Inteligência Artificial é capaz de “simular uma vida social” criando fotos

Após o enorme sucesso do Dall – E, um programa de inteligência artificial que cria imagens a partir de descrições textuais, em 2022, as ferramentas de inteligência artificial que geram imagens prometem ficar cada vez mais populares.

Um desses novos recursos, que já começa a despontar entre o público neste ano, é a ferramenta IA Midjourne, capaz de “inventar” uma vida social através da criação de imagens que sugerem que uma pessoa foi a uma festa, o que na verdade nunca aconteceu.



Tecnologia ainda falha na quantidade de dedos e dentes. (Reprodução/Twitter)


Um usuário do Twitter, Miles Zim, criou uma coleção de imagens com aparência bem realista utilizando o sistema de IA Midjourne. Além de gerar o próprio ambiente da festa, a ferramenta consegue criar imagens de pessoas sorrindo, brindando e interagindo entre si em confraternizações.

O programa cria imagens a partir de descrições textuais. Ou seja, os usuários digitam algumas palavras chave do que desejam que seja feito e a IA gera as fotos com base nessas palavras.

Embora as imagens sejam bem realistas e espontâneas, um olhar mais atento revela alguns detalhes que entregam “o fake”. Como ressalta o Daily Mail, há alguns traços importantes que aparecem desproporcionais nas pessoas geradas pela IA, especialmente o número de dentes e dedos.

Segundo o criador das imagens, a IA pode ser tendenciosa em suas criações. “Eu tive que ser específico para conseguir pessoas com aparência masculina, e mesmo assim, a variação é um desafio. Outro detalhe é que, definitivamente, o padrão da IA é de pessoas brancas”, tuitou Miles.

A IA Midjourne também é usada para criar obras de arte que parecem ter sido feitas por um designer gráfico. Porém, artistas têm acusado a Stable, Midjourney e a DeviantArt de usarem suas obras sem o consentimento para treinar a inteligência artificial de imagens.

Foto Destaque: A tecnologia e a humanidade entrando em acordo. (Reprodução/Twitter)

Twitter retira selo de verificação das contas do Talibã

A rede social Twitter retirou o selo de verificação de contas do Talibã. Muitos usuários reclamaram do fato de que integrantes do grupo radical, controlador do Afeganização, tinham o selo azul na rede. De acordo com o The Gardian, na última terça-feira, 17, as contas não são mais verificadas. No entanto, não se sabe se o próprio Twitter ou os donos da conta retiraram o selo.

O famoso selo de verificação era dado pelo Twitter, de forma automática, a contas relevantes e que fossem ”notáveis e autênticas de interesse público”. Mas ao comprar a plataforma, o homem mais rico do mundo, Elon Musk, mudou essa política. Ele proporcionou que qualquer usuário tivesse o selo. Para isso, Musk criou o ”Twitter Blue”, onde o usuário paga uma mensalidade para ser verificado. O Twitter afirmou que utilizava a verba tanto para aumentar sua receita, tanto para o combate de bots e perfis falsos. Os integrantes do Talibã tinham este serviço, segundo a BBC.


                             

                                                        Exemplo de conta no ”Twiter Blue”. Foto: (TechTudo)


Um ex-funcionário do Talibã elogiou a mudança e agradeceu Elon Musk por “tornar o Twitter ótimo novamente”. O chefe do departamento de acesso à informação do Talibã, Hedayatullah Hedayat, e seu principal fiscal de mídia, Abdul Haq Hammad, são bastante influentes em suas contas. Eles publicam assuntos administrativos do grupo e tem mais de 350 mil seguidores somados.

Selo verificado e o ”Twitter Blue”

Antes da compra da plataforma por Elon Musk, o próprio Twitter dava o selo de verificação a grandes contas da rede. Em geral, influenciadores, políticos, autoridades e jornalistas, tinham suas contas verificadas, o que dá mais credibilidade e visibilidade pela rede social. Agora, qualquer usuário pode ter a marca. Basta pagar oito dólares por mês.

Pelo ”Twitter Blue”, mais contas podem ser consideradas grandes formadores de opinião. A medida pode facilitar a divulgação de fake news e que pessoas e grupos perigosos tenham mais poder de fala, sem sofrer grandes consequências.

Foto Destaque: Logo do Twitter. Reprodução/Olhar Digital

Apple: empresa surpreende e divulga lançamento fora de época

A Apple lançou os recentes Macbooks equipados com os novos chips M2 Pro e M2 Max. A chegada do modelo ao mercado gerou surpresa uma vez que a empresa tem como prática divulgar as atualizações em março, mesmo período em que lança os iMacs e acessórios.

