Especialistas trazem dicas de como preparar a casa para os pets

A adoção é um ato de amor. No meio pet, a atitude visa gerar ao animal o espaço de mascote ou até mesmo de membro da família. Seja qual for a forma, a ação tem o objetivo de proporcionar cuidado e bem-estar ao novo morador e integrante da casa. Mas o que fazer após adotar? Quais cuidados devemos ter?

Pensando nisso, a médica- veterinária comportamentalista e coordenadora de conteúdo da Petlove, Jade Petronilho, e André Romeiro, diretor de Future Pet e Pidan – marcas com venda exclusiva na Petlove, sendo a última, específica ao Brasil – trazem algumas orientações e dicas para os pais de primeira viagem para além das recomendações prioritárias e mais conhecidas como levar o pet adotado ao médicos-veterinário para consulta e orientações, castração, controle de pulgas e carrapatos, boa alimentação e vacinas..

“É de extrema importância termos a consciência de que cães e gatos possuem necessidades bastante diferentes das nossas. Por isso, falarmos sobre enriquecimento ambiental, por exemplo, é fundamental para que os pets sejam felizes dentro de nossas casas. Quando falamos a respeito, muita gente não faz ideia do que se trata, mas basicamente são atividades físicas e mentais que muitas vezes mimetizam o que o animal viveria fora do ambiente domiciliar, explorando seus instintos e o satisfazendo como espécie.”, resume Jade.

A comportamentalista veterinária explica que, para promover o enriquecimento ambiental, os tutores não precisam fazer grandes investimentos na casa: “de modo geral, o pet deve ter seus sentidos estimulados nas áreas cognitiva, física, social, alimentar e sensorial”. Para isso, os tutores podem procurar apresentar diferentes elementos ao pet como brinquedos, jogos e itens de alimentação que criam desafios variados. “Atitudes simples como a compra de brinquedos tradicionais como bolinhas, pelúcia, cordas podem proporcionar estímulos sensoriais e físicos, prazerosos ao pet”, explica André Romeiro.

“Quando falamos de gatos, é possível, adaptar determinados locais da casa para que ele possa escalar, arranhar e se esconder”, diz Petronilho que ainda ressalta que no caso dos gatos também é interessante contar com brinquedos como tocas, que proporcionam desafios físicos e as clássicas varas com pena na ponta pelo atrativo visual. “Também há no mercado opções mais complexas e interativas que fornecem estímulos cognitivos e olfativos, com cheiros específicos e agradáveis aos bichanos como hortelã”, acrescenta o executivo de Future Pet e Pidan.

Ainda para os gatos, Jade aponta para a necessidade da verticalização da casa, ou seja, a criação de oportunidades para o felino estar nas alturas: “gatos são seres semiarborículas, ficam confortáveis e se sentem seguros nas alturas. Por lá, conseguem controlar e vigiar o que acontece na casa de forma mais apurada. Prateleiras, caminhas suspensas e nichos podem atender a essa necessidade”, completa.

Foto Destaque: Reprodução

Robô auxilia na dieta de gatos com medidas certas e forma interativa

Não são raros os casos de bichinhos de estimação que sofrem de obesidade por algum problema hormonal ou de alimentação excessiva por parte dos donos vindo na forma de petiscos fora do horário da ração. Para controlar isso, Niva, uma tutora de felinos de São Paulo, fez seu gatinho Mano perder dois quilos depois de ser submetido a uma dieta.

Quando Mano foi adotado pela tutora, ele pesava quase nove quilos, mas após um ano e meio depois de dieta, o gatinho gordo diminuiu para sete quilos. Isso foi graças a uma técnica adotada pela dieta que reduz a quantidade ração para um limite adequado para o bicho consumir.

A dieta dele é apenas 20 gramas de ração seca e uma ração especial para emagrecimento e 130 gramas de ração úmida” – diz Niva.

Mas para deixar a dieta realmente restritiva e funcional, sem quantidades se excedendo, Niva foi além e comprou um robô no qual a tutora programou para que distribuísse os calculados vinte gramas de ração permitidos para ser servido ao gatinho Mano, três vezes ao dia. O robô é tão eficaz que ele ainda interage com o felino com a frase: “Mano! Vem comer papá bom“.


