Governo começa semana decisiva contra o tarifaço

Brasil busca uma ultima tentativa de negociação com os EUA para evitar que tarifa de 25% para produtos brasileiros entre em vigor

13 jul, 2026
Registro do último encontro entre Trump e Lula, que ocorreu em maio | Reprodução/Ricardo Stuckert/PR/Flickr
Registro do último encontro entre Trump e Lula, que ocorreu em maio | Reprodução/Ricardo Stuckert/PR/Flickr

O governo brasileiro, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa uma semana considerada de extrema importância na tentativa de evitar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros imposta pelos Estados Unidos. A perspectiva é de que um novo encontro ocorra entre os representantes dos dois países antes da decisão, marcada para esta quarta-feira (15).

O plano adotado pelo Palácio do Planalto consiste em manter o diálogo entre as partes até o último momento. Aliados do governo analisam que ainda há espaço para negociações, mas admitem que o vigor da tarifa seja a situação mais provável caso as conversas não avancem.

Tratativas entram no ciclo final

As negociações estão sendo conduzidas por autoridades do Escritório Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O Governo Federal tenta de forma incessante convencer os norte-americanos a reavaliarem a medida antes que ela entre em vigor no país.


Donald John Trump é um empresário, personalidade televisiva e político americano; Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido mononimamente como Lula, é um ex-metalúrgico, ex-sindicalista e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores

Donald Trump e Lula (Foto: Reprodução/Instagram/@ricardostuckert)


Segundo informações dos bastidores, o presidente Lula escolheu manter o planejamento adotado nas últimas semanas. A ordem é que novas concessões políticas sejam evitadas e que haja uma insistência maior na via diplomática para tentar derrubar a decisão.

Tarifa pode causar efeitos na exportação

Caso a tarifa entre em vigor, produtos brasileiros que são exportados aos Estados Unidos passam a ficar mais caros no mercado norte-americano. A medida pode diminuir a competitividade de empresas nacionais e afetar diversos setores da economia.

O governo também segue de olho nos impactos para a balança comercial e avalia outros caminhos caso a negociação não avance. Ainda assim, a urgência segue sendo buscar um entendimento antes do tempo final determinado pelos Estados Unidos.

A esperança do Governo é de que os próximos dias sejam decisivos para determinar o futuro da relação entre os Estados Unidos e o Brasil no setor comercial e os efeitos que a medida pode causar sobre as exportações brasileiras.

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