B-52: EUA sobrevoa Irã com bombardeiro considerado o mais mortal do país
País pretende atrapalhar a reposição de munições usadas na guerra através dos bombardeiros; Irã diz que empresas de tecnologia envolvidas são alvos
Os Estados Unidos usaram bombardeiros B-52 para sobrevoar o espaço aéreo do Irã, pela primeira vez desde o início da guerra, de acordo com informação confirmada pelo Departamento de Guerra na última terça-feira (31). A intenção dos EUA com o bombardeiro é impedir a reposição de munições usadas na guerra.
De acordo com o Pentágono, os bombardeiros serão utilizados também para atacar cadeias de suprimentos responsáveis pelo abastecimento de instalações de construção de mísseis, drones e navios do Irã.
Saiba mais sobre o modelo B-52
Fabricado pela Boeing, o modelo B-52 foi projetado para o transporte de armamento nuclear e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer. A produção começou na década de 1950 e foi um importante instrumento para os Estados Unidos durante a Guerra Fria. Em relação a quantidade, 744 unidades foram produzidas, sendo a última em outubro de 1962. O modelo também existe na versão “H”, o qual pode carregar até 20 mísseis de cruzeiro.
Modelo B-52 de 1966 (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Archive Photos/MPI)
O modelo apresenta tecnologia moderna e conforme as forças armadas dos EUA, ele “é capaz de empregar toda a gama de armas desenvolvidas em conjunto e seguirá ao longo do século 21 como um elemento importante das defesas do país. Também disseram que: “A Força Aérea atualmente prevê operar os B-52 até 2050″, revelam as Forças Armadas dos EUA.
O bombardeiro têm oito motores, com um alcance de até 15 mil metros de altitude, assim, a capacidade junto dos ataques de alta precisão tem um efeito que amplia o apoio aéreo em investidas. Apesar da magnitude, o modelo não é tão ágil quanto caças, sendo mais vulnerável a sistemas antiaéreos.
Irã pretende contra-atacar
Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhar um vídeo sobre uma explosão em um depósito de armas em Isfahan, o uso do B-52 foi anunciado. Na última terça-feira (31), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que vai atacar empresas americanas no Oriente Médio como forma de retaliar os últimos bombardeios que mataram cidadãos iranianos. Entre os alvos está a fabricante do bombardeiro B-52, a Boeing.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que as instituições envolvidas serão alvos e aconselhou que os funcionários deixem os locais de trabalho por questões de segurança. Também disseram que: “Moradores de áreas próximas a essas empresas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e buscar um local seguro.”, aconselhou a organização.
Além da Boeing, mais 17 empresas de tecnologia estão na lista de alvos, com algumas delas sendo a Tesla, o Google, a Dell, Apple e Microsoft. A intenção do presidente Trump é acabar com as infraestruturas de energia e pontos centrais do Irã.