Os consumidores poderão ter acesso ao novo Mac mini a partir do dia 24 de janeiro, o preço custa a partir de U$599 (R$3 mil). O Mac Pro de 14 e 16 polegadas com os recentes modelos de chips começam a custar U$1.999 o que vale R$10.234, já o tamanho de 13 polegadas sai a U$1.299, o mesmo que R$6.650.


Veja os novos modelos do Mac. (Foto: Reprodução/Apple)


 O analista da Canalys, Runar Bjørhovde, falou sobre o posicionamento da Apple e o motivo da mudança nas datas de lançamento. “Tudo isso está ligado à transição atrasada do chipset. Com o atraso na cadeia de suprimentos que forçou a Apple adiar o lançamento dos produtos, a empresa se deparou com as opções esperar pelo tradicional lançamento ou fazer algo um pouco inesperado”.

Segundo o analista, a atitude pode gerar movimentação em um  cenário de queda no mercado de computadores pessoais, porém uma boa estratégia para surpreender consumidores e concorrentes. 

Com o anúncio as ações da Apple subiram 1%, o resultado não é dos melhores já que em 2022 a empresa 27%, maior queda desde a crise financeira em 2008. Com relação às diferenças encontradas entre o antigo e o novo Mac, a Apple disse que M2 Pro tem quase 20% mais transmissores que a versão anterior, o M1 Pro, e o dobro o M2. A atualização vai ajudar programas como Adobe Photoshop a executar funções pesadas.

A empresa norte-americana foi criada em 1 abril de 1976 em Los Altos, Califórnia, nos Estados Unidos por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne.

Foto destaque: Empresa norte-americana lança M2 e M2 Pro. Reprodução/Instagram

Próximo modelo do Apple Watch terá nova tecnologia

De acordo com o analista Ross Young, o primeiro Apple Watch com a mais nova tecnologia de tela MicroLED chegará dentro de 2 anos, em 2025, com produção começando ainda no final do ano que vem. Embora Young não especifique o tipo de relógio, existe o rumor de que ele possa estrear no modelo Ultra, muito por causa do aumento de brilho que o MicroLED oferece.

A empresa da maçã mordida não é a única companhia de olho na nova tecnologia de tela para seus futuros gadgets. A ETNews afirma que a Samsung Display também está considerando o MicroLED.



Segunda geração do Apple Watch Ultra pode ter tela MicroLED. (Reprodução/Twitter)


A Samsung Display é a parte da gigante sul coreana que fabrica telas, com a Apple sendo uma grande cliente, recorrendo a ela para telas OLED em iPhones, por exemplo. Outra filial da mesma empresa, a Samsung Electronics, já fabrica TVs MicroLED, mas essa seria uma tela bem menor.

O relatório diz que “está visando smartwatches como seu primeiro produto”. O relatório também afirma que o produto seria um novo marco para os dispositivos móveis, especificamente por conta do baixo consumo de energia, que é um enorme benefício para os aparelhos como smartwatches.

A ETNews também reconhece que o custo de fabricação de telas MicroLED é considerável e pode ser difícil de fabricar, mas acredita-se que a Samsung Display tenha resolvido os problemas da criação do novo mini monitor.

“A empresa pretende começar trocando a tela nos Apple Watches de última geração até o final do próximo ano, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto. As telas atualizam o atual padrão OLED — diodo orgânico emissor de luz — para uma tecnologia chamada microLED, e a Apple planeja eventualmente levar as telas para outros dispositivos, incluindo o iPhone.” – revela Mark Gurman, da Bloomberg, sobre a nova tecnologia que dominará o mercado nos próximos anos.

Foto Destaque: Apple Watch Ultra. (Reprodução/Twitter)

Saiba mais sobre o smartphone usado por Bill Gates

Com uma fortuna de US$ 124 bilhões, o atual quarto homem mais rico do mundo e fundador da Microsoft, Bill Gates, não usa como smartphone um modelo de sua própria empresa, como um Surface Duo 2 por exemplo.

O visionário, no entanto, é dono de um Galaxy Z Fold 4, da sul coreana Samsung, que lhe foi dado como um presente pelo presidente da empresa, Lee Jae Yong. Tal presente foi dado depois de uma visita de Gates à Coreia do Sul, como lembrança.



O Galaxy Fold é uma aposta da Samsung no segmento de dobráveis. (Reprodução/Twitter)


Antes do Z Fold 4, Gates era dono de um Galaxy Z Fold 3. O modelo foi revelado pelo próprio Gates em uma entrevista dada ao “Ask Me Anything”, no Reddit. Ele afirmou, no entanto, que mesmo sendo um Android, do Google, ele utiliza as aplicações da Microsoft que vêm instaladas originalmente.

