Festival de Cinema de Gramado homenageia Silvio Santos em encerramento

Silvio Santos revolucionou a forma de fazer televisão, além de ter criado para si e para muitos brasileiros oportunidades profissionais, viu o engatinhar da televisão brasileira e fez parte da vida de muitas gerações de brasileiros. O apresentador faleceu neste sábado em decorrência de uma pneumonia, marcando o final de uma era para a televisão brasileira. Em seu encerramento, o festival de Gramado prestou uma pequena homenagem a Silvio, exibindo uma foto dele logo no início da cerimônia de premiação. 

Homenagens a Silvio Santos

Após muitas homenagens e retrospectivas, Silvio, uma das maiores figuras da televisão brasileira, também foi homenageado na abertura do Festival de Gramado. A foto do apresentador foi exibida no telão do Palácio dos Festivais antes que a cerimônia de premiação começasse.

Anteriormente neste ano, em julho, o apresentador teve que ser internado devido a complicações com o H1N1, mas logo recebeu alta. No começo desse mês, Silvio teve que ser internado novamente, e ficou na UTI do hospital Albert Einstein até vir a óbito neste sábado em decorrência de uma broncopneumonia. O gigante e controverso comunicador morreu aos 93 anos de idade. A informação de sua morte foi confirmada pelo SBT, sua emissora, nas redes sociais.


Homenagem a SIlvio Santos no Festival de Gramado (Reprodução/RBS TV/Site G1)

Hoje o céu está alegre com a chegada do nosso amado Silvio Santos. Ele viveu 93 anos para levar felicidade e amor a todos os brasileiros. A família é muito grata ao Brasil pelos mais de 65 anos de convivência com muita alegria“, informou a emissora SBT. 

O grande vencedor da noite no Festival de Gramado, foi o western brasileiro ”Oeste Outra Vez”, de Erico Rassi, que foi premiado como o melhor longa-metragem do país, além de levar mais um prêmio de ator coadjuvante para Rodger Rogério e Melhor Fotografia, para André Carvalheira.

Um gigante na comunicação

Antes de criar seu império e uma das maiores emissoras de televisão do país, Silvio viu os primeiros passos da televisão brasileira e fez parte da vida de gerações de brasileiros. Senor Abravanel, mais conhecido como o Homem do Baú ou simplesmente Silvio Santos nasceu no século passado, em 1930, quando a comunicação ainda estava transacionando das rádios para a televisão. 

Ele iniciou sua carreira sendo camelô, uma realidade que ainda faz parte de brasileiros de origem humilde, quando tinha apenas 14 anos. Antes de pensar em seguir na comunicação, Silvio comprou a empresa ‘’Baú da Felicidade’’, do radialista Manoel de Nóbrega e assim começou o que seria o Grupo Silvio Santos. Chamando atenção por sua eloquência e carisma nas ruas do Rio de Janeiro, Silvio foi convidado a realizar um teste de locução para a Rádio Guanabara, sendo aprovado de primeira e ultrapassando figuras como Chico Anysio.


Silvio Santos no começo na carreira (Reprodução/Arquivo SBT/Site Revista Oeste)

O primeiro programa que participou foi o ‘’Vamos Brincar de Forca?’’, que passava na grade da TV Paulista em 1960. Não demorou muito para que o apresentador tivesse seu próprio programa, em que divulgava os produtos e facilidades de sua empresa. Após Roberto Marinho comprar a emissora, o programa continuou a ser exibido em São Paulo e Rio de Janeiro. 

O sucesso adquirido com o programa conquistaram as massas, e em 1970, o apresentador criou os estúdios Silvio Santos de Cinema e Televisão, onde ficavam as instalações da antiga TV Excelsior, dando início a história de seu próprio canal de televisão. Além de apresentador, Silvio Santos já tentou carreira na política em 1989, sendo descartado rapidamente por não seguir algumas regras protocoladas pelo TSE, mesmo sendo líder nas pesquisas. 

De Phoenix à Billie Eilish: confira como foi o encerramento da Olimpíada de Paris

A Olimpíada de Paris foi repleta de momentos memoráveis, marcados por uma forte ênfase na equidade de gênero, com as mulheres dominando o pódio em diversas modalidades esportivas. Contudo, após semanas de competições acirradas entre os 10 mil melhores atletas do mundo, os Jogos Olímpicos chegaram ao fim com uma cerimônia morna, realizada na tarde do último domingo (11). Com a alcunha de ser a edição mais diversa e com equidade de gênero, era de se esperar que as atrações musicais seguissem o mesmo caminho, o que não aconteceu. 

