Pix Automático começa a ser implementado e promete revolucionar pagamento de contas recorrentes no Brasil

O Banco Central (BC) apresentou oficialmente nesta quarta-feira (4) o Pix Automático, nova funcionalidade do sistema de pagamentos instantâneos que entrará em operação para todos os usuários a partir de 16 de junho de 2025. A novidade promete simplificar o pagamento de contas recorrentes, como água, luz, condomínio, academias e assinaturas, oferecendo uma alternativa moderna e mais acessível ao tradicional débito automático.

Diferente do débito em conta que exige convênios específicos entre empresas e bancos , o Pix Automático poderá ser utilizado por qualquer pessoa, com qualquer empresa, desde que haja a autorização prévia do consumidor. A operação será feita diretamente pelo aplicativo do banco, na área dedicada ao Pix, com a possibilidade de agendamento de cobranças com frequência semanal, mensal, trimestral ou anual.

Autorizar apenas uma vez o pagamento

O consumidor precisará autorizar o pagamento apenas uma vez. A partir disso, os valores serão debitados automaticamente na data definida. Caso necessário, o usuário poderá cancelar a autorização até a meia-noite do dia anterior à cobrança. Segundo o BC, o sistema realizará até duas tentativas de cobrança no dia do vencimento e, se não houver saldo suficiente, outras três nos dias seguintes. Em casos de atraso, multas e juros serão cobrados na próxima fatura.

O Banco Central destaca que o Pix Automático mantém os mesmos padrões de segurança já reconhecidos do sistema Pix e que os usuários continuam amparados pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), em caso de falhas ou fraudes.

A medida é vista como uma iniciativa para ampliar a inclusão financeira e digital no país. Segundo relatório da agência de classificação de risco Moody’s, soluções como o Pix estão transformando o setor bancário na América Latina, com impacto direto nas receitas e na concorrência. Inspirada pelo sucesso do sistema brasileiro, a Colômbia já trabalha na implementação do seu próprio modelo, batizado de Bre-B.

Banco do Brasil já começou


Símbolo do Banco do Brasil (Foto: reprodução/ Adobe Stock/einvestidor.estadao)

Algumas instituições financeiras já começaram a se antecipar ao cronograma. O Banco do Brasil, por exemplo, passou a oferecer o Pix Automático desde o dia 29 de maio para todos os clientes, tanto pessoas físicas quanto empresas. No entanto, para as companhias, será necessário firmar um convênio com o banco, além de seguir um prazo mínimo de 90 dias para agendamento das cobranças — período superior ao estipulado pelo BC, que varia entre dois e dez dias antes do vencimento.

Com o Pix Automático, o Banco Central reforça a aposta em soluções digitais para facilitar o dia a dia dos brasileiros, reduzindo burocracias e promovendo maior eficiência nos pagamentos.

Elon Musk intensifica críticas a projeto de lei fiscal apoiado por Trump: “abominação nojenta”

O bilionário Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, voltou a criticar com veemência o amplo projeto de lei sobre impostos e gastos defendido pelo ex-presidente Donald Trump e por aliados republicanos no Congresso dos Estados Unidos.

Em publicação feita nesta terça-feira (3) na rede social X (antigo Twitter), Musk classificou a proposta como uma “abominação nojenta” e afirmou que ela compromete seriamente a sustentabilidade fiscal do país.

“Esse projeto de lei de gastos massivos, ultrajantes e cheios de gordura do Congresso é uma abominação nojenta. Que vergonha para aqueles que votaram a favor: vocês sabem que fizeram errado.”

O projeto, que estende os cortes de impostos implementados durante o primeiro mandato de Trump em 2017, foi aprovado pela Câmara dos Deputados no mês passado por uma margem estreita.

Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês), órgão apartidário responsável por estimativas fiscais, a medida poderá adicionar cerca de US$ 3,8 trilhões à já elevada dívida federal, atualmente estimada em US$ 36,2 trilhões.

Senado americano e o corte

A expectativa é de que o Senado, também com maioria republicana, vote a proposta no próximo mês, embora algumas alterações ainda estejam em debate. Enquanto isso, Musk ampliou suas críticas, alegando que o projeto pode elevar o déficit para US$ 2,5 trilhões, o que classificou como uma “dívida esmagadoramente insustentável”.