O Galaxy Z Fold 4 foi lançado em agosto do ano passado e atualmente está custando por volta de R$ 12 mil.

De acordo com a Canalys, o segmento de smartphones dobráveis, o qual hoje é liderado pela Samsung, deve se expandir em 50% até 2024; desde 2019, a categoria cresceu 148%.

Em agosto de 2022, durante um evento em Nova York, a Samsung apresentou sua nova geração de smartphones dobráveis, o Galaxy Z. Com os modelos, a sul coreana aposta que o formato, ainda disponível em uma categoria premium, será o mais popular da marca. Roh Tae-moon, líder da Samsung, disse, durante o evento, que, até 2025, os dobráveis responderão por mais de 50% dos modelos premium vendidos pela companhia.

A categoria de dobráveis é liderada globalmente pela Samsung, responsável por 88% do volume de vendas em 2021 e tendo os dois primeiros modelos em primeiro lugar. Em terceiro, está o Mate X2, da Huawei que, mesmo estando fora dos Estados Unidos, mantém 10% do volume total de vendas. De acordo com a Canalys, o segmento deve crescer mais de 50% até 2024, desde 2019, este crescimento foi de 148%, enquanto os modelos tradicionais subiram 7%.

Foto Destaque: Bill Gates, quarto homem mais rico do mundo. (Reprodução/Twitter)

BNDES lança chamada pública para pequenos produtores rurais e microempreendedores

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou, por meio da Aliança Pela Inclusão Produtiva (Aipê), chamada pública para incentivar pequenos produtores rurais e microempreendedores urbanos em situação de vulnerabilidade.

O lançamento está sendo feito em parceria com o BNDES, Instituto, Votorantim, responsável por gerir o fundo, Fundação Arymax, Fundação Tide Setubal, Instituto HEINEKEN, Instituto humanize e Santander. Os interessados poderão enviar seus projetos até 20 de março de 2023 no site da Aipê. A previsão é de que o resultado saia até 1º de junho de 2023.


<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”pt” dir=”ltr”>BNDES e entidades lançam chamadas para pequenos agricultores <a href=”https://t.co/KMyioGdnp6″>https://t.co/KMyioGdnp6</a></p>&mdash; Canal Rural (@canalrural) <a href=”https://twitter.com/canalrural/status/1614294476289089536?ref_src=twsrc%5Etfw”>January 14, 2023</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>

Os interessados podem se inscrever em duas modalidades: “Negócios Rurais Inclusivos” e “Empreendedorismo Urbano Periférico”. (Reprodução/Twitter)


A seleção será feita por meio de chamadas públicas, que juntas somam um investimento de R$ 8 milhões. O foco será em negócios rurais nas regiões Norte e Nordeste e o microempreendedorismo nas periferias das capitais e regiões metropolitanas.

A inciativa será dividida em duas chamadas: “Negócios Rurais Inclusivos”, com foco em projetos de produtores rurais em situação de vulnerabilidade socioeconômico. Os selecionados dessa modalidade poderão captar até R$ 700 mil.

Para esta chamada serão selecionados projetos de organizações intermediarias, associações, cooperativas e pequenos grupos de produtores rurais de baixa renda. A seleção priorizará negócios liderados ou compostos por mulheres, pessoas negras, jovens (18 a 29 anos) e comunidades tradicionais.

Já a modalidade “Empreendedorismo Urbano Periférico” é e voltada para projetos que apoiem o empreendedorismo nas periferias das capitais brasileira e regiões metropolitanas e tem como público-alvo as organizações intermediárias sem fins lucrativos que atuem em periférico. Esta modalidade conta também com o patrocínio da B3 Social e da Ambev.

Os microempreendedores deverão ser assistidos desde a capacitação técnica e o desenvolvimento pessoal, assistência técnica. Mentoria e o aporte financeiro.

Os selecionados terão de 12 a 24 meses para executar os projetos e, ao final, deverão acompanhar os resultados dos negócios apoiados por mais um ano.

Aipê

Aliança Pela Inclusão Produtiva é formada pelo BNDES, Instituto Votorantim, Fundação Arymax, Fundação Tide Setúbal, Instituto Heineken, Instituto humanize e Santander. Essas instituições são reconhecidas como atuantes na redução de desigualdade por meio da inclusão produtiva.

