Mulher tem os rins roubados durante cirurgia na Índia

Sunita Devi, de 38 anos, teve seus rins roubados durante uma cirurgia no dia 3 de setembro. Ela quer os rins do criminoso como pena. A mulher havia ido a uma casa de repouso na vila de Bariyarpur, localizada na cidade de Muzaffarpur para retirar seu útero. O Doutor R K Singh, médico responsável, e Pawan Kumar, dono da instituição, estão foragidos desde então. A polícia local, que abriu uma queixa contra os dois, informou que o estabelecimento não possui autorização para funcionamento.

Após a cirurgia, Sunita não conseguiu se recuperar. Seu estado de saúde foi considerado crítico. A mulher foi a outro hospital e descobriu que havia perdido seus rins. Ela tem feito hemodiálise diariamente para sobreviver.

A mãe de três filhos entende que os rins do médico que a roubou devem ser retirados e dados a ela para que sobreviva. “Peço ao governo que prenda imediatamente o médico acusado de remover meus dois rins. Os rins dele devem ser dados a mim para transplante, para que eu possa sobreviver”, disse em entrevista ao jornal India Times. A polícia informa que as credenciais do médico podem ser falsas.


Cirurgia. (Foto: Reprodução/iStock)


A mulher foi enviada ao Hospital e Faculdade de Medicina Sri Krishna  Ela segue em estado crítico. “Como Sunita não tem rins, se ela não fizer diálise por um dia sequer, ela pode morrer”, disse o Dr. BS Jha, superintendente do hospital. O planejamento dos médicos é realizar um transplante de rins assim que a saúde de Sunita se estabilizar.

Iti Devi, a mãe de Sunita, acredita que o caso não será solucionado pelas baixas condições da família.  “O governo não fará nada porque sabe que somos pobres e nossas exigências não são ouvidas”, revelou ela. Segundo o India Times, a investigação segue sendo realizada pela polícia, que procura os dois foragidos.

Foto destaque: Rins. Reprodução/Unsplash

Saiba como evitar lesões nos ombros durante o treino

A prática de exercícios físicos a cada dia vem se tornando algo indispensável para a saúde. A atividade não só ajuda a manter a boa forma como prevenir uma serie de doenças. Umas das modalidades mais procuradas é a musculação, conhecida como uma pratica que ajuda no desenvolvimento dos músculos esqueléticos.


 

Foto destaque: Iniciar a atividade de maneira leve e gradativamente evitando assim tensões, dores. Reprodução/ GETTY IMAGENS/Istockphoto.  


 Por ser de baixo impacto, é indicada para todos os tipos de pessoas independente da idade. Entretanto realizar a atividade sem um acompanhamento especializado pode gerar danos ao corpo. Alguns adeptos dessa categoria queixam se de dores após a prática.

Entre uma das dores campeãs das queixas estão as dores nos ombros.  É bom lembrar que nosso ombro possui três tipos de fibras musculares, que são os frontais, mediais e posteriores e que para cada uma dessas áreas alcançar um resultado é necessário trabalha elas corretamente para não ocasionar lesões ou danos a sua saúde.

Por ser um treino importante os deltóides tem a finalidade de aumentar a circunferência escapular, corrigindo possíveis problemas na sua postura. O ideal é iniciar a atividade de maneira leve e gradativamente e aos poucos aumentar a intensidade, evitando assim tensões, dores e indisposições musculares na região do ombro e pescoço.

Entretanto se seu treino for intenso e vise hipertrofia, recomenda se intercalar treinos de membros superiores em inferiores em dias alternados evitando assim uma sobrecarga aos músculos trabalhados.

Confira algumas dicas que contribuem para um treino seguro e ajudam a evitar possíveis lesões musculares.

 Procure sempre a ajuda de um profissional especializado.

 Priorize sempre um trabalho de alongamento dos membros antes  do treino.

Jamais exagere em cargas nos aparelhos, isso prejudica o desempenho e causa danos ao corpo.

Ficar sempre atento a amplitude do movimento durante sua execução, isso vai ajudar a estabelecer a postura.

 E por fim, analise sempre a ordem dos exercícios, multiarticulares (remada, supino e puxada), estes são responsável pela articulação do ombro e pescoço.

