FIA anuncia mudança na regra da Fórmula 1
Alterações visam aumentar principalmente a segurança do piloto e diminuir o uso da parte elétrica, ao mesmo tempo em que mantém a quantidade de ultrapassagens
Nesta segunda-feira (20), a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou uma série de mudanças nas regras para a temporada de 2026 da Fórmula 1, com a maioria delas já válidas para a próxima corrida, o Grande Prêmio de Miami, em maio, com exceção das largadas.
As mudanças ocorreram após diversas reuniões realizadas no último mês, que envolveram representantes das equipes, fornecedoras de motor e pilotos, para debater diferentes temas. Um dos principais pontos foi a segurança na categoria e a falta de naturalidade em algumas disputas durante as corridas, já que os pilotos precisavam se preocupar constantemente com a economia de baterias, o que impedia o uso máximo do desempenho a todo momento.
Essa foi a principal fonte de reclamação por parte das equipes antes das reuniões. Com as alterações, a FIA busca encontrar um ponto de equilíbrio, tornando as disputas mais atrativas tanto para os pilotos quanto para o público, sem diminuir o alto número de ultrapassagens visto nas três primeiras etapas do ano.
As mudanças anunciadas pela FIA para as próximas corridas
Na classificação, a recarga da bateria passa de um máximo de 8 megajoules (MJ) para 7 MJ. Isso faz com que cada piloto tenha menos energia disponível, reduzindo a dependência desse recurso e dando mais destaque aos motores tradicionais, além de exigir mais estratégia no uso dessa potência extra. Essa mudança já havia sido aplicada no Japão, quando caiu de 9 MJ para 8 MJ.
Outra alteração na classificação envolve o superclipping. A potência máxima para recarregar a bateria, mesmo com o piloto acelerando, subiu de 250 W para 350 W. Na prática, a ideia é que os carros passem menos tempo “em recarga”, facilitando o uso da energia por mais tempo. Na corrida, a mudança deve ajudar principalmente nas ultrapassagens.
Além do superclipping, uma alteração voltada à segurança dos pilotos, após alguns acidentes — principalmente envolvendo o britânico Oliver Bearman —, estabelece um limite para a impulsão da bateria. Caso a recarga esteja no máximo, o boost será limitado a 150 kW, reduzindo mudanças bruscas de velocidade, especialmente em disputas na reta.
Oliver Bearman da Hass sofreu aciedente durante Grande Prêmio do Japão (Foto: reprodução/Getty Images Embed/NurPhoto)
Seguindo na linha da segurança, o MGU-K, sistema usado para recuperar a energia do motor, só poderá ser utilizado em locais específicos, em linha com a mudança anterior, para evitar variações muito grandes de velocidade. O uso será liberado apenas em determinados pontos do circuito.
Sequência da temporada e classificação atual
Na largada e em corridas com chuva também há modificações nas regras, ainda em fase de teste. De acordo com as informações, o MGU-K passará a funcionar de forma a impedir que carros com problemas na largada fiquem parados na pista. Caso o piloto não consiga sair, uma energia mínima será acionada automaticamente para permitir o deslocamento, evitando acidentes. Segundo a FIA, não haverá ganho de performance nesse acionamento.
Matéria por Lucas Bacil (Lorena)
