Na primeira janela de transferências, Flamengo ultrapassa a marca de R$ 300 milhões com três reforços
Clube contratou três reforços para defesa e meio-campo e não descarta novos ajustes no elenco após avaliação do técnico Leonardo Jardim
O Clube de Regatas do Flamengo encerrou a primeira janela de transferências internacional deste ano com o maior investimento de sua história: R$ 334 milhões aplicados nas contratações do goleiro Andrew, do zagueiro Vitão e do meia Lucas Paquetá. Mesmo com apenas três reforços, a diretoria adotou uma estratégia pontual para suprir carências do elenco, incluindo a reposição de Matheus Cunha — que se transferiu para o Cruzeiro Esporte Clube — com a compra de Andrew junto ao Gil Vicente Futebol Clube por 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 9,4 milhões). A janela de transferências internacional terminou na última terça-feira (3).
Investimentos recordes reforçam defesa e meio-campo
Embora já tivesse três zagueiros considerados de elite no elenco, o Flamengo sentiu ao longo de 2025 o impacto das ausências por lesão e suspensão, ficando com alternativas limitadas e exigiu esforço excessivo dos titulares no fim da temporada. Para evitar novo cenário semelhante, a diretoria investiu na contratação de Vitão, que deixou o Sport Club Internacional em um acordo de 10 milhões de euros (R$ 65 milhões). A operação incluiu ainda o abatimento de 4,5 milhões de euros (R$ 29 milhões) referentes à pendência envolvendo Thiago Maia.
O maior movimento, porém, foi a repatriação de Lucas Paquetá, adquirido junto ao West Ham United por 42 milhões de euros (R$ 260 milhões) — valor que estabeleceu um novo recorde no futebol brasileiro. O clube avaliou a negociação como uma oportunidade estratégica, especialmente diante do interesse do próprio jogador em retornar ao país. Para o departamento de futebol, o alto investimento se sustenta pela capacidade de Paquetá de desempenhar múltiplas funções do meio-campo para a frente, agregando qualidade técnica ao time e ampliando a variação tática.

Lucas Paquetá, Vitão e Andrew (Foto: reprodução/X/@geglobo)
O movimento consolidou a janela mais ambiciosa da história recente do clube, com investimentos concentrados em posições consideradas estratégicas. As chegadas de Vitão, Andrew e Lucas Paquetá reforçam a espinha dorsal da equipe, mas o aporte elevado — especialmente na última negociação — pressionou o orçamento e reduziu a margem para avançar em outra prioridade do elenco: a contratação de um centroavante.
Possibilidade de reforço na janela interna segue em aberto
Com o encerramento da janela internacional nesta terça-feira, 3 de março, o mercado externo está oficialmente fechado no Brasil. Ainda assim, até o dia 27, os clubes poderão contratar jogadores que tenham atuado nos campeonatos estaduais, mantendo uma brecha para ajustes pontuais no elenco. No caso do Flamengo, a possibilidade existe, mas não parece prioridade. A diretoria tem adotado uma postura seletiva, evitando apostas de ocasião e focando em atletas de maior lastro técnico, geralmente inseridos em mercados mais robustos — ainda que isso represente cifras elevadas.
A dinâmica, porém, pode ser alterada pela nova comissão técnica. O português Leonardo Jardim, escolhido para substituir Filipe Luís, terá papel determinante na definição de eventuais reforços. Além de avaliar o elenco nas primeiras semanas de trabalho, o treinador poderá identificar lacunas específicas que não tenham sido totalmente supridas na janela internacional. Caso entenda que alguma posição carece de maior competitividade ou profundidade, Jardim pode sugerir nomes que se encaixem em sua proposta de jogo ou solicitar uma reposição imediata para equilibrar o grupo.
Diante desse cenário, o Flamengo encerra a primeira janela de 2026 com investimentos históricos e ajustes pontuais em setores estratégicos, mas ainda mantém margem para eventuais correções no mercado interno. A definição sobre novos movimentos dependerá, sobretudo, da avaliação de Leonardo Jardim nas próximas semanas. Entre planejamento financeiro, ambição esportiva e adaptação ao novo comando técnico, o clube busca equilibrar ousadia e responsabilidade para sustentar o protagonismo ao longo da temporada.
