantio e colheita.
Em 12 meses, a companhia teve aumento de 81,6% no lucro líquido, a R$ 78,1 milhões (Foto: REUTERS / Inaê Riveras)
Já no segundo semestre, o Ebitda ajustado somou apenas R$ 2,5 milhões, por exemplo, enquanto a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 51,4 milhões. Em 12 meses, teve aumento de 81,6% no lucro líquido, para R$ 78,1 milhões.
De acordo com Puliti, a maior parte do aumento do Ebitda se deve aos maiores volumes vendidos, enquanto uma parcela menor se deve a preços mais altos.
Agora com 108 lojas em pelo menos nove Estados brasileiros, a empresa também ampliou vendas com novos pontos de negócios – até o final do ano passado, contava com 93 estabelecimentos. Das 15 novas lojas, sete foram incorporadas via aquisição. O CEO ressalta que o recente IPO levantou 333 milhões de reais, que serão utilizados para aquisições (70% dos recursos) e crescimento orgânico. “Segue a linha de crescer dos dois lados, consolidando e abrindo lojas novas”, comentou.
Welles lembrou que, embora a companhia seja uma das líderes em revenda de insumos, detém apenas 4% de um mercado que gira em cerca de 110 bilhões de reais por ano, no qual atuam 5.500 companhias.“O nosso objetivo é liderar esse processo de consolidação, o Brasil entre os importantes produtores agrícolas é o que é mais fragmentado na distribuição de insumos. Nos Estados Unidos, seis empresas detêm 50% do mercado”, afirmou.
A companhia trabalha em geral com produtores que cultivam soja e milho em áreas de 200 a 10 mil hectares, enquanto produtores maiores, que representam 30% do mercado, compram direto das empresas de insumos, sem intermediação das revendas.
Cerca de 94% das vendas da companhia são para produtores de soja e milho. Uma outra parcela de clientes inclui cafeicultores em Minas Gerais e São Paulo.
O bilionário Richard Branson, dono do Virgin Group, vendeu esta semana cerca de US$ 300 milhões, equivalente a R$ 1,5 bilhão no câmbio de hoje, em ações da Virgin Galactic, aproveitando a recente alta nos preços para realizar lucros.
A empresa de investimento controlada por Branson começou a vender ações na terça-feira a um preço de US$ 34,39. As vendas ajudaram a derrubar o preço da ação em quase 26% no decorrer da semana. A Virgin Investments também doou quase 58 mil ações – no valor de quase US$ 2 milhões – para um ex-funcionário não identificado.
Ações enfrentam montanha-russa, enquanto companhia se prepara para voos comerciais ao espaço. (Foto: Getty Imagens)
A participação de Branson caiu para cerca de 46, 3 milhões de ações, ou 18% dos papéis em circulação, com a atitude. Em um comunicado, a Virgin informou que, “os lucros das vendas apoiarão o portfólio global de lazer, férias e viagens do Virgin Group, que continua a ser afetado pelo impacto da pandemia de Covid-19”.
Após o voo teste que ocorreu no mês passado, na qual Branson estava abordo, a Virgin Galactic reiniciou, no dia 05 de agosto, a venda de passagens com preço a partir de US$ 450 mil (R$ 2,3 milhões). O novo valor é quase o dobro dos US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão) pagos por cerca de 600 pessoas que já haviam reservado lugares no foguete.
A empresa espera capitalizar, com o sucesso do voo teste, uma tripulação completa. O próximo voo será em setembro e levará integrantes da Força Aérea Italiana que pagaram pela passagem.
Em julho, o empresário superou Jeff Bezos e a empresa Blue Origin em uma corrida espacial entre bilionários. Outro teste ocorrerá após a missão de setembro, mas o cronograma de lançamento além desta data não foi revelado.
O estilista Lucas Anderi, que nasceu no Líbano mas possui raízes brasileiras, é conhecido pelo renomado trabalho com a moda bridal. Pela primeira vez, ele lançará uma coleção no Brasil inspirada nas famosas princesas da Disney, que faz parte da campanha global “É Hora de Celebrar – Coragem e Gentileza”, da franquia Disney Princesa. A campanha faz um convite ao público para poder se conectar com as mágicas histórias das princesas celebrando valores como a bondade, coragem e gentileza.