Uma parte da cerimônia aconteceu no Stade de France, lotando o estádio com a pluralidade de culturas, etnias e bandeiras, com público lotando as arquibancadas e os atletas se despedindo. Já a outra parte, havia sido previamente gravada na futura sede dos jogos olímpicos de 2028: a cidade dos anjos, Los Angeles. 

Poesia, distopia e indie rock 

O encerramento começou ao lado do Jardim do Louvre, com a cantora Zaho de Sagazan soltando a voz com o hino “Sous Le Ciel de Paris”, do passarinho imortal francês Édith Piaf. Essa onde à cidade deu único ao apagar das chamas da pira olímpica, seguido pela transição para o Stade de France, onde a cerimônia ao vivo prosseguiria.

Com todos os competidores e torcidas reunidos no estádio, a festa teve um início poético, mesclando orquestras, jogos de luzes, um espetáculo cênico com toques de ficção científica que trouxe o personagem ”Viajante Dourado” e referências a mitologia grega, e o indie rock dançante da banda francesa Phoenix. Thomas Mars e sua banda subiram ao palco geométrico acompanhados pelo duo Air, a cantora Angele, Vannda e Ezra Koenig, do Vampire Weekend.. Também teve espaço para o electro house de Kavinsky, que aproveitou o clima distópico do espetáculo anterior para tocar o hit synth ‘’Nightcall’’, trilha do filme ‘’Drive’’, estrelado por Ryan Gosling e Carey Mulligan. 


Banda Phoenix se apresentando no Stade de France para a cerimônia de encerramento da Olimpíada de Paris (Foto: reprodução/ Xavier Laine/Getty Images Embed)


Nem o indie dançante e radiofônico do Phoenix, somado a personalidade carismática do vocalista, conseguiram cativar todos. Por ser um evento de nível mundial, a escalação para entreter o público deixou a desejar no quesito diversidade, apesar de oferecer o melhor em estrutura e iluminação, mas a cultura do país sede ficou destoante do clima festivo esperado para um evento desse porte. Apesar de tocarem hits conhecidos, com uma parcela dos atletas se divertindo e interagindo, a atmosfera melancólica da música ‘’Playground Love’’ do Air, mesmo somada à energia de Thomas Mars, não é para um evento festivo. Talvez, para um café nos Champs Elysées ou para um dia chuvoso e introspectivo. 


Cantora H.E.R cantando o hino dos Estados Unidos na cerimônia de encerramento da Olimpíada de Paris (Foto: reprodução/Franck Fife/AFP/Getty Images Embed)


Para finalizar o show, Mars fez sua clássica mergulhada no público, mas nem isso e nem sua personalidade carismática do vocalista pode agradar gregos e troianos. Após a banda se apresentar, foi a vez de outra orquestra, seguida pela cantora H.E.R cantando o Hino dos Estados Unidos, enquanto Simone Biles subia ao palco para representar a próxima sede da Olimpíada. 

Em estilo californiano

Quem realmente roubou a cena na cerimônia foi o ator norte-americano Tom Cruise, que, em grande estilo hollywoodiano, desceu de rapel do teto do Stade de France enquanto o som mixado da cantora H.E.R. ainda ecoava pelo estádio. Cruise pegou a bandeira olímpica das mãos da medalhista da ginástica artística Simone Biles e, montado em moto, percorreu as ruas parisienses até o aeroporto, ao som de ‘’By The Way’’, do Red Hot Chili Peppers. 


Tom Cruise desfilando de moto no Stade de France para a cerimônia de encerramento da Olimpíada de Paris (Foto: reprodução/Jamie Squire/Getty Images Embed)


A sequência, digna de blockbuster de ação, seguiu o ator até o aeroporto, culminando no salto de paraquedas em solo norte-americano, bem no letreiro de Hollywood. A gravação ainda contou com a participação da ciclista Kate Courtney, do atleta Michael Johnson e do skatista Jagger Eaton, percorrendo as ruas da cidade e levando a bandeira olímpica, até chegar em Venice Beach, praia de Los Angeles, com as estruturas das apresentações musicais já montadas.  


