“O Agente Secreto” lidera noite histórica do Brasil no Prêmio Platino
Obra nordestina dominou o Prêmio Platino 2026 com 7 prêmios, incluindo Melhor Filme, Direção e Ator, além das vitórias de outras produções nacionais
O Brasil teve uma noite histórica na 13ª edição do Prêmios Platino XCARET 2026, principal premiação do audiovisual Ibero-Latino Americano, realizada neste sábado (9) em Riviera Maya, no México. A cerimônia consagrou o filme estrelado por Wagner Moura como um dos maiores vencedores da noite encerrando com 7 vitórias no total, entre elas a de Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Roteiro, Música Original, Melhor Montagem, e mais.
Destaque da academia brasileira
“O Agente Secreto” (2025), dirigido por Kleber Mendonça Filho, liderou a presença nacional que, numa noite espetacular, atingiu um total de 10 vitórias durante a premiação. O longa brasileiro ainda saiu vitorioso nas categorias de Melhor Filme de Ficcção Ibero-Latino Americano e Direção de Arte e Figurino, selando a campanha mundial do filme com reconhecimento e prestígio internacional. O resultado reforça este prestígio, especialmente após o filme não converter suas indicações no Oscar.
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Vencedores brasileiros (Foto: reprodução/Instagram/@canalbrasil)
Ambientado no Brasil de 1977, durante o período da ditadura militar, a narrativa acompanha Marcelo Alves, um professor perseguido pelo regime que precisa entrar na clandestinidade durante o Carnaval daquele ano. A obra já vinha recebendo notoriedade pelo mundo após vitórias importantes no Festival de Cannes e nas premiações da temporada, e consolidou-se como o principal representante do cinema brasileiro em 2026.
Retrospecto brasileiro na premiação
Além de O Agente Secreto, outras produções brasileiras também brilharam e ajudaram a colorir o palco do teatro Gran Tlachco de verde e amarelo. Beleza Fatal (2025) venceu a categoria de Melhor Série de Longa Duração, e realçou a força do audiovisual brasileiro além do cinema.
Em Melhor Documentário, Apocalipse nos Trópicos (2025), de Petra Costa, representou o Brasil e subiu ao palco como vencedor da categoria, ajudando a ampliar o protagonismo do país na premiação. Já Manas (2024), de Marianna Brennand, recebeu destaque entre os indicados com menções em categorias como Melhor Ópera Prima e atriz coadjuvante para Dira Paes.
Matéria por: Thayson Almeida (Lorena IG)
