Conheça os hidratantes de rosto indicados para cada tipo de pele

Para manter a saúde do rosto, é imprescindível não pular nenhuma etapa de cuidados com a pele e uma das mais importantes, é sem dúvidas a hidratação. Assim, o corpo consegue manter a quantidade ideal de água, equilibrando diversas funções dentro do organismo. No entanto, é fundamental saber que cada tipo de pele precisa de um hidratante específico, por isso o In Magazine vai te explicar a diferença entre cada um deles a fim de que você escolha o mais adequado para a sua pele.

Hidratantes faciais: quais as diferenças?

Hidratante em óleo

Tendência atual no mundo da beleza, os hidratantes em óleo são importantes na prevenção da perda de água da pele. São mais indicados para peles normais e secas, já que por sua composição, conseguem manter a barreira natural da pele. Possuem ação emoliente, prevenindo o ressecamento.

Hidratante em gel

Costuma ser leve e de fácil absorção, criando uma camada de proteção na pele sem deixá-la com aspecto oleoso. Por esse motivo, são os mais queridinhos entre as pessoas com pele oleosa.


Mulher em casa aplicando máscara de creme no rosto. (Foto: Reprodução/Freepik)


 

Hidratante em sérum

É conhecido por sua textura leve e líquida e tende a ser mais indicado para pessoas que têm pele mista a oleosa. Possui também uma boa recepção pelo público masculino, por ser muito prático e fácil de espalhar.

Apesar de ser mais indicado para os grupos de peles descritos acima, dependendo de sua composição, podem se adaptar a todos os tipos de pele.

Hidratante em creme

Possui aspecto mais denso, sendo muito utilizados em peles normais, secas e até sensíveis. No entanto, é possível encontrar hidratantes em creme nas versões “oil-free” ou “matte” para peles mistas e oleosas.

De acordo com a médica especialista em Dermatologia e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Patrícia Nakahodo, é possível a combinação do sérum com o hidratante para o cuidado com a pele. Ela destaca que se as composições dos dois produtos forem complementares, os benefícios são inúmeros, mas ressalta que o ideal é buscar um dermatologista que indique a combinação ideal. “Se os ativos dos dois produtos forem diferentes e complementares, essa dupla pode trazer inúmeros benefícios. Portanto, depende muito da composição de cada um. O ideal é conversar com seu dermatologista para que ele indique a combinação perfeita”, revela.

É fundamental que ao optar por um hidratante facial, você conheça as características do seu tipo de pele e depois avaliar se os componentes são adequados à ela.

 

Foto destaque: Mulher aplicando creme no rosto. (Foto: Reprodução/Freepik)

Estudo da USP e Unicamp revela como o vírus da Covid-19 usa células humanas para se replicar

Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Campinas (Unicamp) mostrou de que forma o vírus da Covid-19 se utiliza das células humanas para se multiplicar.

A pesquisa revelou que a proteína do coronavírus interage com a proteína humana conhecida como PCNA (Proliferating Cell Nuclear Antigen), responsável pela replicação do DNA das células e, consequentemente, da divisão celular. Assim, o vírus do SARS-Cov-2 manipula essas células para seguir seu ciclo de vida e ocasionar a infecção por Covid-19.

O grupo de pesquisadores demonstrou, por meio de técnicas de laboratório, que a presença da proteína M (matriz) do vírus no organismo, faz com que a proteína humana PCNA migre do núcleo das células – onde ela normalmente se encontra – e vá até o citoplasma, onde ficam as organelas, responsáveis por diversas funções celulares. Desse modo, segundo os pesquisadores, esse deslocamento para o citoplasma, é um dos sinais de que a interação entre as células humanas e o vírus, está ocorrendo.


Pessoa colocando uma gota no tubo de ensaio. (Foto: Reprodução/Pexels)


A fim de verificar a interação que ocorre entre as proteínas, foram utilizados compostos que impedem a migração das proteínas do núcleo para o citoplasma. Dessa forma, segundo a pesquisadora e autora do estudo, Érika Zambalde, foi observado que os fármacos em questão, conseguem diminuir a replicação viral em cerca de 15% a 20%. “Essa inibição, pensando em terapia talvez ainda não seja tão significativa. Porém, o trabalho mostra que a busca por fármacos que possam impedir essa migração pode vir sim a ser uma estratégia eficaz no tratamento contra a Covid-19 e outras doenças virais no futuro”, explica.

O estudo também demonstrou outra forma de se investigar a interação: analisando o tecido pulmonar de pacientes que morreram em função da Covid-19. Desse modo, se observou que houve um aumento de proteínas PCNA e de gamaH2AX, proteína que sinaliza que houve danos ao DNA, o que de acordo com os pesquisadores, reforça que houve infecção pelo Novo Coronavírus.