O antes e depois do gatinho Mano (Foto: Reprodução / G1)


Ele não está desnutrido, ele não está mau alimentado. Ele está sendo muito bem alimentado, tem proteína na quantidade adequada, tem gordura na quantidade adequada, tem carbo na quantidade adequada, tem vitaminas e sais minerais na quantidade adequada, só que num volume menor do que ele tá acostumado” – diz Márcia Jericó, endocrinologista veterinária que orientou no cálculo certo para o consumo de alimento na dieta do Mano.

Niva nisso destaca como todo o processo envolta da dieta depende muito da colaboração do tutor. E conclui afirmando o quão devota ela está com a preocupação da saúde do seu gatinho e que não pretende resistir ou ceder na dieta do pet:

Eu penso que o risco depois de ter doenças do coração, diabetes, esse tipo de coisa eu acho que é muito pior do que resistir a pena que eu sinto dele por não comer mais“.

A reportagem sobre o caso veio ao ar no Fantástico no último domingo (04/06), onde ainda mostrou que casos de bichos de estimação obesos são bem usuais nos Estados Unidos, onde 22% de cachorros estão acima do peso; e o número entre os gatos é ainda maior chegando 33%.

Foto Destaque: Gatinho Mano sendo servido por um Robô (Reprodução / G1)

Adestrador dá dicas de como treinar o pet surdo

Se dar conta que seu pet é surdo ou que com o passar do tempo e a chegada da velhice está perdendo a audição, gera muitas dúvidas em seus tutores e pode deixar qualquer um de cabelo em pé. Uma das perguntas mais frequentes é, qual a melhor forma de me comunicar com meu amigo peludo e saber se é possível treiná-lo nesse cenário, é outro questionamento.

Segundo o veterinário e adestrador Henrique Perdigão, mais conhecido como Perdiga Vet, a paciência e o contato visual são os principais pontos de atenção durante esse processo. “É importante os tutores de pet surdos saberem que naturalmente, os outros sentidos se tornam mais aguçados e por isso, trabalhar e treinar com estímulos olfativos e de contato visual são premissas fundamentais para os comandos”, explica.

Um outro ponto que vale a pena os donos observarem é sobre a qualidade do alimento do pet. “Optar, por exemplo, por uma ração e petiscos com mais cheiro para que possam aguçar ainda mais o faro do animal para ele ir até o seu tutor é uma excelente escolha. Nos meus treinamentos, utilizamos 100% do faro para conseguir gerar mais vínculo e afetividade com seu pet. Os estímulos olfativos com a própria alimentação do cão, é ideal para alternar comandos e dar o pontapé inicial nessa jornada com o cãozinho surdo”, conta o adestrador.

O treinamento visual é um outro método que o Perdiga utiliza. O visual é muito marcante para os cães surdos e pode trazer ótimos resultados no adestramento. “Há pouco tempo, fiz um trabalho na criação de uma associação utilizando um laser para facilitar o animal vir até o dono. Toda vez que o animal ia pra cima do laser, a gente bonifica com um petisco e vai pareando esse comportamento do laser com algo bom de vir até o dono”, conta o veterinário. Perdiga listou 03 dicas que vão ajudar a educar e treinar seu cãozinho surdo:

  1. Logo no início do treinamento visual, saiba que o cão tem que ver qual será a sua recompensa pelo bom comportamento. Assim, o tutor de certa forma induz a realizá-lo.
  2. No segundo momento, um exemplo bacana e simples é o famoso “dar a patinha”. O tutor mostra o petisco, estende a mão e provoca o comportamento dessa ação.
  3. Para finalizar este comando, use o laser, ou um sinal de carinho e logo em seguida ofereça o petisco.

O adestrador ressalta o quanto é importante criar associações positivas ao toque e a preocupação que é preciso ter ao se aproximar do pet surdo. “Quando o cão estiver de costas, deitado ou dormindo, devido à dificuldade do animal prever a aproximação das pessoas, o cuidado tem que ser redobrado para não assustá-lo. É preciso cautela com movimentos bruscos especialmente quando o cão não estiver te olhando”, conclui Perdiga.

