Butantan desenvolve anticorpo para prevenir Zika em gestantes 

O instituto Butantan, localizado em São Paulo, divulgou a criação de um novo remédio que utiliza anticorpos monoclonais, conhecidos como mAB, para evitar a infecção pelo vírus Zika. O medicamento tem como principal alvo as mulheres grávidas, com o objetivo de prevenir que o vírus atinja os bebês ainda na gestação e provoque malformações congênitas, como as observadas no surto da doença entre 2015 e 2016.

Imunização passiva

Ao contrário de uma vacina tradicional que incentiva o organismo a produzir sua própria defesa, este novo tratamento se baseia na imunização passiva, o que implica que os anticorpos já estão presentes na vacina.

A Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, já confirmou a validade dos anticorpos, autorizando o instituto brasileiro a trabalhar na criação da versão farmacêutica do tratamento que será submetido a testes clínicos em grávidas.

De acordo com Ana Maria Moro, diretora do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Imunobiológicos do Butantan, um dos objetivos do projeto é alterar os anticorpos de forma que apenas uma dose proteja o feto durante toda a gestação, especialmente em regiões com maior probabilidade de contaminação.


Enfermeira preparando a aplicação de uma vacina (Foto: reprodução/Mauro Pimentel/Getty Imagens Embed)


Complemento da vacina

Esper Kallás, diretor do Butantan e infectologista, adverte que o anticorpo monoclonal não substitui a vacina, mas funciona como um reforço adicional, especialmente em situações onde a efetividade da vacina possa estar diminuída, ou em regiões onde existem populações não imunizadas. Kallás também ressalta o empenho da instituição na criação de uma vacina contra o Zika, com o objetivo de expandir as opções de prevenção.

Ele também destaca que epidemias de Zika podem surgir repentinamente, como ocorreu em 2015, quando em poucos meses, mais de 1,6 milhão de indivíduos foram diagnosticados com a enfermidade. O diretor Esper Kallás afirma que esse possível novo tratamento em ascensão visa fornecer respostas ágeis em situações similares.

Os ensaios clínicos ainda não possuem uma data definida para o começo, mas representam uma fase essencial para demonstrar a segurança e a eficácia do fármaco, antes de ser submetido à validação e aprovação pela Anvisa.

EMS lança a primeira caneta contra obesidade e diabete fabricada no Brasil

A indústria farmacêutica brasileira marca um novo capítulo no tratamento da obesidade e do diabete tipo 2 com o lançamento de uma caneta injetável inédita, desenvolvida pela EMS. A empresa se destaca por ser a primeira 100% nacional a entrar no competitivo mercado global de análogos de GLP-1 com um produto de fabricação própria. A partir desta segunda-feira, dia 4, o medicamento Olire, voltado para o tratamento da obesidade, e o Lirux, para o controle do diabetes tipo 2, chegam às farmácias com preços a partir de R$ 307,26.

Inovação, acessibilidade e a força da indústria nacional

Ambos os medicamentos contam com a liraglutida como princípio ativo, uma substância reconhecida por sua eficácia na redução do apetite e na promoção da saciedade, além de melhorar marcadores de risco cardiovascular, no caso do Olire. A EMS esclarece que seus produtos não são genéricos, mas sim o resultado de um processo de inovação tecnológica exclusiva. A aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no final de dezembro foi concedida como a de um novo medicamento, diferenciando-o de uma simples cópia. Essa distinção ressalta o investimento da empresa em pesquisa e desenvolvimento, consolidando sua posição como líder no setor farmacêutico brasileiro.

A chegada desses produtos representa um avanço significativo para a população que necessita dessas terapias. A EMS estima que os preços de tabela do Olire e do Lirux serão de 10% a 20% abaixo das marcas de referência do mercado, como Saxenda e Victoza, que também utilizam a liraglutida. Essa estratégia de precificação visa aumentar a acessibilidade e a disponibilidade dos tratamentos para milhões de pacientes em todo o país. A projeção de produção é ambiciosa: 200 mil canetas ainda em 2025 e mais de 500 mil unidades nos 12 meses seguintes, demonstrando a capacidade produtiva e a confiança da empresa na demanda por seus produtos.