Billie Eilish se apresentando na praia de Venice Beach para a cerimônia de encerramento da Olimpíada de Paris (Foto: reprodução/Emma McIntyre/Getty Images Embed)


Não havia banda de rock que representasse mais o espírito esportivo de Los Angelos que o Red Hot Chilli Peppers, que na gravação, cantou a clássica ‘’Don’t Stop’’, com o guitarrista John Frusciante de volta, animando a platéia de Venice Beach. Logo em seguida, Billie Elish, uma das apresentações mais esperadas, apareceu em uma sacada de madeira, uma espécie de base de salva-vidas, para cantar Birds of a Feather, um equilíbrio para a animação anterior, utilizando toda a sua potência vocal e lírica.


Snoop Dogg e Dr. Dre se apresentando na praia de Venice Beach para a cerimônia de encerramento da Olimpíada de Paris (Foto: reprodução/Kevin Mazur/Getty Images Embed)


Snoop Dogg chegou a praia cantando ”Drop It Like It’s Hot”, clássico do R’n’B dos anos 2000. Em seguida o rapper Dr.Dre se juntou a Snoop para cantar ”The Next Episode”, finalizando o segundo ato das apresentações.

O final mesclando a América com a França

Após as apresentações animadas e gravadas previamente em Venice Beach, voltamos ao Stade de France, com o nadador León Marchand subindo ao palco com a tocha olímpica, juntamente com atletas de outros continentes, para declarar o fim dos Jogos de Paris e apagar a chama. A cantora Yseult fez as honras do encerramento com a interpretação emotiva ‘’My Way’’, canção eternizada por Frank Sinatra, seguido por uma chuva de fogos iluminando o céu cinzento de Paris.

Corte Arbitral do Esporte decide a favor da Romênia na ginástica artística

Uma das questões mais repercutidas durante esta Olimpíada em Paris foi a arbitragem. Depois de recorrer após o resultado do pódio da final no solo feminino na ginástica artística, o bronze pode passar para a ginasta romena Ana Bărbosu, após a deliberação da Corte Arbitral do Esporte. A decisão foi divulgada neste sábado (10), entretanto, apesar da nota de Jordan Achiles ter caído, a deliberação final ficará nas mãos da Federação Internacional de Ginástica. 

Disputa pelo bronze

A imagem do pódio do solo feminino constituído por três mulheres negras foi simbólico, mas, mesmo após toda a cerimônia, a decisão foi contestada e a Corte Arbitral decidiu a favor da Romênia. A nota da norte-americana Jordan Chiles, que levou o bronze, caiu de 13.766 para 13.666, ficando atrás de Ana Bărbosu e Sabrina Maneca-Voinea. 


Rebeca Andrade, Simone Biles e Jordan Chiles no pódio da final do solo feminino (Reprodução/Jamie Squire/Getty Images Embed)


Tudo aconteceu por causa de um acréscimo de 0.100 pontos, incluído à nota de Jordan Chiles depois da delegação norte-americana pedir um recurso. Entretanto, esse recurso foi pedido depois do prazo estipulado em regulamento. Segundo o CAS, o acréscimo foi irregular, o que deixa Chiles na quinta posição e o bronze nas mãos de Bărbosu. Apesar da mudança nas notas, ainda não existe uma decisão final sobre a medalha. 

A Federação Internacional de Ginástica determinará a classificação final do solo e atribuirá as medalhas de acordo com a decisão acima”, confirmou a Corte Arbitral. 

O resto do pódio, com Rebeca Andrade em primeiro lugar e Simone Biles em segundo, não foi alterado e continua válido. 

Os efeitos da arbitragem incorreta

Consternada com o resultado, Chiles compartilhou em suas redes sociais que deve se afastar da exposição, visando o bem de sua saúde mental. O Comitê Olímpico dos Estados Unidos chegou a soltar uma nota em que expõe a tristeza com o resultado e com os ataques sofridos pela ginasta em suas redes sociais após a decisão.  

Estamos devastados com a decisão da Corte Arbitral do Esporte. A investigação sobre o valor de dificuldade da rotina de exercícios de solo de Jordan Chiles foi apresentada de boa-fé. […] Durante todo o processo de recurso, a Jordan foi alvo de ataques consistentes, total e extremamente prejudiciais nas redes sociais. Nenhum atleta deveria ser submetido a tal tratamento”, revelou a equipe de ginástica artística dos EUA em nota. 