Apesar de a pesquisa ser recente e publicada no periódico científico Frontiers in Cellular and Infection Microbiology, há a previsão de que seja feito um estudo a longo prazo em animais e humanos e que no momento, o estudo segue sendo investigar o comportamento e a interação do vírus em cultura de células. “Agora, nós pretendemos continuar avaliando a interação entre a PCNA e a proteína M do SARS-Cov-2 em cultura de células, para responder questionamentos que foram abertos nesse estudo e entender melhor os mecanismos pelos quais essa interação está interferindo na replicação do SARS-Cov-2, e ainda possivelmente testar novos fármacos com o fim de obter uma maior redução na replicação viral”, detalhou a pesquisadora.

 

Foto destaque: Novo Coronavírus. Reprodução/Pexels.

Ministério da Saúde confirma 21 casos da varíola dos macacos no Brasil

O Ministério da Saúde confirmou na manhã desta quarta-feira (29), que o Brasil possui 21 casos da varíola dos macacos. Segundo o órgão, são 14 casos em São Paulo, 5 no Rio de Janeiro e 2 no Rio Grande do Sul.

Ao todo são 23 casos que ainda se encontram sendo investigados pelas secretarias estaduais de saúde em 11 estados e no Distrito Federal.

O MS também informou na última sexta-feira (24), que dois casos da varíola no Rio de Janeiro e três em São Paulo, aconteceram por meio de transmissão local e nada têm a ver com viagens para fora do país.


Laboratório de enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). – Foto: Max Gomes/Fiocruz.


Na manhã de hoje, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) atualizou o quinto caso da doença e descartou outros dezessete que estavam sob investigação, mas ainda outros três estão sob análise. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que “os casos confirmados e suspeitos são monitorados diariamente pela SES e pelas equipes de Vigilância em Saúde dos municípios”.

Dentre os 23 casos investigados, 4 estão no Estado do Ceará, 3 no Paraná, 3 no Rio de Janeiro, 2 no Rio Grande do Sul, 2 em Santa Catarina, 2 no Acre, 2 em Minas Gerais, 1 em Goiás, 1 no Espírito Santo, 1 no Rio Grande do Norte, 1 no Mato Grosso do Sul e 1 no DF.

O primeiro caso no Brasil

O primeiro caso confirmado da doença no Brasil aconteceu em São Paulo, no dia 9 de junho deste ano. Na ocasião, o paciente era um homem de 41 anos com histórico de viagem para Portugal e Espanha. Na época, a Espanha já somava 59 casos da varíola dos macacos.

O caso foi constatado pelo Instituto Adolfo Lutz e pela Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, que enviou nota esclarecendo o caso após realização do diagnóstico diferencial de detecção do vírus Varicela Zoster (com resultado negativo) e análise metagenômica do material genético, quando então foi identificado o genoma do Monkeypox vírus.

Varíola dos Macacos: o que se sabe sobre a doença

Segundo a Biblioteca Virtual do MS, a doença é causada pelo vírus monkeypox e é transmitida por meio do contato com pessoas ou animais infectados, pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou através de feridas e até mesmo durante o ato sexual.

Além disso, materiais contaminados como lençóis, roupas e objetos, também podem ser fonte de infecção. Outra forma de contaminação da doença é através da placenta, caso a mãe esteja infectada e/ou durante o parto e pós-parto pelo contato de pele. Ainda pode-se contrair a mesma por meio do contato com úlceras, lesões ou feridas na boca.

A doença viral foi descoberta pela primeira vez em macacos, no ano de 1958 em um laboratório dinamarquês, mas o primeiro caso só foi confirmado em humanos no ano de 1970. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maior parte dos animais que estão suscetíveis à doença são roedores, como ratos e cão-da-pradaria.

Os sintomas mais comuns relacionados à doença são bolhas na pele, acompanhados por dor de cabeça, febre, dores musculares e no corpo, linfonodos inchados, dor nas costas e fraqueza profunda. Mas para que se tenha a confirmação do diagnóstico, é necessária a confirmação laboratorial por meio do exame PCR.

Atualmente, mais de 3.400 casos já haviam sido confirmados e uma morte foi atestada. Na última segunda-feira (27), foram diagnosticados mais 1.000 casos, com mais oito países na lista dos afetados. A maioria dos casos são na Europa.

 

Foto destaque: Imagem do nome do vírus causador da varíola dos macacos e atrás o símbolo da OMS. Reprodução/Gettyimages