O atleta Thiago Braz, um dos principais nomes do salto com vara, foi suspenso por doping. A suspensão é de 16 meses e deixará o campeão olímpico fora dos Jogos de Paris. O advogado do atleta, Marcelo Franklin, entrou com recurso na Corte Arbitral do Esporte.
A decisão foi confirmada nesta terça-feira (27) pela entidade máxima do atletismo, a World Athletics. Para a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), Thiago Braz não cumpriu as Regras do Antidoping do Atletismo Mundial. O atleta já estava suspenso provisoriamente desde o dia 28 de julho do ano passado.
Thiago é um dos maiores representantes do esporte no mundo. O atleta tem 30 anos e conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Em Tóquio 2021, conseguiu o bronze. Braz foi prata no Mundial de Atletismo Indoor de Belgrado, em 2022.
Antidoping
No dia 2 de julho de 2023, foram realizados exames que acusaram a presença de ostarina no atleta. A substância é utilizada para o aumento da massa muscular, da força e da performance.
A Unidade de Integridade do Atletismo informou, em nota, que solicitou a suspensão de Thiago Braz durante 4 anos. De acordo com a AIU, o atleta foi imprudente e agiu com intenção indireta.
Defesa do atleta
A defesa de Thiago alega que o campeão olímpico foi vítima de uma contaminação cruzada. É o que acontece quando um atleta ingere algum suplemento ou medicamento que tenha a presença da substância considerada doping.
Em nota publicada no Instagram, a defesa informa que o atleta irá se pronunciar após o julgamento final na Corte Arbitral na Suíça e que estão confiantes para a exclusão ou diminuição da suspensão, para que Thiago consiga competir em Paris.
Em entrevista ao ge, o advogado Marcelo disse que está otimista. “A decisão foi boa, porque queriam quatro anos e tivemos 16 meses. Estabelecemos que o Thiago não teve culpa, foi uma vítima da contaminação cruzada”, informou.
Atualmente, a suspensão de Thiago Braz vai até o dia 27 de novembro deste ano.