Jordan Chiles e Simone Biles na Olimpíada de Paris (Reprodução/Markus Gilliar -GES Sportfoto/Getty Images Embed)


Além de afetar a ginasta norte-americana, o resultado teve uma repercussão negativa na Romênia. O primeiro-ministro, Marcel Ciolacu, criticou a decisão e chegou a se recusar a comparecer no encerramento da Olimpíada. Quem também criticou a arbitragem foi a ex-ginasta Nádia Comaneci, alegando que faltam critérios técnicos para a escolha de quem levou o bronze.  

Até o momento, não há informações sobre o posicionamento da Federação Internacional de Ginástica.

Simone Biles volta a elogiar desempenho de Rebeca na Olimpíada de Paris

A repercussão da ginástica artística nestes Jogos de Paris e seus desdobramentos está longe de acabar. Competidoras nas provas de ginástica artística, Rebeca e Simone Biles, continuam demonstrando o respeito que uma tem pela outra após a final da competição olímpica. Em entrevista recente à emissora norte-americana, Simone reforçou essa admiração pela colega de ofício e não poupou elogios à atuação da brasileira na Olimpíada de Paris. 

O espírito esportivo

Desde o começo da competição, o pódio da ginástica artística foi de Biles e Rebeca. A norte-americana vencendo em quase todas as provas, mostrando sua consistência e habilidades num nível que extrapolou as expectativas e a deixou em primeiro lugar em quase todas as provas. Mas Rebeca mostrou resiliência, se tornando a maior medalhista brasileira na história e só aguardando o seu momento para ficar no centro do pódio. Demorou um pouco, mas durante a prova de solo, Rebeca atingiu seu objetivo, fazendo história e fechando sua participação na modalidade com chave de ouro, literalmente. 

Além da reverência prestada pelas adversárias que foi registrada após a prova, Simone Biles levou a derrota no aparelho que mais domina na esportiva, fazendo questão de elogiar a brasileira e sua história inspiradora em entrevistas. 

A ginástica é um esporte muito difícil. A Rebeca Andrade sofreu três rupturas do ligamento cruzado colateral no joelho. Ver ela voltar e ganhar uma medalha de ouro é simplesmente fenomenal“, disse a ginasta norte-americana em entrevista à NBC. 


 Rebeca Andrade ganhando seu primeiro ouro nos Jogos de Paris e sendo reverenciada pelas adversárias. (Foto: reprodução/Elsa/Getty Images Embed)


A história do esporte é muito diferente em solo brasileiro. Enquanto nos Estados Unidos existe um incentivo maior, no Brasil, focamos no futebol, preterindo as outras modalidades esportivas.

Saindo desse contexto, as vitórias de Rebeca foram de um ouro simbólico, até que ela conquistou a medalha efetiva no solo, e pudemos ver as adversárias reverenciando a brasileira no pódio, composto interinamente por mulheres negras. Junto com Bia Souza no judô, Rebeca foi outra mulher que mostrou resiliência e habilidade nos jogos de Paris, levando o ouro de volta para casa. 

A trajetória inspiradora de Rebeca Andrade

Inspirada por Daiane dos Santos, a história de Rebeca começou com muitas dificuldades para atingir seu sonho. O treinador Chico Porath chegou a abrigar a ginasta em sua casa para que ela conseguisse participar dos treinos, já que o deslocamento até o ginásio era um empecilho. Ainda adolescente, Rebeca teve que passar por três cirurgias devido a lesões de ruptura no ligamento do joelho. O que poderia fazê-la desistir, mas não foi isso que aconteceu e pudemos presenciar toda a sua garra ao representar o país em Paris. 


Rebeca durante participação nos Jogos de Paris (Foto: reprodução/Rodolfo Buhrer/Eurasia Sport Images/Getty Images Embed)


A primeira lesão foi um agravante para a saída da competição nos Jogos Pan-Americanos em Toronto (2015). Dois anos depois, no Mundial de 2017, a ginasta teve que passar novamente por processo cirúrgico, e nos Jogos de Tóquio, em 2020. Apesar de conquistar duas medalhas, sendo uma de ouro no salto e outra de prata no individual geral, Rebeca também passou por outra cirurgia.

Mesmo exigindo muito de seu corpo, ela não decepcionou e conquistou quatro medalhas neste ano, firmando seu nome na história dos jogos olímpicos. Assim como Daiane dos Santos foi um norte para que ela seguisse em busca do sonho olímpica. Agora Rebeca é uma inspiração para as próximas gerações de ginastas brasileiras.

