Deolane Bezerra é denunciada por Ministério Público de São Paulo

Apuração conduzida por promotores avança e leva caso envolvendo personalidade da internet para análise judicial no interior paulista

10 jun, 2026
Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram/@deolane
Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram/@deolane

O caso envolvendo a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira (10), após o Ministério Público de São Paulo apresentar uma denúncia à Justiça contra Deolane, apontando suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa de Deolane nega qualquer irregularidade e afirma que ela é inocente das acusações. Agora, caberá à Justiça analisar a denúncia e decidir se o processo criminal será oficialmente aberto contra a influenciadora.

Denúncias sobre a influenciadora

O Ministério Público de São Paulo denunciou Deolane Bezerra por suposta ligação com o PCC e a influenciadora está presa em Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Segundo as investigações, a denúncia apresentada pelo órgão público será analisada pela Justiça, que decidirá se o caso seguirá para a fase de ação penal.

O conflito foi apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente. Além disso, a Justiça negou o pedido da defesa para que Deolane fosse transferida para outra unidade prisional.


 

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Deolane Bezerra é denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (Foto: reprodução/Instagram/@deolane)


Nesse caso, portanto, o Ministério Público afirmou que a prisão domiciliar normalmente não é concedida em casos que envolvem organizações criminosas ligadas à violência. Os promotores também destacaram que a advogada está em uma unidade prisional com condições adequadas para permanecer presa. Além disso, o fato de a influenciadora ter uma filha com menos de 12 anos, não é suficiente para garantir a prisão domiciliar. Segundo o Ministério, esse aspecto precisa ser analisado junto com os demais fatores do processo antes de uma decisão ser tomada.

Movimentação de recursos ligados ao PCC

A denúncia foi feita por Gakiya, promotor de Presidente Prudente, e outros seis promotores nesta semana. Segundo a investigação, pessoas ligadas aos líderes da facção ajudavam a repassar dinheiro conseguido de forma ilegal. Os investigadores afirmam que parte desse dinheiro teria sido enviado para a influenciadora digital, Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho. Everton e Paloma são sobrinhos de Marcola, apontado como chefe do PCC.

De acordo com o Ministério Público, documentos e análises bancárias mostram que o dinheiro teria sido escondido e depois usado de forma a parecer que tinha origem legal. Com a apresentação da denúncia, o caso entra em uma nova fase e será analisado pela Justiça. Agora, os magistrados decidirão se os investigados responderão formalmente às acusações, enquanto as apurações continuam e a defesa dos envolvidos poderá apresentar seus argumentos.

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