Julgamento para eleição de governador no Rio gera repercussão após fala de advogado
Em julgamento no STF, Thiago Boverio declarou ser mais fácil eleger o Coringa ao Batman no caso de uma eleição indireta; cabe ao povo a decisão
Nesta quarta-feira (8), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a votação para decidir o formato das eleições para governador na cidade do Rio de Janeiro. A princípio, o julgamento terminou empatado com placar de um a um, para escolher se a votação será feita de forma direta ou indireta. Além do mais, o julgamento também foi marcado por declarações controvérsias.
Mandato-tampão
O julgamento serve para escolher o formato de eleição, após o ex-governador Cláudio Castro renunciar ao cargo em 23 de março, logo depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou o julgamento de cassação de seu mandato. Como resultado, Castro teve o mandato cassado e está inelegível por oito anos.
Na linha de sucessão estava o vice-governador Thiago Pampolha que deixou o cargo após assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Logo após, Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembléia Legislativa no Rio de Janeiro, que não pode assumir ao ser preso no fim de março.
Atualmente, quem preside o governo no Rio é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto. O formato do mandato-tampão pode ser adotado através de eleições diretas, com a população comparecendo às urnas para votar. Já de forma indireta, seria realizada uma eleição através dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Sessão de votação
Durante a votação, o advogado do PSD, Thiago Fernandes Boverio, comparou a cidade do Rio a Gotham City: “Eu acredito que o Rio de Janeiro virou Gotham City. E se for realizada a eleição em Gotham City indireta, é mais fácil eleger o Coringa do que o Batman. A situação é complicada”. Boverio defende que a eleição deve ser feita através da população e diz que de forma indireta, somente se o voto for público.
Julgamento no STF sobre mandato-tampão (Vídeo: reprodução/YouTube/Terra Brasil)
Outro advogado que reiterou o voto por parte do povo foi Gustavo da Rocha Schmidt, do PSD-RJ. Aristides Junqueira Alvarenga, também do PSD-RJ, alertou que a renúncia do ex-governador Cláudio Castro se deu por motivo eleitoral. “Preciso lembrar que a renúncia foi feita em curso o julgamento da cassação. Causa da vacância decorre de julgamento do TSE. Trata-se de causa de natureza eleitoral” informou o advogado. A votação terminou em empate, com o pleito dos ministros Cristiano Zanin com o voto de forma direta e Luiz Fux contra. A previsão para volta é nesta quinta-feira (9).
