Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido em investigação sobre conduta indevida

Detenção foi confirmada pelas autoridades após apuração detalhada; caso envolve suspeitas de irregularidades no exercício de função pública

19 fev, 2026
Andrew Mountbatten | Reprodução/X/@EPreve
Andrew Mountbatten | Reprodução/X/@EPreve

Nesta quarta-feira (18), Andrew Mountbatten-Windsor, que anteriormente detinha o título de príncipe Andrew, foi preso em sua residência no Reino Unido, segundo informou a BBC. O filho mais novo da falecida Elizabeth II é alvo de apuração relacionada a possível comportamento inadequado enquanto exercia funções públicas, além de seu histórico de proximidade com o financista condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein.

De acordo com comunicado oficial, a Polícia do Vale do Tâmisa confirmou a detenção de um homem na casa dos 60 anos, nascido em Norfolk, sob suspeita de irregularidade no desempenho de cargo público. Embora a corporação não tenha divulgado o nome do investigado, veículos britânicos apontaram que se trata do irmão do atual monarca, Charles III.

Mandados e andamento das investigações

As autoridades informaram que a prisão ocorreu após uma análise aprofundada das acusações. O suspeito permanece sob custódia enquanto as diligências seguem em curso. Foram cumpridos mandados de busca em dois imóveis ligados ao investigado, um em Berkshire, região a oeste de Londres, e outro em Norfolk, no leste da Inglaterra. A polícia local confirmou apoio às operações.

O subchefe de polícia Oliver Wright declarou que o inquérito foi oficialmente instaurado após exame criterioso das denúncias. Ele destacou a importância de garantir imparcialidade e rigor no processo, ressaltando o grande interesse público em torno do caso.

A detenção acontece cerca de uma semana após a abertura formal de investigação para apurar se Mountbatten-Windsor teria repassado documentos confidenciais a Epstein durante o período em que atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. Conforme as normas do Ministério Público britânico, a violação de dever funcional pode resultar em pena severa, incluindo prisão perpétua.

Pela legislação do país, um suspeito não pode permanecer detido por mais de 24 horas sem acusação formal, salvo decisão judicial que autorize extensão do prazo para até 96 horas. Especialistas ouvidos pela BBC afirmaram que o ex-integrante da família real deve aguardar interrogatório em cela comum, sem privilégios.


Ex-príncipe Andrew (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Karwai Tang)


Repercussão política e impacto na família real

Após especulações iniciais, o rei Charles III confirmou publicamente a prisão do irmão nesta quinta-feira (19). Em declaração oficial, o monarca enfatizou que o devido processo legal será respeitado e que as autoridades contam com total colaboração da Casa Real. Ele reiterou que “a lei deve seguir seu curso” e que o caso será conduzido de maneira justa e apropriada.

O nome de Mountbatten-Windsor já havia surgido em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados ao caso Epstein. Arquivos tornados públicos desde dezembro mencionam o ex-príncipe e incluem registros fotográficos. Ele também enfrentou acusações de abuso sexual apresentadas por Virginia Giuffre, que alegou ter sido levada por Epstein para encontrá-lo quando ainda era adolescente. O investigado sempre negou as acusações. Giuffre morreu na Austrália, em 25 de abril de 2025, aos 41 anos, segundo familiares.

As revelações ampliaram a pressão sobre a monarquia britânica. O herdeiro do trono, William, e sua esposa, Catherine, manifestaram preocupação com os desdobramentos. Até a última atualização, não houve novo posicionamento oficial da família.

Em outubro, Andrew já havia sido destituído de seus títulos reais por decisão de Charles III e deixou sua residência oficial em Windsor, passando a viver em uma propriedade em Sandringham. O primeiro-ministro Keir Starmer declarou à BBC que ninguém está acima da lei, reforçando que o princípio da igualdade jurídica deve ser aplicado a todos os cidadãos, independentemente de posição ou histórico familiar.

 

Matéria feita por Eduarda Moreira (Inmagazine)

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