Brasil e EUA vivem impasse sob nova ameaça de tarifas
Ameaça de novas tarifas de Trump contra o Brasil mantém o comércio sob incerteza e faz governo criar medidas de apoio aos exportadores
As relações comerciais e diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos continuam indefinidas após a imposição de tarifas pelo governo de Donald Trump, prejudicando as exportações brasileiras. Em 2025, Trump justificou as taxas de até 50% apontando tensões políticas e acusando o Judiciário brasileiro de interferência irregular.
No ano seguinte, em 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou a medida ilegal e derrubou o chamado “tarifaço”. Apesar disso, e mesmo após uma rápida melhora na conversa entre os presidentes, o governo americano voltou a ameaçar o comércio bilateral ao propor uma nova taxa de 25% sobre os produtos brasileiros. Desta vez, Washington alega “concorrência desleal” por causa do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos ( Pix) e supostas falhas nas regras de setores como tecnologia e etanol.
Prejuízos à economia brasileira
Esses impostos afetaram a economia brasileira porque deixaram as mercadorias do país mais caras para os compradores americanos. Como consequência, as vendas do Brasil para os EUA caíram, muitas empresas faturaram menos, a troca comercial entre as duas nações encolheu e os exportadores se preocuparam com o futuro dos negócios.
Ver essa foto no Instagram
Luiz inácio Lula da silva na 7ª Plenária do Conselhão (Foto: reprodução/Instagram/@lulaoficial)
Nem todas as mercadorias receberam a taxa máxima de 50%. Quase metade das exportações do Brasil (44,6%) ficou de fora do valor mais alto. Itens considerados importantes para a própria economia dos Estados Unidos, como petróleo, suco de laranja, aviões e celulose, tiveram um imposto menor, fixado em 10%.
Inicialmente, o setor agrícola também foi atingido, mas o governo americano voltou atrás e retirou a cobrança extra sobre produtos como carne bovina, café e frutas. A decisão foi tomada após o aumento dos preços desses alimentos para os consumidores dos Estados Unidos.
Ações de apoio às empresas
Para diminuir os prejuízos das empresas afetadas, o governo brasileiro criou medidas de apoio que incluem a liberação de empréstimos, a redução de impostos e a ampliação do programa Brasil Soberano. Com a mudança, o programa passou a socorrer companhias que perderam a partir de 1% do seu faturamento por causa das barreiras americanas.
Ver essa foto no Instagram
Presidente Lula em encontro com Trump em Washington-EUA (Foto: reprodução/Instagram/@lulaoficial)
Ao mesmo tempo, o governo do Brasil e os representantes das empresas continuam conversando com os Estados Unidos. O objetivo é evitar a criação de novas taxas e conseguir que mais produtos brasileiros fiquem livres de cobranças. Diante desse cenário incerto, o setor público e os empresários unem forças para proteger as fábricas e os empregos no país.