Vôlei masculino brasileiro não passa para as semifinais em todas as categorias

A seleção brasileira de vôlei masculino foi eliminada antes de sentir o gostinho de uma medalha, nem passando perto da de bronze na Olimpíada de Paris. Tanto na modalidade praia quanto nas quadras, os atletas passaram por derrotas sofridas, fazendo uma campanha abaixo do esperado e sendo derrotados pelos Estados Unidos na quadra, e com a eliminação de duas duplas no vôlei de praia. O país não ficava de fora da semifinal olímpica desde a Olimpíada de Atlanta, em 1996. 

Vôlei masculino fora da Olimpíada

Comandada por Bernardinho, a equipe de vôlei masculina brasileira até chegou às quartas de final, mas não atendeu às expectativas e teve uma campanha irregular, perdendo para os norte-americanos por 3 sets a 1 na última disputa. Os principais agravantes dos jogos foram os erros em bloqueios e recepção, deixando a equipe em 8º lugar. 


Equipe brasileira de vôlei masculino jogando contra os Estados Unidos na Olimpíada de Paris (Foto: reprodução/Amin Mohammad Jamali/Getty Images Embed)


Já no vôlei de praia, a eliminação da dupla André Stein e George Wanderley pelos alemães foi igualmente dolorosa. André chegou a comentar com a imprensa que está sendo muito difícil, pois era o sonho de uma vida, e apresentou uma autocrítica sincera sobre a participação nos jogos. A dupla só conseguiu uma vitória, sendo derrotada nas oitavas por 2 sets a 0. 


Evandro e Arthur durante as quartas de final do vôlei de praia na Olimpíada de Paris (Foto: reprodução/Carl de Souza/AFP/Getty Images Embed)


Após essa eliminação, as esperanças do Brasil de voltar ao pódio na modalidade foram colocadas em Evandro e Arthur, que eram oitavos no ranking, mas a eliminação veio após o jogo contra os suecos Ahman e Hallvig, considerados os melhores do mundo. 

O pódio fica para outra edição 

Não é a primeira vez que a modalidade esportiva não leva medalhas para a casa, mas, em outras ocasiões, como em Tóquio, os brasileiros conseguiram ao menos chegar na semifinal nas quadras. Isso só ocorreu em 1996, na Olimpíada de Atlanta, onde o vôlei de praia debutou nos Jogos Olímpicos. Mas as duplas Roberto Lopes/Franco Neto e Zé Marco/Emanuel foram eliminadas pela Espanha e pelos Estados Unidos na terceira rodada. Nas quadras, a equipe brasileira foi eliminada pela Iugoslávia por 3 sets a 2, ficando em quinto lugar. 

Apesar da eliminação na modalidade, o Brasil ainda tem chance de ganhar com a modalidade feminina, que teve 100% de aproveitamento e quatro vitórias. A seleção feminina de vôlei ganhou a vaga na semifinal após enfrentar a República Dominicana, com o set final de 3 a 0. Com a vitória do EUA contra a Polônia, as duas equipes se enfrentarão pela vaga final e pódio da Olimpíada de Paris na quinta-feira, às 11h. 

Jamie Lee Curtis sai do elenco da série ‘One Piece’

Vencedora do Oscar e atriz mais querida de Hollywood, Jamie Lee Curtis deixa uma marca em todos os lugares em que atua. Infelizmente, a atriz terá que se despedir do papel de Dra. Kureha na adaptação em live-action do mangá One Piece. Mesmo sendo a favorita dos fãs para o papel, ela precisou focar em outros trabalhos e declarou conflito de agenda. 

Conflitos de agenda

Seja nos clássicos do terror ou em filmes que marcaram a infância de boa parte dos hoje adultos, não tem um lugar que Jamie Lee Curtis pise sem cativar e angariar fãs, na adaptação em live action do mangá One Piece não seria diferente. Apesar de todo o carinho, a atriz americana precisará deixar sua personagem por conflitoss em sua agenda. 

Ela ama a série. Ela tem muitos filmes e mais programas de TV em produção, então nossas datas de filmagem não funcionaram. Ela definitivamente queria fazer isso, mas ela tem compromissos anteriores que complicaram as coisa”, revelou o produtora Becky Clements em entrevista ao Deadline.

No ano passado, a atriz de Hollywood fez um post nas redes sociais sobre uma campanha que estava sendo feita para que ela integrasse o elenco da série. A atriz já havia declarado que era fã do mangá e assim que Matt Owens ficou sabendo, aceitou e chamou a atriz para participar da série. 