Matéria sobre a caneta da EMS para tratamento de obesidade 2 (Vídeo: reprodução/X/@Metropoles)

Próximos passos e a expansão do mercado de injetáveis

A EMS já planeja o próximo passo: a disponibilização de canetas à base de semaglutida em 2026, aproveitando a expiração da patente do medicamento no Brasil. Atualmente, a semaglutida é encontrada em medicamentos como Ozempic e Wegovy, e se diferencia da liraglutida por ter uso semanal, em vez de diário. Embora ambos os princípios ativos sejam eficazes na perda de peso, a dose e a frequência de administração são diferentes, e o acompanhamento médico é crucial para determinar a melhor opção de tratamento. O Olire e o Lirux devem ser injetados uma vez ao dia, via subcutânea, no abdômen, coxa ou braço, em qualquer horário, independentemente das refeições, garantindo flexibilidade e praticidade para os pacientes. Essa iniciativa da EMS reforça o potencial da indústria nacional em inovar e competir em um cenário global, oferecendo soluções de saúde acessíveis e de alta qualidade.

Entenda como funciona a cinta “anti-papada” de Kim Kardashian

Kim Kardashian após criar uma marca voltada para fitas modeladoras para o corpo, tal como cintas, lançou seu primeiro produto facial da marca, uma fita modeladora facial. A empresária de 44 anos desenvolveu o chamado Face Wrap para se tornar parte de uma rotina de cuidados indispensáveis noturnos. 

O produto

A Skims, marca de moda fundada por Kim Kardashian, anunciou seu primeiro produto voltado para o rosto: o Face Wrap. A peça, feita com tecido modelador e fios de colágeno, promete oferecer sustentação “ultramacia ao maxilar” e uma compressão forte e direcionada para esculpir o contorno facial.


Modelo usando o Face Wrap (Foto: reprodução/Instagram/@skims)

Com um design pensado para o conforto, o acessório é ajustável com velcros na parte superior da cabeça e conta com aberturas para as orelhas e o cabelo. O objetivo é oferecer suporte ao longo do maxilar e do pescoço, promovendo um efeito de lifting sem procedimentos invasivos.

Disponível nas cores clay e cocoa, o Face Wrap pode ser adquirido pelo e-commerce da marca por R$ 290, com entregas internacionais.

Além do novo item facial, o catálogo da Skims inclui uma ampla variedade de produtos modeladores para o corpo, como fitas adesivas, shorts, leggings, sutiãs, vestidos, pijamas e coleções especiais para gestantes.

Resultados e embasamento científico

A cultura de cuidados pessoais tem se tornado um mercado, o que deveria ser autocuidado e um momento consigo mesmo tem chamado a atenção de empresários que vendem esses produtos sem necessariamente ter um embasamento científico. A crescente moda de produtos para rotinas de beleza, incluindo a noturna, abre portas para a popularização de produtos como esse. 

Alguns especialistas relatam a falta de evidências médicas sobre os benefícios e resultados dessa prática e alertam que algumas podem trazer riscos à saúde

“As faixas para o queixo são frequentemente comercializadas com promessas de levantar o rosto, reduzir papadas e melhorar a linha do maxilar. Embora possam oferecer uma melhora leve e temporária na aparência ao comprimir os tecidos moles, não há evidências científicas que sustentem benefícios significativos ou duradouros”, explicou o cirurgião plástico facial Joel Kopelman, à revista People.

Outro cirurgião, ao site da revista americana, confirmou que o produto não tem respaldo científico e que os supostos benefícios do produto não foram comprovados.

“Um indivíduo normal e saudável que não passou por cirurgia terá inchaço mínimo ao ficar deitado e, como resultado, não haverá nenhum benefício cosmético real com isso”, disse o cirurgião reconstrutivo Michael Bassiri-Tehrani.


CFM veta anestesia em tatuagens e impõe novas regras

Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nesta segunda-feira (28) uma resolução que proíbe médicos de aplicarem anestesia geral, sedação ou bloqueios periféricos com a finalidade de realizar tatuagens no Brasil.

A medida, que já está em vigor, visa proteger a segurança dos pacientes e reforçar os limites éticos da atuação médica, segundo o órgão. A prática vinha se popularizando em estúdios de tatuagem, especialmente para procedimentos extensos ou em áreas sensíveis do corpo.

