Botafogo pode perder pontos no Brasileirão após novo transfer ban da Fifa

Clube carioca voltou a ser punido por dívida milionária envolvendo a contratação de Thiago Almada e corre risco de sofrer sanções mais severas caso não regularize pagamentos

12 maio, 2026
John Textor | Reprodução/Instagram/@john_textor
John Textor | Reprodução/Instagram/@john_textor

O Botafogo vive mais um momento delicado fora das quatro linhas. O clube foi novamente alvo de um transfer ban aplicado pela FIFA por conta da dívida com o Atlanta United referente à contratação de Thiago Almada. Além da proibição de registrar novos jogadores, a equipe carioca também corre o risco de sofrer punições esportivas mais graves, incluindo a perda de seis pontos no Campeonato Brasileiro.

A pendência financeira gira em torno de 25 milhões de dólares, valor que corresponde a aproximadamente R$ 125 milhões na cotação atual. O clube tem um prazo de até 90 dias para quitar a dívida e evitar que a situação avance para um cenário ainda mais preocupante. O novo bloqueio imposto pela entidade internacional reacende o alerta em General Severiano em meio a uma temporada marcada por problemas administrativos e dificuldades para cumprir compromissos financeiros.

Dívida com o Atlanta United volta a gerar punição

Esta não é a primeira vez que o Botafogo enfrenta restrições por causa da negociação envolvendo Thiago Almada. Em dezembro de 2025, o clube já havia recebido um transfer ban pela mesma dívida. Na ocasião, a diretoria conseguiu suspender a punição após realizar o pagamento de uma primeira parcela no valor de 10 milhões de dólares, efetuada no início de fevereiro.

No entanto, o acordo firmado entre as partes previa outros pagamentos, e a segunda parcela não foi quitada dentro do prazo estabelecido. Com isso, a Fifa voltou a aplicar sanções ao clube brasileiro. O caso se agravou porque o Código Disciplinar da entidade prevê punições mais rígidas para situações de reincidência ou descumprimento persistente.

Segundo o regulamento da Fifa, clubes que mantêm dívidas em aberto mesmo após punições anteriores podem sofrer dedução de pontos, rebaixamento para divisões inferiores e novas restrições no mercado de transferências. A entidade destaca que essas medidas podem ser aplicadas quando há repetição das infrações ou quando o clube permanece vários períodos sem solucionar a pendência.


Jogador Thiago Almada (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Simon Holmes)


Recuperação judicial entra no centro da estratégia

Diante da pressão financeira, o Botafogo tenta utilizar o processo de recuperação judicial como instrumento para suspender temporariamente as cobranças. O clube solicitou que as punições sejam analisadas dentro da cautelar antecedente à recuperação judicial da SAF alvinegra.

Na prática, a medida busca congelar as negociações relacionadas às dívidas enquanto o processo judicial estiver em andamento. Com isso, os débitos deixariam de ser executados diretamente pelos credores e passariam a ser discutidos no ambiente da recuperação judicial.

Apesar da estratégia adotada pelo clube, alguns casos específicos seguem fora desse entendimento. As punições aplicadas antes da recuperação judicial, como as relacionadas ao Atlanta United e ao Ludogorets, continuam válidas e precisam ser quitadas normalmente para evitar novas sanções.


Visão detalhada da bola oficial da partida entre Atlanta United e LA Galaxy no Mercedes-Benz Stadium (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Kevin C. Cox)


Outras dívidas aumentam pressão sobre o clube

Além da questão envolvendo Thiago Almada, o Botafogo acumula outras pendências internacionais. Em abril, o clube recebeu uma punição ligada à contratação do atacante Rwan Cruz junto ao Ludogorets. O jogador chegou ao futebol brasileiro em uma negociação avaliada em 8 milhões de euros, valor que representava cerca de R$ 48,3 milhões na época.

Outro problema surgiu no início de maio, quando o clube também foi penalizado por atrasar pagamentos referentes à contratação de Santi Rodríguez, adquirido junto ao New York City FC. O acordo previa o pagamento de 5 milhões de dólares, quantia estimada em aproximadamente R$ 85 milhões na cotação do período.

O cenário aumenta a preocupação da torcida e da diretoria, especialmente porque as restrições podem impactar diretamente o planejamento esportivo da equipe. Sem resolver as pendências, o Botafogo corre o risco de enfrentar limitações no elenco e possíveis prejuízos na tabela do Brasileirão ao longo da temporada.

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