Busca sempre um acompanhamento de um profissional em educação física é essencial, somente ele pode montar um treino personalizado de acordo com o limite de cada pessoa.

 

 

Foto destaque: Iniciar a atividade de maneira leve e gradativamente evitando assim tensões, dores. Reprodução/ GETTY IMAGENS/Istockphoto.  

 

Novembro Azul: novo tipo de biópsia para detecção do câncer de próstata é usada no Brasil

Um novo tipo de biópsia tem sido a grande aliada dos médicos para detectar o câncer de próstata sem causar riscos de infecções: a biópsia transperineal. Neste método, que é o mais utilizado na Europa, a introdução da agulha acontece pela região do períneo, possibilitando a coleta de fragmentos para exame em toda a extensão da próstata. Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer de próstata é a segunda doença maligna mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele, e é o segundo tipo de câncer que mais mata, depois do de pulmão. Entre 2019 e 2021 foram mais de 47 mil óbitos no Brasil em razão desse tipo de tumor. Para mudar este cenário, surgiu o Novembro Azul, uma campanha de conscientização da população masculina sobre a prevenção da doença. 

Para o diagnóstico precoce do câncer de próstata, é recomendado começar os exames preventivos a partir dos 50 anos, ou cinco anos antes, caso o homem faça parte de um dos fatores de risco: ser afrodescendentes ou apresentar casos de câncer de próstata na família. A biópsia é solicitada quando o médico suspeita que há algo errado ao analisar os exames de sangue, no qual é observado a dosagem de PSA, e o do toque retal. Primeiramente, é feito uma ressonância magnética e, ao constatar que há um nódulo na imagem, a biópsia se faz necessária. No Brasil, a técnica mais utilizada ainda é a transretal, mas, em breve, isso deve mudar. 

Recentemente, dois urologistas brasileiros, Dr. Carlos Watanabe e Dr. Davi Constantin, que já são adeptos da biópsia transperineal, foram à Dinamarca, a convite da Strattner, para acompanhar de perto o que há de mais moderno sendo utilizado naquele país para o diagnóstico da doença. Urologista do Hospital Moriah, em São Paulo, Davi Constantin realiza a técnica transperineal desde 2019, já que este foi um dos primeiros hospitais no Brasil a adotar o procedimento, e afirma que a abordagem que viram lá pode ajudar a disseminar a técnica por todo o Brasil. “Na Dinamarca eles fazem a biópsia transperineal com anestesia local, coisa que não acontece no Brasil. Aqui, realizamos com anestesia geral, o que encarece muito o procedimento”, conta, avisando que após a virada do ano vai utilizar a nova técnica com anestesia local no treinamento dos médicos da Faculdade Cetrus, onde são atendidos pacientes que necessitam da biópsia de próstata. 

 Já o médico urologista do Hospital Sírio Libanês de Brasília, Carlos Watanabe, ficou satisfeito ao ver a maneira como realizam a biópsia transperineal na Europa. “A gente já faz uma fusão da imagem da ressonância magnética com o ultrassom, dando um resultado muito preciso, devido à tecnologia utilizada para mesclar os exames. Na biópsia transperineal, o risco em passar bactérias do reto para próstata é praticamente zero, o que é uma grande vantagem na redução das chances de infecção”, comentou, lembrando que também chamou sua atenção que os aparelhos de biópsia transretal estavam todos sem uso no hospital que visitaram na cidade de Odesen, referência no diagnóstico e tratamento de câncer de próstata na Dinamarca. 

Em um documento publicado recentemente pela Associação Europeia de Urologia, a entidade compara por meio de estudos que há uma redução de 95% de complicações por infecção quando usada a biópsia transperineal ao invés da retal. De acordo com os estudos, a chance de contaminação com a biópsia transperineal é de apenas 0,1%. 


 

(Foto/Reprodução)


Tratamento 

De acordo com os especialistas, se detectado no início, o câncer de próstata tem 90% de chance de cura.  Em geral, a cirurgia de câncer de próstata é uma excelente alternativa para o tratamento definitivo. Outra opção seria radioterapia. Atualmente há três opções de cirurgia. A cirurgia aberta tradicional com corte abaixo do umbigo, a laparoscópica e a cirurgia robótica. 