Medida busca evitar riscos e delimitar a atuação médica

A nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe médicos de realizarem atos anestésicos com o único objetivo de viabilizar tatuagens. A decisão foi tomada após o aumento de relatos sobre a oferta desse tipo de procedimento em estúdios de tatuagem, principalmente em grandes cidades.

Segundo o CFM, a prática representa um risco à saúde do paciente quando realizada fora de ambientes adequados, como hospitais ou centros cirúrgicos. Além disso, o conselho afirma que esse tipo de atuação foge da finalidade terapêutica da medicina e fere princípios éticos da profissão.

A entidade ressalta que os procedimentos anestésicos devem ser utilizados exclusivamente em contextos médicos justificados, sob condições técnicas seguras e com recursos apropriados para atendimento de possíveis complicações.

O conselheiro federal Diogo Sampaio e relator da medida ainda destaca: “O uso de anestesia para permitir tatuagens que não teriam viabilidade sem suporte anestésico eleva o risco de absorção sistêmica de metais pesados como cádmio, chumbo, níquel e cromo, além de reações inflamatórias persistentes e até risco carcinogênico”.

O texto da resolução também proíbe o uso de medicamentos controlados, como sedativos e anestésicos injetáveis, por profissionais não habilitados ou fora do contexto médico. O CFM reforça que o descumprimento das normas pode configurar infração ética e levar a sanções disciplinares, como advertência, suspensão ou até cassação do registro profissional.


Médica anestesista (Foto: reprodução/Carsten Koall/Getty Images Embed)


Uso de anestesia é restrito a procedimentos médicos em ambiente hospitalar

A resolução do CFM, aprovada durante a 22ª Sessão Plenária Extraordinária, estabelece que atos anestésicos só são permitidos quando há uma justificativa médica, como em procedimentos reparadores. Um exemplo citado pelo órgão é a pigmentação da aréola mamária após cirurgias oncológicas, que possui finalidade terapêutica e respaldo clínico.

O texto também reforça que qualquer aplicação de anestesia deve ocorrer exclusivamente em ambientes de saúde que contem com infraestrutura adequada para emergências. Isso inclui monitoramento contínuo, equipamentos de suporte à vida e equipes capacitadas para agir em caso de complicações. De acordo com o Conselho, estúdios de tatuagem não possuem essas condições mínimas e, por isso, não são locais apropriados para esse tipo de intervenção médica.

OMS emite alerta sobre possível novo surto de Chikungunya

Durante a manhã desta quarta-feira (23) o OMS emitiu um alerta para o risco global de disseminação da Chikungunya. Vale ressaltar, que as diretrizes da instituição detectaram os indícios de uma epidemia precoce há duas décadas. Desse modo, a doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti se tornou pauta mundial por conta da possibilidade de retornar em mais um grande surto.

A OMS é uma agência compromissada com a tentativa de alcançar uma melhor saúde para todos. Ou seja, eles atuam combatendo doenças transmissíveis e não transmissíveis. Assim, eles direcionam e coordenam a saúde internacional dentro do sistema das Nações Unidas para se dividirem em áreas como: sistemas de saúde, cursos de vida, preparação, vigilância e resposta e serviços corporativos.

OMS traz alerta sobre possível infestação de Chikungunya

Em alguns casos a Chikungunya é transmitida pelo Aedes albopictus ou pelo famoso Aedes aegypti –o mesmo mosquito que transmite a Dengue, a Zika e a Febre Amarela. Além disso, os sintomas que acompanham a doença são compostos por febre e intensas dores articulares nas pessoas infectadas. Em alguns casos essas dores podem debilitar uma pessoa ou causar uma consequência fatal.

Segundo uma matéria da revista O Globo, uma representante da OMS, apresentada como Diana Rojas Alvarez, esclareceu que a doença transmitida por mosquitos não é uma doença amplamente conhecida. Porém, a enfermidade foi detectada em 119 países, colocando cerca de 5,6 bilhões de pessoas em risco ao redor do mundo. Além disso, Rojas fez questão de lembrar em uma coletiva de imprensa em Genebra que em um período entre 2004 e 2005 o Oceano Índico foi infestado por uma grande epidemia que atingiu territórios pequenos antes de se espalhar globalmente e infectar quase meio milhão de pessoas.

