Caso Henry Borel: depoimentos são decisivos para condenação de Jairo e Monique
Julgamento do caso Henry Borel termina com punição por homicídio doloso e tortura após revelações sobre agressões sofridas por crianças na infância
Novos depoimentos da babá de Henry Borel e da ex-enteada de Jairinho, obtidos no fim de maio deste ano, foram decisivos na condenação do ex-vereador pela morte do menino de apenas 4 anos. A condenação aconteceu no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Depoimentos de agressões e relatos da ex-enteada de Jairinho
O julgamento teve início no dia 25 de maio e o desfecho aconteceu na madrugada do dia 4 de junho, condenando o ex-vereador por homicídio doloso (quando há a intenção de matar) do seu enteado de 4 anos, Henry Borel. Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado na penitenciária de Bangu. A mãe de Henry também foi condenada em episódio de tortura e por homicídio culposo, mas ela não cumprirá a pena, pois obteve perdão judicial.
🚨VEJA – Jairinho é condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, de 4 anos pic.twitter.com/I4qqQ6hFkR
— Michelle Freitas (@BrazUK_News) June 4, 2026
Jairinho e Henry Borel (Foto: reprodução/X/@brazuk_news)
Hoje a ex-enteada de Jairinho tem 18 anos, mas declara em seus depoimentos que, aos 5 anos, sofreu agressões do padrasto da época. Ela declarou que o homem tinha o hábito de levá-la a um motel e a afundava na piscina do local. Segundo ela: “Ele ficava me afundando até eu encostar no chão. E aí me soltava. Eu respirava, e ele me afogava de novo com o pé dele, me empurrando. Até o chão, várias vezes”.
Papel da babá no julgamento e mensagens sobre violência
A babá do garoto assassinado, Thayná de Oliveira Ferreira, é considerada uma peça fundamental no julgamento. Ela respondia por falso testemunho, mas voltou atrás nas suas declarações e foi fundamental para que o Ministério Público apontasse três casos de tortura contra Henry. Ao ser questionada sobre o porquê de não ter acionado a mãe do garoto, Thayná declarou: “Eu ficava tão nervosa quanto a criança, e eu apenas como uma empregada sem poder fazer nada”.
⚠️ATENÇÃO:A Justiça deu perdão judicial a Monique Medeiros após os jurados entenderem que ela não teve intenção de matar o filho. Com isso, a juíza Elizabeth Louro considerou que o sofrimento dela já seria uma punição suficiente.
O promotor Fábio Vieira dos Santos discordou da… pic.twitter.com/b4eY9lbJ4X
— BAÚ DO RIO OFC (@baudorio) June 6, 2026
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel (Foto: reprodução/X/@baudorio)
Em outra ocorrência, foi identificado que a babá comunicou à mãe, Monique Medeiros, sobre as agressões e, em uma chamada de vídeo, Henry conta à mãe que havia tomado uma “banda” do padrasto, já indicando sinais de violência. A defesa dela, por outro lado, alega que a mulher não sabia das agressões.
