Atirador do jantar com Donald Trump pode pegar prisão perpétua
Autor do crime pode ser julgado por 3 crimes após tentativa de assassinato ao presidente dos Estados Unidos durante o jantar com jornalistas
O homem que invadiu o jantar da presidência americana no último sábado (25) foi oficialmente acusado de tentar matar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — em crime ocorrido dentro do hotel Hilton, em Washington. O jantar era um evento anual que realizava um encontro entre o presidente Donald Trump, o vice J. D. Vance, secretários do governo, políticos da alta cúpula e jornalistas correspondentes que cobram a Casa Branca. O atirador é denunciado por três crimes, podendo alcançar a penalidade de prisão perpétua.
Momentos de desespero
No evento tinha também uma jornalista brasileira, Raquel Krahenbuhl, repórter da TV Globo que relatou momentos de tensão e desespero no local. Segundo a repórter, os convidados estavam começando a jantar enquanto no palco havia o presidente Donald Trump e o vice, J. D. Vance junto de algumas autoridades.
“Na hora, eu achei que tivesse sido um acidente, que uma mesa havia caído. Mas, nesse momento, todo mundo começou a entrar debaixo das mesas, para se proteger, e foi aí que a gente imaginou que tivesse ocorrido um tiroteio”

Foi então que os tiros começaram a ser disparados e todos começaram a ir para debaixo das mesas. Os seguranças subiram ao palco e começaram a retirar as autoridades às pressas.
Autor do crime
O atirador, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, é natural da Califórnia e professor, foi baleado pela segurança nacional e agora está sob custódia do governo federal e aguarda uma audiência para decidir se o manterá preso. O autor do crime foi denunciado por três crimes, sendo:
- Tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, que pode levar à prisão perpétua;
- Transporte interestadual de arma de fogo para cometer um crime, com pena de até 10 anos de prisão;
- Disparo de arma de fogo durante um crime violento, com pena mínima de 10 anos e máxima de prisão perpétua.
Hotel Washington Hilton, local do atentado (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Andrew Leyden)
No dia da tentativa de atentado, Cole carregava facas, uma espingarda e uma pistola e mais cedo deixou uma carta extensa à família na qual zombava a segurança do hotel e ficou surpreso de conseguir se hospedar no mesmo hotel no dia anterior com armas. A repórter destacou que a segurança do local não era reforçada, houve o bloqueio da rua pela segurança federal, mas na entrada do hotel era necessário apenas apresentar o convite. Já a revista era feita apenas para entrar dentro do salão para o jantar.