Desse modo, a representante da OMS enfatizou que a agência observa o mesmo padrão se repetir desde o início de 2025 após Reunião, Mayotte e Maurício, três ilhas do Oceano Índico, relatarem novas vítimas em grande escala infectadas pela Chikungunya.

Como diferenciar a Chikungunya das demais doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti

Nesse ritmo, a agência da OMS estima que um terço da população de Reunião apresenta sintomas da doença transmitida pelos mosquitos tropicais. Ainda de acordo com a empresa de saúde, as semelhanças entre os sintomas da Chikungunya, da Dengue e do Zika vírus, dificultam o diagnóstico do problema já que ambas são responsáveis por causar: febre alta; dores intensas nas mãos, pés, tornozelos, pulsos e nas demais articulações; dores musculares; dor de cabeça; manchas vermelhas na pele (conhecidas como exantema) e coceira.


Brasil inaugura a maior fábrica de Wolbachia do mundo em combate contra à dengue, zika e chikungunya (foto: reprodução/Instagram/@minsaude)


No entanto, segundo o Ministério Brasileiro de Saúde, a Chikungunya se destaca por causar dores nas costas, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, conjuntivite não-purulenta, náuseas, vômitos, dor de garganta, calafrios, diarreia e dor abdominal. Ademais, é importante esclarecer que no Brasil, esse arbovírus é transmitido pela fêmea do mosquito Aedes aegypti e que a doença pode evoluir em três fases conhecidas como febril ou aguda (com duração de 5 a 14 dias), pós-aguda (de 15 a 90 dias) e crônica (após 90 dias de infecção) onde a artralgia (dor nas articulações), pode permanecer.

Anvisa proíbe cosméticos com o termo “hemp” nos rótulos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso, a propaganda, a comercialização, a distribuição e a produção de cosméticos que contenham a expressão “hemp” em suas rotulagens. A medida se dá porque a expressão “hemp” sugere que a composição dos produtos tenha substância derivada da planta Cannabis sativa e pode confundir os consumidores.

Os cosméticos proíbidos são: California drop serum facial Hemp Vegan, Psiloglow lip balm Hemp Vegan, Magic LSD mascara capilar Hem Vegan e Alucina Creme Hidratante Facial Hemp Vegan.

Posicionamento da Hemp Vegan

A Hemp Vegan emitiu uma nota afirmando que todos os produtos notificados pela Anvisa não contém substâncias psicoativas ou proibidas, como LSD, tetrahidrocanabinol (THC) ou canabidiol (CBD). Além disso, contam com documentação técnica e laudos laboratoriais que garantem que os cosméticos são feitos apenas com ingredientes permitidos pela lei brasileira.

A empresa classifica como desproporcional a ação da Anvisa, além de ser baseada em interpretações subjetivas. A Hemp Vegan diz, em nota, que vai tentar reverter a medida por meio de recurso administrativo.


Anvisa proíbe uso de produtos da empresa Hemp Vegan (Foto: reprodução/site/Hemp Vegan)

O que diz a resolução da Anvisa

A resolução de 2024 da Anvisa alerta que rotulagem de cosméticos não pode causar erro ou confusão quanto à sua fórmula e composição, e isso vale para nome comercial, marca ou imagem que possa gerar interpretação ambígua.

No Brasil, os produtos derivados de Cannabis precisam seguir o regime de controle especial, conforme a legislação nacional. Além disso, a utilização de derivados de Cannabis só é permitida para medicamentos e produtos de Cannabis autorizados pela Anvisa.

Segundo a Lei n.º 9.782/1999, é papel da Anvisa garantir que as informações nos rótulos não apresentem riscos à saúde pública. Logo, o uso do termo “hemp” pode levar o consumidor a pensar que está utilizando um produto que contém cannabis, quando, na verdade, não tem. 

Preta Gil: câncer colorretal que atingiu a cantora está entre os mais comuns no Brasil

A cantora, apresentadora e empresária Preta Gil morreu neste domingo (20), aos 50 anos, em decorrência de complicações causadas por um câncer no intestino. Ela estava em Nova York, nos Estados Unidos, onde realizava um tratamento experimental contra a doença.

Diagnosticada em janeiro de 2023 com adenocarcinoma, Preta compartilhou com o público cada etapa do processo, as cirurgias, as sessões de quimioterapia e radioterapia, a esperança da remissão e, mais recentemente, a retomada do tratamento fora do Brasil. Em dezembro de 2024, chegou a passar por uma cirurgia que durou mais de 18 horas para remoção de tumores.