Foto Destaque: Reprodução

Irmãos Ring Necks surgem em momentos inusitados na web

Já imaginou ter um Ring Neck como animal de estimação? Se não, você vai se apaixonar pelas aves ao acompanhar a rotina dos irmãos Ring Necks, Bento e Alok que caíram nas graças do Brasil com conteúdos de humor no Instagram.

Em momentos inusitados, exibidos nas redes sociais, as aves aparecem tomando banho de banheira e interagindo com os donos. Domesticados e adestrados, Bento e Alok  são aves dóceis e inteligentes.

Os irmãos Ring Necks são capazes de reproduzir falas humanas e atender aos comandos dos seus donos ou adestradores. Bento e Alok atendem pedidos para se cumprimentarem e até mesmo brincam com cães.

Os pássaros tornaram-se as aves mais amadas do Brasil e arrancam risos do público que os acompanha em rotina no dia a dia. Nos ombros da dona, Alok surge brincando com a roupa da dona. “Mamãe, pode deixar que eu costuro a sua roupa”, diz a legenda.

A expectativa de vida da espécie é de 30 anos e são capazes de reproduzir apenas uma vez ao ano. O período de nascimento de um Ring Neck é de 24 dias. Ele ficam maduros entre os 2 e 3 anos.

Foto Destaque: Reprodução

Conheça os mitos e verdades sobre a alimentação dos pets

A dieta de cães e gatos envolve muitos mitos quando o assunto é a alimentação. Para o bem-estar do pet, a dieta deve ser rica em nutrientes e balanceada, focada em uma vida saudável e que proporcione o bem-estar de gatos e cães.

As constantes pesquisas realizadas nessa área, permitiu uma evolução nos alimentos que , além de nutrir, também cuidam da saúde. O papel da ciência na elaboração e desenvolvimento desses alimentos, trouxe soluções e tratamento para animais com problemas urinários, de pele e obesidade, por exemplo.

Flavio Lopes, supervisor de assuntos veterinários da Hills Pet Nutrition Brasil, esclarece alguns mitos atuais que circulam na Internet e deixam os tutores com dúvidas sobre a alimentação de pets. Entre eles, os papéis do sódio, proteína, carboidrato, antioxidantes e leite. Afinal, eles fazem bem ou mal?

Sal aumenta a pressão arterial dos pets?

MITO. O sal costuma ser um ingrediente que gera bastante dúvida entre os tutores. O sal é composto por sódio e cloro, dois nutrientes essenciais para cães e gatos.

O antropomorfismo, ou seja, a humanização dos pets trouxe algumas ideias que sabemos dos humanos para os cães e gatos, e uma delas coube ao sal. Para humanos é sabido que devemos ingerir sal com moderação por ele trazer efeitos deletérios ao nosso sistema cardiovascular, como o aumento da pressão arterial. Por outro lado, para cães e gatos, esse tipo de efeito negativo ao ingerir sal não ocorre. Pelo contrário, eles suportam uma concentração bem maior do que imaginamos. Para termos uma ideia, eles são capazes de suportar uma concentração de mais de 10g por Kg de alimento sem que haja problema.

Claro, aqui estamos falando de animais saudáveis. Quando o animal se encontra em alguma enfermidade como doença renal ou até mesmo alguma cardiopatia, as quantidades devem ser revistas e acompanhadas por um médico-veterinário.

Alimento úmido tem muito conservante e sal?

MITO. O alimento úmido é caracterizado pelo seu alto teor de umidade, ele precisa ter no mínimo 60% de água na sua composição para receber essa classificação. Geralmente, é comercializado em latas e sachês e apresenta texturas diversas (patê, pedaços ao molho etc).

Categorizado como completo e balanceado, o alimento úmido pode ser oferecido como único alimento para cães e gatos e, assim, suprir as necessidades nutricionais dos pets, mas também pode ser classificado como específico para petiscos, ou seja, não pode ser oferecido como alimentação única.

