Nicolás Maduro convoca as Forças Armadas após resultado das eleições na Venezuela

A Venezuela terá forças de segurança nas ruas a partir desta quarta-feira (31), em um esforço para conter os protestos dos opositores à vitória de Nicolás Maduro nas eleições presidenciais. A medida foi anunciada ontem (30), em reunião conjunta do Conselho de Estado e de Defesa com a presença de autoridades governamentais.

Maduro informou o público em pronunciamento no mesmo dia e disse querer ver a força policial nas ruas até que haja o estabelecimento do plano de paz.

Protestos contra o resultado da eleição

Desde que o resultado das eleições foi anunciado na noite de domingo (28), indicando a vitória de Nicolás Maduro com 51% dos votos e a derrota de seu rival Edmundo González, parte da população irrompeu em protestos contestando os números divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Tanto a oposição no país quanto a comunidade internacional questionam a vitória do presidente, pedindo por transparência e pela divulgação da contagem completa dos votos. Maduro viu o pedido como uma “tentativa de desestabilizar” o país, que até o momento, teve cerca de 11 mortos e vários feridos nos protestos em diversas regiões do país, de acordo com ONGs venezuelanas.

Segundo Tarek William Saab, o procurador-geral da Venezuela, informou na terça-feira (30) que mais de 700 manifestantes já foram presos. Maduro prometeu penas de 15 a 30 anos de prisão e que não haverá perdão.


Protestos irromperam na Venezuela desde a divulgação da vitória de Maduro (Foto: reprodução/Jesus Vargas/Getty Images embed)


Nicolás Maduro convocou apoiadores para comparecerem ao Palácio de Miraflores para protestar em apoio ao governo. Maduro também imputou a responsabilidade do que está acontecendo à oposição, culpando María Corina Machado e Edmundo González diretamente, dizendo que “a Justiça vai chegar para eles”.

“A responsabilidade é sua, senhor Edmundo González Urrutia, por tudo o que está acontecendo na Venezuela, pela violência criminosa, pelos delinquentes, pelos feridos, pelos falecidos, pela destruição. O senhor será o responsável direto, senhor González Urrutia, e a senhora também, senhora Machado”, disse Maduro.

Nicolás Maduro afirma que seu país está sofrendo uma tentativa de desestabilização e que a oposição, apoiada pela direita internacional extremista e o imperialismo dos EUA, quer tomar o poder por meio da violência, da manipulação e da mentira. Maduro alega que sedes do CNE foram alvo de grupos criminosos, a quem chamou de “terroristas”, com máquinas queimadas e funcionários eleitorais agredidos.

As acusações e medidas de Maduro

Maduro parabenizou Jorge Rodríguez, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, por aprovar um projeto de lei que reconheceu o resultado eleitoral divulgado pelo CNE. O presidente chamou a luta pelo reconhecimento das eleições como uma “batalha definitiva contra o fascismo, o ódio e a intolerância”, acusando a oposição de impor uma guerra civil na Venezuela para tomar o poder por meio de um golpe de Estado.

Maduro também acusou o narcotráfico colombiano de apoiar González, chamando o político de “Guaidó 2.0”, em referência ao presidente interino da Venezuela, Juan Gerardo Guaidó Márquez. O presidente também chamou González de covarde e o culpou pela derrubada de monumentos de figuras históricas venezuelanas, incluindo imagens de Hugo Chávez.


A oposição vai às ruas com a população para protestar contra o resultado das eleições (Foto: reprodução/Alfredo Lasry R/Getty Images embed)


O governo de Maduro anunciou a criação de duas comissões especiais neste período tumultuoso. Uma delas contará com assessoria da Rússia e da China e irá avaliar o sistema de biossegurança da Venezuela e os ataques ao sistema de comunicação do CNE, os quais Maduro acusou o empresário Elon Musk de estar por trás.

A outra comissão será comandada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e será composta por especialistas em tecnologia e por membros da casa legislativa, com a missão de defender a opinião pública do país nas redes sociais.