Segunda temporada em produção

Apesar da saída de Curtis do elenco, a Netflix já está a todo vapor e em produção da segunda temporada da série, que está sendo gravada na África do Sul e promete se aprofundar em mais aventuras do pirata Luffy. O anúncio foi feito pela plataforma com um vídeo inédito dos bastidores com a preparação para os novos episódios. 


Cena da live-action produzida pela Netflix do mangá One Piece (Reprodução/Netflix/Site Canal Tech)

O vídeo marca o início de uma nova jornada para o protagonista. Preso em um barco prestes a afundar, Luffy começa a buscar um tesouro perdido do rei dos piratas, mas antes precisa de uma tripulação, um navio e um mapa. Criado por Matt Owens e Steven Maeda, o anime One Piece conta com um elenco talentoso formato por Inaki Godo, interpretando Luffy; Makenyu como Zoro, Emily Rudd como Nami, Jacob Romero como Usopp e Taz Skylar como Sanji. 

Com a saída de Curtir, resta aos fãs aguardar pelo anúncio de quem interpretará a icônica personagem da Dra. Kureha. A estimativa é de que a segunda temporada chegue à plataforma de streaming no segundo semestre de 2025.

Judô brasileiro tem melhor desempenho na história das Olimpíadas

Parece que a alcunha de que o Brasil é o país do futebol foi ligeiramente substituída nestes Jogos Olímpicos em Paris. Neste sábado (3), o judô brasileiro subiu ao pódio mais uma vez na prova de equipes, conquistando uma medalha de bronze após derrotar a equipe italiana, por 4 a 3. 

Desempenho brasileiro

A modalidade de judô brasileira teve o melhor desempenho na história dos Jogos Olímpicos. Em Paris, Bia Souza brilhou, conquistando o primeiro ouro para o país, mas ainda teve mais uma prata e dois bronzes. A prata foi de William Lima, na categoria meio-leve, enquanto o bronze foi conquistado por Larissa Pimenta, também na categoria meio-leve.


Rafaela Silva e Ketleyn Quadros após ganharem o bronze (Reprodução/Sarah Stier/Getty Images Embed)


O bronze conquistado no último duelo no tatame olímpico fechou a participação do judô na Olimpíada com um número que supera a campanha feita na Olimpíada de Londres, que aconteceu em 2012. Na ocasião, o time brasileiro conseguiu quatro medalhas: um ouro e três bronzes, mas a prata de Paris fez toda a diferença segundo a Confederação Brasileira de Judô. 

5° maior resultado do mundo

Após essa participação, o Brasil figura na lista de potências do judô, deixando o país em quinto lugar em número de medalhas conquistadas, contabilizando 28 medalhas em todas as suas participações, só ficando atrás do Japão, França, Coreia do Sul e Cuba. Desde a primeira medalha em Munique (1972) com o bronze de Chiaki Ishii na modalidade meio-pesado até o bronze conquistado pelos judocas Daniel Cargnin e Mayra Aguiar, o judô brasileiro tem ganhado destaque e teve seu ápice neste ano. Com mais esses resultados, o país ganhou pelo menos uma medalha em todas as últimas edições dos Jogos desde 1984. 


Equipe de judô brasileiro durante Olimpiada em Paris (Reprodução/Jack Guez/AFP/Getty Images Embed)


Apesar do judô brasileiro se despedir de solo francês após tantas conquistas, outras modalidades esportivas ainda podem trazer mais medalhas para o país. Hoje, o futebol feminino derrotou a França em casa mesmo com o desfalque de Marta e conseguiu a vaga para a semifinal. 

Amanhã, às 10h40, Rebeca Andrade passa pela prova final de barras assimétricas e tem grande chance de ir ao pódio novamente. Além da ginástica artística, o Brasil também compete nas modalidades de atletismo, vôlei de praia, ciclismo de estrada, boxe e tênis de mesa.

Menina de Ouro: Bia Souza conquista medalha de ouro do judô em Paris 

A primeira medalha de ouro para o Brasil na Olimpíada de Paris demorou, mas quando chegou foi emocionante e simbólica. Em sua estreia nas finais dos jogos olímpicos nesta sexta-feira, a brasileira Bia Souza mostrou toda sua habilidade no tatame, desbancando sua adversária Raz Hershko, e subindo ao pódio para receber a sonhada medalha de ouro pela categoria acima de 78kg no judô. Essa é a terceira medalha do país na modalidade olímpica em Paris.