Donald Trum Presidente do EUA (Foto:Reprodução/Sarah Meyssonnier/POOL/AF)

Musk havia sido nomeado por Trump para liderar o Departamento de Eficiência Governamental (Doge), criado com a missão de cortar gastos e aprimorar a gestão pública. No entanto, sua atuação no cargo terminou na semana passada, após a conclusão de seu mandato como funcionário especial.

Governo Trump

Em resposta às declarações, a Casa Branca, por meio da porta-voz Karoline Leavitt, reiterou o apoio ao projeto: “O presidente já sabe qual é a posição de Elon Musk. Isso não muda sua opinião. Esse é um projeto de lei grande e bonito, e ele está se mantendo fiel a ele.”

Durante sua participação no governo, Musk já havia demonstrado insatisfação com o avanço do projeto, alegando que ele inviabilizaria os objetivos do Doge. Mesmo assim, o ex-presidente Trump manteve firme o apoio à medida e minimizou os alertas do empresário.

Musk x Trump: empresário afirma que não se responsabiliza pelas ações do governo norte-americano

Nesta última sexta-feira (30), Elon Musk, um dos principais conselheiros de Donald Trump neste novo mandato, deixou formalmente o seu cargo no DOGE (Departamento de Eficiência Governamental). Ele já havia anunciado sua saída no dia 28 de maio, que foi apenas oficializada na sexta, em um evento na Casa Branca.

Dias antes de sua saída formal, o empresário foi entrevistado pela CBS News e expressou suas opiniões sobre o pacote orçamentário defendido por Trump no Congresso e sua decepção com outras ações do presidente.

O que Musk disse na entrevista

Ao ser questionado sobre a existência de alguma discordância com as propostas do presidente estadunidense, o bilionário afirmou que apoia grande parte das ações do governo, mas que há algumas divergências. Ainda, Musk disse não se responsabilizar “por tudo o que este governo está fazendo.”

Apesar das opiniões diferentes, o dono do comentou que estava “preso em um dilema” sobre publicar ou não suas discordâncias. Para ele, ao tornar público o que discorda, seria criado um ponto de tensão no seu relacionamento com Trump.

Além disso, o empresário considerou que as críticas à sua gestão no DOGE são “injustas” e exaltou o trabalho realizado por ele e sua equipe no departamento.


Saiba mais sobre a saída de Musk do governo Trump no podcast “Café da Manhã” (Áudio: reprodução/Spotify/Café da Manhã)

Como era o cargo do empresário na gestão Trump?

Durante as eleições de 2024, Musk se tornou um dos principais aliados e financiadores de Trump. Com o início do mandato, o empresário assumiu o cargo de assessor especial e coordenador do DOGE, com um limite de 130 dias para trabalhar. Sua responsabilidade era a de cortar gastos federais e uma de suas principais ações foi a demissão de centenas de funcionários públicos. Essa decisão recebeu inúmeras críticas e ocasionou uma série de ações judiciais, que ainda estão em andamento.

Na mesma entrevista para a CBS, Musk criticou o “grande e belo projeto de lei” orçamentário que Trump planeja implementar. Segundo ele, tal proposta “aumenta o déficit orçamentário, não apenas o reduz”, além de minar o trabalho feito até agora no DOGE.

Nesta terça-feira (3), o bilionário publicou em sua rede social X que já não “aguentava mais […] Este projeto de lei de gastos do Congresso, enorme, escandaloso e eleitoreiro, é uma abominação repugnante. Os que votaram a favor deveriam sentir vergonha: sabem que erraram. Eles sabem.


Publicação de Elon Musk em sua rede social X, antigo Twitter, sobre o projeto orçamentário de Trump (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

A saída de Musk do governo Trump ocasionou um aumento de 2% nas ações da Tesla, empresa do qual ele também é dono. Sua aproximação com o presidente e suas ações frente ao DOGE geraram protestos contra a montadora de carros, afastando consumidores e acionistas. As ações da empresa já acumulam uma queda de 11% no ano de 2025. 

Matéria por Isabela Sanches, réplica do Lorena R7

Petrobras anuncia corte de mais de 5% no preço da gasolina para distribuidoras

Petrobras anunciou nesta segunda-feira (2), em comunicado à imprensa, uma redução de 5,6% no preço da gasolina vendida em suas refinarias a distribuidoras. Com esse ajuste, o valor de venda do combustível passa de R$3,02 por litro, para R$2,85.

Um novo ajuste não era anunciado desde julho de 2024, quando a estatal aumentou em 7% o valor da gasolina. Já em relação a uma queda no preço, esta é a primeira vez em mais de um ano e meio em que o valor não cai, a última vez foi em outubro de 2023.