Neste ano, a artista embarcou para os Estados Unidos em busca de novas possibilidades terapêuticas. Filha de Gilberto Gil, Preta construiu uma trajetória própria no cenário artístico brasileiro. Com sua voz marcante, carisma e autenticidade, se tornou uma figura querida por diferentes gerações.

“Sei que fiz a escolha certa em dividir com as pessoas as minhas vulnerabilidades e meus sofrimentos. Mas com a cabeça erguida, como sempre foi, desde o começo”, disse Preta em 2024.

Ao compartilhar com generosidade sua jornada contra o câncer, Preta Gil também contribuiu para ampliar a conscientização sobre a doença. Seu caso trouxe visibilidade ao câncer colorretal, um dos tipos mais comuns e que, apesar de silencioso em muitos casos, pode ser detectado precocemente com exames de rastreamento.

Entenda a doença

Com uma incidência crescente a partir dos 50 anos, o tumor colorretal se desenvolve no intestino grosso, também chamado de cólon, ou no reto. Vale lembrar ainda que o principal tipo é o adenocarcinoma e, em cerca de 90% dos casos, ele se origina a partir de pólipos na região que, se não identificados e tratados, podem sofrer alterações ao longo dos anos, tornando-se malignos. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é estimado que no triênio 2023-2025 haja 45.630 casos da doença em homens e mulheres a cada ano.

“Apesar de a doença muitas vezes ser silenciosa, o paciente deve observar se há alterações do hábito intestinal, tais como constipação, diarréia, afilamento das fezes, ausência da sensação de alívio após a evacuação (como se nem todo conteúdo fecal fosse eliminado), massas palpáveis no abdômen, sangue nas fezes, dores abdominais, perda de peso sem motivo aparente, fraqueza e sensação de fadiga”, explica Artur Ferreira, oncologista da Oncoclínicas. Entre os fatores de risco destacam-se: consumo de dietas ricas em alimentos ultraprocessados e pobres em vegetais, alto consumo de carnes vermelhas, sobrepeso e obesidade, inatividade física, tabagismo e a presença de doenças inflamatórias intestinais como a retocolite ulcerativa. Fatores hereditários também são importantes, mas o especialista ressalta que eles exercem menor influência no surgimento do tumor colorretal do que as causas listadas.

Em boa parte dos casos, felizmente o câncer colorretal é curável. No entanto, é essencial que o diagnóstico aconteça precocemente, aumentando assim o sucesso do tratamento.

Por isso, é importante o rastreamento precoce, quando adequadamente indicado, para que o tumor seja identificado em sua fase inicial. “Diferentemente do câncer de mama, por exemplo, onde a doença é identificada com os exames de rotina geralmente em fase inicial, já instalado, o tumor colorretal pode ser descoberto em sua fase pré-cancerosa com a colonoscopia”, explica.

“Uma vez diagnosticado, a equipe multidisciplinar irá avaliar cada caso individualmente, selecionando as estratégias e opções mais adequadas a cada paciente”, conclui o oncologista da Oncoclínicas.

Sobre a Oncoclínicas&Co

Oncoclínicas&Co é o maior grupo dedicado ao tratamento do câncer na América Latina, com um modelo hiperespecializado e inovador voltado para a jornada oncológica. Com um corpo clínico formado por mais de 2.900 médicos especialistas em oncologia, a companhia está presente em 40 cidades brasileiras, somando mais de 140 unidades. Com foco em pesquisa, tecnologia e inovação, o grupo realizou nos últimos 12 meses cerca de 682 mil tratamentos. A Oncoclínicas segue padrões internacionais de excelência, integrando clínicas ambulatoriais a cancer centers de alta complexidade, potencializando o tratamento com medicina de precisão e genômica. Parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Harvard Medical School, adquiriu a Boston Lighthouse Innovation (EUA) e possui participação na MedSir (Espanha). Integra ainda o índice IDIVERSA da B3, reforçando seu compromisso com a diversidade. Com o objetivo de ampliar sua missão global de vencer o câncer, a Oncoclínicas chegou à Arábia Saudita por meio de uma joint venture com o Grupo Al Faisaliah, levando sua expertise oncológica para um novo continente. Saiba mais em: www.oncoclinicas.com.