Uma das principais dúvidas é se esses alimentos possuem ou não conservantes. A resposta é não. O alimento úmido passa por um processo de cozimento e posterior esterilização, culminando na exclusão de todos os microrganismos que possam causar danos à saúde dos animais. Inclusive, esse é um dos motivos porque esses alimentos estragam mais rápido depois de aberto. Normalmente, eles não podem ser oferecidos após 48h depois de aberto e devem ser conservados em geladeira.

Portanto, não há nenhum conservante no alimento úmido. Quanto ao sal, ele também não possui concentrações altas de sal. Esse alimento contém quantidade suficiente para suprir a necessidade de sódio e cloro dos pets. Claro, procure comprar de marcas de qualidade reconhecida para ter certeza que está oferecendo o melhor alimento ao animal.

Antioxidantes sintéticos contidos nos alimentos fazem mal?

MITO. Os antioxidantes contidos nos alimentos para pets são ingredientes importantes para a preservação de outros nutrientes, principalmente as gorduras que são essenciais à vida dos pets e são susceptíveis à oxidação, ou seja, à degradação de suas moléculas.

Os antioxidantes são utilizados em pet food como mecanismo de defesa contra a formação de radicais livres, controlando reações de oxidação das gorduras dos alimentos, preservando suas características, qualidade e segurança nutricional.

Dentre esses antioxidantes, existem o BHA e o BHT que são sintéticos e erroneamente acusados de causarem problemas como alergias e até mesmo câncer em cães e gatos.

Até o momento, não existem evidências científicas de que o uso de antioxidantes sintéticos em alimentos (desde que utilizados em níveis estabelecidos como seguros) promova malefícios para a saúde de cães e gatos. Existem evidências em humanos e ratos de que esses componentes podem ser tóxicos, mas quando ingeridos em quantidades muito elevadas.

Segundo a regulamentação nacional descrita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a regulamentação internacional pela Food and Drug Administration (FDA) e também pela Association of American Feed Control Officials (AAFCO), a adição de BHA e BHT em quantidades mínimas (até 150 mg/kg de cada) na formulação do alimento é considerada segura em alimentos destinados a cães e gatos.

Carboidrato é um vilão para os gatos?

Esse é um ponto delicado, pois muitas pessoas acreditam que o carboidrato é um vilão para o gato, pois entendem que ele pode causar a obesidade e também permitir que o gato fique diabético.

Porém, isso é um MITO. Os gatos são uma espécie carnívora estrita, dependem de nutrientes de origem animal para suprir suas necessidades nutricionais, no entanto, são extremamente capazes de digerir o carboidrato a fim de obter glicose para sua sobrevivência.

Inúmeros estudos nacionais e internacionais demonstram que o gato absorve mais de 90% desse nutriente. Portanto, é uma fonte de energia efetiva e que também não é causadora de obesidade em gatos.

O que causa a obesidade em gatos é o excesso de energia proveniente não só do carboidrato, mas da proteína ou gordura. A quantidade de energia oferecida ao animal é que pode ser considerada a causadora de obesidade em gatos e, consequentemente, de diabetes.

Um bom exemplo disso em felinos pode ser uma analogia à onça criada em zoológico. Normalmente, elas são obesas e não comem ração, geralmente se alimentam somente de osso com carne, ou seja, não ingerem carboidrato e engordam do mesmo jeito. Então, um bom controle alimentar é que vai evitar que o gato engorde.

Proteína em excesso causa problema renal?

MITO. A proteína em excesso não causa problema renal em cães e gatos. Os gatos são animais carnívoros estritos e os cães são animais omnívoros com essência carnívora, portanto são aptos a ingerir quantidades de proteínas suficientes para que possam utilizá-las como fonte de energia e construir massa muscular.

O rim desses animais são capazes de filtrar perfeitamente todas as impurezas circulantes do metabolismo proteico sem efeito deletério.

Claro, isso vale para animais saudáveis. Caso o pet esteja com alguma enfermidade, como doença renal crônica, alguma doença hepática que não permita a ingestão de proteína, a alimentação deve ser revista com a ajuda de um médico-veterinário para que seja balanceada visando o tratamento à enfermidade com a ajuda de alimentos coadjuvantes.

