Lula afirma que Brasil acerta ao agir com cautela diante de tarifaço de Trump
Brasil defende relações iguais entre países após decisão da Suprema Corte dos EUA contra tarifaço de Trump; Lula afirma não desejar nova Guerra Fria
O presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o Brasil adotou postura correta diante do tarifaço americano. O líder brasileiro comentou a decisão da Justiça dos Estados Unidos (EUA) na madrugada deste domingo (22). A princípio, Lula afirmou que o governo brasileiro agiu com cautela ao lidar com as taxas impostas por Donald Trump. Além disso, ele destacou que parte das medidas já havia sido revista anteriormente.
Decisão da Suprema Corte e impacto nas tarifas
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Trump extrapolou sua autoridade ao impor tarifas amplas. Logo, a maioria dos juízes avaliou que a lei usada não permite ações unilaterais. O republicano utilizava a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. No entanto, a Corte concluiu que o presidente não pode aplicá-la dessa forma.
Com isso, a decisão anulou tarifas recíprocas de 10% anunciadas anteriormente. Além disso, derrubou sobretaxa de 40% sobre diversos produtos brasileiros. Após a decisão, Trump anunciou nova tarifa global de 10%. Ainda assim, permanecem dúvidas sobre produtos exportados pelo Brasil. Já o presidente brasileiro afirmou que não cabe a ele julgar decisões de outra Suprema Corte. Entretanto, disse que o desfecho reafirma a prudência brasileira.
Relação bilateral e agenda com Trump
Durante agenda em Nova Délhi, Lula defendeu tratamento igual entre as nações. Segundo ele, o Brasil não deseja uma nova Guerra Fria. “Queremos relações iguais com todos os países”, declarou o presidente. Além disso, ele disse esperar reciprocidade dos Estados Unidos.
Tarifaço de Trump eleva insegurança nos mercados (Vídeo: reprodução/YouTube/@CNN Brasil)
Nesse cenário, Lula confirmou encontro com Trump em março. Segundo ele, a pauta irá além de minerais críticos. O presidente afirmou que pretende discutir comércio, investimentos e a situação de brasileiros nos EUA. Além disso, quer abordar o combate ao crime organizado.
Ao passo que as falas ocorreram, fontes do Palácio do Planalto avaliam que a reunião pode reorganizar a relação bilateral. Interlocutores defendem diálogo direto para reduzir tensões. Durante a viagem à Índia, Brasil e governo indiano assinaram seis memorandos. Os acordos envolvem saúde, tecnologia e minerais críticos. Em seguida, Lula viajará para a Coreia do Sul. Enquanto isso, diplomatas acompanham os efeitos práticos da decisão americana. Por fim, o presidente afirmou que a relação com Trump melhorou. Assim, o diálogo voltou a ser civilizado e respeitoso.
