John Textor é alvo de cobranças da torcida do Botafogo em meio à crise financeira
Clube enfrenta grave crise financeira e lida com as consequências do transfer ban; permanência de Textor é contestada pela torcida
Nesta quinta-feira (29), Botafogo e Cruzeiro se enfrentaram pela 1ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Estádio Nilton Santos, com o placar de 4×0 do time carioca. Apesar do resultado, a torcida se opôs a John Textor, dono da SAF do clube, e contestou o atual momento financeiro da instituição, também impossibilitada de contratar novos jogadores devido o Transfer Ban.
“John Textor, presta atenção, mais respeito com a camisa do Fogão”, protestava a torcida em recado à Textor, presente em um dos camarotes do Nilton Santos na partida de ontem. O descontentamento, portanto, não começou agora. Na semana passada, na partida contra o Bangu, pelo Campeonato Carioca, os alvinegros já protestavam nas ruas.
Gestão de Textor
Em dezembro de 2021, John Textor e o Botafogo iniciaram a parceria com a assinatura do contrato não-vinculante – um modelo de pré-contrato -, firmado em abril do ano seguinte, oferecendo 90% das ações do clube ao norte-americano.
Com um novo modelo de gestão implementado em 2022, o Botafogo passou por uma reestruturação. O procedimento iniciou fora das quatro linhas, com um novo departamento de futebol. O segundo semestre do ano ficou marcado pela chegada dos jogadores Tiquinho Soares, Marçal e Eduardo.
Em 2023, o clube carioca foi destaque no primeiro turno do Campeonato Brasileiro com grandes apostas de ser o campeão daquela edição, mas caiu de rendimento após a saída do técnico Luís Castro para o Al-Nassr. A equipe encerrou o Brasileirão na 5ª colocação, com uma vaga na pré-Libertadores.
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John Textor afirma que vai pagar a dívida com o Atlanta United (Foto: reprodução/Instagram/@ge.globo)
O ano de 2024 ficou marcado pela conquista da Libertadores e do Campeonato Brasileiro. A consagração dos títulos foi construída por nomes como Luiz Henrique e Thiago Almada, recém-chegados no clube com as duas das contratações mais caras do futebol brasileiro daquela época. O time também era formado por John, Vitinho, Alex Telles, Gregore, Savarino e Igor Jesus.
Depois da dupla conquista, o Glorioso enfrentou um 2025 apático, porém com algumas ressalvas. O ano começou com a saída de peças importantes na equipe, a primeira, do técnico Artur Jorge, rumo ao Al-Rayyan. Em seguida, o atacante Luiz Henrique, vendido para o Zenit, da Rússia, e Thiago Almada, que foi para o Lyon, da França. O volante Tchê Tchê, o meia Eduardo, os atacantes Tiquinho Soares e Júnior Santos também estiveram entre as saídas.
Apesar do momento de instabilidade, o Botafogo foi protagonista de um dos grandes momentos do futebol brasileiro. Na disputa contra o PSG na Copa de Clubes, o Glorioso levou a melhor com o placar de 1×0, com gol de Igor Jesus, e assinou um dos momentos emblemáticos da competição.
Dúvida sobre Textor
Os bastidores seguem movimentados dentro do clube, e a tendência é de novas manifestações caso não haja mudanças notáveis. Textor e Thairo Arruda, CEO do Botafogo, seguem em conflito devido à promessa do empresário norte-americano de um aporte de US$ 50 milhões para a quitação de dívidas urgentes do clube. Como o contrato apresenta “furos” e nenhuma regulamentação clara, Thairo se recusa a assinar a proposta com receio das possíveis consequências geradas à instituição.
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John Textor tem solicitação de transferência de Danilo e Montoro barrada (Foto: reprodução/Instagram/@ge.globo/)
Até o momento, John Textor segue no comando da SAF botafoguense apenas por uma liminar judicial, mas deve lidar com o descontentamento da torcida. Dentro de campo, o clube carioca lida bem com a fase conturbada, o Botafogo goleou o Cruzeiro por 4×0 na estreia do Campeonato Brasileiro, e volta a campo no domingo (01), para o clássico contra o Fluminense, pelo Campeonato Carioca.