Kamala Harris ataca Trump em seu primeiro comício de campanha

Kamala Harris realizou nesta terça-feira (23), em Wisconsin, seu primeiro comício como candidata do Partido Democrata para as eleições presidenciais de 2024. A vice-presidente de Biden conseguiu a maioria dos delegados de seu partido e foi oficialmente indicada para substituir o presidente na corrida eleitoral na noite de segunda (22). Em seu discurso, Kamala disse que escolher Trump seria uma regressão e que as eleições são “uma escolha entre a liberdade e o caos”.

Comício em Wisconsin

A vice-presidente e candidata democrata Kamala Harris discursou em Milwaukee, no Wisconsin, considerado um estado-chave para as eleições presidenciais. A candidata disse que irá vencer Trump, repetindo o feito do presidente Biden em 2020. Ela agradeceu aos delegados democratas que garantiram a sua indicação, o que ocorreu cerca de 24 horas após a desistência de Biden. Kamala Harris, recebeu o apoio de dois membros sênior do partido, os líderes Chuck Schumer e Hakeem Jeffries. Apesar de ter a maioria, Kamala ainda precisa de uma formalização por parte do comitê do partido.

Kamala voltou a atacar o candidato republicano, dizendo que durante sua época como procuradora-geral da Califórnia “lidou com muitos criminosos” e que conhecia tipos como Trump, a quem chamou de retrocesso, pois disse que o candidato está focado no passado. A frase de Kamala foi dita enquanto falava sobre o Projeto 2025, muito criticado pelos democratas e também mencionado por Biden em um evento em Las Vegas este ano. A crítica dos democratas ao Projeto atribuído à campanha de Trump é devido às mudanças no poder presidencial e às ações nele que, supostamente, prejudicariam os norte-americanos.


Kamala Harris recebeu apoio para substituir Biden na campanha presidencial (Foto: reprodução/ Loren Elliott/Getty Images embed)


A candidata lembrou ainda sobre o escândalo envolvendo a ex-atriz pornô Stormy Daniels, que recebeu pagamentos por seu silêncio como gastos de campanha de Trump em 2016. O ex-presidente foi julgado culpado por fraude e sua pena será divulgada ainda neste mês. “Prometo que coloco meu histórico à prova contra o dele em qualquer dia da semana”, comentou Kamala.
Kamala Harris também mencionou as proibições sobre o aborto, prometendo que vai voltar a colocar esse direito na Constituição americana se for eleita.“Vamos parar com as proibições contra aborto, porque acreditamos que as mulheres podem tomar decisões sobre os próprios corpos, e não ter um governo para dizer o que fazer”, disse Kamala. Atualmente, a reversão Roe versus Wade fez com que muitos estados passassem a decidir sobre o assunto.

O apoio à Kamala

Apesar de não ser considerada uma candidata muito popular, uma pesquisa da Reuters/Ipsos mostrou que a intenção de voto estava 44% para Kamala e 42% para Trump, revelando um empate técnico entre os candidatos. Um levantamento feito pela Associated Press também ouviu os delegados democratas, mostrando que Kamala alcançou a aprovação de 2.579 delegados para concorrer ao assento na Casa Branca. 

Após a desistência de Biden para a reeleição, o presidente declarou seu apoio à Kamala Harris. As lideranças democratas também falaram o mesmo. O presidente do Comitê Nacional Democrata, que coordena a estratégia para apoiar candidatos do partido em todo o país, anunciou que o nome do candidato do partido será revelado no dia 7 de agosto. Já a convenção do Partido Democrata, que oficializa quem concorrerá a eleição, está marcada para acontecer entre os dias 19 e 22 de agosto.

Vivo, Oi e Tim são multadas em milhões por propaganda enganosa

A Senacon multou três empresas de telefonia em quase R$ 5 milhões por publicidade enganosa. O órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública concluiu que as operadoras Tim, Oi e Vivo divulgaram informações que levaram os consumidores ao erro em relação aos serviços de internet 5G. A Claro também foi penalizada pelo órgão em maio deste ano pelo mesmo motivo.