Motivos da redução

Segundo Eduardo Oliveira de Melo, especialista e sócio-diretor da Raion Consultoria, o reajuste se deu por conta do contexto internacional, que passa por uma “certa estabilidade” nos preços do barril, e pelo valor do dólar frente ao real que se equilibrou.

O petróleo tipo Brent, utilizado como referência no valor do petróleo internacional, está a aproximadamente US$65 o barril (R$370). Esse número caracteriza um aumento de quase 3%, que se iniciou na segunda-feira, a partir de um anúncio feito por países da OPEP+ (Organização de Nações Exportadoras de Petróleo e Aliadas) de que irão produzir menos que o esperado.

Apesar deste aumento, o valor do Brent segue em queda desde 2022, e está cerca de US$15 mais baixo se comparado ao pico do início do ano, em janeiro.

Em maio, ao ser anunciada para a imprensa uma redução no preço do Diesel, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que, caso o preço do petróleo permanecesse em queda, a estatal reduziria também os preços dos combustíveis no território nacional.


 Posto de gasolina, em Salvador (Foto: reprodução/Joa Souza/Getty Images Embed)


O que muda para os consumidores?

Apesar da mudança imediata no preço para as distribuidoras, o valor final para os consumidores funciona de forma diferente, uma vez que são adicionados uma série de fatores até o produto chegar nos postos de gasolina. Entram na conta final, por exemplo, a margem de lucro das distribuidoras e os impostos cobrados.

Matéria por Isabela Sanches, réplica do Lorena R7

EUA alertam sobre ameaça chinesa e pedem aumento de investimentos militares na Ásia

Em sua estreia no principal fórum de segurança da Ásia, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou no sábado (31) que a China representa uma ameaça concreta e crescente. Ele pediu aos países do Indo-Pacífico que reforcem seus orçamentos de defesa diante de um cenário geopolítico cada vez mais instável.

Estreia marcada por discurso duro contra China

Durante sua primeira participação no Diálogo de Shangri-La, realizado em Singapura, Pete Hegseth adotou um tom direto e combativo ao descrever o que chamou de “ameaça real e iminente” representada pela China. Segundo ele, Pequim estaria se preparando para usar força militar com o objetivo de mudar o equilíbrio de poder na região, especialmente em relação a Taiwan.

Hegseth destacou que qualquer tentativa de invasão da ilha por parte da China traria consequências devastadoras para todo o Indo-Pacífico e para o mundo. O secretário reforçou que a proteção da região é prioridade do governo Trump e garantiu que a China não tomará Taiwan sob a atual administração americana.

Em comunicado, a embaixada da China em Singapura acusou Washington de fomentar instabilidade regional e classificou os comentários de Hegseth como provocativos. “Na verdade, os próprios EUA são o maior causador de problemas para a paz regional”, declarou a diplomacia chinesa.

O governo chinês considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso da força para garantir a reunificação com a ilha, governada de forma independente. Taiwan, por sua vez, rejeita qualquer reivindicação de soberania por parte do governo chinês, defendendo que apenas o povo taiwanês tem o direito de decidir seu futuro.


Pete Hegseth, à esquerda, é recebido por Chan Chun Sing, à direta, em Singapura para o Diálogo de Shangri-Lá em 31 de maio de 2025 (Foto: reprodução/MOHD RASFAN/Getty Images Embed)


Aliados sob pressão para ampliar orçamento de defesa

Além das críticas à China, Hegseth cobrou um aumento nos investimentos em defesa por parte dos países aliados da Ásia. De acordo com ele, a média de 1,5% do PIB destinada a gastos militares por nações da região é insuficiente diante do cenário de ameaças crescentes, como o avanço militar chinês e alianças entre Rússia, China, Irã e Coreia do Norte.

Hegseth comparou a situação com a da Europa, onde os países membros da OTAN vêm aumentando significativamente seus orçamentos de defesa, com alguns comprometendo até 5% do PIB, especialmente após críticas e ameaças dos EUA de deixar a aliança diante da falta de cooperação. Ele afirmou que os aliados asiáticos deveriam seguir esse exemplo, especialmente porque atualmente “gastam menos em defesa diante de ameaças mais diretas”.

As declarações provocaram reações divididas. A senadora democrata Tammy Duckworth, que participa do fórum, classificou o discurso como condescendente. Já o ministro da Defesa da Holanda, Ruben Brekelmans, elogiou o reconhecimento do esforço europeu e afirmou que foi a primeira vez que ouviu esse tipo de reconhecimento vindo de Washington.