Foto: Fachada do BNDES. Reprodução/Flickr: paisagem grafica da cidade

Pane no Royal Mail pode estar ligada a LockBit com vínculos na Rússia

Um problema eletrônico provocou interrupções nos serviços internacionais de exportação do Royal Mail. A causa foi pelo Lockbit, grupo de ransomware que especialistas em segurança digital dizem ter membros na Rússia, divulgou o jornal britânico Telegraph.

Segundo uma atualização no seu site nesta quinta-feira (12), o Royal Mail, uma das maiores empresas de correio e encomendas do mundo, ainda não conseguiu despachar itens para destinos no exterior. Para evitar o acúmulo de produtos de exportação em sua rede, a empresa postal britânica aconselhou os clientes a não despacharem itens internacionais até novo aviso.


Royal Mail (Foto: Reprodução/UOL)


O Royal Mail, que se recusou a comentar a reportagem do Telegraph, disse antes que contratou especialistas e notificou as autoridades de segurança enquanto investiga o incidente.

O Gabinete do Comissário de Informação da Grã-Bretanha afirmou que vai investigar o caso, enquanto o Centro Nacional de Cibersegurança disse que está trabalhando com a empresa e a Agência Nacional de Crimes para entender bem o impacto.

O Lockbit, que alguns especialistas em segurança eletrônica dizem ter membros na Rússia, também alegou ter atacado uma empresa francesa de cosméticos chamada Nuxe.

Ransomware é um software malicioso, ou malware, que geralmente é inserido na rede de computadores de uma entidade por meio da chamada “tentativa de phishing”. Isso envolve enganar o destinatário para que baixe o malware, geralmente clicando em um link ou anexo contido em um e-mail. A tentativa de phishing também pode incluir a tentativa de acessar o nome de usuário e a senha da pessoa para entrar na rede, fazendo-a pensar que está se conectando à rede em questão.

LockBit é o nome dado a um malware específico, com a organização criminosa por trás dele também carregando esse nome. O LockBit também vende esse malware para outras operadoras para ganho financeiro, em um modelo conhecido como ransomware como serviço (Raas). Em fóruns clandestinos, o malware foi anunciado como “o software de criptografia mais rápido do mundo”.

Foto destaque: Hacker. Reprodução/UOL

Parceria entre Caixa e Visa otimizará transações financeiras no Brasil

Acordo entre Caixa Econômica Federal e Visa facilitará a vida de seus usuários permitindo realizar transações financeiras através de Whatsapp.

O anúncio aconteceu há algumas semanas após Banco Central do Brasil autorizar compras via Whatsapp utilizando cartão de crédito ou débito da bandeira Visa.

O objetivo é lançar no Brasil uma ferramenta de pagamentos rápida e eficiente para pagamentos instantâneos.

A Caixa Econômica Federal é um banco público vinculado ao ministério da economia, ela é responsável pelos pagamentos de benefícios sociais e trabalhistas como PIS, FGTS, Seguro-desemprego e também administra a loteria federal.

De acordo com o Banco Central o projeto funcionará por etapas como a liberação do programa Facebook Pay, mas ainda deve seguir alguns requisitos para dar continuidade ao projeto.

De acordo com a instituição trata-se de um primeiro negócio fechado pelo banco público na onda dos pagamentos instantâneos e que será listado como bolsa.

 A parceria prevê participação preferencial da Visa na emissão de cartões de crédito e débito e outros meios de pagamento eletrônicos que são comercializados nas agências, lotéricas e correspondentes da Caixa em todo Brasil” – Pedro Guimarães, Presidente da Caixa.

A Visa será a segunda bandeira de cartões do banco público e terá acesso a 30% de sua base visto que os outros 70% pertencem a marca Elo a qual participa o Bradesco e o Banco do Brasil.


Instituição quer aumentar sua gama de negócios financeiros em parceria com a Visa (Foto: Reprodução/gettyimagens)


Até o final de dezembro a Caixa somava quase 109,3 milhões de cartões movimentando quase R$211 Bilhões no ano passado.

Para a Visa a parceria foi vantajosa devido a sua perda de mercado para a rival Mastercard nos últimos anos e a parceria com a Caixa acendeu uma esperança de retomar a liderança de mercado no Brasil que ocupa o segundo lugar.

A Caixa quer ampliar sua participação no mercado de cartões crédito e tem como meta elevar de 7,3 milhões para 20 milhões de clientes usuários de cartões da instituição e terá ajuda da Visa que passará ser bandeira principal dos cartões emitidos pela Caixa Econômica.