Tumor silencioso: por que você deve fazer exame de colonoscopia?

O câncer colorretal é um dos mais comuns e de maior mortalidade do mundo, mas ainda enfrenta barreiras na prevenção devido a tabus e desinformação. No Brasil, ele é o segundo mais frequente entre homens e mulheres, com incidência de 9,2% e 9,7%, respectivamente. Em 2024, foi o tumor do sistema digestivo com maior mortalidade no país, somando 9.942 óbitos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

A doença tem origem no intestino grosso e pode se desenvolver a partir de pólipos (lesões que crescem no interior do intestino) que, se não removidos a tempo, podem evoluir para tumores malignos. Cerca de 90% dos casos ocorrem em pessoas com mais de 45 anos, tornando essencial a realização da colonoscopia como exame preventivo.

“A colonoscopia é essencial para detectar e remover precocemente pólipos com potencial de malignização, por isso, é tão importante realizar o exame. Entre 2023 e 2025, são estimados cerca de 45.630 novos casos no Brasil, com taxa de incidência de 21,1 diagnósticos a cada 100 mil habitantes”, explica Marcelo Amade Camargo, coordenador da endoscopia digestiva e diretor clínico do Hospital e Maternidade São Luiz Campinas.

Fatores como histórico familiar, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e uma dieta rica em carnes vermelhas e alimentos processados aumentam o risco de desenvolvimento da doença.

“O câncer colorretal pode ser silencioso, ou seja, não apresentar sintomas em sua fase inicial. Daí a importância do rastreamento preventivo mesmo na ausência de sinais aparentes”, afirma Amade.

Colonoscopia: exame que salva vidas

A colonoscopia é um exame fundamental para detectar e remover lesões suspeitas, podendo tratar de forma minimamente invasiva e reduzir a mortalidade da doença.

Estudos indicam que um programa de rastreamento adequado chegou a reduzir em mais de 50% a mortalidade por câncer do intestino. Nos Estados Unidos, onde o rastreamento é mais disseminado, estima-se que entre 60% e 65% da população de meia-idade esteja em dia com seu rastreamento.

No Brasil, a adesão ao exame ainda é baixa, apesar de avanços na conscientização e no acesso ao procedimento. “Muitos ainda evitam a colonoscopia por medo ou falta de informação. Mas, é um exame seguro, geralmente bem tolerado e altamente eficaz. A preparação para o exame é cuidadosa, mas o benefício supera qualquer desconforto”, reforça o especialista.

Deixar de realizar a colonoscopia pode levar ao avanço da doença, exigindo tratamentos mais agressivos e com menor chance de sucesso. “A recomendação geral é iniciar o rastreamento aos 45 anos. Mas para quem tem síndromes genéticas, doenças inflamatórias intestinais ou familiares que tiveram câncer de intestino ou reto, o ideal é começar antes”, alerta o médico.

A prevenção também passa pela adoção de hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, rica em frutas e fibras, prática regular de exercícios e redução do consumo de álcool, cigarro e alimentos e bebidas açucaradas.

“Enfrentar o medo e superar os tabus em relação à colonoscopia pode salvar vidas. Quanto mais cedo a doença for detectada, maiores são as chances de tratamento eficaz e cura”, finaliza o médico do São Luiz Campinas.

A unidade da Atlântica D’Or é o maior hospital privado do interior paulista e conta com uma ampla estrutura de 47 mil metros quadrados, oferecendo um atendimento completo em saúde. Possui pronto-socorro adulto e pediátrico, Unidades de Terapia Intensiva (UTI) adulto, pediátrica e neonatal, centro-cirúrgico e setor de endoscopia digestiva com equipamentos de ponta, além de atendimento em diversas especialidades médicas, como gastroenterologia, proctologia e oncologia.

Vacina universal contra o câncer com RNA mensageiro avança em testes promissores

Cientistas da Universidade da Flórida deram um importante passo em direção à criação de uma vacina universal contra o câncer. Utilizando a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), eles desenvolveram uma formulação genérica que estimulou fortemente o sistema imunológico de camundongos, combatendo diferentes tipos de tumor, inclusive os mais resistentes a tratamentos.

