Adriane Galisteu quebra o silêncio sobre a menopausa: “O tabu adoece mais do que a fase”
Apresentadora falou sobre tabus relacionados à menopausa, à vida aos 50 anos e reposição hormonal em entrevista ao canal de Maya Massafera
A apresentadora Adriane Galisteu decidiu usar sua voz e alcance para falar sobre um tema que ainda assombra milhares de mulheres: a menopausa. Ao compartilhar sua jornada pessoal, Galisteu expôs não apenas as transformações físicas que enfrentou, mas também a batalha psicológica que o silêncio impõe. Para ela, a grande lição dessa transição é muito clara: o estigma social e a desinformação ao redor da menopausa podem ser mais destrutivos do que os próprios sintomas físicos.
Em recentes desabafos, a artista revelou que viveu uma “batalha silenciosa” ao ser atropelada pela chegada abrupta da menopausa. Inicialmente dominada pelo medo e pela vergonha, ela confessou que temia o julgamento e as consequências em sua vida pessoal e profissional. Questões como “será que vou perder meu marido?” ou “isso vai prejudicar meu emprego e a forma como me enxergam?” rondavam sua mente. Em um momento de fragilidade, Galisteu sentiu na pele o peso de não ter com quem conversar. O medo de ser vista como “ultrapassada” faz com que muitas mulheres sofram sozinhas, escondendo as mudanças em seus corpos. No entanto, ela chegou à conclusão de que esconder essa realidade é o que adoece, aprisionando as mulheres em um sofrimento silencioso e solitário.
Apresentadora listou sintomas
Sem glamourização, Adriane listou sem pudores o “terror” que a atingiu em cheio. A apresentadora descreveu um ressecamento extremo e generalizado, desde a pele até a região íntima, além de uma queda brusca de libido, admitindo que o desejo sexual desapareceu por um período. Ela também enfrentou episódios severos de estresse e alterações bruscas de humor, brincando que a irritabilidade foi tanta que “quase perdeu o réu primário”, além de lapsos de memória recente e um nevoeiro mental.
Galisteu em entrevista com Maya Massafera (Vídeo: reprodução/Youtube/@hottelmazzafera)
Galisteu relembrou o desespero de sofrer com as famosas ondas de calor enquanto apresentava um programa ao vivo na TV, sentindo-se como se estivesse repentinamente dentro de um forno, suando frio e tentando disfarçar o desconforto perante as câmeras. Outro grande temor revelado por ela foi o impacto muscular, com a ameaça da perda de força física e um metabolismo subitamente mais lento.
Tratamento com reposição hormonal
A virada de chave ocorreu quando Adriane decidiu que não aceitaria aquela condição. Ao buscar ajuda e ouvir de um médico que aquilo era apenas “uma fase” e que ela precisava ter paciência, a apresentadora se indignou. Afinal, com tantos avanços na ciência, por que as mulheres deveriam simplesmente aceitar a dor e o mal-estar? Foi então que ela decidiu procurar um especialista atualizado, que a orientou adequadamente sobre a reposição hormonal. “Se não fosse a informação e o tratamento adequado, eu teria ficado no chão esmigalhada”, relatou a estrela.
Hoje, sentindo-se “pleníssima” e garantindo ter recuperado totalmente sua vitalidade, Adriane transformou a própria vulnerabilidade em uma missão. Utilizando sua visibilidade, ela incentiva mulheres de todo o Brasil a compartilharem suas histórias, buscarem médicos qualificados e não terem medo de terapias modernas e seguras de reposição hormonal. A menopausa é um capítulo inevitável na biologia feminina, mas passar por ela com sofrimento, como Adriane faz questão de enfatizar, não precisa ser a regra. Conversar abertamente, buscar informação e apoiar umas às outras é o caminho para desmistificar a menopausa e devolver às mulheres o direito de viver a maturidade com saúde, desejo e plenitude.