Hegseth também defendeu que os países europeus se concentrem na segurança do próprio continente, o que permitiria aos EUA redirecionar esforços para a Ásia. Enquanto Washington aproveitou o fórum para reforçar seu posicionamento estratégico, a China adotou uma postura mais discreta: o ministro da Defesa, Dong Jun, não compareceu ao evento e foi representado por uma delegação acadêmica.

Ações da Tesla melhoram após saída de Elon Musk do governo americano

O CEO da Tesla, Elon Musk, saiu recentemente do governo de Donald Trump, onde participava como membro do Departamento de Eficiência Governamental. Essa atitude de Musk fez as ações da Tesla serem impulsionadas, coisa que já não acontecia desde o ano passado, quando Musk decidiu apoiar oficialmente o governo de Trump. A saída de Elon também foi motivada pela vontade do empresário de investir na tecnologia dos carros de sua empresa de se locomover sem utilização de um piloto.

Melhora nas ações da Tesla

O bilionário Elon Musk, dono da Tesla, SpaceX e da rede social X (antigo Twitter), deixou, nesta quinta-feira (29), seu cargo no governo de Donald Trump, nos Estados Unidos. Essa ação ocorreu após o governo realizar cortes polêmicos em agências federais. Musk fazia parte do Departamento de Eficiência Governamental (Doge).


Elon Musk e Donald Trump no Salão Oval, na Casa Branca (Foto: reprodução/Francis Chung/Politico/Bloomberg/Getty Images Embed)


Essa ação do homem mais rico do mundo, fez com que as ações da Tesla subissem em 2%, algo que já não acontecia desde que se aproximou de Trump e começou a financiar sua campanha, nas eleições de 2024. Elon gastou cerca de US$300 milhões na campanha do atual presidente americano.

Essa movimentação política de Musk causou revolta e protestos de seus consumidores, o que resultou em menos investidores colocando seu dinheiro na marca, ocasionando em 11% de queda nas ações neste ano.

Com a saída de Elon Musk do governo americano, a expectativa é da Tesla conseguir se estruturar melhor e focar na criação de novas e inovadoras tecnologias, como os carros sem necessidade de um motorista.

As novidades da Tesla


Salão com modelos de Tesla sendo exibidos (Foto: reprodução/Kevin Carter/Getty Images Embed)


Logo após anunciar sua despedida do governo dos EUA, Elon Musk fez uma postagem anunciando que a Tesla está testando carros que não necessitam de um motorista para funcionar. Essa tecnologia foi experimentada em Aistin, Texas, e não tava nenhum incidente. A previsão da entrega da primeira unidade do veículo é de junho deste ano.

Nvidia de volta ao topo como a empresa mais valiosa do mundo

A Nvidia, Fabricante de chips para inteligência artificial, se posiciona novamente como a mais valiosa do mundo. Após divulgar seu balanço trimestral, que animou os investidores ao superar as expectativas, nesta quinta-feira (29), as ações subiram 5%, atingindo mais de US$ 141 (US$ 797 por papel). Desde 18 de fevereiro, esse é o maior valor registrado.

A valorização das ações da Nvidia impulsionou a empresa a registrar um salto no mercado, atingindo cerca de US$ 160 bilhões (R$ 904 bilhões) em valor de mercado, e quase US$ 3,5 trilhões (R$ 19,8 trilhões) em valor total. Esse crescimento fez com que a Nvidia ultrapassasse a Microsoft, tornando-se a empresa mais valiosa do mundo.

Esse resultado financeiro chamou ainda mais atenção por ocorrer no mesmo dia em que o presidente Donald Trump impôs a proibição à venda dos chips H20 da Nvidia para a China. Segundo analistas do banco Truist, liderados por William Stein, em nota enviada á imprensa, o desempenho foi considerado um “ótimo resultado”, apesar da medida do presidente americano.

O surpreendente desempenho da Nvidia no mercado acionário foi impulsionado por dois fatores principais: o excelente balanço trimestral divulgado pela empresa e uma decisão judicial tomada na quarta-feira (28), à noite, pela Corte do Comércio Internacional. A corte concluiu que Trump extrapolou sua autoridade legal ao implementar tarifas agressivas, e a perspectiva de redução dessas tarifas sinaliza positivamente para os custos de importação e os resultados futuros da Nvidia.