Leite faz bem para cães e gatos?

Essa é outra dúvida frequente. O leite pode ser oferecido, mas é preciso atenção.

Quando o cão ou gato é filhote, ele se alimenta do leite materno para adquirir energia para seu crescimento. Se durante o desmame, quando o animal começar a comer alimento seco e o tutor continuar oferecendo leite, dificilmente o animal terá problema como diarreia. Isso se deve ao fato do animal possuir uma enzima chamada lactase no intestino que faz a digestão da lactose do leite.

No entanto, quando o filhote deixa de tomar leite e volta a tomá-lo depois de adulto, a enzima lactase já não estará em sua plena atividade e pode levar o animal a ter problemas gastrointestinais.

Importante:  leite de vaca ou de qualquer outro mamífero não deve ser oferecido como única alimentação para cães e gatos, tendo em vista que não possui todos os nutrientes essenciais para assegurar a sobrevivência de cães e gatos.

Dietas caseiras podem ter óleo e sal? 

VERDADE. Muitos tutores têm em mente que não devem adicionar óleo e/ou sal na comida do animal quando falamos de alimentação natural ou dietas caseiras.

Como já dito, o sal é extremamente necessário aos pets pois possui minerais importantes para a sobrevivência deles. O mesmo ocorre com o óleo, que é uma gordura que possui ácidos graxos, essenciais para a saúde do animal. Inclusive, a falta de óleo pode levar a graves complicações como doenças de pele, deficiência de vitaminas,  baixa resposta da imunidade, entre outros.

No entanto, vale salientar que o seu consumo deve ser de forma assistida e, no caso dos pets, sua utilização deve ser em separado durante a preparação do alimento caseiro. Isso porque ao misturá-lo durante o cozimento, pode-se perder o controle da quantidade que está sendo adicionada.

Foto Destaque: Reprodução

Gato comunitário desaparece em Minas Gerais e voluntários oferecem recompensa para quem o encontrar

Em Poços de Caldas, Minas Gerais, um gato comunitário que se abrigava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, desapareceu após fugir de um carro que o levava para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Voluntários buscam o animal, chamado Juninho, há quase um mês, e oferecem uma recompensa de R$ 2 mil para quem o encontrar.

Juninho desapareceu no dia 25 de abril, após ser retirado da UPA pelo CCZ. Desde então, servidores do posto de saúde, que alimentam e estão familiarizados com o gato, se dedicam a tentar encontrá-lo.

“Quando veio a pandemia foi uma terapia pra nós. Todo mundo cansado, estressado, saia lá para jantar ou tomar café, já tinha aquele alívio. Ficava brincando com ele um pouquinho”, conta um dos trabalhadores da UPA, sobre o gato Juninho.

Ainda segundo relatos, diversos outros gatos são abandonados recorrentemente em locais próximos à unidade. Então, os servidores se voluntariam para medicar, castrar e alimentar os bichanos, além de procurar um lar para eles. Juninho inclusive, já chegou a ser adotado duas vezes, porém sempre retornava para a UPA.

O recolhimento do animal pelo Centro de Controle de Zoonose, só aconteceu após denúncias de pacientes que não se sentiam confortáveis com a presença do felino, devido ao medo de transmissão de doenças. 

Apesar da Lei Estadual n.º 23.863/2016, que diz ser “assegurado a qualquer cidadão o direito de fornecer em espaços públicos […] alimento e água aos animais em situação de rua, inclusive aos cães e gatos comunitários”, segundo o CCZ, e a Secretaria de Saúde da cidade, isso não se aplica a um estabelecimento de saúde.


Gato Juninho, desaparecido em Poços de Caldas (Foto: Reprodução/Instagram)


As buscam por Juninho

Muitos voluntários da cidade, estão em busca de Juninho, mas ainda não existem pistas de seu paradeiro. A quantia de R$ 2 mil, como recompensa para quem o encontrar, foi doada por uma protetora da causa animal. Conforme outros voluntários, é possível que consigam acrescentar à oferta de gratificação.