As multas da Senacon

Os valores das multas variaram de acordo com a gravidade da infração e com as condições econômicas de cada operadora, sendo a Tim a maior penalizada, com multa de R$ 2 milhões. A Vivo recebeu multa de R$1,4 milhão e a Oi, R$1,33 milhão. A Senacon informou os valores na terça-feira (23).

De acordo com a análise da Senacon, os consumidores foram induzidos a acreditar que teriam acesso ao 5G completo, mas na verdade, as operadoras oferecem serviços DSS (sigla para “compartilhamento dinâmico de espectro”) e refarming, que reutiliza faixas de frequências de telecomunicações. Ambas as tecnologias são consideradas mais limitadas do que a 5G. Assim, a rede 4G é aproveitada para oferecer qualidade similar ao 5G, mas sem todos os seus benefícios, como o “standalone”, que oferece mais velocidade e baixo tempo de latência ao usuário.


A Senacon concluiu que as empresas divulgaram informações enganosas ao consumidor (Foto: reprodução/Matt Cardy/Getty Images embed)


Como as empresas de telefonia não explicaram corretamente qual versão estavam oferecendo aos clientes, elas violaram o Código de Defesa do Consumidor. Os valores deverão ser depositados no Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) e as empresas têm o total de dez dias para recorrer da decisão.

Tecnologia 5G

A tecnologia 5G veio para fornecer mais velocidade de navegação, conexão mais estável e melhor capacidade do que as redes anteriores. A tecnologia proporciona um aumento de 20 vezes a velocidade do 4G e apresenta vários benefícios para dispositivos autônomos, tecnologias de saúde, aplicações avançadas de jogos e transmissões ao vivo, já que estas requerem conexão mais confiável e de alta velocidade. As aplicações do 5G têm bons prospectos de gerar empregos e valores econômicos, beneficiando a sociedade e o crescimento da economia.

Joe Biden dá continuidade à sua campanha após atentado a Trump

O candidato do Partido Democrata e atual presidente norte-americano, Joe Biden, fez um discurso nesta terça-feira (15), no estado de Nevada, dando continuidade à sua campanha pela reeleição. A campanha havia sido suspensa desde que o ex-presidente Donald Trump sofreu um atentado durante um comício na Pensilvânia no último sábado (13). Biden aproveitou para condenar a violência e criticou o chamado Projeto 2025, um plano republicano para aumentar o poder presidencial e que propõe medidas controversas.

Retomada da campanha

Biden concedeu entrevista à NBC na segunda-feira (15), onde contou para o jornalista Lester Holt que se lamentava por sua escolha de palavras, quando disse que tinha que colocar Trump no alvo. Uma cruel coincidência, pois Trump quase levou um tiro fatal dias depois. O presidente americano queria dizer que Trump deveria ser o foco, pois desde o debate de junho o foco está na idade de Biden.

“A ideia de que eu sou velho. Eu sou. Eu sou velho. Mas eu sou apenas três anos mais velho do que Trump. E minha acuidade mental está muito boa”, disse o presidente Biden.

Apesar da má repercussão do debate com Trump, Biden decidiu continuar sua campanha e lembrou dos 14 milhões de votos democratas que o escolheram como candidato do partido nas eleições primárias. Porém, desde então, Biden parece não conseguir expor suas ideias de forma clara, confiando a palavra a seus assessores e chefes de comunicação. Isso fez com que o próprio partido ficasse dividido entre apoiá-lo ou sugerir outro candidato. Assim, a campanha de Biden volta seus esforços para o eleitorado negro, que sempre o apoiou.

Esforços em Nevada

Com Trump aparecendo à frente das pesquisas de opinião, Biden retomou a campanha em uma conferência em Las Vegas, na Associação de Combate ao Racismo. Biden tem um histórico com a comunidade negra. Ele trabalhou na juventude como salva-vidas em um bairro negro em Delaware, lugar onde Biden iniciou suas aspirações políticas. Biden também foi vice do presidente Barack Obama e escolheu Kamala Harris como sua vice quando foi eleito em 2021. 


