Flávio culpa Lula por tarifas e quer acordo com a China
Senador disse que vai buscar a Embaixada da China para debater tarifas sobre carnes e alimentos brasileiros e culpa o governo brasileiro pela crise comercial
O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que planeja procurar representantes da China para debater sobre as tarifas impostas às exportações brasileiras de carne bovina. Flávio disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o principal responsável pelas dificuldades encaradas pelo Brasil diante de negociações globais.
Durante uma transmissão ao vivo feita no sábado (11), Flávio afirmou que a carne brasileira já possui uma taxa de 12% no mercado chinês e ainda disse que os embarques que atingirem o limite da cota anual imposta pelo governo asiático passarão a pagar uma taxa extra de 55%. De acordo com ele, a medida pode aumentar a tributação geral para 67% em algumas partes das exportações.
Senador mira diálogo com a China
Em meio a esse cenário, Flávio ressaltou ainda o desejo de procurar a embaixada da China no Brasil para buscar uma tentativa de reverter a cobrança adicional e evitar efeitos negativos ao setor de exportação.

Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro)
Ainda de acordo com o senador, a ação visa preservar a competitividade da carne brasileira no mercado chinês. Na transmissão, ele afirmou que está disposto a negociar com representantes diplomáticos da China na tentativa de impedir uma eventual sobretaxa sobre os embarques que ultrapassarem a cota anual.
Críticas ao atual Governo
No mesmo discurso, Flávio colocou no governo Lula a responsabilidade pelas complicações encaradas pelo Brasil durante as negociações comerciais. O senador apontou que a política adotada pelo Governo Federal teria colaborado para um aumento das barreiras comerciais direcionadas aos produtos brasileiros.
As declarações acontecem em meio a um período de diálogos sobre as tarifas que impactam exportações brasileiras e negociações realizadas pelo Governo Federal para minimizar efeitos no comércio exterior. Por enquanto, o Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre as declarações feitas pelo senador.
