Novo programa do governo contra o crime organizado deve ser apresentado nesta terça

O plano do presidente é estruturar o programa em quatro vertentes, sendo uma delas, com objetivo em enfraquecer o poder financeiro das organizações criminosas

11 maio, 2026
Presidente Lula | Reprodução/X/@politicamundo
Presidente Lula | Reprodução/X/@politicamundo

Nesta terça-feira (12), será lançado durante um evento no Palácio do Planalto o plano “Brasil Contra o Crime organizado”, desenvolvido para combater as facções criminosas que cada vez ganham mais força no Brasil. Com a implementação do plano, será feito um decreto presidencial e quatro portarias serão criadas para regulamentar o programa com foco de investimentos para cada uma das áreas.

O planejamento do programa

Como informado pela CNN, o investimento do projeto será de aproximadamente R$ 11,1  bilhões, sendo R$ 10 bilhões destinados aos investimentos em financiamento via FIIS para estados e municípios, e cerca de 1 bilhão de reais em investimentos diretos. Na última quinta-feira (7), quando o presidente Lula visitou os Estados Unidos e se encontrou com Donald Trump, o plano para combate ao crime organizado era um dos temas discutidos entre os dois na Casa Branca, em Washington, segundo o que o presidente Lula afirmou em suas redes sociais.


Presidente Lula em Washington, nos Estados Unidos. (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Fatih Aktas)


Ainda na mesma postagem em suas redes sociais, Lula também valorizou o trabalho feito pela Polícia Federal (PF), no combate ao tráfico de drogas e armas, e afirmou que as alfândegas dos dois países, Estados Unidos e Brasil, já cooperam nessa ação contra o crime organizado.

Os quatro eixos do plano

No programa que deve se iniciar, quatro áreas de atuação serão adotadas como as principais para combater o crime, elas são; asfixia financeira, sistema prisional seguro e esclarecimento de homicídios e combate ao tráfico de armas. Cada um dos eixos receberá um aporte designado do investimento previsto dentro do cerca de 1 bilhão designado para o investimento direto.

O primeiro dos eixos é a asfixia financeira, e o objetivo será combater o fluxo de dinheiro sujo das organizações criminosas. Nesta área, o investimento financeiro será de R$ 302,2 milhões, a operação terá o fortalecimento das FICCOs (Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado) e também será criada uma FICCO nacional para atuações por todos os estados além também da expansão do Comitê de investigação financeira para rastreamento de ativos e leilões centralizados de bens apreendidos.

A segunda vertente tem como objetivo deixar o sistema prisional mais seguro contará com um investimento um pouco superior que a anterior, num total de R$ 324,1 milhões. O principal objetivo dessa área será combater o  controle do crime organizado de dentro das prisões, como os casos em que grandes nomes do crime são presos mas não deixam de gerenciar as facções. O combate será feito através modernização tecnológica das prisões inclusive com bloqueios de sinais para impedir sistemas de comunicação ilícitos, padrão de segurança máxima em 138 unidades estratégicas e também a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal, além das operações para remover celulares, armas e drogas dos encarcerados.


Presos em São Luís do Maranhão (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Mario Tama)


O terceiro eixo é o de esclarecimento nos homicídios, com um investimento de R$ 196,7 milhões. Este contará com um foco simples, melhorar a resolução de crimes no Brasil, e isso será feito com melhorias nas polícias científicas, qualificação dos IMLs (Institutos Médico-Legais), expansão de Bancos de Perfis Genéticos e integração do Sistema Nacional de Análise Balística.

Por fim, a última área de atuação será no combate ao tráfico de armas, com o investimento estimado de R$ 145,2 milhões. O objetivo será de desarticular a circulação de armas que alimenta as organizações criminosas e, para isso, acontecerá a criação da RENARME (Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas) e também o reforço ao SINARM (Sistema Nacional de Armas), por fim também terão operações integradas de fronteira e a rastreabilidade e identificação de origem dos armamentos.

 

 

 

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