Apesar dos obstáculos, Joe Biden retoma sua campanha pela reeleição (Foto: reprodução/Erin Schaff/The New York Times/Bloomberg/Getty Images embed)


De forma humorada, Biden disse que apostava todas as suas fichas na disputa e que agora entendia a piada “Se você quer um amigo em Washington, adote um cachorro”. Biden voltou a condenar o uso de violência e a falta de controle das armas de fogo no país. Ele defendeu banir o modelo AR-15, que foi usado no atentado contra Trump. Vale lembrar que os EUA possuem um altíssimo número de mortes relacionadas à armas de fogo, incluindo a de crianças.

Biden declarou que baixou a temperatura de seu discurso político, mas que isso não o impediria de falar a verdade. O candidato aproveitou a oportunidade para tecer críticas ao Projeto 2025, que, se aprovado, aumenta o poder presidencial, extingue com o departamento de educação, restringe o acesso ao aborto e abandona todas as iniciativas contra a mudança climática.

Joe Biden também celebrou a diversidade do povo norte-americano, uma nação construída por imigrantes, e que com a idade adquiriu sabedoria e que tem competência para realizar o trabalho.

Elon Musk quer tirar suas empresas da Califórnia após lei trans ser sancionada

O bilionário Elon Musk anunciou nesta terça-feira (16) em post no X que irá transferir suas empresas, atualmente na Califórnia, para o estado do Texas. O motivo é porque o governador do estado, Gavin Newson, sancionou uma lei que não permite que escolas notifiquem os pais se os filhos se identificarem como pessoas transgêneros. De acordo com Musk, essa foi a “gota d’água”.

A decisão de Musk

Em conversas no ano passado com o governador Newson, Musk já havia conversado com o democrata que “leis dessa natureza forçariam famílias e empresas a deixar o estado para proteger seus filhos” e ameaçou tirar as suas companhias da Califórnia. E quando a lei foi sancionada na segunda-feira (15), Musk fez valer a sua palavra.



A sede do X passará de São Francisco para a capital texana, Austin. O empresário também reportou dificuldades em acessar o prédio por conta de gangues e usuários de drogas que circundam o local. A SpaceX fará os lançamentos de foguetes na Starbase, localizada em Boca Chica, no extremo sul do estado. Já a Tesla, montadora de carros elétricos de Musk, já está no Texas desde 2021, ano em que o bilionário também fixou residência por lá. O Texas não tem imposto de renda para pessoas físicas e é um estado conservador, algo atrativo para o bilionário.

Motivações pessoais

A Califórnia é considerada um dos estados mais liberais dos Estados Unidos, tendo sua governança alinhada ao Partido Democrata. A lei de notificação parental na Califórnia impede agora que os educadores comuniquem às famílias quando um aluno pedir para ser chamado por outro nome ou alterar os pronomes designados no nascimento.

Elon Musk, desde que assumiu o X em 2022, tem se mostrado cada vez mais transparente quanto às suas visões políticas, muitas vezes tecendo comentários sobre figuras públicas e políticas consideradas de extrema-esquerda ou “woke”. Musk tem uma filha que se identifica como mulher trans, uma jovem de 20 anos chamada Vivian. A conturbada relação entre pai e filha fez com que ambos cortassem laços, com Vivian inclusive pedindo mudança de nome e sobrenome em 2022. Os motivos, segundo ela, foram a própria identidade de gênero e o fato dela não viver ou querer estar associada ao pai biológico. 


Elon Musk, em 2017, em encontro com o então presidente Donald Trump (Foto: reprodução/Brendan Smialowski/ATP/Getty Images embed)


Musk também anunciou nesta semana que fará uma doação de US$ 45 milhões por mês para a campanha presidencial de Donald Trump, segundo informação do The Wall Street Journal. Lembrando que Trump é candidato do Partido Republicano, a oposição do partido dominante na Califórnia.


Empresa Meta diz que removerá posts atacando judeus

Dono das redes sociais Facebook e Instagram, o grupo Meta anunciou nesta terça-feira (09), que começará a excluir postagens rotulando o povo judaico de “sionista” ou que visam acusá-lo de “causar danos”. O comunicado vem como um esforço da empresa em tentar equilibrar ataques de ódio e liberdade de expressão em suas plataformas, especialmente durante o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, na Faixa de Gaza.