O estudo foi divulgado na última quinta-feira (18) e o experimento combinou a vacina com imunoterápicos já utilizados em humanos, como os inibidores de checkpoint imunológico. O resultado impressionou: alguns tumores desapareceram por completo, abrindo caminho para testes clínicos com pacientes.

Abordagem gera reação imune sem personalização

O diferencial desta vacina está em sua atuação não específica, visto que não mira em mutações individuais, mas sim, “engana” o sistema imunológico. Essa “enganação” provoca uma resposta generalizada, como se o organismo estivesse combatendo um vírus. Tal estímulo levou as células de defesa a reconhecerem e destruírem células cancerígenas.


A tecnologia do RNA mensageiro (Vídeo: reprodução/YouTube/RFI Brasil)

Além disso, os pesquisadores usaram a estratégia de forçar os tumores a expressarem a proteína PD-L1. Essa proteína torna os tumores mais visíveis às células T, aumentando a eficácia da resposta imunológica e potencializando os efeitos da imunoterapia.

mRNA como esperança no combate a cânceres

A nova tecnologia da vacina segue o modelo das vacinas desenvolvidas contra a covid-19, como as da Pfizer e da Moderna. Os cientistas utilizam nanopartículas lipídicas para entregar instruções genéticas às células. Com isso, o corpo aprende a produzir uma resposta contra o câncer.

Segundo os autores do estudo, essa abordagem pode inaugurar um novo paradigma. Em vez de personalizar vacinas, os pesquisadores buscam desenvolver uma solução mais potente e abrangente, capaz de funcionar em diferentes pacientes e tipos de tumor. A equipe já organiza os testes clínicos em humanos.

A proposta também acompanha iniciativas globais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) apoia o uso de vacinas de mRNA no combate a doenças como a gripe aviária. No Reino Unido, cientistas já iniciaram os testes da vacina BNT116, também baseada em mRNA, em pacientes com câncer de pulmão.


Funcionários em pesquisa de vacinas, sede da Moderna (Foto: reprodução/Adam Glanzman/Getty Images Embed)


Enquanto isso, a mídia brasileira acompanha casos de enfrentamento do câncer, como o da cantora Preta Gil, que iniciou tratamento nos EUA, e do chef Edu Guedes, que passou por cirurgia no pâncreas. Assim, os avanços como essa vacina podem oferecer a cura, ao combate dos cânceres e promovem


Nova variante de vírus da covid-19 é encontrada na cidade do Rio de Janeiro

Segundo o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), a nova variante do vírus causador da Covid-19 está circulando no município do Rio de Janeiro. Detectada inicialmente no Sudeste Asiático, a linhagem do vírus  tem se espalhado rapidamente em vários países e foi classificada pela OMS como “variante sob monitoramento” no dia 25 de junho deste ano. 

Por meio de uma estratégia de vigilância estabelecida em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, das 74 amostras coletadas a linhagem foi identificada em 46 casos de Covid-19 diagnosticados de 1º a 8 de julho, correspondendo a 62% dos genomas analisados no período. A estratégia de vigilância adotada ampliou a coleta de amostras para sequenciamento genético após um discreto aumento no número de casos de Covid-19 diagnosticados em unidades básicas de saúde por meio de testes rápidos.



Analises

As análises foram concluídas no último dia 12, e os resultados, comunicados à secretaria e ao Ministério da Saúde. O Rio de Janeiro é o quarto estado com identificação da cepa, após casos identificados em São Paulo (2), Ceará (6) e Santa Catarina (3). 

A linhagem que predomina atualmente no município é a XFG, embora os dados não indiquem aumento de casos graves ou óbitos, diz o coordenador de Informática Estratégica de Vigilância em Saúde da SMS, Caio Ribeiro. “As medidas preventivas continuam as mesmas, independentemente da identificação de novas subvariantes. É fundamental que a população siga higienizando as mãos, use máscara em caso de sintomas gripais e mantenha a vacinação em dia”, afirma.

A variante XFG apresenta mutações no genoma e tem sido detectada com mais frequência em diferentes países nos últimos meses. No entanto, não há sinais de maior gravidade da doença ou de impacto significativo na eficácia de vacinas e antivirais. Diante do quadro, o grupo consultivo da OMS considerou baixo o risco associado à linhagem e reforçou a importância de intensificar a vigilância.