Juliana Paes retorna ao Carnaval e revela como constrói a sensualidade em cena
Atriz retorna como rainha de Bateria da Unidos do Viradouro e fala sobre a construção de performances autênticas e expressivas na atuação
Nesta segunda-feira (16), a atriz Juliana Paes retorna à Marquês de Sapucaí após dezoito anos para brilhar novamente como rainha de bateria da Unidos do Viradouro. A volta acontece em homenagem ao Mestre Ciça, figura central em sua trajetória na escola. A presença da atriz na avenida reacende a relação entre espetáculo, identidade visual e performance, elementos que aproximam Carnaval, moda e dramaturgia.
Em entrevista ao Extra, Juliana afirmou que atuar “no calor da cena” evidencia a ligação direta entre interpretação e expressão estética. No campo da moda, essa visão se traduz em presença, postura e domínio da própria imagem, fatores que transformam o figurino em narrativa visual e reforçam o corpo como instrumento de comunicação simbólica.
Sensualidade como construção cênica
Juliana Paes destacou que a sensualidade de sua nova personagem não nasce de uma construção artificial, mas da conexão genuína com a história e com as emoções da figura que interpreta. Segundo a atriz, cada papel exige uma energia própria, e alguns acabam revelando traços já existentes em sua personalidade, que se intensificam naturalmente diante das câmeras.
Ela aproxima essa intensidade cênica da força simbólica de uma rainha de bateria, figura que se destaca pela postura e pela comunicação corporal. Tal como na avenida, onde a performance nasce do movimento e da energia transmitida, no set a verdade da atuação surge da combinação entre expressão física e envolvimento emocional.
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Juliana Paes durante os ensaios técnicos da Viradouro (Foto: reprodução/Instagram/@julianapaes)
Nesse sentido, Juliana ressalta que o corpo e o olhar funcionam como ferramentas narrativas tão relevantes quanto o texto. Em cena, cada gesto comunica intenções e sentimentos, permitindo que a interpretação alcance profundidade e autenticidade, elementos que, para a atriz, são essenciais para tornar uma personagem convincente e memorável.
Retorno ao posto de rainha de bateria
A atriz voltou a comentar sobre o processo de construção da personagem e reforçou que a intensidade da atuação nasce da entrega emocional durante as gravações. Segundo ela, a sensualidade que aparece em cena não é planejada, mas surge da conexão com a história e do envolvimento com o papel. Quando a interpretação é verdadeira, afirma, o corpo e a expressão passam a comunicar sentimentos de forma espontânea.
Juliana explica que cada personagem desperta uma energia distinta e, em alguns casos, evidencia características que já fazem parte de sua identidade, apenas ampliadas pela narrativa. Essa percepção reforça a ideia de que atuar vai além do texto, envolvendo presença física, emoção e construção visual para tornar a performance mais consistente.
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Juliana Paes volta ao posto de rainha de bateria no Carnaval de 2026 (Foto: reprodução/Instagram/@julianapaes)
Ao retomar a comparação com a rainha de bateria, a atriz destaca a importância da postura, do movimento e da confiança como elementos que sustentam o impacto diante do público. Assim como no Carnaval, onde a força simbólica da performance nasce da expressão corporal, na dramaturgia a verdade da cena surge da soma entre emoção, figurino e entrega artística.