Ao ser procurado pela The Walt Disney Company para desenvolver a primeira coleção de vestidos de noiva da empresa, sua reação foi de organizar uma maratona e assistir todos os filmes encantados criados pelo estúdio. “Analisei experiências boas e ruins de cada uma e a mensagem que nos transmitem com suas histórias de superação e coragem. A partir daí, procurei selecionar aquelas com as quais mais me identifiquei para criar uma linha de vestidos dos sonhos”, conta.
Personagens da Disney inspiram coleção de Lucas Anderi. (Foto: Jeff Porto/Divulgação)
A partir do trabalho de pesquisa, o estilista trabalhou na idealização da Disney Princess Wedding Collection by Lucas Anderi, que apresenta no total 18 vestidos inéditos inspirados nas protagonistas escolhidas durante o processo cinematográfico, sendo elas: Tiana, Branca de Neve, Ariel, Bela, Cinderela e Jasmine. Cada uma ganhou ao menos três versões de vestidos: fancy, classic e clean.
“Eu me envolvi muito com suas histórias na criação dos vestidos, procurando sempre captar a essência de cada personagem”, explica o estilista. “Todas elas nos inspiram a descobrir nossos pontos fortes, sermos autênticos, agirmos positivamente e defendemos aquilo no que acreditamos, porque a verdadeira magia acontece com o nosso esforço e dedicação quando buscamos o que sonhamos”, complementa.
A coleção exclusiva já está disponível para venda no ateliê do estilista, em São Paulo, e em mais de 26 pontos de venda nos estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.
Desenho do Vestido Tiana – Fancy. (Foto: Reprodução/ Forbes)
“Casar faz parte do sonho de muitas mulheres. Mas o sonho não é simplesmente casar, e sim se sentir uma verdadeira princesa em um dia muito especial. Com esta coleção, o seu conto de fadas se torna realidade”, destaca o estilista. “No fundo, ser princesa é se mostrar como você realmente é. As princesas vivem a vida com coragem e com uma atitude proativa que as torna donas do seu destino, onde cada uma é protagonista da sua história, das suas aspirações e dos seus sonhos. E, nesse sentido, todas as pessoas têm o potencial de serem ‘princesas de verdade.’”
Além disso, a campanha contará com um photoshoot especial realizado na Casa Petra, em São Paulo. Celebridades brasileiras foram convidadas para representar cada princesa da coleção, entre elas: Raissa Santana (Tiana), Marthina Brandt (Cinderela), Júlia Horta (Branca de Neve), Julia Gama (Bela), Juliana Martins (Jasmine) e Caroline Priante (Ariel).
O photoshoot completo está sendo lançado através das redes sociais do Lucas Anderi. Além dos dezoito vestidos inéditos, o estilista também confeccionou versões mini da Disney Princess Wedding Collection by Lucas Anderi para as bonecas Style Series, da Hasbro. As bonecas serão exclusivas e algumas delas estarão expostas em seu ateliê, que também ganhará uma decoração especial de Disney Princesa para o lançamento da coleção.
No último domingo (15), o Talibã, grupo que virou sinônimo de radicalismo fundamentalista, voltou ao poder no Afeganistão após 20 anos. Desde 13 de outubro de 2001, suas tropas não entravam em Cabul, quando tiveram que se retirar da capital sob as bombas norte-americanas da chamada Aliança do Norte. A tomada de poder, que ocorreu sem resistência, e a fuga do presidente Ashraf Ghani, ocasionou um grande pânico na cidade, fazendo com que milhares de pessoas seguissem nesta segunda (16) para o aeroporto de Cabul em uma tentativa de sair do país.
A vitória inesperada dos revolucionários, a qual celebraram no domingo à noite ocupando o palácio de Cabul, desencadeou em cenas de desespero e caos no aeroporto da capital, único ponto de saída do país. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram milhares de pessoas aguardando na pista do aeroporto. Diversas pessoas, incluindo os jovens em sua maioria, se agarravam às escadas para tentar embarcar em um avião.
As tropas americanas atiraram para o alto, com o intuito de controlar a multidão, que não acredita nas promessas dos talibãs de que ninguém deve temer o movimento. As milhares de pessoas que enfrentam esse momento com medo, afirmam ter “muito medo”. “Temos medo de viver nesta cidade e estamos tentando fugir de Cabul (…) Como servi no exército, perdi meu trabalho e é perigoso viver aqui porque os talibãs vão me atacar, isso é certo”, declarou à AFP Ahmad Sekib, 25 anos, que se apresenta com um pseudômino.