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Um dos produtos Nvidia, sistemas de computação pessoal (Foto: reprodução/Nvidia/Instagram/@nvidia)

Salto financeiro da Nvidia

A empresa americana, Nvidia, valia apenas US$ 144 bilhões (R$ 814,8 bilhões) no fim de 2019.
Depois desta quinta-feira, (29), a empresa adicionou US$ 160 bilhões (R$ 904 bilhões).
Mesmo com números impressionantes apresentados no balanço da empresa, a Nvidia precisa superar a barreira de restrições impostas à China.

CEO da Nvidia discorda da restrição

Nem todo resultado é positivo. Nesta quarta-feira (28), a companhia divulgou que registrou uma perda de US$ 4,5 bilhões (R$ 25,4 bilhões), referente ao último trimestre, e fez uma previsão de um prejuízo adicional de US$ 8 bilhões (R$ 45,2 bilhões) no trimestre atual, motivado pelas limitações de exportação.
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, por teleconferência,
Expôs seu descontentamento dessas medidas.

“A IA da China continua com ou sem chips dos EUA”, afirmou Huang, acrescentando que “proteger os fabricantes chineses da concorrência americana só os fortalece no exterior e enfraquece a posição dos EUA”. Ainda assim, Huang, que acompanhou Trump neste mês em uma viagem aos Emirados Árabes Unidos, também demonstrou confiança no presidente, dizendo que “ele tem uma visão e eu confio nele”.

Analistas da Bernstein, liderados por Stacy Rasgon, informaram que” o cenário na China é desagradável e frustrante”, entretanto, apesar de um trimestre difícil, a Nvidia está se saindo bem” extremamente bem”.

Jensen Huang, o décimo mais rico do mundo

O cofundador e CEO da Nvidia, Jensen Huang, adicionou US$ 6,2 bilhões (R$ 35 bilhões) à sua fortuna pessoal nesta quinta-feira (29). O empresário e engenheiro elétrico taiwanês-americano agora ocupa a décima posição entre as pessoas mais ricas do mundo, segundo o ranking da Forbes, conforme os cálculos mais recentes da revista.

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Trump x Harvard: crise política pode mudar rota da “fuga de cérebros” no mundo

Donald Trump instaurou uma crise política nos Estados Unidos ao confrontar a Universidade de Harvard. O presidente da república retirou tirou 3 bilhões de dólares que seriam direcionados à instituição por achar que ela promove diversidade, pesquisa crítica e liberdade acadêmica. O cenário a médio prazo pode resultar em uma mudança na rota da “fuga de cérebros” no mundo.

Políticas anti-imigrantes podem minar educação americana

Donald Trump declara sua opção por políticas anti-imigrantes, um grande marco do seu segundo governo até o momento. Até mesmo pagar para que estrangeiros saiam dos Estados Unidos ele já cogitou. No entanto, sua última medida pode ter condenado a educação americana a descer a um nível jamais visto. O presidente decidiu, através de um decreto, cortar recursos financeiros de universidades públicas que promovem “diversidade, pesquisa crítica e liberdade acadêmica”.

Entre elas está a universidade mais tradicional e prestigiada do mundo, Harvard. Com a previsão de perder 3 bilhões de dólares num primeiro momento, a gigante já acionou o governo Trump na justiça, que concedeu uma liminar com efeito imediato.


Portão do Harvard Yard, no campus da Universidade Harvard, em Cambridge (Foto: reprodução/Joseph Prezioso/Getty Images Embed)


Outros países se preparam para receber novos talentos

Donald Trump é desfavorável à aceitação de estudantes estrangeiros, e pretende forçar as universidades de todos os EUA a expulsá-los. Sob a justificativa de “riscos à segurança nacional”, Trump pode mudar o curso da história se expulsar os estudantes estrangeiros da América. Isso porque os melhores talentos do mundo inteiro sempre foram estudar e trabalhar nos Estados Unidos, contribuindo com o título de nação número 1 em ciência. Agora a rota de fuga de cérebros pode se inverter, com vários países já se preparando para receber os talentos expulsos das universidades norte-americanas.

Canadá, Alemanha e Austrália estão de olho nesse movimento e já estão oferecendo vistos mais acessíveis, políticas de permanência e ambiente estável ao capital humano dispensado pelos EUA. Por isso, muitos especialistas em política no mundo inteiro veem o decreto de Trump como um erro estratégico se pensar a médio prazo.