Entre as modalidades cirúrgicas, a preferida dos especialistas é a robótica. “A alta tecnologia associada ao amplo movimento das pinças, que superam os movimentos das mãos humana, proporcionam uma melhor preservação das estruturas que garantem além da cura uma melhor preservação da potência sexual e continência urinária”, afirma Constantin.  Apesar de ele recomendar, sempre que possível, a utilização do robô, o médico lembra que a videolaparoscopia também é um tratamento minimamente invasivo e tem a vantagem de ter um custo mais acessível. 

“O ultrassom moderno utilizado na biópsia da próstata, também pode se utilizado na cirurgia robótica do câncer de rim, por exemplo, apenas trocando o transdutor. Desta forma, a gente consegue avaliar o órgão por dentro, durante o procedimento de retirada do tumor ajudando a preservar o rim saudável”, afirma Watanabe.  

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Dieta x dor de cabeça: entenda a relação entre elas

Todos nós sabemos que uma boa dieta alimentar colabora para o bom desempenho de nosso organismo, e que uma alimentação saudável ajuda a prevenir muitos problemas de saúde. Existem muitas especulações em que dietas restritivas em um curto intervalo de tempo trazem alguns efeitos colaterais ao nosso organismo.


 

Foto: Mulher sofrendo com dor de cabeça. Reprodução/ istockphoto.


 Entre as queixas mais frequentes relatadas pelo publico feminino, estão a dor de cabeça e a indisposição. Mas porque será que sentimos estes sintomas?

 Geralmente quando se opta por uma mudança alimentar se por ventura ela for drástica, ela ocasionara sim alguns efeitos adversos do nosso organismo. Pois você está reduzindo ou eliminando o consumo de algum alimento que pode ser essencial para o equilíbrio e desempenho do seu corpo.  Principalmente se a restrição for de carboidratos, pois isso trás um choque para o corpo e causa sintomas de abstinência.

 Quando se deixa de consumir carboidratos, os níveis de glicogênio despencam consideravelmente e automaticamente a água é excretada pelo corpo. Isso porque o glicogênio (forma como o carboidrato fica guardado em nosso corpo) se liga a água acelerando assim a saída desta água, ocasionando a desidratação de nossas células. Gerando dores de cabeça, fadiga e cãibras musculares. Estes são apenas os primeiros sintomas ocasionados por uma dieta menos calórica.

Somente a partir de uma semana é que o corpo vai se acostumar com estas mudanças, entrando numa rotina e reduzindo estes efeitos. É importante destacar que uma dieta balanceada e menos restritiva e com uma boa ingestão de água, ajuda a manter uma jornada de emagrecimento saudável. Optar por uma alimentação equilibrada faz com que se consumam nutrientes, vitaminas, reduz inflamações e evita estes sintomas desagradáveis.  Por essa razão especialista recomendam manter uma dieta conservadora, introduzindo um novo alimento a cada três dias observando assim os padrões ou alterações que o corpo venha a sentir.

Foto destaque: Dietas restritivas trazem efeitos colaterais como dores de cabeça.  REPRODUÇÃO/GETTY IMAGENS/Istockphoto.

Confira algumas dicas para ter um bom colesterol

O colesterol trata-se de uma substancia gordurosa essencial para diversas funções em nosso organismo, ele atua na produção de hormônios e formação de células.


 

Foto: Tipos de colesterol HDL e LDL . Reprodução/ GETTY IMAGENS/Istockphoto.


 No entanto faz se necessário o controle, pois se ocorrer certo excesso no aumento dos triglicerídeos e do LDL, consequentemente as paredes sanguíneas configuraram um acumulo de gordura gerando vários danos a saúde e ocasionando varias doenças.

É importante ressaltar que possuímos dois tipos de colesterol, o LDL (conhecido como colesterol ruim) e o HDL (o famoso colesterol bom), e que cada um deles tem uma função específica em nosso corpo.  Vamos entender como funciona um deles, e conhecer algumas dicas que podem ajudar para o aumento do bom colesterol o HDL. Considerado que um dos resultados que ajudam a manter o nível deste colesterol bom em nosso corpo, são os hábitos de uma boa alimentação.  Comidas com alto grau de gorduras saturadas, quando consumidas com frequência são altamente prejudiciais a saúde cardiovascular. Pois o acumulo desta gordura gera doenças coronarianas, pulmonares e tromboses, podendo levar o indivíduo até o óbito.  Abaixo segue algumas ações que podem estimular a presença do HDL (colesterol bom) e regular o colesterol corporal LDL (colesterol ruim).

