Daniel Vorcaro passa primeira noite no presídio da Papudinha
Ex-dono do Banco Master chegou ao local nesta quinta-feira (25) após a determinação do STF pela transferência, enquanto avaliam novo acordo de cooperação
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido da Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, também conhecido como Papudinha, nesta quinta-feira (25), e já passou a noite no presídio. Vorcaro chegou a ter dois pedidos de delação premiada negados e ainda trocar de advogados em busca de conseguir uma prisão domiciliar.
Na Papudinha, por tempo indeterminado
O ex-banqueiro deve continuar no presídio enquanto sua defesa avalia se vale pedir um novo acordo de cooperação para as autoridades. Anteriormente, outros dois pedidos já haviam sido feitos e ambos negados, o primeiro, recusado pela Polícia Federal, e o segundo tanto pela PF quanto pela Procuradoria-Geral da República. Neste momento, de acordo com pessoas próximas do banqueiro, a tendência é que ele vá reunir um material mais robusto em busca de conseguir um acordo.
Reportagem da chegada de Daniel Vorcaro ao complexo penitenciário (Vídeo: reprodução/YouTube/@CNNbrasil)
De acordo com a decisão do ministro André Mendonça, relator dos processos envolvendo o Banco Master no STF, a Polícia Militar do Distrito Federal deve adotar medidas para que Daniel Vorcaro não tenha contato com outros investigados no caso do Banco Master que também estejam no complexo da Papudinha, um deles, por exemplo, o ex-presidente do Banco de Brasília (BSB), Paulo Henrique Costa.
O Complexo da Papudinha
A prisão conhecida como “Papudinha” fica localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e habitualmente é utilizada para manter presos com direito a prisão especial, como autoridades e policiais militares que, por segurança, não devem ser alocados junto de detentos comuns. A Papudinha é utilizada dessa maneira por possuir um ambiente mais controlado do que outras áreas do Complexo.
Vorcaro buscava evitar a transferência para um presídio comum, tendo como objetivo uma prisão domiciliar ou, ao menos, permanecer na Superintendência da PF; no entanto, com os dois pedidos de cooperação negados e, segundo o magistrado, a permanência nas instalações da Polícia Federal já não sendo mais adequada. O banqueiro retorna a um presídio comum, já que, quando foi preso preventivamente em março, foi conduzido inicialmente ao Centro de Detenção Provisória em Guarulhos (SP).