 

Foto destaque: Usuário realizando uma transação. Reprodução/correiobraziliense

Carne de laboratório, técnica em decadência

A queda chocante (mas não surpreendente) do último queridinho do Vale do Silício, Sam Bankman Fried, juntamente com o colapso financeiro de sua empresa FTX, deve ser um alerta para aqueles que apostam na falsa promessa da carne biotecnológica, também conhecida por seu eufemismo de “carne cultivada” ou “carne de laboratório”.

Particularmente, quando combinado com a recente condenação por múltiplas acusações de fraude do ex-CEO (11 anos) e COO (13 anos) da empresa de testes de sangue falida, Theranos, os numerosos paralelos são impressionantes.



Sam Bankman Fried à esquerda. (Reprodução/Twitter)


Inventar algo que nunca foi feito antes é difícil, quase impossível, por isso é tão raro. Mas é exatamente isso que torna as promessas ainda mais atraentes para os investidores. Com a Theranos, a fundadora Elizabeth Holmes (aos 19 anos!) prometeu revolucionar os exames de sangue. Esta afirmação deveria ter feito qualquer investidor hesitar; em vez disso, a empresa levantou incríveis US$ 945 milhões (R$ 4,876 bilhões na cotação atual).

As principais empresas de carne biotecnológica estão fazendo afirmações questionáveis ​​sobre a viabilidade de seu modelo de negócios, enquanto relatórios e especialistas detalhados e objetivos concluíram que é improvável que a carne cultivada em laboratório cresça de maneira significativa.

“Esses tipos de possibilidades sedutoramente otimistas — promessas como exames de sangue indolores ou escritórios que constroem comunidade — naturalmente chamam a atenção, mas também estão no cerne do engano e da fraude.” Mesmo após o escândalo, Elizabeth Holmes se safou, desviando as críticas e dizendo: “Isso é o que acontece quando você tenta mudar o mundo”.

A Theranos era especialmente adepta de enganar os investidores (e parceiros de negócios), fingindo que a empresa estava progredindo e simplesmente precisava de mais tempo, como sugere sua linha do tempo. Foram dez anos completos entre a fundação da empresa e quando eles começaram a promover a tecnologia, e 12 anos até a aprovação do primeiro teste do FDA (Food and Drug Administration), a agência dos EUA.

Da mesma forma, as empresas de carne biotecnológica e seus promotores continuam avançando no campo, mas o que se vê são 15 anos de previsões que não se concretizaram.

Foto Destaque: Carne feita em laboratório. (Reprodução/Twitter)

Apple projeta MacBook com tela touchscreen para 2025

A empresa de produtos eletrônicos Apple pretende lançar modelos do MacBook com tela touchscreen em 2025, segundo indica o site Bloomberg. Se confirmado, esta será parte de uma grande atualização do MacBook Pro e indicará uma grande mudança do pensamento da multinacional sobre a tecnologia em seus notebooks.

Tanto Steve Jobs, em 2010, quanto seu sucessor, Tim Cook, em 2012, se manifestaram contra a ideia. O fundador da Apple citou que isto poderia ser “ergonomicamente terrível”, enquanto Cook comparou a “fundir uma torradeira com uma geladeira”. Já outros executivos da empresa já se manifestaram contra por conta da “inviabilidade econômica”.

A CNET, empresa de mídia californiana, também apurou que a Apple pretende mudar a tela de LCD e Mini-Led para OLED, algo que visa adaptar aos seus concorrentes – Dell, Microsoft, Lenovo – que usam a tecnologia em seus dispositivos e no qual suas vendas ultrapassaram os modelos de iPad.

As mudanças, no entanto, não passam do display: no modelo touch, haverá também o teclado e o trackpad, de modo a manter as características básicas de um notebook ou laptop.

Ainda segundo a Bloomberg, a Apple segue com novidades para 2023. A empresa pretende lançar o MacBook Air com tela de 15 polegadas, indo além dos planos de um modelo de 12 polegadas. Há, também, a possibilidade de lançarem um iMac Pro.


Modelos de MacBook para 2023. Reprodução: Andrew Cunningham/New York Times


A Apple é uma empresa fundada em 1976 pelo trio composto por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne, em uma garagem de uma casa em Los Altos, na Califórnia. Atualmente, sua sede está na cidade de Cupertino, no mesmo estado, com um valor de mercado de aproximadamente US$ 1 trilhão e receita de cerca de US$ 182,7 bilhões.

A multinacional é focada no desenvolvimento e comercialização de produtos eletrônicos para consumo. Seus modelos mais populares são o smartphone iPhone, computadores com sistema operacional Macintosh, os reprodutores de mídia iPod, relógios inteligentes Apple Watch e a plataforma de streaming Apple TV.

Foto Destaque: Um dos modelos do MacBook Pro. Reprodução: Apple.com