Daniel Vorcaro é preso em nova fase de operação da Polícia Federal

Dono do Banco Master é investigado por um esquema bilionário de fraudes financeiras, o banqueiro ja está no Superintendência da PF em São Paulo

04 mar, 2026
Banco Master | Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil
Banco Master | Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso novamente, nesta quarta-feira (4), pela Polícia Federal em São Paulo pela terceira fase da Operação Compliance Zero que investiga um esquema de fraudes financeiras bilionário. O empresário já havia sido preso em novembro de 2025 quando tentou embarcar para a Europa em um avião particular, no que, segundo a PF, era uma tentava de fuga do país. Além de Daniel, o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, também era alvo da investigação e se entregou.

Vorcaro e Zettel

Daniel Vorcaro era aguardado nesta quarta-feira para prestar depoimento à CPI do Crime Organizado, em Brasília, porém, como determinado pelo ministro André Mendonça, sua presença era facultativa. O banqueiro já havia sinalizado que compareceria apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Ao ser procurada, a defesa de Daniel ainda não havia se manifestado a respeito da prisão.


Vorcaro é preso pela Polícia Federal (Vídeo: reprodução/YouTube/@CNNbrasil)


Fabiano Zettel se entregou na Superintendência da PF em São Paulo nesta quarta, ele é apontado como operador financeiro do grupo liderado por Vorcaro. Zettel é casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, ele trabalha como pastor. A defesa de Fabiano ao ser procurada disse que “em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades”, afirmou.

Operação Compliance Zero

A Polícia Federal investiga a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”. A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O nome da operação faz menção à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Os dois investigados se encontram na Superintendência da PF em São Paulo. Ainda há também dois mandados de prisão preventiva, além de 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em São Paulo e Minas Gerais. As investigações contam ainda com o apoio do Banco Central do Brasil.

Ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueios de bens, no valor de R$ 22 bilhões, também foram determinadas. O objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo que continua sob investigação e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.

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