 

Pratique exercícios físicos – Se realizados com intensidade  de 20 minutos por dia de 3 a 5 vezes por semana , podem aumentar o colesterol HDL.

Pessoas que tem sobre peso, o ideal e perder peso, para aqueles que têm obesidade, com índice de massa corporal acima de 25, cada quilo perdido conta como uma luta entre o colesterol ruim e no aumento do HDL.

Evite o uso do tabaco, o simples fato de ser fumante já aumenta em mais de 10% o seu nível de colesterol ruim.

Reduza ou evite o uso de bebidas alcoólicas, o consumo mesmo moderado pode até ajudar no aumento do colesterol bom, porém se você consumir tem costume de consumir diariamente, o efeito da elevação do colesterol bom fica perdido e o risco de adquirir uma doença cardiovascular cresce consideravelmente.

Adote uma dieta rica em fibras e gorduras boas que seja composta por frutas, verduras, legumes, grãos, sementes, peixes e aveia.  E fuja dos fast foods, doces, carne vermelha, manteiga, embutidos e produtos industrializados.

Estas pequenas mudanças em nossos hábitos alimentares, associadas à prática de exercícios ajudam a elevar o nível do colesterol HDL, favorecendo assim o equilíbrio entre os dois colesteróis evitando uma série de danos ao nosso organismo.

Foto destaque: pequenas mudanças em nossos hábitos alimentares ajudam a elevar o nível do colesterol HDL. REPRODUÇÃO/Istockphoto.

Tratamentos imunológicos na reprodução assistida geram diferença?

Para algumas mulheres com problemas de fertilidade, durante o tratamento nenhuma causa subjacente é encontrada. Devido a essa incapacidade de explicar por que uma gravidez bem-sucedida não acontece, uma teoria amplamente compartilhada é que a causa pode ser o sistema imunológico da paciente. Os órgãos transplantados de um indivíduo diferente, por exemplo, são rejeitados pelo sistema imunológico do receptor, a menos que drogas poderosas sejam tomadas para suprimir essa rejeição imunológica.

O bebê é um indivíduo diferente do paciente, pois metade de seus genes são herdados do pai biológico. Pensava-se que o sistema imunológico de algumas pacientes poderia “rejeitar” o feto, a menos que também fosse alterado e suprimido durante a gravidez. No entanto, estudos mostraram que a rejeição imunológica do feto raramente, ou nunca, acontece. E a supressão do sistema imunológico de uma paciente grávida também expõe a paciente e o bebê a riscos consideráveis, incluindo infecções com risco de vida.

“Apesar de não ser consenso, e alvos de muita crítica, muitos tratamentos imunológicos vêm sendo propostos para aumentar as taxas de implantação e diminuir o risco de aborto. Os estudos são limitados, mas demonstram algum benefício. Assim, apesar de não ser indicado como rotina nos tratamentos de reprodução assistida, podem ser uma opção em casos de falhas de implantação e aborto recorrente”, afirma Arnaldo Cambiaghi, especialista em ginecologia e obstetrícia com certificado de atuação na área de reprodução assistida e responsável técnico do Centro de Reprodução Humana do IPGO.

Tratamentos imunológicos disponíveis no Brasil

Alguns tratamentos imunológicos estão disponíveis no Brasil e são indicados de maneira individualizada a cada paciente, pois o uso de imunossupressores precisa ser avaliado com muita cautela. Confira alguns deles:

AAS (Aspirina): anti-inflamatório com a função de inibir a agregação plaquetária, tendo, assim, um efeito antitrombótico.

Heparina: vem sendo usada em pacientes com aborto de repetição e trombofilias. Entretanto, mesmo na ausência de trombofilias, alguns autores recomendam seu uso em casos de aborto de repetição e falhas de implantação.

Corticoides: são drogas imunossupressoras, ou seja, que diminuem a resposta inflamatória do sistema imune e a atividade das células NK, podendo diminuir a chance de aborto. “Uma opção muito comum é a prednisona, por ser via oral e de baixo custo. Vem sendo muito utilizada em casos de abortos prévios e aumento de atividade das células NK, embora seu benefício seja algo ainda controverso”, enfatiza Cambiaghi.

