Governo anuncia fim do imposto conhecido como ‘Taxa das Blusinhas’

Nova medida encerra o corte da taxa cobrada de 20% em compras internacionais até 50 dólares que deixou de existir a partir desta terça-feira (12)

13 maio, 2026
Fazendo compras pelo celular | Reprodução/Freepik
Fazendo compras pelo celular | Reprodução/Freepik

O imposto apelidado de taxa das blusinhas, criado pelo programa Remessa Conforme, que cobrava 20% sobre as compras internacionais até US$ 50 foi encerrado nesta terça-feira (12) pelo governo federal, e nesta mesma terça, já entrou em vigor, pela informação publicada no “Diário Oficial da União”. A isenção, formalizada em uma Medida Provisória (MP), foi assinada pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em uma portaria do Ministério da Fazenda.

O impacto da nova medida

Com o início imediato da medida, o consumidor logo irá notar a diferença no bolso em compras feitas em plataformas internacionais, como por exemplo, Shein, AliExpress e Shopee. Na cotação atual do dólar, produtos antes que tinham o valor exato de US$ 50, com a cobrança da taxa, custavam ao consumidor brasileiro algo em torno de R$ 354, sem a cobrança da taxa, o preço cairá para R$ 295.


Tela inicial da plataforma de compras online da AliExpress (Foto: Reprodução/Getty Images Embed/Eduardo Parra)


A isenção desta taxa se soma à valorização da moeda brasileira, o real, frente ao dólar americano. Atualmente, o dólar acumula queda de mais de 10% em 2026, chegando ao preço de R$ 4,93 nesta quarta-feira (13). Nesta terça o dólar chegou ao menor valor em mais de dois anos, custando R$ 4,89. “Com o fim do imposto de importação, a cobrança ficará restrita ao ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços].” – Afirmou o especialista em comércio exterior Jackson campos, entrevistado pelo g1.

Desfavorável à indústria brasileira

Apesar do consumidor final valorizar a diminuição dos preços quando for fazer suas “comprinhas” nas suas plataformas internacionais favoritas, as empresas nacionais podem sair prejudicadas com a nova medida. O desfavorecimento à indústria brasileira se deve ao fato de que o imposto funcionava como uma proteção ao fabricante e ao vendedor nacional, principalmente no setor de moda, já que dificultava a entrada de produtos importados e estimulava o consumo de itens produzidos no Brasil.

De acordo com o economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo, na visão macroeconômica, a medida, antes de ser derrubada, ajudava a defender empregos nacionais e tinha relevância ao país. Algumas empresas brasileira se posicionaram diante da medida e afirmaram ser um “grave retrocesso econômico”, e até mesmo um “ataque à indústria brasileira e ao varejo nacional”.

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