Guerra entre EUA, Israel e Irã é intensificada por novas ameaças

Forças iranianas podem colocar minas navais na rota estratégica do petróleo, no estreito de Ormuz, Trump volta a subir o tom contra o país após ameaça

11 mar, 2026
Navio | Reprodução/X/@desireerugani
Navio | Reprodução/X/@desireerugani

No decorrer desta terça-feira (10) o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, voltou a elevar o tom da guerra contra o Irã, e o motivo é simples, segundo a imprensa estadunidense, as forças iranianas estariam dispostas a colocar minas navais no Estreito de Ormuz, a principal rota do petróleo mundial. O tráfego marítimo na região já estava enfraquecido devido ao início dos conflitos e agora com a nova ameaça, poderia ser um risco ainda maior para as embarcações.

Com o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o petróleo mundial chegou a sua maior valorização em cerca de quatro anos, chegando ao preço de aproximadamente US$120 por barril. A valorização ocorreu pelo fato do Irã ter afirmado que fecharia o Estreito de Ormuz, a principal rota do petróleo mundial que sai de países como Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, em direção a países como China e Japão, movimentando cerca de 20 a 30% do petróleo mundial.

Minas navais iranianas

Minas navais são dispositivos explosivos que podem ser colocados presos ao fundo do mar ou simplesmente à deriva no oceano para colidir com os cascos dos navios que por ali passarem, danificando ou até mesmo afundando as embarcações. Estimativas apontam que o Irã possui entre 2 mil e 6 mil minas navais a disposição em seu arsenal, todas de variadas origens, como fabricadas no próprio país, e outras de origem ocidental ou soviética, como aponta a análise do Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas.

Modelos mais modernos dessas minas navais em posse do Irã são equipados com um sistema que lança mísseis subaquáticos em direção às embarcações quando detectadas pela bomba, chamada de EM-52. Para as forças iranianas posicionarem essas minas, é necessário o uso de submarinos e estudos apontam que o país possui apenas três submarinos apropriados para isso. Outras bombas mais simples podem ser posicionadas através de barcos.


Explosão de minas navais durante exercício militar próximo a base naval de Kaohsiung, em Taiwan (Foto: Reprodução/Getty Images Embed/An Rong Xu)


Minas marítimas são regulamentadas para uso desde a Convenção de Haia, em 1907, e são apenas proibidas de serem posicionadas próximas às costas dos países ou de portos inimigos. Com a possibilidade de minas estarem sendo colocadas no estreito, a travessia que antes, ainda era possível, agora se torna um grande risco aos navios, que por mais que grandes cargueiros não possam ser afundados por uma única mina, sofrerão sérios danos ao casco.

A resposta dos Estados Unidos

Com a ameaça iraniana de posicionar as bombas no Estreito de Ormuz, Donald Trump logo fez suas exigências, o presidente dos Estados Unidos, em sua rede social Truth Social, afirmou que caso as minas já tenham sido colocadas em posição, e não sejam removidas, o país do Oriente Médio pode sofrer consequências militares “de uma magnitude sem precedentes”. De acordo com Trump, a região é monitorada e embarcações que tentarem minar o estreito, serão destruídas.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou que, ao longo desta terça-feira (10), atacou diversas embarcações iranianas na região, entre elas, 16 estariam transportando minas para posicionar no estreito. Em entrevista concedida na última segunda (9), Trump afirmou que avalia tomar posse do controle do Estreito de Ormuz, e destruiria o Irã se fosse necessário. “Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”, Afirmou ele.

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