Imunoglobulina: medicação intravenosa já usada há muito tempo para tratar doenças autoimunes e condições inflamatórias não relacionadas à gravidez.

Lipofundin: é uma emulsão de lipídeos usada normalmente para nutrição parenteral de pacientes. Seu uso em reprodução se deve ao fato de se acreditar que tem ação semelhante à imunoglobulina.

G-CSF (Granulocyte-colony stimulating factor ou Fator estimulante de colônia de granulócitos): é um fator de crescimento que tem efeito específico na ativação de vias intracelulares associadas à proliferação celular, diferenciação e estimulação de granulócitos (um tipo de glóbulo branco no organismo). “Para uso em reprodução, normalmente utiliza-se aplicações subcutâneas repetidas. Há poucos estudos publicados com seu uso, mas há alguma evidência de benefício”, diz o médico.

Anti-TNF Adalimumab (Humira): medicamento utilizado em algumas doenças inflamatórias como artrite reumatoide, cuja ação é bloquear o TNF-alfa, citocina relacionada à resposta imune Th1.

Tacrolimus: medicamento imunossupressor que inibe a resposta citotóxica dos linfócitos, a expressão de receptores IL-2 e a produção de IL-2 e Interferon gama, citocinas ligadas à via Th1. Dessa forma, assim como o medicamento anterior, foi sugerido que pudesse ter benefício em falhas de implantação/abortos recorrentes de causa imunológica.

Sirolimo (Rapamune): medicamento imunossupressor utilizado em transplantes para evitar rejeição. Seu mecanismo de ação é inibir a ativação e a proliferação de linfócitos T que ocorrem em resposta ao estímulo de antígenos e de citocinas.Cambiaghi enfatiza que, como os tratamentos são personalizados, as necessidades de uma paciente são diferentes das de outra, portanto o acompanhamento de um médico é imprescindível. Além disso, a automedicação é totalmente contraindicada e arriscada.

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Suplemento de magnésio para tratamento de pressão alta: Entenda tudo sobre esse mineral

O magnésio é um mineral essencial, muito abundante nos organismos vivos; no ser humano, ele só perde para cálcio, potássio e sódio e é encontrado, principalmente, no esqueleto humano (60%), dentro das nossas células (39%) e nos nossos músculos (20%) e apenas 1% está fora das nossas células. Esse elemento também está presente em alguns alimentos, suplementos, medicamentos e até na água.

O médico do esporte, com atualização em medicina integrativa, Dr. Victor Lamônica esclarece que o magnésio possui um papel importante no nosso organismo e atua em mais de 300 reações bioquímicas fundamentais para o corpo humano. Os benefícios do magnésio incluem auxílio nas funções musculares e nervosas, regulação da pressão arterial, contribuição ao sistema imunológico, entre outros. O tornando peça-chave para o funcionamento de várias engrenagens do organismo.

Um dos argumentos que fazem a fama do magnésio vem de uma revisão de estudos publicada na revista científica BioMed Central Medicine. Ela relaciona o consumo da substância com a redução na possibilidade de lidar com diversos problemas de saúde. A análise envolveu dados de mais de 1 milhão de pessoas e foi liderada por pesquisadores das universidades de Zhejiang e Zhengzhou, na China. Os resultados apontam que, com a maior presença desse mineral na alimentação, as pessoas correm menor risco de encarar derrames, insuficiência cardíaca, diabete tipo 2 e morte precoce.

Com quantidades a partir de 100 miligramas do mineral por dia. Isso significa incluir um punhado de castanhas de caju torradas ou duas colheres de sopa de linhaça bem cheias ao longo das refeições, por exemplo.

A Food and Drug Administration (FDA), órgão nos Estados Unidos da América, semelhante à Anvisa no Brasil, aprovou as declarações de que o uso de magnésio pode contribuir para a redução da pressão alta (hipertensão). Isso quer dizer que fabricantes de suplementos de magnésio ou de produtos ricos e no mineral poderão descrever a relação nas embalagens.