Alvo de ataques

Os estereótipos contra a nação judaica perduram por várias décadas, incluindo o de serem gananciosos e avarentos, de serem conspiradores e de controlar bancos, mídias e outras instituições de influência na sociedade. A empresa Meta tem como alvo a palavra “sionista”, referente ao sionismo, movimento surgido no século 19 na comunidade judaica europeia, que vai um crescimento de sentimentos antissemitista na época. 

“Vamos agora remover conteúdo que tenha como alvo os ‘sionistas’ com comparações desumanizantes, apelos a danos ou negações de existência com base no fato de ‘sionista’ nesses casos muitas vezes parecer ser um substituto para o povo judeu”, disse a Meta em comunicado oficial. 


A população judaica é alvo de ataques de discurso de ódio que permeiam as redes sociais (Foto: reprodução/Jupiterimages/Getty Images embed)


O nome ‘sionista’ surgiu em referência ao Monte Sião, usado como símbolo da terra prometida e é comumente usado para se referir ao povo judeu. A atualização na política da Meta passa a tratar a palavra como referência e quando for associada para discursos de ódio e conteúdo antissemita nas plataformas, tais mensagens serão removidas.

Abordagem da Meta

No início do mês, o grupo comunicou estar adotando uma forma mais sutil de agir em respeito aos discursos de ódio. Além de “sionista”, termos como “shahid”, em árabe, por exemplo, que é normalmente traduzido como “mártir”, passarão pelo mesmo crivo. Toda essa análise é feita pelo Conselho de Supervisão, também chamado de Oversight Board, que fornece uma verificação de conteúdo julgado controverso e decide se ele deve ser banido ou não. 

Criado em 2020, o conselho da Meta é um comitê independente e conta com 20 membros de diversos países e formações acadêmicas. Segundo Paolo Carozza, que faz parte do conselho, a recomendação de relaxamento do termo “shahid”, que antes tinha uma “proibição geral” nas plataformas, foi bem recebida e aclamada pelos membros do comitê.

Donald Trump quer debater com Joe Biden novamente

Donald Trump convidou Joe Biden para novo debate durante comício realizado na Flórida. Ele quer que o novo confronto seja realizado sem moderadores, dando ao rival uma chance de “se redimir” perante à população americana. O candidato republicano aproveitou para ironizar o desempenho de seu rival no debate realizado no mês passado, em que Biden pareceu despreparado e sonolento.

Os convites

Em comício realizado em Doral, na Flórida, estado antes considerado indeciso, transformou-se em um importante estado republicano e conservador após a eleição de Trump em 2017. O ex-presidente discursou diante de seus apoiadores e convocou Joe Biden para um novo debate, lembrando os eleitores sobre o desastroso desempenho do atual presidente no último embate entre eles.

 “Vamos fazer outro debate esta semana para que o sonolento Joe Biden possa provar para todos no mundo inteiro que ele tem o que é preciso para ser presidente, mas desta vez será homem a homem, sem moderadores, sem restrições, apenas diga o lugar a qualquer momento, em qualquer lugar”.

Donald Trump

No primeiro debate entre Trump e Biden em junho, o republicano foi considerado o vencedor (Foto: reprodução/Justin Sullivan/Getty Images embed)


Mas esse não foi o único desafio no qual Trump chamou Biden para participar. Durante o debate de junho na CNN, houve um momento no qual ambos candidatos começaram a falar sobre golfe. Trump comentou que duvidava das habilidades do atual presidente no esporte, o que fez Biden convidá-lo para um partida, mas apenas se Trump fosse seu próprio caddie. Trump relembrou tal momento durante o comício e convidou Biden para “uma partida de golfe de 18 buracos”.

Ainda sem vice

Apesar da proximidade das eleições norte-americanas, que ocorrerão daqui a quatro meses, Trump ainda não anunciou quem será seu vice-presidente. Durante o comício em Doral, foi notada a presença do senador Marco Rubio.

