TCU e MP pede acesso de provas sobre venda de presentes, à Moraes

Caroline Barbosa Por Caroline Barbosa
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TCU e MP pedem ao STF, a autorização para o acesso às provas da venda dos presentes dados por autoridades estrangeiras. O objetivo é investigar informações da quebra de sigilo bancário de Jair Bolsonaro e Michelle no exterior. E provas de pessoas envolvidas na venda/recompra de presentes.

Pedido de compartilhamento de provas

O Tribunal de Contas da União (TCU)  juntamente com o Ministério Público (MP), fez o pedido nesta terça (12), que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes autorize o compartilhamento de informações levantadas pela Polícia Federal (PF) na investigação sobre a venda de presentes por agentes públicos do Brasil.

A solicitação ao STF foi feita pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, inserido no procedimento do TCU que investiga os presentes recebidos pelo ex-presidente Bolsonaro durante o seu mandato.

O objetivo é ter acesso as informações que resultaram à quebra de sigilo bancário do ex-presidente e sua esposa, em contas nos Estados Unidos.

O pedido solicita o compartilhamento de provas de pessoas envolvidas no “processo ilegal de venda de bens pertencentes ao patrimônio da União”. Também da quebra de sigilo bancário do ex-presidente e sua esposa nos EUA. 

De acordo com o subprocurador-geral, também “poderão ser responsabilizados, além do ex-presidente, os agentes envolvidos nas transações de venda e de recompra dos presentes”.


Jair Bolsonaro (Foto: reprodução/Tânia Rêgo(Agência Brasil)

Jair Bolsonaro. (Foto: reprodução/Tânia Rêgo/Agência Brasil)


O sigilo bancário

Alexandre de Moraes autorizou em agosto deste ano, a quebra de sigilo bancário de Bolsonaro e Michelle no exterior, à um pedido da PF.

A suspeita é de que as contas teriam sidos usadas para receber o valor das vendas dos presentes recebidos por agentes públicos do Brasil de autoridades árabes.

O Tribunal de Contas da União, tem um procedimento em aberto para realizar a apuração de todas as peças dadas por autoridades estrangeiras a Jair Bolsonaro durante o mandato.

Em nota, a defesa do ex-presidente afirmou que Bolsonaro nunca teve qualquer ingerência na classficação dos presentes. “O ex-presidente Jair Bolsonaro jamais teve acesso as informações sobre os presentes, quem os recebeu, quem os catalogou…” 

Foto destaque: Ex-presidente Jair Bolsonaro. Reprodução/Isaac Nóbrega/PR

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