(Foto/Reprodução)


A autorização foi uma resposta à petição apresentada pelo The Center for Magnesium Education and Research. A alegação de saúde dada pela FDA, em que fornece informações aos consumidores sobre as vantagens nutricionais e os benefícios à saúde de determinados alimentos ou nutrientes, afirma que há evidências que apoiam a relação do consumo do magnésio com a redução do risco de hipertensão, porém não há unanimidade entre as pesquisas.

Afinal, como o magnésio age no organismo?
O médico Dr. Victor Lamônica destaca que o magnésio atua em funções básicas do nosso corpo, promovendo o desenvolvimento dos ossos, tecidos e músculos. Além disso, é responsável por regular a absorção de outros nutrientes que, em conjunto, garantem o bom funcionamento do organismo.

Esse mineral pode diminuir a pressão arterial agindo como um bloqueador natural dos canais de cálcio. Essa função favorece a vasodilatação, diminuindo a pressão dentro das artérias. Isso ajuda a manter a pressão arterial sob controle. Remédios com compostos bloqueadores dos canais de cálcio são frequentemente prescritos no tratamento da hipertensão arterial.

Em quais alimentos pode-se encontrar o magnésio?

– Abacate;

– Nozes;

– Amêndoas;

– Leguminosa. Lentilhas, feijão, grão-de-bico e ervilhas, por exemplo;

– Peixes gordurosos;

– Chocolate amargo;

– Sementes de abóbora, linhaça e gergelim;

– Oleaginosas, como, castanhas e amendoim;

– Espinafre cozido;

– Banana prata;

– Aveia;

– Suplementos e medicamentos.

Vale ressaltar que a suplementação jamais deve ser feita por conta própria, até porque o excesso do mineral pode sobrecarregar o sistema renal. O paciente precisa fazer exames para avaliar a concentração desse nutriente, investigar se há problema na absorção, se a pessoa está perdendo e se está fazendo a ingestão correta.

Mais Sobre Dr. Victor Lamônica:


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– Residência em Otorrinolaringologia no Hospital Cema em São Paulo, e Fellow em Otologia na Usp Bauru.
– Pós Graduações: Medicina Integrativa Dr. Italo Rachid.
– Prática em Ortomolecular Dr. Carlos Jaldin.
– Medicina Esporte Instituto Pacileo.
– Cursos em Ozonioterapia, Hipnose, Protocolos Injetaveis, Implantes Hormonais, Obesidade e Metabolismo, Nutrição Esportiva.
– Palestrante no Congresso da Fundação Otorrinolaringologia, nos temas de Medicina Integrativa e as contribuições a Otorrinolaringologia.

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Dia Mundial do Câncer de Próstata: data busca conscientizar a população acerca do diagnóstico precoce

A grande maioria dos homens classifica o câncer de próstata como uma doença da terceira idade. No Brasil, sem considerar os tumores de pele não-melanoma, o câncer de próstata é o mais comum em todas as regiões do país, representando 29% dos diagnósticos da doença em relação à população masculina, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer).

Mas um fator que vem preocupando especialistas é o crescimento da doença em um público mais jovem. No Estado de São Paulo, 93,6% das internações ocorrem entre adultos e idosos de 55 anos ou mais. Um estudo publicado pelo Observatório Oncológico mostrou que nos últimos anos, houve um aumento de 5% no número de novos casos entre homens com idade entre 20 e 49 anos.

No entanto, o aumento observado pelo Instituto, se restringe ao número de casos e não de óbitos; ou seja, não houve aumento de mortalidade. No Estado de São Paulo, o percentual de diagnóstico no estágio 1 é de 13,4% (número menor que a média nacional que é de 15,3%). Entre os fatores de risco do câncer de próstata existem dois principais: a hereditariedade (genética) e a idade. Outro fator importante é manter hábitos de vida saudável. Embora a doença não esteja relacionada diretamente ao sedentarismo, o câncer de modo geral precisa de certos cuidados para ser evitado, como levar uma vida saudável, alimentação equilibrada, evitar uso de álcool, cigarros e cigarros eletrônicos.

Segundo levantamento do INCA, o segundo câncer mais comum entre os homens (exceto pele não melanoma) é o câncer de cólon e reto. Os números são inferiores aos de próstata, 20.540 novos casos, contra 65.850. Uma vez feito o diagnóstico precoce, este tipo de tumor, apresenta 90% de chance de cura.