Trump aproveitou para provocar a mídia, dizendo que provavelmente pensarão que Rubio será a escolha do Partido Republicano, já que ele é um dos principais nomes para ser companheiro de chapa de Trump.


O senador da Flórida, Marco Rubio, é apontado como o principal candidato a vice de Donald Trump (Foto: reprodução/Joe Raedle/Getty Images embed)


Além de Rubio, outro possível candidato é Doug Burgum, governador da Dakota do Norte. Burgum disputou a indicação republicana nas eleições deste ano, mas suspendeu sua campanha em dezembro de 2023 por não cumprir os requisitos.

Burgum já está em seu segundo mandato e é abertamente conservador, chegando a assinar no ano passado projeto de lei proibindo o cuidado de afirmação de gênero nas escolas e proibindo quase que totalmente o aborto no estado.

São Paulo registra temperaturas mais altas e clima seco recorde em junho

O Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil estadual (CGE) registrou um novo recorde de temperaturas para a cidade de São Paulo. A capital paulista registrou um clima atípico para junho de 2024, com temperaturas altas e falta de precipitação. Essa combinação aumenta o risco de incêndios e doenças respiratórias na população.

Situação extrema no interior

Os termômetros da capital paulista atingiram a máxima de 28,8ºC, superando a média histórica de 22,6ºC. A cidade não presenciava um calor tão grande desde a década de 60.

Entretanto, o interior do estado se vê em uma situação ainda pior. Regiões como Presidente Prudente e o Vale do Paraíba tiveram temperaturas máximas de 50% acima da média e cidades como Campinas, Bauru e Ribeirão Preto tiveram temperaturas de 20% a 30% acima do usual. 


As altas temperaturas em São Paulo bateram recorde histórico para o mês de junho (Foto: reprodução/Ales Veluscek/Getty Images embed)


A situação é agravada pela falta de chuvas, que no mês de junho, normalmente seria de 50,3 mm. Segundo o CGE, São Paulo também não teve um dia sequer de chuva durante o mês de junho, um fenômeno que não era visto na cidade desde 1998. 

A combinação de temperaturas altas e clima seco pode ser muito perigosa tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente. A região centro-oeste do país, que é tipicamente seca durante o inverno, entrou em estado de emergência por causa do risco de incêndios florestais. Segundo o Inmet, estados como o Tocantins, Minas Gerais e Goiás enfrentam uma grave crise de umidade que persiste há semanas. 

Os riscos na época mais seca do ano

O risco de incêndios em áreas florestais aumenta em épocas de estiagem e baixa umidade. As regiões sudeste e centro-oeste estão em risco durante os meses do inverno, tendo seus lugares marcados no Mapa de Risco de Incêndio da Defesa Civil praticamente garantidos durante este período do ano.

Na maioria dos casos, são as ações humanas que ocasionam os incêndios. Ações como jogar uma bituca de cigarro ou queimar lixo ou pasto são um risco à mata e aos animais silvestres, causando danos ambientais devastadores.

Mas o meio ambiente não é o único em risco. Com o clima mais seco, muitas doenças que atingem as mucosas e a pele também têm mais incidência, atingindo principalmente as crianças e a população idosa, que são mais vulneráveis a doenças respiratórias.

Por isso intensificam-se as campanhas de conscientização, para que a população possa ajudar no combate a incêndios e cuidar da saúde neste período delicado.

Pesquisa aponta que os eleitores democratas preferem que Biden desista da eleição

Um levantamento feito pelo Instituto Ipsos e divulgado pela agência Reuters nesta terça-feira (02) indica que um a cada três eleitores democratas acham que o candidato do partido, Joe Biden, deveria desistir da corrida presidencial. Os resultados se alinham ao desempenho fraco de Biden no debate contra Trump na semana passada, fazendo com que vários apoiadores questionassem a capacidade de Biden para uma reeleição e pensassem em nomes para substituí-lo.

Possíveis nomes para a disputa

A pesquisa ainda indica que Michelle Obama seria a única alternativa de candidata capaz de vencer Trump em um hipotético embate, com 50% dos votos para ela e 39% para o republicano. Apesar de Michelle ter dito muitas vezes que não tem o desejo de concorrer, o nome da ex-primeira dama foi citado pelo Partido Democrata para ficar no lugar de Biden após a clara vitória de Trump no último debate.


