Presidente da CPMI do INSS quer ouvir Vorcaro presencialmente e descarta depoimento fechado

Presidente da CPMI do INSS exige depoimento presencial de Vorcaro e rejeita reunião fechada, enquanto comissão investiga fraudes em benefícios no INSS

23 fev, 2026
Presidente da CPMI, Carlos Viana | Reprodução/Carlos Moura/Agencia Senado
Presidente da CPMI, Carlos Viana | Reprodução/Carlos Moura/Agencia Senado

O senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, afirmou nesta segunda-feira (23) que planeja ouvir o banqueiro e empresário Daniel Vorcaro de maneira presencial no Congresso Nacional e também descartou a possibilidade de ocorrer um novo depoimento de forma fechada no estado de São Paulo.

Declarações e depoimentos

A declaração do parlamentar ocorreu após novos desdobramentos da investigação sobre possíveis esquemas e fraudes em benefícios previdenciários.
Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi mais uma vez convocado pela comissão para prestar novos esclarecimentos sobre suspeitas de irregularidades que estão diretamente relacionadas a empréstimos consignados e também a possíveis prejuízos a aposentados e pensionistas.

Entretanto, o ministro André Mendonça amparou Vorcaro, garantindo que ele teria o direito de não ser obrigado a depor; portanto, o banqueiro não compareceu à sessão que ocorreria nesta segunda-feira.

Diante da ausência de Vorcaro, o presidente da CPMI reforçou que não considera a hipótese de ocorrer a coleta do depoimento fora do ambiente oficial do Congresso ou em qualquer ambiente reservado. A justificativa é de que a proposta comprometeria diretamente a transparência dos trabalhos e da investigação do caso.

Desdobramentos e investigação

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) investiga um dos casos mais urgentes atualmente no país, envolvendo fraudes no INSS e descontos indevidos de aposentados e pensionistas. As irregularidades teriam sido realizadas por entidades associativas sem a autorização prévia dos beneficiários, o que acarreta prejuízos de valores bilionários aos cofres públicos e também aos segurados.

As apurações do caso também investigam a possível participação de instituições financeiras no esquema, neste caso, o Banco Master, que está diretamente ligado a Daniel Vorcaro, e que mantinha acordos de cooperação com o INSS para a oferta de créditos consignados. O caso levou a comissão a investigar as responsabilidades das instituições nas irregularidades.


Fachada do Banco Master (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


As investigações permanecem em andamento, e a CPMI não descarta novas convocações para aprofundar as apurações no esquema e ouvir um dos nomes mais importantes do caso de maneira pública, considerado um dos maiores escândalos recentes envolvendo a Previdência Social no país.

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