Falas machistas do assessor de Trump são criticadas por Janja
Paolo Zampolli ainda se referiu às mulheres brasileiras de forma xenofóbica e sexista, repercutindo de forma negativa no país
A primeira dama do Brasil, Janja da Silva, se expressou em suas redes sociais para criticar as falas de Paolo Zampolli, assessor especial do presidente americano Donald Trump , sobre as mulheres brasileiras. Janja declarou sua indignação contra o representante americano , reforçando sobre a forma com que as mulheres lutam diariamente para conseguir seus direitos e espaços dentro da sociedade.
A fala de Paolo Zampolli
O assessor do presidente Trump disse que mulheres brasileiras são programadas para causar confusão, fala que repercutiu negativamente nas redes sociais e também no canal italiano RAI, o qual entrevistou o representante americano.
Matéria da CNN sobre o ocorrido (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)
A declaração do enviado de Trump para as parcerias globais foi feita em resposta a uma pergunta sobre as acusações de agressão física, psicológica e sexual feitas por Amanda Ungaro, ex-modelo brasileira e ex-companheira dele por cerca de 20 anos.
A brasileira contou que já foi vítima de agressão quando recusou ter relações sexuais com Paolo, tendo até mesmo apresentado hematomas como prova de agressão do assessor. Ele nega todas as acusações e afirma que Amanda tentou prejudicá-lo.
A posição do Ministério da Mulheres sobre a situação
Paolo já afirmou em outra ocasião que mulheres brasileiras são “uma raça maldita”, “programadas para causar confusão”. O Ministério das Mulheres declarou que as falas de Zampolli reforçam discursos de ódio e desvalorizam as mulheres do país , afrontando os pilares de dignidade e respeito estabelecidos. O Ministério das Mulheres ainda completou:
“A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa. Nesse sentido, o Ministério ressalta que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado sob o argumento da liberdade de expressão”
Paolo Zampolli (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Andrew Toth)
O governo brasileiro reafirmou o compromisso com a proteção às mulheres e também com a promoção dos direitos , às protegendo contra crimes de misoginia , reconhecida como fator de risco para a escalada de agressões que podem levar ao feminicídio.
