Itamaraty envia resposta à investigação comercial dos EUA

O Itamaraty entregará nesta segunda-feira (18), por meio da Embaixada em Washington, a resposta oficial à investigação comercial aberta pelos Estados Unidos. Quem conduz o processo é o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), órgão responsável por políticas comerciais do país. Tarifas seletivas e negociações travadas Desde 15 de julho, quando a investigação […]

18 ago, 2025
Foto destaque: Palácio Itamaraty em Brasília (Reprodução/Mario De Biasi/Mondadori via Getty Images Embed)
Foto destaque: Palácio Itamaraty em Brasília (Reprodução/Mario De Biasi/Mondadori via Getty Images Embed)
Palácio Itamaraty com sua fachada moderna e áreas verdes ao redor e com várias janelas de vidro

O Itamaraty entregará nesta segunda-feira (18), por meio da Embaixada em Washington, a resposta oficial à investigação comercial aberta pelos Estados Unidos. Quem conduz o processo é o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), órgão responsável por políticas comerciais do país.

Tarifas seletivas e negociações travadas

Desde 15 de julho, quando a investigação começou, o governo americano acusa o Brasil de adotar práticas “desleais” que prejudicariam sua economia. Como reação, o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, como carne bovina e café. Itens como suco de laranja e derivados do aço não foram incluídos após a revisão conduzida pelos EUA.

O Ministério das Relações Exteriores informou que uma força-tarefa formada por diferentes órgãos do governo foi criada para elaborar a resposta. O Itamaraty também afirmou, em nota divulgada na semana passada, que “o Brasil não vai desistir de negociar” e ressaltou que o país “é bom em cultivar amizades”.


Matéria sobre as declarações dos Estados Unidos contra o STF (Vídeo: reprodução/X/@JovemPanNews)

Mesmo com esforços diplomáticos, representantes brasileiros relatam que as conversas com os EUA não avançaram. De acordo com eles, Trump impediu que seus assessores diretos negociassem, e as tarifas têm sido usadas seletivamente, atingindo governos que divergem de sua posição e beneficiando os alinhados.

Superávit bilionário e investigação dos EUA

Hoje, os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Apesar disso, Trump afirma que a balança comercial é desfavorável para seu país, enquanto dados do governo brasileiro indicam que, nos últimos 15 anos, os EUA registraram um superávit superior a US$ 400 bilhões.

A ação aberta contra o Brasil é sustentada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que prevê investigações sobre práticas estrangeiras vistas como desleais. Entre os pontos em análise estão o funcionamento do Pix, tarifas consideradas preferenciais, regras de combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual e a comercialização do etanol brasileiro. Se o resultado confirmar que há práticas desleais, Washington poderá ampliar tarifas, cortar benefícios comerciais ou impor novas restrições.

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