Aeroporto lotou com afegãos que buscam fugir do país. (Foto: AFP)
Por conta da situação caótica, os voos comerciais foram cancelados. A autoridade aeroportuária e as companhias internacionais suspenderam o sobrevoo do país, a pedido do Afeganistão e devido ao tráfego militar americano.
As ruas de Cabul são patrulhadas por talibãs armados, em particular a “zona verde”, antes uma área ultra fortificada, que abriga as embaixadas e as organizações internacionais.
Os talibãs anunciaram a seus combatentes que não é permitido entrar em outras residências sem permissão. “Não se pode atentar contra a vida, a propriedade, a honra de ninguém”, afirmou Suhail Shaheen, um dos porta-vozes do grupo.
Nas contas do Twitter favoráveis aos insurgentes, mensagens afirmam que os talibãs foram recebidos de maneira calorosa em Cabul, ou inclusive que as jovens compareceram às escolas nesta segunda. Também indicaram que milhares de combatentes estão chegando à capital para garantir a segurança.
Depois de fugir do país, Ghani admitiu no domingo a vitória dos talibãs. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o cofundador dos talibãs, Abdul Ghani Baradar, anunciou a vitória do movimento. “Agora temos que mostrar que podemos servir a nossa nação e garantir a segurança e o bem-estar”, afirmou.
O colapso é total para as forças de segurança afegãs, na qual foram financiadas durante 20 anos com bilhões de dólares do governo dos Estados Unidos.
O movimento islamita radical iniciou uma ofensiva em maio, após o início da retirada das tropas estrangeiras, em particular americanas.
Em 10 dias os talibâs tomaram o controle do país, após terem sido expulsos por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, ha 20 anos, devido a sua recusa para entregar o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, após os atentados de 11 de setembro de 2001.
A China foi o primeiro país a confirmar que deseja manter “relações amistosas” com o movimento. A Rússia afirmou que a decisão de reconhecer o novo governo dependerá de “suas ações” e informou que seu embaixador se reunirá na terça-feira com os insurgentes.
O ministro da Defesa da Grã-Bretanha, Ben Wallace, considerou que “não é o momento” de reconhecer o regime talibã e também classificou o retorno dos insurgentes ao poder de “fracasso da comunidade internacional“.
Ruas foram tomadas por talibãs. (Foto: AFP)
A chanceler alemã Angela Merkel disse que o governo dos Estados Unidos optou por retirar as tropas estrangeiras devido principalmente a “razões de política interna“. “Aconteceu um efeito dominó após a retirada das tropas“, afirma.
O governo dos Estados Unidos enviou 6.000 soldados ao aeroporto para retirar os funcionários da embaixada e afegãos que atuavam como intérpretes ou em outras funções. Diplomatas e estrangeiros também foram retirados às pressas. A França irá iniciar o processo de saída nesta segunda-feira. A Alemanha quer enviar soldados para facilitar a operação de retirada.
Os cidadãos afegãos e estrangeiros que desejam fugir do Afeganistão “devem ser autorizados a sair”, afirmaram os Estados Unidos e outros 65 países em um comunicado conjunto, com a advertência de que os talibãs devem demonstrar “responsabilidade“.
O Conselho de Segurança da ONU se reunirá nesta segunda-feira a partir das 14H00 GMT (11H00 de Brasília) para debater a situação. Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia abordarão o tema em uma reunião na terça-feira por videoconferência.
(Foto Destaque: Pânico nas ruas de Cabul: Talibãs assumem o poder no Afeganistão. Reprodução/ AFP)
A Itaúsa (ITSA3) tem se preparado para uma eventual crise energética, adiantando alternativas para que empresas de seu portfólio sigam funcionando sem restrições, disse nesta terça-feira o presidente-executivo do grupo, Alfredo Setubal.
“Estamos nos preparando principalmente para evitar que as agências tenham problemas, eventualmente com uso de geradores”, informou o executivo em teleconferência com jornalistas sobre os resultados trimestrais da companhia divulgados na véspera.
