Diretor do documentário, Leaving Neverland 2, fala sobre a repercussão entre os fãs

Dan Reed acredita que os fãs jamais acreditariam nas denúncias, pois Michael Jacson seria como uma figura divina

Djeniffer Larcher
3 min de leitura
Foto de Michael Jackson
Foto destaque: cantor Michael Jackson (reprodução/x/@veja)

Leaving Neverland 2: Sobrevivendo a Michael Jackson continua a história de Wade Robson e James Safechuck, que acusaram Michael Jackson de abuso sexual infantil no documentário de 2019. Enquanto o primeiro filme focava nas alegações e nos abusos que sofreram, a continuação mergulha nas consequências de expor essas denúncias publicamente.


Capa do documentário com a foto de Michael Jackson (Foto: reprodução/x/@veja)

O foco agora está nas batalhas judiciais enfrentadas por Robson e Safechuck contra o espólio de Jackson, além das dificuldades emocionais que ambos enfrentam enquanto tentam reconstruir suas vidas após a enorme exposição. Ambos falam sobre como a reação pública, especialmente o forte backlash dos fãs de Jackson, afetou suas relações e a maneira como eles lidaram com a dor e a vergonha. As ameaças e ataques que receberam, principalmente das legiões de fãs do cantor, foram extremamente difíceis de lidar, e o documentário também explora como essas experiências impactaram suas famílias.

Opinião do diretor

Dan Reed, o diretor, acredita que muitos fãs de Michael Jackson não levarão o documentário a sério, já que há uma devoção quase religiosa ao cantor. Para ele, qualquer acusação contra Jackson será automaticamente desacreditada por aqueles que ainda o veem como um ícone intocável. Essa divisão de opiniões é algo que o diretor já esperava e que, de alguma forma, é um reflexo de como o fandom do cantor lida com o legado dele.

Mais sobre as acusações

Michael Jackson faleceu em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, devido a uma overdose de anestésico administrado por seu médico. Sua morte abalou o mundo inteiro, deixando milhões de fãs tristes, mas também trouxe à tona um legado complicado, marcado por controvérsias e acusações. As primeiras denúncias de abuso infantil contra ele surgiram em 1993, quando o garoto Jordan Chandler, de 13 anos, acusou Jackson, mas o caso nunca foi a julgamento, já que houve um acordo financeiro. Em 2005, Jackson enfrentou novo julgamento, mas foi absolvido.

Após sua morte, surgiram novas acusações, especialmente com o documentário Leaving Neverland (2019), no qual Wade Robson e James Safechuck afirmam ter sido vítimas de abuso quando crianças. O documentário reacendeu o debate sobre seu legado, dividindo opiniões e criando um debate que ainda perdura até hoje.

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