E-3 Sentry: como funciona o avião de US$ 270 milhões dos EUA destruído por drones iranianos

E-3 Sentry foi destruído em um ataque iraniano com mísseis e drones na Arábia Saudita, mostrando vulnerabilidade estratégica e avanço do conflito

30 mar, 2026
E-3-Sentry | Reprodução/X/@MCBNNEWSS
E-3-Sentry | Reprodução/X/@MCBNNEWSS

Um E-3 Sentry, aeronave de alerta e controle aéreo dos Estados Unidos, foi destruído em um ataque atribuído ao Irã contra a Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, no domingo (29). O modelo desempenha papel central na vigilância do espaço aéreo e na coordenação de operações militares.

De acordo com relatos de veículos como The New York Times e The Wall Street Journal, a ação envolveu o uso combinado de mísseis e drones. O ataque deixou ao menos 12 militares americanos feridos, dois deles em estado grave.

Para que serve o E-3 Sentry, avião de vigilância dos EUA

O E-3 Sentry está entre as principais plataformas de vigilância e comando aéreo dos Estados Unidos e integra o sistema AWACS (Alerta e Controle Aerotransportado), desempenhando papel estratégico ao oferecer uma visão ampla do campo de batalha e atuar como centro de monitoramento e coordenação de operações militares; seu principal destaque é o radomo — o grande disco instalado sobre a fuselagem que abriga um radar rotativo de alta capacidade — e, derivado do avião comercial Boeing 707, o modelo foi adaptado para uso militar e entrou em serviço na década de 1970, sendo capaz de detectar e rastrear aeronaves, drones, mísseis e até alvos marítimos a mais de 375 quilômetros de distância, inclusive em baixa altitude, ao reduzir interferências do terreno e aumentar a precisão em cenários complexos.

Capaz de atuar em diferentes altitudes e sob variadas condições climáticas, o E-3 Sentry pode permanecer em voo por cerca de oito horas sem reabastecimento, com possibilidade de estender esse período por meio de abastecimento aéreo. A aeronave possui 46,6 metros de comprimento e 44,4 metros de envergadura, sendo equipada com quatro motores turbofan que garantem alto desempenho, permitindo atingir até 855 km/h e autonomia superior a 9.000 quilômetros. A bordo, a operação envolve quatro pilotos — dois na cabine e dois de reserva para missões prolongadas — além de 13 a 19 especialistas responsáveis por analisar dados e coordenar ações em tempo real. Avaliado em cerca de US$ 270 milhões por unidade, o modelo integra uma frota limitada da Força Aérea dos Estados Unidos e é considerado peça-chave em operações no exterior, com aeronaves já posicionadas em bases na Europa e no Oriente Médio em meio às tensões com o Irã.



O que ocorreu no ataque

Um avião de vigilância E-3 Sentry foi atingido durante um ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita. Segundo o Wall Street Journal, a aeronave está entre as que sofreram danos na ofensiva, que também alcançou aviões de reabastecimento estacionados no local. A base, utilizada por forças dos Estados Unidos, tem sido alvo de ações recentes em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, e, de acordo com a Al Jazeera, cada unidade do modelo é avaliada em cerca de US$ 270 milhões.

O episódio ocorre em um contexto mais amplo de ataques iranianos contra estruturas militares americanas no Golfo. Nas últimas semanas, sistemas de radar, baterias de defesa antimísseis, drones e outras aeronaves foram atingidos em bases localizadas na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Kuwait, conforme relatos da imprensa internacional. As ofensivas são apontadas como parte da resposta de Teerã à presença e atuação dos EUA na região, intensificando as tensões em uma área estratégica para a produção e o escoamento global de petróleo.

O ataque ao E-3 Sentry reforça o grau de escalada e sofisticação do confronto entre Irã e Estados Unidos, evidenciando a vulnerabilidade até de ativos estratégicos de alto valor em cenários de guerra moderna. Ao mesmo tempo, a sequência de ofensivas amplia a instabilidade no Oriente Médio e eleva os riscos para a segurança energética global, indicando um cenário cada vez mais volátil e de difícil contenção diplomática.

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