Setubal complementou ainda que alguns ativos industriais nos quais a Itaúsa tem participação já possuem autogeração de energia, mas que opções adicionais estão sendo discutidas. A instituição tem participação na fabricante de calçados Alpagartas, na produtora de louças sanitárias e painéis de madeira Dexco (ex-Duratrex), na transportadora de gás natural NTS e na empresa de saneamento Aegea.
Itaúsa: Setubal contou que a Itaúsa avalia fazer novos investimentos em ativos nos setores de agronegócio e de energias renováveis (Foto: Itaúsa / Divulgação)
No último mês, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) sinalizou que a capacidade de geração de energia do país poderá ser levada ao limite em novembro, diante do baixo nível dos reservatórios de hidrelétricas.
O presidente ainda contou que a Itaúsa avalia fazer novos investimentos em ativos nos setores de agronegócio e de energias renováveis, além de novas incursões em concessões públicas, como de aeroportos. “São ativos que fazem falta no nosso portfólio”, acrescentou. No entanto, ele ainda pondera que não se deve esperar nenhum anúncio a respeito no curto prazo.
A empresa estreou neste ano no setor de saneamento com um aporte de R$ 2,6 bilhões na Aegea, que em abril deste ano liderou o consórcio que venceu a disputa pelos blocos 1 e 4 da licitação da Cedae, de saneamento do Rio de Janeiro.
Setubal disse esperar para breve a realização de assembleia de acionistas para votar a proposta de incorporação da XP Part pela PX Inc, num passo adicional que permitirá que investidores da holding eventualmente se desfaçam da fatia que detém na plataforma de investimentos, ao redor de 15%.“A XP não é um ativo estratégico para a Itaúsa, mas isso não significa necessariamente que vamos vender nossas ações. E, se o fizermos, será ao longo de alguns anos, não de forma abrupta”, afirma.
O diretor de Política Monetária do BC (Banco Central), Bruno Serra, afirmou nesta terça-feira (10) que a instituição está engajada para fazer a inflação chegar ao centro da meta em 2022 e 2023 e fará o que for necessário para tanto.
Ao participar da live promovida pelo Goldman Sachs, Serra lembrou que a indicação do BC é de que fará outro ajuste tempestivo nos juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em setembro, sendo que no momento este nível de aperto, de elevação de 1 ponto percentual, é visto como “bem adequado”.
“O BC tem a ferramenta, que é a taxa de juros, e o compromisso de garantir o seu mandato legal para a inflação no seu horizonte relevante”, disse Serra durante a live promovida pelo banco Goldman Sachs.
BC: Serra destacou que no ano passado a preocupação do BC era fechar o hiato do produto e com a possibilidade de não entregar a inflação no centro da meta em 2021. (Foto:Adriano Machado/ Reuters)
Em ata divulgada na terça-feira, o BC afirmou que as projeções de inflação fiquem em torno das metas para 2022 e 2023, são necessárias elevações de juros “subsequentes e sem interrupção” para acima do nível considerado neutro. A Selic foi elevada em 1 ponto percentual este mês, para 5,25%.
Questionado sobre qual seria o patamar neutro da Selic, Serra afirmou que a taxa mais recente citada pelo BC é 3%, (taxa real, que desconsidera a inflação). O BC também já citou como taxa nominal neutra o patamar de 6,5%.
Serra destacou que no ano passado a preocupação do BC era fechar o hiato do produto e com a possibilidade de não entregar a inflação no centro da meta em 2021, mas que a autoridade monetária tem se surpreendido a cada ciclo do copom com condicionantes de inflação, com o reconhecimento de que aumentos de preços em commodities têm sido mais persistentes do que no anteriormente.
O cenário se torna mais difícil neste momento de reabertura da economia em que é possível enxergar alguns sinais de recomposição de preços no setor de serviços.
“Seria muito ruim se esse ajuste de preços relativos que aconteceu em 12 meses, onde comercializáveis subiram muito forte e não-comercializáveis/serviços ficaram bastante bem comportados. Esse ajuste de preços foi revertido com serviços e não-comercializáveis como um todo acelerando e convergindo para o pedaço da inflação que está mais alta, é essa atenção que a gente precisa ter”, afirmou.
Ele ainda frisou que, historicamente, a inflação de serviços é mais inercial do que a de alimentos e bens, dando mais condições para se prever o comportamento dos preços nos 12 meses à frente, mas que o Copom não fez uma avaliação recente para entender se a crise trouxe mudanças a essa tendência.
