Após avanço na Câmara, Hugo Motta cria comissão para discutir fim da escala 6×1

Hugo Motta cria comissão na Câmara para debater fim da escala 6×1 e abre discussão sobre mudanças na jornada de trabalho no Brasil

24 abr, 2026
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Reprodução/Câmera dos Deputados/Bruno Spada
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Reprodução/Câmera dos Deputados/Bruno Spada

Na tarde desta sexta-feira (24), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, criou oficialmente a Comissão Especial que vai analisar o fim da escala 6×1. Ele também fez o pedido de indicação de membros para o colegiado, que será formado por 38 integrantes titulares.

A criação da comissão marca mais uma etapa importante na discussão sobre mudanças na jornada de trabalho no Brasil. A proposta tem chamado atenção por tratar de um tema que afeta diretamente trabalhadores e empresas, o que aumenta o interesse sobre os próximos passos.

Formação da comissão e próximos passos

De acordo com as regras de proporcionalidade de bancadas, o Partido Liberal (PL) terá direito de indicar sete membros para a comissão. Esse número é definido com base no tamanho de cada partido na Câmara, o que garante uma participação proporcional nas decisões. O líder da bancada, Sóstenes Cavalcante, afirmou que ainda não definiu quais nomes serão escolhidos, o que indica que as negociações internas ainda estão em andamento.

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara nesta semana, em uma votação simbólica, quando não há contagem individual de votos. Isso mostra que houve acordo entre os deputados para que o texto avançasse. Agora, na Comissão Especial, devem acontecer os debates de mérito, que são discussões mais profundas sobre o conteúdo, incluindo possíveis mudanças e ajustes antes de uma decisão final.

Até o momento, Hugo Motta ainda não divulgou quem será o relator da matéria, que é o deputado responsável por analisar o texto e apresentar um parecer. Segundo informações, ele pretende discutir o nome antes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que indica que a escolha será feita com cautela e pode levar em conta fatores políticos e técnicos antes da definição.

A escolha do relator é importante porque essa pessoa vai ajudar a conduzir as discussões e organizar o texto da proposta. É ele quem vai analisar o tema com mais atenção e sugerir possíveis mudanças. Por isso, a decisão costuma ser feita com cuidado, já que pode influenciar o andamento da proposta.


Hugo Motta e Lula (Foto: reprodução/Getty Images Embed/SERGIO LIMA)


Debate sobre a escala 6×1

A escala 6×1 é um modelo de jornada de trabalho em que o trabalhador atua seis dias seguidos e tem um dia de descanso, sendo comum em setores como comércio e serviços. A proposta em análise busca discutir o fim desse formato e, caso avance, pode trazer mudanças importantes na rotina de muitas pessoas, além de impactar a organização de empresas e da economia. Por isso, a criação da comissão é vista como um passo importante, já que será nesse espaço que os deputados vão debater os efeitos da possível mudança antes de tomar uma decisão.

Hugo Motta ocupa atualmente a presidência da Câmara dos Deputados e tem papel direto na condução de pautas relevantes. Sua atuação nesse caso mostra a importância do tema dentro do Legislativo, indicando que o assunto será analisado com mais atenção. Nos próximos dias, a definição dos membros e do relator deve avançar, permitindo o início dos trabalhos e uma nova fase de debates, enquanto a expectativa é que as discussões tragam mais clareza sobre os possíveis impactos do fim da escala 6×1.

Enquanto a proposta avança, diferentes opiniões devem surgir durante os debates. Alguns defendem mudanças na jornada de trabalho para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, enquanto outros apontam possíveis desafios para empresas, que podem precisar reorganizar suas atividades.

Diante disso, a Comissão Especial terá a função de ouvir especialistas, representantes de trabalhadores e do setor empresarial. Esse diálogo é importante para que a decisão final leve em conta diferentes pontos de vista e busque um equilíbrio entre as necessidades de todos os envolvidos.

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