Para conscientizar mais os homens e diminuir o machismo estrutural, a Sociedade Brasileira de Urologia em parceria com a Astrazeneca, fez uma pesquisa com 1.061 homens com idades entre 40 e 70 anos nas 10 principais capitais brasileiras e detectou que 77% dos entrevistados não fazem o exame por preconceito.

Dados da 4Life Prime, uma das maiores empresas de saúde ocupacional do país, mostram que neste ano quase 2.600 empresas das áreas de indústria, fábricas e operacionais adquiriram palestras de conscientização sobre o câncer de próstata. Nos últimos 5 anos, a demanda cresceu 86% por palestras voltadas para o novembro azul.

É muito importante este movimento de conscientização, quanto mais cedo detectada a doença, maior a chance de cura. O investimento por parte das empresas é muito pequeno, perto do resultado que conseguimos com as palestras e as ações nas empresas, que é preservar vidas”, explica Alex Araujo, CEO da marca.

“Enquanto no Outubro Rosa temos 85% de clientes em escritórios, áreas administrativas e empresas de tecnologia. No Novembro Azul, 100% das palestras concentram-se no meio operacional, destes, 85% concentram-se em fábricas e indústrias, considerados mercados de risco 3 e 4, onde há grande concentração de mão-de-obra masculina. A 4Life Prime vem com o intuito de orientar os colaboradores para a prevenção da doença e ajudar as empresas a diminuir a quantidade de afastamentos. Prevenir ainda é o melhor tratamento”, comenta Alex.

O risco de morte por câncer de próstata é mais elevado entre os homens com sobrepeso, apontou estudo publicado pela revista BMC Medicine, pesquisadores analisaram dados de mais de 200 mil homens a partir da base do Biobank, uma organização que coleta há anos dados de saúde no Reino Unido. Os pesquisadores concluíram que o risco de morte por câncer de próstata, frequente entre os homens, está efetivamente relacionado ao sobrepeso de maneira direta: quanto maior a obesidade, maiores as chances de morrer.

Óbitos

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, cerca de 60% das mortes pela doença concentram-se em idosos com mais de 75 anos. Já os homens de 55 a 74 anos, representam 38% dos óbitos. Dessa maneira, 98% das mortes causadas pelo câncer de próstata no Brasil, ocorrem em homens com mais de 55 anos.  

Dados do sistema de informação sobre a mortalidade do Ministério da Saúde revelam que de 2019 a 2021 foram mais de 47 mil óbitos em razão desse tipo de tumor. Em 2021, 16.055 homens morreram devido à doença, o que representa cerca de 44 mortes por dia.

Câncer de Próstata no Brasil e no Mundo 

A estimativa mundial apontou o câncer de próstata como o segundo câncer mais frequente em homens no mundo. Foram estimados 1.280 mil casos novos, o equivalente a 7,1% de todos os valores de cânceres considerados. Esse valor corresponde a um risco estimado de 33,1/100 mil.

No Brasil, os Estados com maior taxa de casos, calculado para cada 100 mil homens são Sergipe, com (122,95), Tocantins (114,92), Piauí (99,76), Mato Grosso do Sul (93,30) e Rio Grande do Norte (86,42). Os Estados com menores índices são Pará (33,08), Santa Catarina (39,25), Amazonas (42,50), Acre (43,12) e Minas Gerais, com (43,78).

Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, tiveram estimativas de (45,69) e (55,87), respectivamente.

Novembro Azul

O movimento surgiu na Austrália, em 2003, chamado Movember, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado no dia 17 de novembro.

Em vários países, o Movember é mais do que uma simples campanha de conscientização. Há reuniões entre os homens com o cultivo de bigodes cheios, símbolo da campanha, nas quais são debatidos, além do câncer de próstata, outras doenças como o câncer de testículo, depressão masculina, cultivo da saúde do homem.

Movember chegou ao Brasil em 2008, trazido pelo Instituto Lado a Lado pela Vida em conjunto com a Sociedade Brasileira de Urologia. Novembro Azul no Brasil é marcado por diversas ações de divulgação sobre o câncer de próstata, como palestras sobre medidas de prevenção e campanhas para a realização do exame físico (toque) e do PSA (exame de sangue que detecta alterações do antígeno prostático específico, que podem ser indicativas dessa neoplasia). 

