Ederson é convocado por Ancelotti e disputará sua terceira Copa do Mundo

Goleiro do Fenerbahçe aparece entre os 26 nomes chamados pela Seleção Brasileira para o Mundial de 2026 e chega cercado por experiência, títulos e questionamentos

22 maio, 2026
Goleiro Ederson | Reprodução/Instagram/@ederson93
Goleiro Ederson | Reprodução/Instagram/@ederson93

A convocação de Ederson para a Copa do Mundo de 2026 confirma a confiança de Carlo Ancelotti em um dos goleiros mais experientes do futebol brasileiro na atualidade. Aos 32 anos, o arqueiro foi incluído na lista oficial divulgada nesta segunda-feira (18), no Rio de Janeiro, e disputará o terceiro Mundial da carreira com a camisa da Seleção Brasileira.

Presente nas edições de 2018 e 2022, Ederson viveu ambas as campanhas como reserva de Alisson Becker. Mesmo sem assumir protagonismo nas últimas Copas, o goleiro construiu trajetória sólida dentro da equipe nacional e segue como nome frequente nas convocações. Ao longo da passagem pela Seleção, soma 31 partidas e se consolidou como uma das opções mais confiáveis para o setor defensivo.

Da base do São Paulo ao sucesso na Europa

Revelado pelas categorias de base do São Paulo Futebol Clube, Ederson deixou o Brasil ainda jovem em busca de espaço no futebol europeu. Foi em Portugal que o goleiro ganhou destaque e começou a chamar atenção pelo estilo moderno de jogo, especialmente pela habilidade com os pés e pela qualidade na saída de bola.

O primeiro grande momento aconteceu no Rio Ave FC, onde se firmou como titular e despertou o interesse de clubes maiores do continente. Pouco tempo depois, foi contratado pelo SL Benfica, equipe pela qual conquistou o Campeonato Português e ampliou sua visibilidade internacional.

A evolução no futebol português abriu as portas para a transferência ao Manchester City, em 2017. Na época, o clube inglês desembolsou cerca de 40 milhões de euros para contratar o brasileiro, valor que colocou Ederson entre os goleiros mais caros da história do futebol mundial.

Protagonismo com Guardiola e títulos históricos

No futebol inglês, Ederson atingiu o auge da carreira. Sob o comando de Pep Guardiola, o brasileiro se tornou peça fundamental no sistema de jogo do Manchester City, principalmente pela capacidade de participar da construção ofensiva desde a defesa.

Com atuações seguras e regularidade ao longo das temporadas, o goleiro acumulou conquistas importantes. Entre os principais títulos estão a Premier League, a UEFA Champions League, o Mundial de Clubes e a Copa da Inglaterra. Pelo clube inglês, ultrapassou a marca de 350 partidas e entrou definitivamente para a história da equipe.

O reconhecimento internacional também veio individualmente. Em 2023, Ederson conquistou o prêmio de melhor goleiro do mundo no FIFA The Best, consolidando o prestígio alcançado no cenário europeu.


Ederson atuando na FIFA Club World Cup 2025 pelo Manchester City (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Richard Sellers/Allstar)


Momento instável na Turquia gera dúvidas

Apesar do currículo vencedor, o atual momento do goleiro é cercado por questionamentos. Hoje defendendo o Fenerbahçe SK, Ederson vive temporada irregular no futebol turco. O brasileiro soma 38 partidas e 39 gols sofridos, números que aumentaram as críticas da imprensa local e de parte da torcida.


Ederson atuando em jogo do Fenerbahçe (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Oguz Yeter/Anadolu)


Atuações consideradas abaixo do esperado passaram a levantar dúvidas sobre a permanência do jogador na equipe para a próxima temporada. Segundo veículos da Turquia, o goleiro avalia possibilidades no mercado para dar sequência à carreira em outro clube.

Além das dificuldades individuais, o Fenerbahçe também encerrou mais uma temporada sem o principal título nacional. O rival Galatasaray SK conquistou o campeonato turco pelo quarto ano consecutivo, ampliando a pressão sobre o elenco adversário.

Mesmo diante do cenário turbulento, a convocação para a Copa demonstra que Ederson segue valorizado pela comissão técnica brasileira. A experiência acumulada em grandes competições e a bagagem internacional pesaram na decisão de Ancelotti, que aposta na segurança do goleiro para a disputa do Mundial de 2026.

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