A vitória em tempo recorde 

Bia Souza fez sua estreia nos jogos olímpicos de forma impactante: além da conquista do ouro, a brasileira venceu a oponente israelense sem muita cerimônia, aplicando o golpe waza-ari logo nos primeiros segundos. Após o golpe, ela só precisava evitar que a oponente se sobressaísse e evitasse mais punições, já que ambas receberam uma durante o combate. 


Beatriz Souza junto com as outras finalistas no pódio (Reprodução/Catherine Steenkeste/Getty Images Embed)


Depois do pódio e de segurar a medalha, a judoca deu uma entrevista emocionante para a Rede Globo, enquanto conversava com sua família. Enquanto as lágrimas de felicidade rolavam, ela revelou que a vitória foi dedicada à sua avó. Para além de toda a conquista do ouro, a vitória da brasileira ainda carrega um peso simbólico e representativo, sendo uma mulher preta.

Antes dessa vitória relâmpago, Bia já vinha fazendo uma campanha consistente pela modalidade e antes mesmo de pisar em solo francês, já estava em quinto lugar do ranking mundial e relembrou a frustração de não ter ido à Tóquio. 

 “Falei pra mim mesma que eu não ia sentir aquilo que eu senti de novo, de não ir para uma Olimpíada. Foi uma chave muito importante para mim que eu virei. Desde o momento em que a chave virou, as coisas só foram sendo encaminhadas”, revelou a judoca para o Olympics. 

Nas quartas de final, ela venceu Kim Ha-Yun, mas não sem antes passar por um momento de tensão com a arbitragem. Mas o duelo decisivo foi com a francesa Romane Dicko, primeiro lugar do mundo, que ela conseguiu contornar aplicando um ippon e garantiu sua vaga para brilhar na final. 

De Peruíbe para o mundo

Foi uma longa caminhada do litoral paulistano até o tatame da maior competição esportiva do mundo. A judoca de 26 anos precisou trocar a maresia litorânea para o ar poluído da cidade grande quando ainda era adolescente para perseguir sua vocação no esporte, tendo uma rotina dupla e cansativa. Beatriz começou a se destacar um tempo depois, após o Mundial de 2017, que participou da campanha da equipe para conquistar a prata. 


Beatriz Souza e Maria Suelen Altheman no Judo World Championships de 2012 (Reprodução/Attila Kisbenedek/AFP/Getty Images Embed)


Relembrando que o esporte é além de tudo cooperação, a brasileira preza pelo profissionalismo, deixando de lado competições que só existem dentro do duelo, já que sua treinadora é sua ex-rival esportiva. Maria Suelen Altheman conseguiu a vaga na Olimpíada de Tóquio e hoje viu sua pupila deslanchar em solo francês, alcançando o ouro na Olimpíada e representando o país de forma louvável. 

Com a vitória de Bia Souza, William Lima e Larissa Pimenta, o Brasil soma 27 medalhas, sendo o 5º melhor país da história dos jogos olímpicos na modalidade esportiva.

Simone Biles se torna bicampeã olímpica após final individual nos Jogos de Paris

Se tem uma modalidade esportiva que está movimentando as redes sociais nas Olimpíadas, com vários comentários e uma torcida feroz, é a ginástica artística. As duas favoritas da modalidade, Rebeca Andrade e Simone Biles, competiram pela medalha na prova individual nesta quinta-feira (1), e foi uma disputa acirradíssima e emocionante. Apesar do sufoco de enfrentar um talento páreo para suas habilidades, Simone saiu com o ouro e voltou ao pódio da modalidade individual. 

O ouro de Simone e o ouro de Rebeca

Quando Simone Biles está no ar e fazendo suas acrobacias, não tem quem não se encante e fique perplexa com suas habilidades. Mas, nessa Olimpíada de Paris, a americana encontrou outra ginasta que estava quase ultrapassando-a. Apesar da dificuldade, Biles alcançou feitos históricos, entrando para o seleto grupo de bicampeã da modalidade, lugar só alcançado pela russa Larisa Latynina, que ganhou a medalha de ouro em Melbourne (1956) e Roma (1960), e a tcheca Vera Caslavska, que ganhou a honraria em Tóquio (1964) e Cidade do México (1968). 