“Decepcionado”: Elon Musk faz duras críticas ao governo Trump

Principal investidor da campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, Elon Musk declarou decepção com os rumos que o governo está tomando. O bilionário deixou recentemente o cargo de líder do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). Agora fez duras críticas ao novo projeto de lei “grande e bonito” defendido pelo poder executivo. As falas polêmicas do dono do X/Twitter são parte de uma entrevista concedida à emissora CBS que va ao ar na íntegra no dia 1º de junho.

Elon Musk se diz decepcionado com governo Trump

A renúncia ao DOGE de Elon Musk já foi um grande recado ao mundo de que ele não apoia mais o governo de Donald Trump. Mas uma entrevista à CBS deixou isso bem claro. Em trechos divulgados nesta quinta-feira (29), Musk se diz decepcionado com a aprovação do projeto de lei que aumenta os gastos do Estado americano nos próximos anos. “Fiquei decepcionado ao ver esse enorme projeto de gastos que aumenta o déficit orçamentário em vez de diminuir”, disse Elon.

Elon Musk deixou claro que acredita que esse projeto de lei “enfraquece o trabalho que a equipe do DOGE vem fazendo” no controle de gastos. O “grande e bonito”, defendido por Donald Trump como “proposta legislativa mais significativa que já assinada”, é um PL que aumenta os gastos com a patrulha das fronteiras dos Estados Unidos. Isso poderá ajudá-lo a expandir sua política anti-imigrantes. Além disso, o dispositivo legal prevê também a eliminação de alguns impostos, como os que incidem sobre gorjetas e horas extras.

Postura de Trump incomoda seu maior apoiador


Elon Musk e Donald Trump (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)


O congresso americano votou o projeto de lei e aprovou por uma pequena diferença. Em resumo, todos os democratas e dois republicados votaram contra, somando 214 votos. Mas 215 republicanos foram responsáveis por aprovar a medida, em uma incrível diferença de apenas um voto. Agora a proposta segue para análise e votação no senado. Donald Trump atua ativamente para a aprovação do “grande e bonito”, alertando seus aliados para que não prejudicassem o andamento da proposta.

Essa postura do presidente dos Estados Unidos incomodou Elon Musk, que foi o maior apoiador da sua campanha política. O bilionário gastou cerca de 200 milhões de dólares dos seus próprios recursos no pleito de Donald Trump e sua chapa em vários estados. Com essa decepção, Musk deixa entendido que não vai mais fazer esse movimento: “pretendo fazer menos no futuro”. Questionado sobre o motivo, Elon foi taxativo: “já fiz o suficiente”.

Tesla tem queda significativa no número de vendas na Europa no mês de abril

No último mês de abril, foi registrada uma queda no número de veículos comercializados pela montadora americana Tesla, dirigida pelo bilionário Elon Musk, em relação ao último ano. Embora o número de veículos elétricos tenha aumentado na região, a preferência dos consumidores tem sido os veículos de montadoras chinesas, que vêm buscando cada vez mais se consolidar no mercado europeu, fazendo com que a Tesla registre uma queda de 49% nas vendas.

Dados no período

De acordo com dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), as vendas de veículos registradas no último mês de abril na União Europeia, Reino Unido e na Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) cairam para 1,07 milhão de carros comercializados. A queda veio após um crescimento de cerca de 2,8% de comercializações.

No que se diz respeito à Tesla, este é o quarto mês consecutivo em que se registra queda na comercialização de seus veículos, totalizando um total em volta de 49% em relação ao ano anterior. Veículos de montadoras chinesas, como é o caso da SAIC Motors e Mitsubishi, registraram um aumento significativo de 24,5% e 22,1%, respectivamente, enquanto a Mazda registra uma queda de 24,5%.


Reportagem destaca prejuízos da Tesla com a queda de vendas de seus veículos. (Vídeo: reprodução/YouTube/Olhar Digital)

Aumento do comércio de veículos elétricos

As vendas de veículos elétricos realizadas dentro do bloco no último mês de abril registraram que 59,2% das vendas no período são de veículos elétricos, um aumento de pouco mais de 12% comparado ao ano anterior.

Dentro da Europa como um todo, alguns países registram um aumento no percentual de veículos emplacados no mês de abril. É o caso de Espanha (7,1%) e Itália (2,7%), enquanto outros apontam uma queda neste índice, como a França (5,6%) e Alemanha (0,2%). O Reino Unido teve o maior índice em relação à queda no número de vendas, totalizando 10,4%.