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Ginecologista fala sobre os cuidados na armazenagem dos sex toys

Os sex toys são grandes aliados para trazer novos estímulos e sensações na hora do sexo. Entretanto, por ficarem em contato com uma região delicada da mulher, eles exigem cuidados especiais de armazenamento e higiene.

“Os brinquedos sexuais estão na moda e são muito recomendados por proporcionarem melhora significativa na musculatura do assoalho pélvico. Mas eles também podem funcionar como vetores de fungos e bactérias”, explica Dra. Carla Geni Staats, ginecologista, durante uma live realizada pela AMCR (Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil), no início de outubro.

Primeiro, a médica lembra que é muito importante fazer a limpeza antes e depois de usá-los. Afinal, ninguém compra uma calcinha ou um biquíni e veste a peça sem lavar. Logo, não seria diferente com brinquedos eróticos. Dra. Carla ressalta que existem no mercado sabonetes próprios para a higienização de brinquedos eróticos, mas eles também podem ser lavados com sabonete íntimo. A prática de higienizar esses objetos ajuda na conservação do material e evita que as peças sejam danificadas.

A médica reforça que é fundamental lavar o brinquedo sexual mesmo que ele esteja guardado dentro de caixas ou sacos de tecido. Isso porque partículas de poeira podem ficar acumuladas na superfície, o que pode ser perigoso para a saúde íntima feminina.

Outra dica da Dra. Carla é hidratar o sex toy, já que isso ajuda na conservação dos materiais de revestimento e garantir uma maior vida útil. “Mas essa hidratação deve ser feita com produtos específicos, e não com qualquer creme de hidratação corporal”, afirma ela.

Sobre os cremes e lubrificantes criados para esquentar a penetração, bem como as bolinhas que estouram dentro da vagina, a ginecologista alerta que elas podem causar alergias e queimaduras graves. “Recomendo que as usuárias confiram as substâncias das quais esses itens são feitos antes de iniciar o uso”, conclui a médica.

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Somente um caso de varíola dos macacos registrado no DF em quatro dias

Mais um caso de varíola dos macacos foi confirmado no Distrito Federal. Apesar do crescimento lento, segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) a capital do país soma, até momento, 334 infectados com o vírus. O boletim informativo foi divulgado nesta segunda-feira (14).

O início da transmissão comunitário foi no dia 8 de julho e atingiu 320 pessoas do sexo masculino e 14 do sexo feminino. A maior parte dos infectados tem entre 20 e 39 anos.

Graças aos exames laboratoriais foram descartados também 742 casos que estavam em investigação no DF. Já 245 pacientes suspeitos aguardam resultados.

O Plano Piloto é a região administrativa da capital com mais diagnósticos de Monkeypox. Foram 66 casos confirmados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e 30 moradores da região estão sob investigação.


A varíola dos macacos causa coceira dolorida, que provoca lesões (Foto: Reprodução/G1)


A segunda região administrativa com mais casos foi Águas Claras, totalizando 35 casos confirmados. Samambaia aparece em terceiro com 25 infectados, a frente de Ceilândia e Guára, com 22 e 21 diagnósticos, respectivamente.

Segundo a Secretaria de Saúde, Fercal, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e Arniqueira foram os únicos locais do DF que não registaram a doença.

A varíola dos macacos geralmente é uma doença autolimitada, com sinais e sintomas que duram de duas a quatro semanas. O período de incubação, fase em que a pessoa não apresenta sintomas, dura em média de 6 a 13 dias, mas é possível que chegue até 21 dias.

A transmissão da doença ocorre por contato direto e os sintomas incluem lesões na pele na forma de bolhas ou feridas que podem aparecer em diversas partes do corpo. Febre, dores musculares e no corpo, dor de cabeça, dor nas costas, calafrio e fraqueza também podem aparecer nos infectados.

O Ministério da Saúde afirma que pessoas com suspeita de varíola dos macacos devem ir atrás de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de imediato e ficar em isolamento. O diagnóstico é feito de forma laboratorial.

 

Foto destaque: Teste positivo de varíola dos macacos: Reprodução/G1