Pódio da competição individual de ginástica artística nas Olimpíadas (Reprodução/Amin Mohammad Jamali/Getty Images Embed)


A expectativa era gigante, já que a disputa pela prova final individual é a mais tradicional da modalidade e a que define o primeiro lugar mundialmente. Biles contabilizou 59.131 pontos, com Rebeca logo atrás com 57.932 pontos. Apesar da brasileira conquistar a prata, a torcida brasileira vibrou e ficou emocionada, já que a ginasta também quebrou recordes da modalidade pelo seu país. Foi uma prata com gosto de ouro.

Apesar de muitos comentários incitando a rivalidade, as ginastas foram vistas se tratando em tom cordial e amigável, mostrando o profissionalismo acima de tudo. Completando o pódio, a americana Sunisa Lee ganhou o bronze, com a somatória de 56.465 pontos. 

Bicampeã e número 1 do mundo pela ginástica artística

Após dominar as Olimpíadas do Rio em 2016, Simone já era a favorita nos Jogos de Tóquio antes mesmo de chegar a final. Apesar de se classificar, a ginasta americana prezou pela sua saúde e desistiu da competição após uma lesão que tinha acontecido dias antes. Então, Paris foi uma segunda chance de conquistar o feito de se tornar bicampeã olímpica e ela não deixou essa chance passar, lutando com afinco pelo título e alcançando seu objetivo.


Simone Biles com sua medalha de ouro após prova na Olimpíada de Paris (Reprodução/Lionel Bonaventure/AFP/Getty Images Embed)


Com mais essa conquista, Simone é uma das ginastas mais condecoradas da história, contabilizando, contabilizando 30 medalhas em Mundiais, sendo 23 de ouro, e 9 em Olimpíadas, sendo 6 de ouro. 

Ainda tem outras provas pela frente, onde Simone e Rebeca competem por mais medalhas. No sábado, às 11h20, será a final do salto. Já na segunda, tem a final da trave e do solo, às 7h30 e 9h20, respectivamente. 

Brasil na Olimpíada: Equipe de Handebol Feminino perde para a França

Enquanto outras modalidades esportivas, como a ginástica artística, surfe e skate têm rendido medalhas para o Brasil e emocionado a torcida, o handebol feminino está por um fio de ser eliminado do sonho. Na última partida, que aconteceu nesta terça-feira (30), a equipe foi derrotada pela França por 26 a 20, sendo a segunda derrota consecutiva, o que só aumenta a tensão para a classificação para a final do torneio.

Brasil versus França 

O handebol feminino brasileiro fez uma estreia promissora nas Olimpíadas de Paris, mas perdeu terreno após duas derrotas consecutivas. Já a França, atual campeã mundial e bicampeã olímpica, se mantém como favorita ao primeiro lugar, tendo resultados consistentes e vencendo todos os seus oponentes, inclusive o Brasil. 

No último jogo na Arena Sul Paris, além da derrota, a equipe brasileira sofreu alguns desfalques importantes. A armadora Giulia Guarieiro sofreu uma lesão no bíceps femoral, e Samara, uma das suplentes da equipe, também precisou ser substituída.

Apesar do gol em linha áerea de Bruna de Paula, o destaque do jogo foi do lado francês, com a artilheira Foppa marcando sete gols só no primeiro tempo. Apesar do começo equilibrado, o resultado foi praticamente entregue com os diversos erros no ataque, permitindo que as francesas marcassem vários gols. 


Equipe brasileira e francesa se enfrentando pelo título de handebol feminino nas Olimipíadas 2024 (Reprodução/Rodolfo Buhrer/Eurasia Sport Images/Getty Images Embed)


Até agora, as brasileiras têm uma vitória e duas derrotas sofridas, ficando em quinto lugar na tabela de classificação da modalidade esportiva. Para manter viva a esperança de avançar para as quartas de final, a equipe precisa vencer a Holanda, um adversário forte e que demandará muito esforço para uma vitória.

Próximos jogos 

Com o handebol masculino fora da disputa, a expectativa para que o Brasil vença cresce a cada minuto. Caso o Brasil perca, a equipe será eliminada, encerrando muito cedo sua busca pelo título olímpico. Os resultados da França contra a Angola também serão avaliados para a decisão, podendo favorecer ou desfavorecer a equipe no mata-mata. 

As próximas partidas do handebol feminino serão emocionantes e decisivas, tanto para o Brasil quanto para a França. O Brasil enfrenta a Holanda na próxima quinta-feira (2), às 9h, enquanto a França enfrenta a Angola um pouco mais tarde, no mesmo dia.