EUA reforçam combate ao PCC nas Américas com estratégia

Documento dos EUA classifica o PCC como a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental e amplia foco no combate ao grupo criminoso

02 jul, 2026
Donald Trump | Reprodução/X/@updatecharts
Donald Trump | Reprodução/X/@updatecharts

O governo dos Estados Unidos voltou a colocar o Primeiro Comando da Capital (PCC) no centro de sua estratégia de segurança para as Américas. Em documento divulgado pelo Departamento do Tesouro, a facção foi classificada como “a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental”, reforçando o discurso adotado pela administração de Donald Trump no combate ao crime organizado.

Além da classificação, os EUA anunciaram sanções contra dois brasileiros e três empresas brasileiras, acusados de participar de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A medida faz parte da política americana de ampliar o cerco financeiro contra organizações criminosas.

Estratégia amplia foco na América Latina

A classificação do PCC acontece em meio à nova estratégia dos Estados Unidos para a região. Nos últimos meses, a Casa Branca publicou documentos que colocam a América Latina entre as prioridades da política externa e da defesa nacional.

Entre os objetivos estão o combate ao narcotráfico, o reforço das fronteiras, o aumento da presença militar em áreas consideradas estratégicas e ações para reduzir a influência chinesa no continente.


Forças Armadas Americana (Foto: reprodução/Instagram/@usarmy)


Os documentos também afirmam que os EUA pretendem atuar em parceria com países da região, mas ressaltam que poderão adotar medidas próprias caso considerem que seus interesses de segurança estejam ameaçados.

PCC e Comando Vermelho seguem no radar

Em maio, o governo americano já havia classificado o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo as autoridades dos Estados Unidos, as duas facções possuem atuação internacional, comandam milhares de integrantes e representam uma ameaça crescente para a segurança da região.


Donald Trump ao lado de Lou Holtz (Foto: reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)


A decisão foi criticada pelo governo brasileiro, que defendeu a soberania nacional e manifestou preocupação com os possíveis desdobramentos da medida. Especialistas também apontam que a legislação brasileira já prevê instrumentos rigorosos para o combate às organizações criminosas, sem a necessidade da classificação como terrorismo.

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