CBF defende Raphael Claus após críticas de Donald Trump

CBF emitiu uma nota defendendo o árbitro após presidente norte-americano pedir para FIFA rever expulsão e criticar brasileiro falando de histórico “suspeito”.

06 jul, 2026
Raphael Claus | Reprodução/Instagram/@raphael_claus_
Raphael Claus | Reprodução/Instagram/@raphael_claus_

Após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter acusado o árbitro brasileiro Raphael Claus de “muito suspeito” devido à expulsão de um jogador americano, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) emitiu nesta segunda-feira (06) uma nota na qual defende o árbitro. A entidade diz que ele não possui em seu histórico nenhum elemento que sustente qualquer suspeita. 

A seleção norte-americana venceu a partida contra a Bósnia e Herzegovina, que valia os 16 avos da Copa do Mundo 2026, que aconteceu na última quarta-feira (01). No entanto, a partida não acabou por isso; aos 18 minutos do segundo tempo, o atacante Balogun foi expulso ao pisar no tornozelo de Tarik Muharemovic. Trump pediu à FIFA que revisasse a anulação e falou que Raphael Claus tinha o histórico “suspeito”.  

 

Quem é o árbitro, o que dizem CBF  e as críticas à FIFA

Raphael Claus, 46, possui uma vasta carreira na arbitragem, atuando há mais de duas décadas e sendo considerado um dos principais árbitros do futebol brasileiro. Ele já apitou dez finais de Paulistão, duas decisões de Copa do Brasil, participa ativamente do Brasileirão, apitou a final da Copa América 2024, o Mundial de Clubes 2025 e atualmente está na segunda Copa do Mundo. 

 

“Raphael Claus integra o quadro de árbitros profissionais da CBF, é reconhecido mundialmente como um dos melhores árbitros em atividade e possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol.” – comunica a CBF.

 

A FPF – Federação Paulista de Futebol – também se manifestou sobre o ocorrido e disse apoiar Raphael Claus diante das insinuações, afirmando que ele tem uma “carreira construída com ética, seriedade, dedicação e excelência técnica”. A entidade finaliza falando sobre a carreira que o árbitro construiu, reafirma a confiança e orgulho e que se manterá defendendo os profissionais. 

A FIFA recebeu diversas críticas vindas de múltiplas pessoas, como fãs, ex-jogadores, comentaristas, técnicos, entre outros, sobre a anulação do cartão vermelho e, consequentemente, expulsão do atleta. A UEFA – União das Associações Europeias de Futebol – publicou um comunicado relatando que a FIFA “cruzou uma linha vermelha” ao ignorar a decisão tomada em campo.

 

Bélgica tem pedido negado, França aciona a FIFA e Tuchel avalia brecha

Nesta segunda-feira (06), os Estados Unidos jogam contra a Bélgica nas oitavas de final da competição, que terá disponível o atacante Folarin Balogun. A Federação da Bélgica formalizou uma apelação na qual tentou recorrer com a anulação do protesto; no entanto, a entidade decidiu manter a retirada do cartão vermelho, desta forma rejeitando a apelação. A Bélgica informou aos Estados Unidos que considera o retorno do jogador irregular. 


Entrevista de Thomas Tuchel sobre uma possível apelação contra o cartão vermelho à FIFA (Vídeo: reprodução/Instagram/@sportscenterbr)


A revisão de retirada do cartão abriu algumas brechas para que outras seleções pudessem também contestar sobre seus jogadores. A Federação Francesa entrou com um pedido à FIFA para que pudesse anular o cartão amarelo de Olise no jogo contra o Paraguai. Em entrevista coletiva, Thomas Tuchel, técnico da seleção da Inglaterra, respondeu sobre uma possível apelação para retirar o cartão vermelho que Quansah levou na partida contra o México, além de perguntar “qual o critério” e “onde isso começa e termina?”.

 

Artigo usado pela FIFA e apoio a Raphael Claus

A FIFA utilizou o artigo 27 do Código Disciplinar, “órgão judicial pode suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar” para tomar a decisão. O presidente da entidade, Gianni Infantino, após ter conversado com o Trump sobre a revisão, afirmou em suas redes sociais que os “órgãos judiciais da FIFA são independentes”. 

Na expulsão do atacante norte-americano por pisar no tornozelo do zagueiro da Bósnia e Herzegovina, Raphael Claus foi ao monitor para rever a ação quando chamado pelo VAR. Segundo o GE, Pierluigi Collina, chefe da comissão de arbitragem da FIFA, considerou a decisão do árbitro brasileiro como correta. 

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