Chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária iraniana é morto por Israel

O chefe militar fazia parte da Guarda revolucionária há 50 anos e chefiava a inteligência a cerca de dez meses. Outros líderes iranianos já foram atacados na guerra

06 abr, 2026
Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã | Repodução/X/@republiqueBRA
Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã | Repodução/X/@republiqueBRA

Durante bombardeio realizado nesta segunda-feira (6), o chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Majid Khademi, foi morto, como informado pelo Exército de Israel e também pela força militar iraniana, o falecido militar era parte da guarda a cerca de 50 anos, e chefiava a inteligência desde junho de 2025. Não houve a confirmação de outros mortos ou feridos durante esse mesmo ataque.

A morte Majid Khademi

O general iraniano foi atingido por um bombardeio de precisão que atingiu sua localização em Teerã, capital do Irã. Khademi é mais um dos líderes do Irã que são mortos desde o início dos conflitos no Oriente Médio, que iniciaram no dia 28 de fevereiro, justamente com a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani, e o comandante responsável por fechar o Estreito de Ormuz, Alireza Tangsiri também foram outros alvos já abatidos por Israel durante os conflitos. Majid Khademi havia assumido a chefia da inteligência em junho de 2025 também após o último dono do cargo, Mohammad Kazemi, ser morto por Israel durante a guerra de 12 dias que ocorreu há época.


 

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Majid Khademi (Foto: reprodução/Instagram/@globonews)


A morte de Khademi foi comunicada pela Guarda Revolucionária iraniana através de seu canal no Telegram, que afirmou que o general “morreu como mártir no ataque terrorista criminoso do inimigo americano-sionista (…) hoje ao amanhecer”. Ao comunicar o falecimento do general através de seus canais, Israel afirmou que Majid Khademi era “um dos comandantes mais graduados” da Guarda, com “ampla experiência militar” acumulada ao longo de “muitos anos”, além de ser uma das três principais autoridades da Guarda Revolucionária do Irã.

A guerra no golfo

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que se iniciou no último dia de fevereiro deste ano ainda persiste e não há grandes perspectivas de melhora, apesar de tratativas de paz já estarem entrando em pauta, ao mesmo tempo, o conflito segue à todo vapor. Cerca de cinco mil pessoas podem já ter perdido suas vidas nos ataques promovidos por EUA e Israel ao Irã e também ao Líbano, aliado dos iranianos.

Outro fator provocado pelos conflitos é a alta do petróleo, que exponenciou o preço da matéria-prima fundamental para todo o combustível global, já que mais de 20% de todo o petróleo mundial sai dos países do golfo, como o próprio Irã, ou o Kuwait e o Emirados Árabes Unidos, que são indiretamente atingidos pela guerra quando os embates fecham o Estreito de Ormuz, a rota por onde escoam os navios da região com a exportação dos recursos locais.

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