O diretor ainda informa que a projeção do BC para o crescimento do PIB este ano, de 4,6%, está bem menos otimista do que a do mercado, que aponta para alta acima de 5%, e defendeu a cautela nas estimativas para os trimestres à frente.
“Daqui para frente eu não acho que a gente descobriu que o crescimento potencial é muito mais alto. Acho que a gente deve ser muito mais cauteloso nas projeções de crescimento para frente”, complementa.
O protocolo Network, plataforma que atua na área de Finanças Descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês), informou que na última terça-feira (10) sofreu um ataque hacker em que foram roubados cerca de US$ 600 milhões, ou R$ 3 bilhões na conversão atual. O anúncio feito pela própria empresa através do Twitter, marca o maior ataque hacker de todos os tempos no mercado de cripto ativos.
“Lamentamos anunciar que a #PolyNetwork foi atacada”, tuitou o perfil da companhia, revelando que os hackers transferiram centenas de milhões de dólares para diversas carteiras de criptomoedas. Ainda em um comunicado, a empresa implorou aos ladrões que “estabeleçam comunicação e devolvam os ativos hackeados”.
Milhares de dólares foram roubados por hackers em um dos maiores roubos de criptomoedas (Foto: Getty Images)
Em comparação, o ataque é considerado tão grande quanto aos que já aconteceram anteriormente com Bolsas de Valores digitais como Mt Gox e Coinchek.
A Poly Network consiste em um protocolo lançado pelo fundador do projeto de blockchain chinês Neo, a qual opera nos blockchains Binance Smart Chain, Ethereum e Polygon, conectando transações entre as diferentes redes. Os funcionários da Poly identificaram três endereços para onde os ativos roubados foram transferidos.
Os endereços das carteiras de criptomoedas divulgados pela Poly, mostram transferências de 2.858 tokens de ethereum com valor próximo de US$ 267 milhões, 6.610 binance coin que valem mais de US$ 252 milhões e cerca de US$ 85 milhões em tokens de USDC, da rede Polygon.
Projeto DeFi sofre ataque de US$600 milhões. Poderia ser 1 bilhão, afirma hacker. (Foto: David McBee)
Segundo o responsável pelo token USDT, Paolo Ardoino, CTO da Theter, a rede congelou aproximadamente 33 milhões de dólares por conta do ataque. Cerca de uma hora depois do anúncio, o hacker tentou movimentar ativos, incluindo USDT, através de um endereço da rede Ethereum na pool de liquidez Curve.fi, como mostram registros. A transação foi recusada.
Especialistas apontam que a causa do ataque pode ter sido um problema de criptografia. A Poly disse ter encontrado a causa da vulnerabilidade, no entanto, não deu maiores informações.
O CEO da corretora Binance, Changpeng Zhao, disse em seu Twitter que os parceiros da empresa estão se coordenando para ajudar no caso. “Estamos ciente do ataque ao Poly Network que ocorreu hoje. Embora ninguém controle a BSC (ou ETH), estamos coordenando com todos os nossos parceiros de segurança para ajudar de forma proativa. Não há garantias. Faremos o que pudermos”, afirmou ele.
De acordo com a plataforma de cryptodata CoinGecko, o valor do mercado atual de todos os tokens financeiros descentralizados, como o Polygon, é de US$ 103 bilhões. A indústria já ultrapassou a uma avaliação de US$ 100 bilhões pela primeira vez este ano e atingiu o pico de US$ 150 bilhões em maio, antes que o mercado de criptomoedas despencasse quase 50%.
Menos de uma semana antes do ataque, o presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), Gary Gensler, informou que as plataformas de finanças descentralizadas merecem mais escrutínio do governo. Ele pediu ao Congresso norte-americano que aumente sua autoridade sobre a indústria de criptomoedas, comparando-as ao “Velho Oeste”.
Em geral, estas plataformas atuam substituindo intermediários tradicionais, como corretoras de serviços financeiros e bancos centrais, no processamento de transações de títulos, commodities e outros serviços.
Enquanto isso, investidores institucionais têm ampliado sua presença na na indústria. No mês passado, o Goldman Sachs entrou com um pedido de criação do seu próprio fundo DeFi negociado em Bolsa.