“As buscas ao Juninho continuam. Enquanto há fé, há esperança. Não desistam e, por favor, continuem procurando por ele”, pede a protetora.

 

Foto destaque: Recompensa é oferecida para quem encontrar Juninho, gato comunitário desaparecido em MG. Reprodução/Instagram.

Após ser atropelado por bicicleta em Belém, filhote de Capivara recebe atendimento

Após ser atropelado por um ciclista no Parque Estadual do Utinga, em Belém, um filhote de capivara precisou de atendimento especializado. O mamífero seguia internado neste domingo (21) e o resgate foi realizado foi pela Polícia Militar Ambiental.

A médica veterinária Ellen Eguchi, doutora em saúde e produção animal na Amazônia, detalhou: “Ela [a capivara] está evoluindo lentamente, mas ainda corre risco”.

Segundo Ellen, o mamífero está sendo cuidado no Centro Amazônico de Herpetologia do Pará, em Benevides, na Grande Belém, que possui equipe multiprofissional no cuidado de animais.


Filhote de capivara recebendo tratamento. (Foto: Reprodução/Google)


A médica veterinária detalhou que o filhote “tem meses de vida, o umbiguinho ainda está cicatrizando”. Ellen e a médica Hanna Paraense foram as responsáveis por realizarem os primeiros cuidados ao animal, incluindo uso de um nebulizador.

O atropelamento ocorreu na manhã de sábado (20) no Parque Estadual do Utinga, segundo a Polícia Militar Ambiental. Local bastante procurado por moradores da capital paraense para prática de atividades ao ar livre. Outras cidadãos que por ali passavam auxiliaram a ciclista e chamaram a PM Ambiental, que efetuou o resgate da Capivara.

A PM Ambiental e especialistas alertam para cuidados ao trafegar pelo parque do Utinga, mesmo tendo passarelas e vias para correr ou andar de bicicleta, 

Ellen reforçou: “Lá é um ambiente dos animais e nós somos os visitantes. Macacos, preguiças, jabutis, ararajubas e capivaras são alguns dos animais que aparecem na trilha principal com frequência. Ao vê-los, reduza a velocidade da pedalada ou corrida, pare com cuidado e deixe-o seguir caminho tranquilamente”.

A importância de não alimentar os animais que vivem na área foi um assunto reforçado pela PM ambiental: “Cada espécie tem uma dieta específica, além disso, a aproximação exagerada ou manejo pode causar riscos ao animais e aos transeuntes que não tem o conhecimento necessário”.

Apesar dos cuidados e uso de nebulizador, o mamífero ainda corre risco de vida.
 
 
Foto destaque: Filhote de capivara recebeu cuidados após ser atropelada por bicicleta em Belém. Reprodução/Google.

Conheça os mitos e verdades sobre a alimentação para gatos

O cuidado com o bem-estar dos pets é uma preocupação constante dos tutores na atenção primária à saúde dos animais – e a parte mais importante nessa responsabilidade é a alimentação.

No caso dos gatos, o consumo de alimentos úmidos é uma opção que vem ganhando cada vez mais adeptos e ficando mais popular entre os gateiros. Se no passado esse tipo de alimento era visto com certa desconfiança, hoje é muito bem recomendado, vendo os benefícios do consumo diário deste alimento para os felinos.

Mas alguns mitos ainda fazem com que os tutores de gatos não conheçam todos os benefícios do alimento úmido. Para esclarecer essas dúvidas, a médica veterinária Manuela Fischer, PhD em Nutrição Animal e embaixadora da Mars Petcare, listou alguns dos principais mitos a respeito dos alimentos úmidos para gatos. Confira:

‘Alimentos úmidos têm mais sódio’: um dos maiores medos dos tutores é que seus pets fiquem desidratados com o consumo dos sachês. A Dra. Manuela esclarece que a alimentação úmida é um ótimo aliado na hidratação dos felinos, já que contém cerca de 70% de água em sua composição. “Ao contrário do que se pensa, a ingestão destes alimentos auxilia na prevenção de problemas do trato urinário, sendo um importante aliado à manutenção da saúde”, complementa a Dra. 