O debate com o ex-presidente Trump mostrou a fragilidade do candidato democrata (Foto: reprodução/Brendan Smialowski/Jim Watson/AFP/Getty Images embed)


Biden gaguejou, parecia distante e não conseguiu completar algumas frases durante o embate, colocando sua candidatura em risco. A mídia americana e alguns membros do Partido dos Democratas começaram a defender que Biden não fosse mais candidato ao assento presidencial mais importante do mundo, questionando sua aptidão para o cargo. 

Ao todo, 1.070 pessoas foram ouvidas durante dois dias de sondagem do Instituto francês após o debate dos candidatos. Os eleitores foram apresentados potenciais nomes que pudessem substituir Biden caso ele desistisse de concorrer, incluindo a vice-presidente, Kamala Harris, e o atual governador da Califórnia, Gavin Newson. Os resultados apontam que Harris teria um empate técnico com Trump em embate e Newson teria um desempenho ainda pior que o de Biden. 

Ainda na corrida

Apesar do resultado ruim no debate, Biden conversou com sua família e anunciou que continuaria a concorrer. O atual presidente culpou o cansaço pelo fraco desempenho no embate contra Trump, não conseguindo assim se expressar com clareza e responder à altura as argumentações do candidato republicano.

A idade de Biden é um desafio para vencer as eleições em novembro. Atualmente com 81 anos, ele foi o candidato mais velho a assumir a presidência nos EUA, quando vencer as eleições em 2021, aos 78 anos. Fato este que Trump mencionou durante o debate, onde afirmou que Biden seria “incapaz” de governar.

Aumenta o risco de temporais no Rio Grande do Sul

O site Climatempo emitiu um aviso nesta quarta-feira (26), sobre o risco de aumento de instabilidade no estado do Rio Grande do Sul. O alerta vale para as regiões Noroeste, Norte e Serra e Vales, avisando sobre a possibilidade de temporais pontuais causados por um ciclone extratropical próximo ao sul do Brasil. As temperaturas também prometem continuar bem baixas com a aproximação de uma frente fria causada por esse ciclone.

Risco de chuva intensa

O Rio Grande do Sul ainda passa por dificuldades causadas pelas enchentes que assolaram várias cidades do estado da região mais extrema do país e causaram uma onda de solidariedade país afora. Agora, a formação de um ciclone extratropical se formando no oceano Atlântico pode agravar a situação ainda mais.

A frente fria associada a esse ciclone deve trazer, além de temperaturas baixas, tempestades e chuvas intensas com ventos fortes, além da possibilidade de granizo.


O ciclone que se aproxima do RS prevê a intensificação das chuvas e ventos nos próximos dias (Foto: reprodução/Luza Studios/Getty images embed)


As informações trazidas pelo Climatempo ainda preveem chuva forte ou moderada na capital rio-grandense, enquanto as regiões Central e Sul têm previsão de garoa, apenas. Em Campanha, Missões e no Oeste do estado não deve chover, apesar da formação de algumas nuvens no céu. Mas a situação mais preocupante está nas regiões Serrana, Noroeste, Metropolitana e Nordeste de Porto Alegre.

Para estas regiões, o Instituto Nacional de Meteorologia, o INMET, emitiu alerta de chuva e tempestades, com precipitação entre 20 a 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros por dia, além de granizo e ventos intensos de 40 a 60 km/h.

Temperaturas bem frias

O ciclone que se aproxima do RS também promete ajudar a manter as temperaturas frias neste inverno. A frente fria trazida por ele irá se deslocar para a região Sudeste do estado, ajudando a manter as temperaturas de um dígito em algumas cidades sulistas.

Segundo o Climatempo, municípios como Caçapava do Sul, Pinheiro Machado e São José dos Ausentes, não verão temperaturas acima de 3ºC, com a máxima não passando dos 10ºC. Outras cidades como Bagé, Pelotas, Santana do Livramento e Chuí devem ter mínimas de 5ºC.