Mistura química em piscina de academia é investigada após morte em São Paulo
Imagens revelam manipulação de produtos químicos durante aula de natação, levantando suspeitas de intoxicação e na morte da professora Juliana
Nesta segunda-feira (9), foram divulgadas imagens das câmeras de segurança da academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo, onde uma mulher morreu após nadar na piscina do estabelecimento. As gravações mostram um funcionário da academia manipulando produtos químicos para o tratamento da piscina no mesmo ambiente em que ocorria uma aula de natação. A Polícia Civil investiga o caso como suspeita de intoxicação química e risco à vida ou à saúde.
Possível causa da morte
De acordo com relatos preliminares, as imagens mostram o funcionário — apontado inicialmente pela polícia como manobrista do estabelecimento — misturando substâncias químicas em um balde próximo à piscina enquanto os alunos ainda participavam da aula de natação.
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Imagens momentos antes da morte da professora Juliana (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalG1)
A principal linha de investigação considera a possibilidade de mistura inadequada dos produtos químicos, o que pode ter gerado gases tóxicos, oferecendo riscos à saúde das pessoas presentes no ambiente onde o incidente ocorreu.
A vítima foi identificada como Juliana Faustino Bassetto, professora, que participava da aula acompanhada do marido, Vinícius de Oliveira. Segundo informações, ambos relataram odores e sabores estranhos na água da piscina e passaram a se sentir mal pouco tempo depois.
Juliana chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Santa Helena, em Santo André. No entanto, ela sofreu uma parada cardíaca e não resistiu, vindo a óbito. Já o marido, Vinícius, permanece internado em estado grave.
Interdição e investigação
Outras três pessoas que estavam no mesmo ambiente também apresentaram sintomas de mal-estar. Entre elas, um adolescente de 14 anos procurou atendimento médico após sofrer efeitos respiratórios intensos e está sendo tratado com suporte de oxigênio.
O espaço foi interditado preventivamente pela Subprefeitura de Vila Prudente. A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP) informou que ainda não localizou o funcionário suspeito de realizar a mistura dos produtos químicos. O caso segue sob investigação pelo 42º Distrito Policial do Parque São Lucas, com apoio da perícia técnica, que busca identificar quais substâncias foram utilizadas e em que quantidade.
Além disso, a apuração pretende esclarecer se houve erro na dosagem ou o uso de produtos irregulares no tratamento da piscina.