‘Sachês para gatos engordam’: outro mito, já que sua composição tem alta concentração de proteína e baixa ou moderada concentração de gordura. Enquanto alguns alimentos secos podem chegar a apresentar cerca de 350Kcal por 100 gramas, os alimentos úmidos apresentam cerca de 80Kcal por 100 gramas. O alimento seco, não balanceado, contém baixa umidade e alta densidade calórica, e se mau administrado, pode predispor os animais à formação de cálculos urinários e ao ganho de peso descontrolado.  

‘Não pode ser consumido por gatos com diabetes’: muito pelo contrário, a sua qualidade nutricional e a composição de nutrientes melhoram os índices glicêmicos. O que, segundo a veterinária, é uma interessante indicação de uso para os pets diabéticos ou com fatores de resistência insulínica já ocorrentes. 

‘Alimentos úmidos causam diarreia’: este é um mito comum, mas não há evidências científicas para apoiá-lo. A fibra solúvel está em maior quantidade no alimento úmido e quando utilizada de maneira intensa e não gradativa, pode provocar amolecimento das fezes. O que causa a diarreia, portanto, é a inclusão não gradual de alimento úmido na dieta dos animais. “A recomendação é que a substituição parcial deve levar em torno de duas semanas e a substituição total do alimento seco pelo úmido, no mínimo 1 mês”, acrescenta.

‘Alimentos úmidos são petiscos’: esses alimentos foram considerados durante muitos anos como petiscos por veterinários e tutores, mas o crescente interesse pelos sachês no Brasil vem desmistificando esse conceito, e a indicação como alimento completo e balanceado tem sido mais frequente.

Por fim, oferecer alimentos úmidos para o seu gato pode tornar a alimentação dele mais prazerosa e satisfatória, o que contribui para uma vida mais feliz e saudável.

Foto Destaque: Reprodução

Homem “pesca” gato de verdade em máquina de pelúcia

Um homem de 39 anos, a caminho de Bonito, Mato Grosso do Sul, fez uma parada em um posto de combustíveis em Nioaque, e ao encontrar uma máquina de pegar ursos de pelúcia, resolveu brincar e tentar a sorte. Qual não foi a surpresa de Rider Soares, empresário, ao perceber que o que saiu da máquina não foi um urso, e sim um gato de verdade?

Fui passar final de semana com a família [em Bonito] e sempre que tem essas máquinas de pegar urso, paro para jogar e brincar. Foi muito engraçado. Não acreditei quando vi. Fiquei sem acreditar”, contou Rider.

Toda a ação foi filmada. Rider conseguiu pegar o elefante cinza que queria, mas ao tentar resgatar o prêmio, foi um gatinho alaranjado que saiu pela porta de coleta. Tranquilo, o gato saiu se espreguiçando. Rider não perdeu a oportunidade, e pegou o gato no colo para fazer uma foto.  “Acho que era do posto. Ele era muito mansinho, seguiu a vida dele”.

O vídeo foi postado nas redes sociais e viralizou. Assista abaixo


Homem “pesca” gato de verdade em máquina. (Reprodução/Youtube)


Não é a primeira vez em que gatos são vistos dentro de máquinas de pegar ursos de pelúcia. Aparentemente, as pelúcias e a cabine proporcionam um local adequado para sonecas e brincadeiras para os felinos. Em junho de 2022, um internauta postou no aplicativo de vídeos Tik Tok um registro de um gato preto e branco deitado próximo ao vidro, em cima das pelúcias.

Além dos gatos, as máquinas também parecem ser convidativas para crianças pequenas. Em agosto de 2022, as imagens de um menininho de 2 anos dentro de uma máquina de pegar bichos de pelúcia em um shopping da Zona Norte do Rio de Janeiro repercutiram nas redes e virou até reportagem. O menino foi retirado após a máquina ser aberta, e não se feriu.

 

Foto destaque: Rider pescou um gatinho de verdade em máquina de prêmios. Reprodução/G1.

Saiba como ser um cuidador profissional e obter uma renda extra com pets

Já imaginou cuidar de um pet diferente todos os dias e ainda ganhar por isso?

Os apaixonados por pets têm a oportunidade de trabalhar como cuidadores de animais de estimação. Há categorias com diferentes possibilidades dentro do segmento, como os serviços de pet sitter, dog walker, creche e hospedagem. Os serviços podem se encaixar em distintas disponibilidades de trabalho e ainda, podem servir de renda extra.

Desta forma, Murillo Trauer, diretor da DogHero, sinônimo de categoria e maior empresa de serviços para pets da América Latina, traz algumas dicas para quem deseja se tornar um profissional do ramo. Para isso, é necessário entender as possibilidades de trabalho:

Dog Walker – É a pessoa responsável pelo zelo do pet em momentos de caminhadas e exercícios. Suas habilidades devem estar focadas na segurança e cuidado com o cão durante as atividades, que geralmente, duram de 30 à 60 minutos.

Pet sitter – Nesta categoria, o profissional se designa até a casa do consumidor. Ele deve brincar, colocar comida, trocar o tapete higiênico ou caixa de areia. A duração da visita gira em torno de 1h.

Creche – Neste formato, o cuidador deixa o animal em sua própria residência durante a ausência matinal e diurna do tutor, reservando a atenção com o pet ao longo do dia.

Anfitrião – É o serviço mais indicado para longos períodos de ausência do tutor, momento em que o pet precisa ser cuidado por um dia inteiro ou mais. Desta forma, o pet é recebido na casa do anfitrião, mudando de ambiente, mas não de rotina, podendo estar com seus brinquedos, receber ração e medicamentos, se necessário, de maneira adequada.

Independente da categoria de serviço escolhida, Murillo diz que certas ações são semelhantes e fundamentais: “tudo deve estar bem acordado, precificação de serviço, períodos de trabalho, horários de chegada e saída do pet, quais serão os itens do animal como brinquedos, rações, sachês, medicamentos, se necessário. Tudo planejado de forma que seja um bom atendimento para ambos os lados”, afirma.

A comunicação entre o tutor e o cuidador, também deve ser constante, “enviar fotos, vídeos, descrever comportamentos e atividades, são ações benéficas na relação profissional e demonstram um trabalho bem feito no acolhimento com o pet”, explica o diretor.

Murillo ainda recomenda que, se possível, o cuidador deve optar por um pré-encontro, dessa forma, tutores e profissionais conseguem conversar, entender as individualidades e a rotina do pet para que a experiência não o desgaste. Ainda, saber se o animal já participou de outras hospedagens, creches e como costuma se comportar, pode enriquecer o trabalho.

Mas para iniciar no trabalho como cuidador, é interessante ter alguma base de clientes, para isso, meios como a DogHero facilitam o acesso às demandas, servindo de ponte e conectando tutores e heróis, como são chamados os cuidadores profissionais da plataforma. Hoje, a plataforma conta com mais de 2 milhões de pets cadastrados esperando pelo serviços.

“Pelo aplicativo da DogHero, o herói possui liberdade para escolher com qual porte de pet irá atuar e quanto irá cobrar pelo serviço, dentro do limite estabelecido pela região. Ainda, o profissional parceiro pode fornecer sua disponibilidade de trabalho, se comunicar com usuários, quanto mais bem avaliado e com mais experiência, maiores as possibilidades de demandas e clientes fiéis”, afirma Murillo.

Sobre a remuneração, o diretor explica que os finais de semana e feriados, especialmente os prolongados, costumam ser os momentos de maior volume de hospedagens, categoria mais utilizada do aplicativo.

“Períodos como o fim de ano e início de férias em janeiro correspondem a 25% do faturamento do ano da DogHero e alguns heróis-parceiros chegam a receber até R$ 6 mil, durante o movimento” revela o diretor da DogHero.

Para se candidatar a herói da DogHero, o cuidador não precisa de experiência, mas deve ser maior de idade e provar que seu lar é seguro para receber pets. As janelas devem ser teladas, piscinas cobertas, e em caso de escadas na residência, é preciso se atentar se a estrutura é segura para os bichos. Para ser aprovado, o candidato também precisa passar por um rigoroso processo, com treinamentos disponibilizados pela própria plataforma.

Foto Destaque: Reprodução